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ESTRATÉGICO

No documento políticas públicas municipais (páginas 65-69)

M

ULTIDIMENSIONAL

(recurso político, econômico, técnico-administrativo, etc.) F

ORTE

I

NCERTEZA

(Considera as mudanças da realidade) Prob (X)

A B

C

OM

A

TORES

S

OCIAIS

(Atores sociais em jogo) P

LANEJA QUEM GOVERNA

X

tarias, departamentos, cartórios) por ações nas áreas da saúde, educação e assistência. Por exemplo: a caracte- rização da população de crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal e das diferentes modali- dades de risco que se apresentam no município (trabalho infantil, violência doméstica, prostituição infantil, etc.) Outros indicadores podem ser obtidos no IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no Ministério da Educação e da Saúde e em organismos como o IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, universidades e institutos de pesquisa.

A avaliação qualitativa dos problemas do município tem que partir da observação da realidade e da descrição sobre como os fatos se apresentam na vida de crianças e adolescentes. Explicar as causas e as con- seqüências de um problema, identificando os efeitos que ele provoca, é o caminho para desenhar ações que tenham impacto.

Planejaré desenhar ações capazes de criar uma nova realidade e mudar o curso dos acontecimentos.

As ações são desenhadas com base na identificação de problemas que são expressão da insatisfação com uma situação existente. Planejar é assumir o desafio de transformar esta situação.

Qualquer ação ganha maior impacto se incide sobre as causas de um problema. Aí deve-se concen- trar a intervenção da administração municipal, selecionando os nós críticos em que sua atuação direta pode alcançar maiores resultados

2) Definição de Metas: é dar foco aos desafios que serão enfrentados e aos resultados que se pre- tende alcançar em um determinado período de tempo. Trata-se de explicitar o que vai mudar na vida de crianças e adolescentes do município através do conjunto de ações que serão desenvolvidas, de acordo com as prioridades de atuação da administração municipal. As metas devem ser traduzidas em dados quantita- tivos e qualitativos para que se tornem claras e objetivas. Por exemplo: combater a defasagem de série e idade dos alunos do ensino fundamental com a implementação de classes de aceleração para 50 alunos.

A partir da definição de metas/resultados que a gestão municipal pretende alcançar, é que se elabora o Plano de Ação que vai detalhar como concretizá-las.

3) Plano de Ação: é o desenho de todas as ações por meio das quais as metas da gestão municipal serão atingidas em determinada abrangência temporal. É, portanto, o instrumento que permite a visualiza- ção de para onde se quer ir, e o caminho a ser trilhado.

O Plano de Ação é um momento do planejamento em que se delimitam objetivos, atividades, recur- sos mobilizados, beneficiários diretos e indiretos, prazos e responsabilidades.

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Exemplo de Plano de ação:

4) Projetos e Operações: a implementação do Plano de Ação requer a elaboração de projetos que traduzam detalhadamente as ações concretas, ou seja, as operações necessárias para atingir as metas da gestão municipal. Este detalhamento explicita o compromisso prático que será assumido para a materialização de uma determinada proposta. A elaboração de um projeto deve considerar:

• qual é o problema, a situação que atinge crianças e adolescentes e que se pretende enfrentar com esta ação;

• por que está se escolhendo esta ação para enfrentar este problema, ou seja, o que fundamenta esta proposta de trabalho;

•Localizar crianças e adolescentes fora da escola e matriculá-los imediatamente

•Garantir a permanência da criança na escola

•Criar programa de apoio, orientação e auxílio às famílias Toda criança

de 7 a 14 anos na escola, com evasão zero

•mutirão de visitas domiciliares

•matrículas fora de prazo

•campanha de orientação às famílias para matricular seus filhos

•distribuição do kit de material escolar

•transporte gratuito

•bolsa-educação (para famílias de baixa renda)

•campanha de orientação às famílias para a permanência da criança, enfatizando os benefícios da escolarização

•equipe de apoio pedagógico

•programas de geração de renda

•redes comunitárias de solidariedade e apoio às famílias de baixa renda

até maio/97

até junho/97

Secretaria da Educação

+

Conselho Municipal dos Direitos da Criança

+

Conselho Municipal de Educação

Secretaria de Desenvolvimento Social

+

Conselho Municipal dos Direitos da Criança

+

Conselho de Assistência Social

Metas Ações Recursos Prazo Responsáveis

• para que será realizado, quais são os objetivos e finalidades do projeto de ação. O que se pretende transformar;

• para quem é dirigido, qual é o público-alvo que será beneficiado – caracterização e quantificação;

• como a ação será implementada, ou seja, quais são os procedimentos, que metodologia será utilizada;

• com que recursos é preciso contar para a sua realização:

• recursos econômicos (de investimento e custeio)

• recursos humanos (profissionais envolvidos)

• recursos materiais (equipamentos, infra-estrutura)

• recursos políticos (aprovação na Câmara Municipal, negociação com entidades sociais dos municípios, etc.)

• em quanto tempo será realizado o projeto de ação: elaboração de um cronograma que detalhe a organização no tempo das atividades e resultados previstos;

• avaliação do que será realizado: quais os critérios de medição de resultados e desempenho que serão utilizados.

5) Monitoramento e Avaliação: é o que vai indicar que as ações estão promovendo as mudanças almejadas na vidas das crianças e dos adolescentes. E esta indicação é dada pela variação entre a situação encontrada quando se iniciaram as ações planejadas pela gestão municipal e a nova situação gerada.

Monitoraré acompanhar a execução do que foi planejado, usando indicadores.

Avaliaré refletir e analisar conjuntamente os resultados das ações desenvolvidas.

Alguns indicadores podem ser utilizados para monitoramento e avaliação, tais como:

• indicadores de estrutura: informam sobre os recursos empregados na ação — dinheiro, horas de trabalho, equipamentos, espaços, etc.

• indicadores de processo: refletem como se desenvolve a ação, as formas e os fluxos;

• indicadores de resultados: indicam os produtos da ação, tanto quantitativos como qualitativos;

• indicadores de impacto: dizem o que mudou por causa da ação em relação à situação anterior.

A readequação e o ajuste permanente de um plano a novas situações é a conseqüência do processo contínuo de acompanhamento e avaliação. Para tanto, é preciso analisar também a conjuntura e os cenários que vão mudando na realidade em que se está atuando.

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E XPERIÊNCIAS DE P ARCERIAS :

No documento políticas públicas municipais (páginas 65-69)

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