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CAPÍTULO 5

5 DISCUSSÕES

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contexto de uma rampa carbonática, que teve com principal fator de controle a variação do nível do mar de baixa amplitude (Figura 5.1). Este modelo inclui quatros fases de sedimentação descritas a seguir:

Intervalo I – Rampa carbonática influenciado por tempestades, mar alto

O primeiro intervalo corresponde a sedimentação de rampa carbonática intermediária influenciada por tempestade e atividade orgânica. Na base, a alternância de calcários e folhelhos acompanhados por sucedidos por estratificações cruzadas swaley e hummocky da associação A1 definem zona transicional, com sedimentação dominado por processos de tração e suspensão influenciada por eventos de tempestade. Estes depósitos evoluem para a associação A2, que consiste em grainstones intraclásticos laminados e cruzadas de baixo ângulo e ausência de folhelhos. Estes depósitos representam zona shoreface dominadas por fluxo oscilatório constantes e também influenciado por tempestades.

Além disso, a presença dos biohermas estromatolíticos da associação A3, indica que nas zonas mais rasas foram colonizadas por comunidades microbianas que desenvolveram bioconstruções em forma de patch reefs.

Segundo trabalhos anteriores, este intervalo estratigráfico foi desenvolvido durante fases de progradação de trato de sistema de mar alto (Nobre-Lopes 1995 e Meyer 2018) a partir da descrição de fácies proximais, intermediárias e distais da rampa carbonática correspondente ao Intervalo I. Por outro lado, trabalhos sugerem trato de sistema transgressivo ou de início de mar alto (Caetano-filho et al. 2019 e Uhlein et al. 2019).

Intervalo II – Exposição Subaérea (Fim do primeiro ciclo regressivo)

O segundo intervalo registra um ciclo regressivo marcado pela exposição da rampa carbonática pela queda relativa do nível do mar. O período de tempo de exposição foi longo o suficiente para dissolução meteórica em zonas epicárstica marcado pela superfície S1. O evento resultou nos depósitos de “mantaling breccia” ou manto de brechas (A4), além de relevo irregular com altos topográficos como “torres” e pináculos. A superfície S1 pode ser correlacionada superfícies regional de limite de sequência da primeira sequência de 2ª ordem do Grupo Bambuí, também sucedidos por sucessões dolomitizadas (Reis & Suss 2016, Caetano Filho et al. 2019, Uhlein et al. 2019). As ausências contribuição sedimentação siliciclástica, bem como precipitação de evaporitos sugere processo de carstificação em clima semi-árido ou semi-húmido (James & Choquette 1988).

Intervalo III – Transgressão marinha

A exposição da rampa carbonática foi sucedida pelo aumento do nível do mar que marca o evento um evento transgressivo. O processo gerou o afogamento das feições, superfícies e depósitos

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cársticos subaéreos, com fim da transgressão marcado pela superfícies de inundação marinha máxima S2. Ao longo deste processo houve a reativação da sedimentação carbonática da plataforma, estabelecimento de colônias microbianas em zonas de submaré (A5 e A6), possivelmente resultante aumento expressivo de nutrientes nas zonas mais rasas desencadeado pela subida do nível do mar (Nogueira et al 2017). O processo de transgressão marinha provavelmente também conduziu o início do processo de dolomitização em estágios precoces de soterramento.

Intervalo IV – Progradação da rampa carbonática

Após o máximo de inundação marinha se instala o período de trato de sistema de mar alto. A retomada da fábrica carbonática em condições de mar alto, gera a progradação da rampa carbonática por meio de sistema deposicionais de águas rasas como sistema de planície de maré (A7 e A8). Neste cenário o processo de dolomitização foi otimizado pelo aumento de zonas de mistura de água (mixed water). A maior circulação de águas em zona freática foi proporcionada pelo arcabouço poroso das brechas carbonáticas associado ao bombeamento intersticial por flutuação da maré. A dolomitização também pode ter sido acentuada em função de atividade orgânica das colônias bacterianas (Tucker & Wright 1990). O continuo processo de progradação e soterramento das planícies de maré, inibe gradativamente a zona de dolomitização, entrando para zonas de calcário-Mg marcado pela superfície S3. Os intervalos dolomitizados III e IV podem ser correlacionados as zonas de dolomitização regional em zonas de alto estrutura tectônicas (Caetano Filho et al. 2019, Ulhein et al. 2019).

