O Plano Nacional de Educação Fiscal - PNEF vem sendo implementado nos estados brasileiros através do Grupo de Educação Fiscal Estadual - GEFE, presente em cada uma das unidades da Federação, cuja composição conta com membros das Secretarias de Estado da Fazenda e da Educação e da Secretaria da Receita Federal.
Na Paraíba, a Gerência Operacional de Educação Fiscal da Escola de Administração Tributária – ESAT, é o órgão que pertence à Secretaria da Fazenda Estadual e trata das ações do PNEF junto a diversos órgãos parceiros do programa no Estado.
Cabe a esses grupos estaduais, dentre outras atribuições inerentes ao Programa Nacional, a elaboração de material didático, a capacitação de disseminadores e de professores para a Educação Fiscal, a realização de eventos relacionados ao tema, bem como o monitoramento dos projetos desenvolvidos e sua avaliação.
O Programa tem como objetivo a internalização da noção de cidadania nos cidadãos, com o consequente estímulo à sua participação na vida política de seu município e de seu país.
90 O PNEF contribui sobremaneira para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão, tornando este um corresponsável direto pelo destino de seu país.
Observa-se dessa forma que os professores são também pedra fundamental nesse processo, pois como disseminadores do conhecimento, podem colaborar de forma fundamental como formadores de opinião sobre a estrutura e o funcionamento da Administração Pública
A Educação Fiscal foi então criada para disseminar nos cidadãos um método de ensino que deseja promover a aprendizagem do cidadão, o conscientizando sobre a função social do tributo e como ele pode estimular a justiça social, ativando a sua participação na aplicação, arrecadação e fiscalização do dinheiro público. Borges (2012, p. 18) coloca Educação Fiscal
― omo um pro sso n ssário, pois um s sf r s m is n glig n i s p l so i é do conhecimento, significado econômico, financeiro e social do tributo, principal fonte de r it públi ‖.
A nossa Carta Magna trás em seu artigo 3° os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, e em seu inciso I, nos informa que é um de seus objetivos a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Assim sendo, é necessária a participação do cidadão, para uma correta fiscalização do Estado no cumprimento do seu papel.
Entendemos, portanto, que a temática é bastante pertinente, visto que é necessário se formar uma consciência crítica para que se saiba melhor perceber nossos direitos e deveres, no que tange ao aspecto socioeducativo do tributo, bem como ter conhecimento a respeito do controle social dos gastos públicos.
3 METODOLOGIA
De acordo com a autora Vergara (2014), essa pesquisa se classificou quanto aos fins:
descritiva e exploratória; quanto aos meios: estudo de caso; quanto à sua abordagem, pode ser classificada como: qualitativa e quantitativa.
Foram utilizados questionários que apresentavam variáveis distintas, cujas análises são geralmente apresentadas através de tabelas e gráficos (FACHIN, 2003).
Através dos discentes e docentes dos cursos de ciências contábeis e gestão financeira da Instituição de Educação Superior da Paraíba – IESP promoveram em uma escola pública de ensino fundamental na cidade de Cabedelo/PB o projeto de conscientização sobre tributos, na aplicação inicial de um questionário diagnóstico básico sobre a Educação Fiscal.
3.1 Público Alvo
Professores e alunos do 6º e 7º ano, da Escola Municipal de Ensino fundamental Maria Pessoa Cavalcanti, Cabedelo, Paraíba, com eventual expansão para outras turmas do ensino fundamental.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Identifica-se que a Constituição Federal de 1988 ampliou as possibilidades de participação do cidadão na administração pública, empoderando, facilitando o acesso às informações sobre as ações governamentais, podendo atuar diretamente na construção de políticas públicas, exercendo o papel fiscalizador do controle social, como forma de aprimoramento da democracia participativa.
91 Essa iniciativa deve ser encarada como um primeiro passo. A caminhada é longa. Essa pesquisa seguirá em seus próximos passos coletados mais informações sobre o ensino fundamental, buscando desenvolver novas competências voltadas a educação fiscal, buscando novas estratégias e a elaboração de outros saberes que poderão ser incorporados a educação cidadã, contextualizada às práticas da vida em sociedade, proporcionando um melhor desenvolvimento de nosso país.
