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CAPÍTULO 3: CRIAÇÃO DA IDENTIDADE VISUAL DA INTERAGIR DESIGN

3.2 Elementos Institucionais

3.2.3 Elementos secundários

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projeto a ser realizado, uma aceitação pelo público de determinadas cores como representativas dessa categoria. Investigar as cores da concorrência e optar pela utilização de uma combinação inusitada ou não. Se o projeto vier a ter circulação internacional, essa pesquisa deve ser bem mais cuidadosa, porque os significados e preferências pelas cores costumam variar conforme as culturas.” (2007, p.104)”.

A cor deve ser bem estudada na concepção de um projeto, deve se tomar muito cuidado na hora de escolher a cor. A influência dela perante o consumidor é muito grande. Deve se tomar cuidado na criação em relação à distância. Existem casos em que marca na hora de ser colocada, por exemplo, em banners e em outdoor, obtiveram efeito ruim e já no papel não. Ao contrário de outras marcas que mesmas vistas de longe a sua cor logo a identifica como exemplo Mc Donald’s

Figura 21 – Assinatura visual da empresa McDonald’s

Depois de feitos os estudos sobre cor, foi visto que a escolha destas para a construção da identidade visual é de suma importância, pois identificará a marca, a cor faz com que a marca seja memorizada facilmente. A respeito da cor Strunck nos diz:

“As pessoas podem não saber descrever o logotipo ou o símbolo das marcas mais conhecidas, mas certamente serão capazes de dizer quais são as suas cores. Uma ou mais cores, que, sempre nos mesmos tons, são usadas nas identidades visuais, são chamadas de cores padrões. Na

maioria das vezes passam, com o uso, a ter mais reconhecimento do que o logotipo e o símbolo.” (2003, p.79).

Baseando nas palavras de Strunck o escritório optou por cores que fossem chamar a atenção das pessoas e que ficassem gravadas na memória daqueles que vissem a marca, de forma a criar algo diferenciado. É através da cor que comunicamos facilmente. A cor influência bastante em vários sentidos da nossa vida. No design ela é responsável pela fácil absorção da imagem vista pelo público.

Isso se deve porque a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo. A mente absorve toda informação repassada e assim havendo a percepção da mensagem a ser transmitida. As cores possuem significados que devem ser levados em consideração para transmitir o conceito certo. Segundo estudos o amarelo significa alegria, é uma cor bem visível. O azul está direcionado a confiança, segurança, tranqüilidade, pensamento. Muitas marcas usam o azul para associar o seu produto ao significado da cor. O roxo passa a idéia de sofisticação. Essa cor geralmente é utilizada em marcas direcionadas a produtos finos. Preto tem como um dos significados a autoridade. O cinza estabilidade, praticidade. A cor magenta tem como significado a sofisticação. Violeta criatividade.

Mediante a todas essas informações, foram definidas as cores, lilás para o balão maior e de fundo, amarelo para o círculo superior, magenta e azul para os círculos acima formando assim as primeiras cores.

Através destas primeiras cores foram escolhidas mais três cores para a junção dos círculos. Aonde há junção do círculo amarelo com magenta formou-se uma nova cor misturando porcentagens diferentes do amarelo com o magenta formando um tom mais claro do magenta. E assim do azul com amarelo originou se um azul esverdeado assim como a união dos três círculos que formou um tom de roxo. Diante desse resultado de cores associamos essa construção a mesma idéia do conceito, não somos iguais, mas nos unimos e formamos novas idéias no caso uma nova cor.

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Figura 22 - Assinatura visual Interagir Design

Na cor do logotipo foi escolhida a cor 75% do preto formando um cinza, por se uma cor que traz mais leveza e ao mesmo tempo referente ao símbolo o contraste entre os dois ficaria mais harmônico. Inicialmente a cor escolhida foi o preto, mas adiante se resolveu mudar por ser uma cor pesada que competiria com o colorido do símbolo.

O alfabeto institucional tem por objetivo dar unidade aos textos das aplicações junto com os elementos primários e deve ser formado por uma família tipográfica diferente da composta pelo logotipo ou pela marca para que a fonte usada nesses elementos não se desgaste com o uso em textos corridos ou até mesmo que tire o destaque pertencente à marca.

A família tipográfica deve ser escolhida de acordo com algumas normas: a harmonia entre fonte e os elementos primários; não chamar mais atenção do que o logotipo ou a marca; ser legível; estar disponível para ser utilizada pelos fornecedores da aplicação; ter características que combinem com os conceitos do sistema e com a imagem corporativa da empresa. O alfabeto institucional é utilizado para padronizar tudo que envolve a Identidade visual. Peón salienta:

“O alfabeto institucional é utilizado para normatizar os textos incluídos nas aplicações, juntamente com os elementos primários. Ele é composto por uma família tipográfica preferencialmente de fácil disponibilidade e aquisição, incluindo suas variações de peso (itálico e negrito, ao menos).

Dificilmente esta família tipográfica é a mesma utilizada no logotipo ou na marca. Tal se deve a dois fatores: Porque a fonte utilizada nos elementos primários tende a ser muito marcante (o que torna sua aplicação em textos corridos muito desgastante, banalizando-se e, assim, desvalorizando o próprio SIV) e porque sua utilização nos demais textos tende a retirar ou minimizar o destaque que, afinal, deve ter o logotipo ou a marca no layout como um todo.” (2003, p.43)

Quem escolhe a fonte que irá padronizar a identidade visual é o designer que criou a marca da empresa. Foi escolhida para ser o alfabeto institucional da marca interagir a fonte Myriad. A escolha se deu pelo fato da fonte não possuir serifa assim como o logotipo. Passando a idéia de leveza quando observada.

Figura 23 - Alfabeto Institucional

O alfabeto institucional padroniza os textos quando aplicados na identidade visual. Como o nome, endereço no caso do cartão de visitas. Toda parte de documentação relacionada a empresa padroniza-se a grafia.

É importante falar do conforto visual de uma fonte. No caso de livros e revistas habitualmente usa-se tipos com serifas onde os textos são longos e exigem mais da concentração do leitor. Strunck pondera que

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“Talvez um dos exemplos mais claros da importância dos alfabetos padrão e sua importância sejam os jornais. Cada um deles tem uma tipologia que, associada à paginação, determina sua personalidade. Para o leitor habitual de um jornal, apenas isso é suficiente para identificá-lo em meio a outros.

Não são necessários logotipos ou símbolos. Basta abrir o jornal, em qualquer página, que sua tipologia explicita sua identidade.” (2007, p. 82).

A fonte Lucida Sans foi escolhida como tipografia para meios digitais, por ser uma fonte de fácil acesso nos computadores caso não haja a fonte Myriad. Na figura 24 pode ser observar que a fonte também não possui serifas dando leveza aos textos.

Figura 24 - Tipografia para meios digitais

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