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Figura 5.1: Correlação de modelos paleoambienteais subdivido em quatro etapas temporais de acordo com a variação do nível do mar.

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CAPÍTULO 6 6 CONCLUSÃO

O trabalho de levantamento estratigráfico e análise de fácies na sucessão carbonática da região do município de Pains – MG, permitiu a elaboração de quatro perfis estratigráficos com a identificação de 23 fácies, que foram agrupadas em oito associações de fácies, definidas como: A1 – Transicional;

A2 – Shoreface influenciado por tempestade; A3 –Recifes estromatólitos bulbosos (patch reefs); A4 – Manto de brechas epicársticas, A5 – Supramaré cárstica, A6 – Recifes estromatolíticos colunares (patch reefs) , A7 – Planície de maré I e A8 – Planície de maré II. Além disso, foram definidas três superfícies indicados como Superfície S1, Superfície S2 e Superfície S3, onde as duas primeiras possuem significado regional. A organização vertical da assembleia de associações de fácies e superfícies estratigráficas, sugerem um sistema deposicional de águas rasas em contexto de rampa carbonática, influenciadas pela variação relativa do nível de mar de curto prazo (short-term fluctuation).

Com os registros de deposição dos ambientes interpretados foi produzido um modelo de evolução paleoambiental para a rampa carbonática subdividido em quatro intervalos dependentes da variação do nível do mar. O Intervalo I (Rampa carbonática influenciado por tempestades, mar alto) corresponde a um trato de mar alto com deposição de calcarenitos, folhelhos calcíticos e colônias estromatolíticas isoladas na rampa carbonática sob influência de tempestades. O Intervalo II (Exposição Subaérea) é marcado pela queda relativa do nível do mar expondo a rampa carbonática a processos de carstificação, gerando uma fácies de manto de brechas e uma superfície erosiva. O Intervalo III (Transgressão marinha) marca um trato de sistema transgressivo, o afogamento do relevo cárstico e registrando o ponto de máxima inundação, reativando a deposição carbonática sobre a plataforma carbonática em ambientes de supramaré cárstica nos altos estruturais e recifes estromatóliticos. O Intervalo IV (Progradação da rampa carbonática) reinstala um trato de sistema de mar alto com progradação de depósitos carbonáticos com esteiras microbiais que evoluem para colunas em ambientes de planícies de maré.

Apesar das sucessões analisadas serem pouco espessas apresenta um arcabouço estratigráfico relativamente complexo. Resultado de uma dinâmica de sedimentação em zonas de águas rasa restritas da rampa carbonática susceptível a variações nível do mar de curto prazo, que definiu um ciclo de regressão-transgressão-mar alto. Este cenário pode estar atrelado ao contexto tectônico de alto estrutural na bacia na região de Arcos-Pains, MG (Reis & Suss 2016) (Figura 6.2). Além disso, a evolução dos

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tratos de sistemas e ambientes deposicionais, são correlatas a porção superior da primeira sequência de 2ª ordem proposta por Caetano-Filho et al. (2019), bem como a zona de dolomitização regional definida por Uhlein et al. (2019) (Figura 6.1).

Figura 6.1: A. A sucessão carbonática estudada corresponde a porção superior da primeira sequência de 2° ordem da Formação Sete Lagoas proposto por Caetano-Filho et al. (2019) (Seta Amarela) e B. na zona regional de dolomitização definida por Uhlein et al. (2019) (ellipses vermelhas).

Figura 6.2: Modelo geotectônico da bacia Arcos-Pains proposto proposto por Reis & Suss (2016), localizando a área de estudo como alto estrutural (seta amarela).

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