REFERÊNCIAS
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http://64.233.169.132/search?q=cache:P0v2iBBDpxwJ:https://ead.serpro.gov.br Acesso em 17 set 2019
VERGARA, S. C.. Projetos e Relatórios de Pesquisa Em Administração - 15ª Ed.
2014. Editora Atlas.
92 COMPARAÇÃO DE TÉCNICAS PARA A PREVENÇÃO DE LOMBALGIA
OCUPACIONAL: revisão de literatura
COSTA, Clessia Maria Oliveira da SILVA, Jaine Elisabeth da MELO JUNIOR, Wallacy Dantas de CAVALCANTI , Jeane Odete Freire dos Santos
1 Discentes do bacharelado em Educação Fisica do IESP 2 Docente do IESP
RESUMO
As doenças associadas a coluna vertebral são consideradas as maiores causas de absenteísmo de grande parte da população. Dentro dessas afecções a lombalgia possui maiores taxas de ocorrências, podendo causar desde limitações do movimento até um estado de invalidez temporária. A preocupação com a saúde do trabalhador ganha cada vez mais espaço em pesquisas importantes na área. O presente estudo teve como objetivo analisar os métodos de massagem e alongamento utilizados no tratamento de dores musculoesqueléticas associadas a lombalgia em funcionários de empresas. Concluindo que a massagem terapêutica é uma técnica maravilhosa para dores lombares. Valendo que a massagem sendo aplicada por mãos habilidosas e um excelente alivio de diversas categorias de dores especificamente a lombar.
Muito mais que científico e fisiológico. A massagem terapêutica prepara o corpo para a melhora e cura da lombalgia de qualquer tipo.
Palavras-Chave: Lombalgia Ocupacional. Massagem. Alongamento.
INTRODUÇÃO
As doenças associadas a coluna vertebral são consideradas as maiores causas de absenteísmo de grande parte da população. Dentro dessas afecções a lombalgia possui maiores taxas de ocorrências, podendo causar desde limitações do movimento até um estado de invalidez temporária. Sendo considerada um fenômeno multidimensional, fisiopatológico, social e comportamental. Estudos demonstram que as causas relacionadas a incidência de dores na região lombar, estão associadas a ações biomecânicas, alterações musculoesqueléticas, características individuais e fatores ocupacionais. Acometendo principalmente indivíduos economicamente ativos, gerando uma grande demanda e consequentemente altos custos aos serviços de saúde pública, assim como também afetando questões socioeconômicas.
A efetividade de várias intervenções relacionadas a terapias alternativas para o tratamento não farmacológico da lombalgia e de outras algias referente a coluna vertebral, destacando a massagem terapêutica e o alagamento, apresenta diversos benefícios para a saúde do indivíduo, tais como: alivio de tensões e dores musculares e o alivio de pressões vertebrais.
A preocupação com a saúde do trabalhador ganha cada vez mais espaço em pesquisas importantes na área (GURGUEIRA et al., 2003). Diante disso, o presente estudo teve como objetivo verificar os efeitos da utilização dos métodos de massagem e alongamento, como práticas alternativas no combate e tratamento de dores musculoesqueléticas associadas a lombalgia. Analisando a prevalência dos sintomas e principais fatores associados a esse distúrbio em funcionários de empresas.
93 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
As dores localizadas na região lombar ou lombalgia apresentam etiologia multifatorial, ou seja, podendo está relacionada a um conjunto de fatores sociodemográficos, comportamentais, atividade cotidianas e doenças crônico-degenerativas. O diagnósticos dessa algia é considerado simples e clinico, destacando a presença de dor em qualquer tentativa de movimento, dessa forma constatando a imobilidade muscular e articular. A solicitação de exames complementares tem como finalidade a confirmação e localização da origem do problema.
Essa síndrome pode ser definida como um sintoma referente a dor aguda ou crônicas na região lombar. A lombalgia aguda é caracterizada pelo surgimento súbito de dores, podendo ter a durabilidade de até seis meses, na maioria dos casos o pacientes se recuperam e conseguem retornar para suas funções diárias (Caraviello et al., 2005). Já a lombalgia subaguda possui duração de seis a doze meses, diante disso o retorno do indivíduo para a realização das suas atividades diárias será em torno de três meses. Por fim a lombalgia crônica, apresentara a durabilidade superior a doze meses, comprometendo desde a limitação do movimento até a invalidez temporária do indivíduo (SILVA et al., 2014).
