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Efeito da intervenção com 10 (dez) sessões de EVCI em pacientes com

No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 36-41)

functional parameters of patients with metabolic syndrome” – Anexo D).

2.2.1 Critérios de inclusão e exclusão

Idem ao item 2.1.1

Para um poder estatístico de 95% e nível de significância de 5%, uma amostra de 13 indivíduos foi calculada (159, 160). Uma amostra suficiente (n=28) foi recrutada. Seis indivíduos não compareceram para realizar o EVCI e foram excluídos. Assim, vinte e dois indivíduos (20 mulheres e 2 homens) participaram deste estudo. A análise foi realizada de acordo com o critério STROBE (161). Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HUPE/UERJ (CAAE 54981315.6.0000.5259). REBEC: RBR-2bghmh

2.2.2 Mensurações realizadas

2.2.2.1 Características antropométricas

Com relação a mensuração da massa corporal e da altura, o procedimento adotado foi o mesmo do item 2.1.2.1. Adicionalmente, foi realizada a medida da circunferência abdominal. Para esta medida, foi utilizado ponto médio entre a última costela e crista ilíaca, conforme recomendadodo pela OMS (8). Com o auxílio de uma fita métrica foi possível a obtenção deste valor em centímetros (cm). Esta mensuração foi realizada antes e após o protocolo com 10 sessões de EVCI.

2.2.2.2 Aferição da pressão arterial sistólica e diastólica e da frequência cardíaca

Para as aferições das pressões arteriais sistólica e diastólica, em mmHg, e da frequência cardíaca, em batimentos por minuto (bpm), foi utilizado o mesmo protocolo descrito no item 2.1.2.2.

As aferições foram realizadas antes e após os EVCI, em todas as sessões. Para análise foram considerados os valores das médias de antes da primeira sessão e após a décima (última) sessão.

2.2.2.3 Medida da flexão anterior de tronco

A medida da FAT foi realizada através do protocolo descrito no item 2.1.2.3.

O teste foi realizado antes e após os EVCI, em todas as sessões. Para análise foram considerados os valores de antes da primeira sessão e após a décima sessão. O percentual da

mensuração antes da sessão foi considerado com 100% (164). O %DDC também foi determinado.

2.2.2.4 Avaliação de parâmetros funcionais

A análise da funcionalidade foi realizada através dos testes descritos abaixo.

a- Teste de sentar e levantar da cadeira

Para avaliar a força de membros inferiores foi utilizado o teste de levantar e sentar da cadeira cinco vezes (TLSC). Neste teste, foi solicitado ao indivíduo que sentasse em uma cadeira, com os pés apoiados no chão, o dorso do tronco apoiado no encosto da cadeira e os braços cruzados sobre a porção ventral do tronco. Ao comando do avaliador e ao ser acionado o cronômetro, foi solicitado ao indivíduo que levantasse e sentasse 5 vezes, o mais rápido possível (167).

O teste foi realizado antes da primeira sessão e após a última sessão do protocolo com 10 sessões de EVCI.

b- Avaliação da força de preensão palmar (dinamometria)

A força muscular foi mensurada através da força de preensão palmar/manual (PP/M), mensurada quantitativamente através do dinamômetro digital (EMG830RF, EMG System, São José dos Campos, SP).

Através desta mensuração foi possível acessar a força de membros superiores – especificamente a mão. Os pacientes foram posicionados sentados em uma cadeira, com os pés apoiados, o dorso do tronco encostado na cadeira, com ombro aduzido e cotovelo com flexão de 90º e punho em posição neutra.

Foi solicitado ao paciente que realizasse o teste na mão dominante e que o mesmo exercesse uma força máxima de contração por 6 segundos. O teste foi realizado 3 (três) vezes, com intervalo de 1 (um) minuto entre os mesmos. Foi utilizado para análise o maior valor encontrado das três tentativas (168).

O teste foi realizado antes da primeira sessão e após a última sessão do protocolo com 10 sessões de EVCI.

c- Teste da velocidade de marcha (3 metros)

Para a avaliação da velocidade de marcha (VM), o paciente foi solicitado a caminhar por uma distância de 3 metros devida e visivelmente demarcada em um local apropriado. Ao comando do avaliador e ao ser acionado o cronômetro, o indivíduo percorreu o trajeto e duas mensurações foram realizadas. O melhor tempo foi considerado para análise (169). A VM foi calculada dividindo-se a distância percorrida pelo tempo gasto no percurso.

O teste foi realizado antes da primeira sessão e após a última sessão do protocolo com 10 sessões de EVCI.

2.2.3 Intervenção

O protocolo com 10 sessões de EVCI foi realizado em 5 semanas, sendo realizada 2 sessões por semana, com intervalo de, pelo menos, 24h de descanso entre cada sessão. A primeira sessão realizada está descrita no item 2.1.3. Da segunda até a décima sessão o indivíduo foi posicionado de pé, com os pés descalços sobre a base da POV (Figura 4), com flexão de joelhos de 130º (170). Para identificação dos diferentes deslocamentos pico-a-pico, fitas adesivas foram coladas sobre a base da plataforma. Foram utilizados os mesmos deslocamentos pico-a-pico, tempo de trabalho e de repouso, citados no item 2.1.3. Com relação a frequência utilizada, foi de 5 Hz na primeira sessão, sendo acrescido 1 Hz por sessão, chegando na décima sessão com 14 Hz. Os valores do pico de aceleração para cada posicionamento foram calculados (118) e estão na Tabela 1.

Figura 4- Paciente em pé sobre a base da Figura 5- Base da plataforma plataforma oscilante/vibratória. oscilante/vibratória demarcada.

Tabela 1- Valores do pico de aceleração utilizado no protocolo de exercícios de vibração de corpo inteiro.

f- frequência, Pacel- pico de aceleração, D- deslocamento pico-a-pico.

Os efeitos adversos da intervenção foram avaliados através de perguntas ao paciente sobre a presença de algum desconforto durante a sessão.

2.2.4 Análise estatística

A estatística descritiva incluiu a média e desvio padrão. O teste de normalidade de Shapiro-Wilk foi realizado para determinar se o dado seguia uma distribuição normal ou não.

O teste de Wilcoxon e o teste t de Student foram utilizados para comparar o percentual de mudança em diferentes resultados de mensurações devido aos EVCI. O nível de significância foi admitido como p<0,05. Estas análises foram executadas usando o programa estatístico Bioestat 5.0 (Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Brazil). Os valores foram expressos em média ± DP.

A magnitude do efeito foi determinada através do d de Cohen e considerados como d

≤ 0,2, pequeno efeito; 0,2< d <0,8, moderado efeito e d ≥ 0,8, como grande efeito (166) para dados paramétricos. Para dados não-paramétricos foi utilizado o coeficiente de correlação (r) com os dados sendo reportados como 0,1 como pequeno efeito; 0,3 como moderado efeito e 0,5 como grande efeito (171).

2.3 Efeito dos exercícios de vibração de corpo inteiro em pacientes com obesidade

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