Diversos fatores podem contribuir para o ocasionamento e cronificação dos sintomas de dores na região lombar, sendo eles: fatores psicossociais, obesidade, tabagismo, idade, sexo, escolaridade, realização de atividade cotidianas, sedentarismo, síndromes depressivas, fatores congênitos e posturais. Destacando-se causas intrínsecas que estão associadas a inflamações, congênitas, degenerativas e mecânicos-posturais. Assim como também fatores extrínsecos, associado a limitação da capacidade funcional, lesões agudas, entorses, lesões crônicas, estresse postural, esforços exigidos para o desenvolvimento de atividade profissionais e da vida diária, evidenciando especificamente a realização de movimentos repetitivos com utilização de objetivos relativamente pesados (FAZZI; TOLEDO, 1984).
Além disso, as dores continuas provocadas por essas condições, acarretara alguns fatores psicológicos como distúrbios de sono, depressão, estresse, insatisfação e ansiedade.
Portanto os constantes avanços tecnológicos, a automatização e especialização do trabalho, visando uma maior produtividade tem gerando impactos significativos nos aparecimentos de lesões. Devido a essas circunstâncias, grande parte desses funcionários acabam se submetendo a posturas inadequadas e intensas de trabalho. Resultando em desordens musculoarticular relacionadas a sobrecarga de esforços físicos associadas a movimentos repetitivos, acometendo diretamente a postura corporal, e dessa forma prejudicando o rendimento do trabalhador e consequentemente a produtividade da empresa.
Períodos de pequenas pausas para a prática de atividades físicas durante a jornada de trabalho, associado a massoterapia proporcionara resultados benéficos no combate, prevenção e alivio dessa morbidade. A realização desses exercícios promovera o aumento da flexibilidade musculo articular, pois a falta dessa mobilidade associado a fadiga muscular dos extensores da espinha, compromete o alinhamento e estabilidade da coluna vertebral, contribuindo pra o surgimento de dores lombares. Assim como também, o encurtamento dos músculos isquiotibiais e iliopsoas, ocasionara o acentualmente da lordose lombar e consequentemente sobrecarga intradiscal (BARROS et al., 2011).
A ocorrência de dores lombares tem se tornando cada vez mais crescente na população brasileira, revelando a abrangência e magnitude dos efeitos dessa morbidade. Segundo o Instituto Nacional de Previdência Social (2016), a dor lombar é a segunda maior causa de consultas medicas, hospitalizações e intervenções cirúrgicas. Estima-se que cerca de 70% a 85% da população mundial, apresentara em algum momento da vida, um quadro álgico
94 lombar, na maioria dos casos são episódios de curta duração e que não possui importância significativa para justificar consultas médicas.
Existem tratamentos farmacológicos e não farmacológicos proposta para esta patologia e, dentre ele a o uso da massagem para dor lombar é uma prática comum. A massagem é benéfica para a lombalgia que não for proveniente de doenças, seja subaguda ou crônica, e também apresenta efeitos a longo prazo após o término do tratamento. Outros efeitos da massagem são o alívio de dores, tensões musculares e relaxamento, promovendo sensação de bem-estar (BORGES et al., 2012).
A massagem tem sido uma das terapias mais procuradas para aliviar a dor lombar não específica. Á eficácia da massagem terapêutica como tratamento para diminuir dores e consequência da lombalgia ocupacional apontam diversas pesquisas. Está intervenção demonstrou influência diretamente as atividades laborais de vários profissionais, que apresentaram uma grande melhora significativa no seu trabalho e na vida pessoal.
O alongamento muscular historicamente sempre foi bastante relacionado as práticas desportivas, com intuito de aumentar a flexibilidade muscular e amplitude articular, além de auxiliar na redução de lesões sendo possível melhorar o desempenho atlético. Estudos abriram mais nosso campo de visão ao tratar o alongamento como exercícios terapêuticos, onde define como um conjunto de movimentos específicos com o objetivo de reduzirem as dores causadas pela lombalgia e promover a saúde física do indivíduo. (VAN MIDDELKOOP et al., 2010)
Há alguns anos as empresas tem empregado o alongamento, exercícios aeróbicos, massagens entre outras práticas corporais, a fim de aumentar e melhorar o desempenho e a saúde de seus colaboradores. Os alongamentos são usados para o fortalecimento, estabilização, balanço e coordenação, além de poder dar atenção a um músculo especificam, ou a um grupo de músculo como os do tronco e do abdômen. (FERREIRA et al., 2007)
METODOLOGIA
O presente artigo consiste numa pesquisa exploratória bibliográfica sobre os motivos e prevenção da lombalgia ocupacional, a partir de estudos de artigos científicos, livros e documentos. Na busca por gerar conhecimentos acerca do tema, a natureza da pesquisa é exploratória, que em acordo com ― st s p squis s têm omo obj tivo propor ion r m ior familiaridade com o problema, com vista a torná-lo m is xplí ito ou onstruir hipót s .‖
GIL (2009, p.40). Segundo Gil, (2009) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado constituído principalmente de livros e artigos científicos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As considerações finais deverão apresentar os resultados do estudo e seu posicionamento dos autores sobre a temática e os resultados.
Nesse contexto, as mais diversas técnicas de terapias auxiliares e alternativas ganham importância e evidências apoiam a eficácia da massagem terapêutica para tratamento de dor lombar não específica a curto prazo. (Borges, 2010, Kumar 2013,).
Nos casos da lombalgia, a massagem aplicada traz efeitos terapêuticos positivos, sobretudo no que concerne as funções psicológicas e fisiológicas do paciente. Promove eficiente relaxamento muscular, significativo aumento da sensação de bem-estar, além da evidente percepção de carinho e cuidado (Siqueira, 2006).
Diante a pesquisa feita por Borges, (2010) revela que as sessões de massagem terapêutica ou relaxante, após longos turnos de trabalho, reduziram em até 89% dores decorrentes da lombalgia e a sensação de bem-estar aumentou, substancialmente nós profissionais aplicados.
95 Concluindo que a massagem terapêutica é uma técnica maravilhosa para dores lombares. Valendo que a massagem sendo aplicada por mãos habilidosas e um excelente alivio de diversas categorias de dores especificamente a lombar. Muito mais que científico e fisiológico. A massagem terapêutica prepara o corpo para a melhora e cura da lombalgia de qualquer tipo.
O alongamento estático tem sido muito utilizado na fisioterapia como a principal escolha para o tratamento da lombalgia. Em um estudo desenvolvido na Clinica de Fisioterapia do UVV – Centro Universitario Vila Velha (ES) observaram através do método de cadeias musculares e articulares Godelieve Denys-Struyf (GDS) que ao utilizar o alongamento e a massagem, houve uma estabilização lombar e conscientização corporal, reestabelecendo o equilíbrio dos músculos e articulações da região lombo pélvica. Por fim os resultados das pesquisas concluíram que o alongamento é um grande contribuinte para a redução da intensidade da dor e da incapacidade por um longo período.
REFERÊNCIAS
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97 A PRÁTICA DO EXERCÍCIO FÍSICO COMO NOVA ABORDAGEM NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO EM DIFERENTES TIPOS DE CÂNCER:
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
FILHO, Israel dos Santos Duarte 1 ARNAUD, José Roberto Santos² CAVALCANTI, Élida Batista Vieira Sousa³
1 Graduando em Educação Física, Faculdades Nova Esperança/FACENE.
2 Graduando em Educação Física, Faculdades Nova Esperança/FACENE.
3 Farmacêutica Bioquímica, Doutora em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos, Faculdades Nova Esperança/FACENE.
RESUMO
O Câncer caracteriza-se por uma modificação genética em virtude de diversos fatores do indivíduo, sendo responsável por milhões de mortes anualmente. O exercício físico vem se tornando uma alternativa de tratamento, resultando no desenvolvimento de novas células saudáveis, prevenção da caquexia e manutenção da força. O presente estudo tem por objetivo analisar o efeito que a atividade física promove em diferentes neoplasias. Trata-se de uma revisão sistemática, consultando dados no Scielo, Google Acadêmico, ACSM e PubMed, utilizando os descritores: câncer, exercício físico, tratamento, prevenção. Os trabalhos foram enfáticos em evidenciar efeitos como melhoras na fadiga, força, na massa muscular e caquexia. Portanto, é importante a prática do exercício físico, sob orientação de uma equipe multidisciplinar, uma vez que se percebe efeitos positivos no tratamento e prevenção do câncer. No entanto, futuras pesquisas devem ser desenvolvidas como forma de ampliar o conhecimento e contribuir com a literatura existente nessa temática.
Palavras-Chave: Câncer. Exercício físico. Tratamento. Prevenção.
INTRODUÇÃO
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2019), o câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum a perda do controle da divisão celular de forma anormal sem ocorrer apoptose e, em algumas ocasiões, pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas, como tecidos e órgãos, a metástase. O rápido e incontrolável crescimento celular desordenado acarreta em efeitos negativos sobre a saúde dos indivíduos.
Corroborando com isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2018), estima que essa patologia é a segunda principal causa de morte no mundo, sendo responsável por 9,6 milhões de mortes em 2018. Essa doença manifesta-se por uma alteração genética decorrente de fatores intrínsecos ou extrínsecos do indivíduo como, exposição as radiações, substâncias poluentes no meio ambiente, dieta pouco saudável, sedentarismo e inatividade física. Assim, apresenta efeitos, tais como, comprometimento na função cardiorrespiratória e no sistema imunológico, fadiga, sarcopenia, dentre outros.
No entanto, como possibilidades de tratamento para essa doença estão a aplicação de quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal e alguns procedimentos cirúrgicos. Apesar de
98 todos esses meios de tratamento, surgem também os efeitos deletérios como náuseas, tonturas, perda de apetite, depressão, fadiga, caquexia, osteopenia, diminuição da capacidade aeróbia e perda de massa muscular (Castro Filha et al., 2015 e Oliveira, 2015).
Entretanto, estudos epidemiológicos recentes sugerem que o tratamento dessa patologia deve ser efetuado por uma equipe multidisciplinar, cujo objetivo é tratar o paciente em sua totalidade, promovendo uma melhor qualidade de vida (Castro Filha et al., 2015).
Dessa forma, o exercício resistido em pacientes oncológicos está sendo utilizado como nova abordagem no auxílio do tratamento e importante meio de prevenção por apresentar melhoras no quadro clínico dos indivíduos como, aumento do consumo máximo de oxigênio, melhora na função cardiorrespiratória e no sistema imunológico, prevenção da caquexia, da astenia e ataxia; aumento na massa muscular, dentre outros (Soares, 2011 e Guergal et al., 2018).
Diante do exposto, fica evidente a importância na iniciativa a prática da atividade física, uma vez que se percebe efeitos positivo no auxílio do tratamento e prevenção dessa patologia. Dessa forma, por considerar um assunto novo e pouco explorado, essa revisão sistemática tem como finalidade analisar a utilização do exercício físico como método preventivo e meio de tratamento de diferentes tipos de câncer.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A prática regular do exercício físico, com orientação de um profissional da educação física, tem sido recomendada para a prevenção e tratamento de diversas doenças, apresentando relação direta com a diminuição dos fatores de riscos e na manutenção do peso corporal, percebendo melhoras nas funções neuromusculares, podendo diminuir a fadiga, melhorando diretamente o bem-estar e qualidade de vida, assim, proporcionando o aumento das aptidões físicas e benefícios a saúde (Colégio Americano de Medicina Esportiva – ACSM, 2011).
Segundo Castro Filha et al., (2015) e Nascimento et al., (2011) a combinação do treinamento de força e aeróbio trazem benefícios para os pacientes oncológicos em tratamento e pós- tratamento, podendo ser observado melhora na condição cardiorrespiratória, aumento da força muscular e diminuição nos níveis de fadiga, além de contribuir com melhorias nos aspectos psicossociais e físicos.
Corroborando com os estudos supracitados, Oliveira (2015) a partir de estudos já concluídos, mostrou a influência do treinamento resistido e aeróbio, na intervenção do tratamento do câncer, tendo como resultados a redução de náuseas e fadiga, melhorias significativas sobre o consumo máximo de oxigênio, força muscular e capacidade aeróbia.
Para Pontes (2011), a prevenção de doenças e o incentivo à saúde devem ser realizadas através da atividade física, pois tem como efeito diminuir os riscos de neoplasia. Além disso, a intervenção do exercício no organismo ajuda a manter o equilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, evitando o aumento de peso que por sua vez reduz o surgimento de diversas patologias crônicas. Corroborando com isso, Munhoz et al., (2016), afirma que adoção de uma alimentação saudável aliado aos exercícios resistidos contribuem para um estilo de vida saudável, evidenciando fator de proteção para essa doença.