CIRCUNSTANCIADA EXPOSIÇÃO DOS DIFFERENTES ACTOS, DE QUE ELLA CONSTA, E SÃO OS SEGUINTES :
Absorpção.—O que 6, logar por onde se effectua e causas, que a de- terminam ? Terão as raizes a propriedade electiva?
Circulação ou movimento dos suecos nos vegetaes.
Por onde sobe a seiva bruta, e causas, que determinam o seu ascen- do. Como se prova o seu curso e velocidade?
Seiva elaborada.—O que 6, como se organisou e por onde se dirije das folhas para as raizes e para as outras dilTerentes partes do vegetal.
Gira£«o.--Direcção dos líquidos dentro das cellulas, meios de obser- var estes movimentos; vegetaes que mais se prestam a esta observação, e agentes, que modificam este movimento, e causa presumível d'esté movi- mento.
Cyclase.—Como se faz o movimento do latex dentro dos vasos lacti- ciferos, e como se pôde observar. Propriedades physicas o composição clii- mica do latex. Que papel exercerá o latex nos vegetaes?
Excreção vegelal.—Km que consiste, e quaes os pontos em que se
POI.YTECIINICA 1)0 PORTO 103 toma mais notável este acto, liem como natureza das matérias regeiladas.
As raizes tamliem excretam ?
Transpiração.—Sen fim e difference entre ella e a vaporisação. Pro- va, de que os vegetaes transpiram. Onde se opera a transpiração?
Respiração.—0 que é, e em que consiste. E' ella completamente análoga a dos animaes? Existe mais que uma respiração nos vegetaes?
A coloração dos vegelaes.—POÍUTÍI considerar-se como proveniente da oxydação e desoxydaçào da cliloropliila?
Assimilação e desassimilação.
Origem dos elementos constituídos dos princípios immédiates e das matérias salinas dos vegetaes. Circumstanciada descripção e discussSo d'esté importantíssimo olijecto, seguindo em tudo o compendio. (I). C.ouvet, Curso elementar de Botânica, segunda edição).
Direcções, que apresentam as duas partes do axophito (raiz e caule).
Tlieorias, porque se tem querido explicar todos os phenomenos do crescimento e direcções oppostas do eixo. Juizo critico d'ellas, conclusão, que d'ellas devemos inferir.
ÓRGÃOS UE REPRODUCÇÃO Flor,—ConslderaçCes geraes Acerca d'ella.
Denominação dos vertlclllos ; de que deve constar para ser perfeita, ou para ser completa. Origem dos órgãos floraes; (metamorphose em geral).
1'cdunculo.—0 que e, donde provém, e quaes as denominações, que lhe competem segundo o seu ponto de inserção, numero de flores, que con- tém, modificação de formas et cietera.
Pedkello.—Ou ramificação do eixo primário (do pedúnculo) em ei- xos secundados, terciários.
Jlracleas.—tíe onde provém e differença entre ellas e folhas floraes.
Différentes denominações, que lhes competem, segundo seus caracteres e até da reunião delias, constituindo os invólucros — involueellos—caliculos —e cupulos.
Leis da symetria da (lòr, e casos, em que ella parece alterada ; por exemplo pela apparição de um disco, ou de o nectarios, ou de estâmes pa- recendo epi, ou periginicos, quando são sempre hypogenicos.
Prefloraç:io.—Q\i Estivação dos verlicillos floraes antes da anthese da llòr. Das nove espécies de prelloração admittidos por Cauvct.
Diagramas.—0 que são e suas denominações.
INKLORESCENCIAS Sua definição e divisão em axillar e terminal.
Os typos das axillares, que o compendio estahelece são deduzidos da existência de um so eixo, ao qual estão ligados as flores, ou da ramificação d'esté eixo em secundários, terciários.
/." Typo.—Flores seceis sohre o eixo primário (espiga, amentilho, spadice, cone, capilulo, e syconio).
101 ANNUAKIO DA ACADEMIA
S." Typo.—Flores sustentadas por eixos secundários (cacho, corymlio simples, e sertula).
5.° Typo.—Flores dispostas em eixos terciários (panicula, corymho composto e umhella composta).
A inllorescencia terminal tem por nome geral o de cymeira, que pô- de ser simples, dichntonica e unipara.
Definição de todas estas inflorescencias, e conhecimento pratico d'el- las por llguras e typos naturaes.
DA FLOR
Receptáculo da llor, o que 6, e ditlerença que ha entre elle, torus e phovantho, ou clinanlho.
Gynophoro, guiandrophoro e anthophoro, o que são.
Cálix. —0 primeiro verticillo da Oôr, quando ella ô periantliada, 6 for- mado de Sepalas.
Estudo de cada sepala considerada isoladamente, sua structura ana- tómica, e organogenia.
Cálix ganosepalo e dialysepalo, o que são, denominações, que lhe competem segundo são regulares ou irregulares, e a modificação de forma, que apresenta.
Corolla.—Verticillo das pétalas. Estudo de cada pétala isoladamente, e das duas partes, de que c formada (lamina o unha). Caracteres deduzidos d'estas duas partes, da forma, proporção o soldadura das pétalas entre si, constituindo asgauiopetalas, nas quaes se distingue o luho, fauce e limho.
Estudo por figuras e typos naturaes de todas as corollas.
Amlroceo.—Ou verticillo estaminai. Denominações que competem á llõr, segundo o numero, proporção relativa, posição, soldadura dos estâmes entre si, quer pelos filetes (supporte da antera), quer pelas anteras (lojas continentes do pollen).
Pollen.—Sua organographia e distineção dos caracteres das í?iíi«a e exina, que tomam na dehiscencia da antera o nome de tulio pelinico, e a parte contida de materia fecundante, ou fovilla.
Formação da antera, do pollen, e constituição do mesmo.
Estâmes singenesicos, ginandricos e symphisandros, o que são.
Gyncceo ou verticillo carpelar. Delida exposição des: ovário—estilele
—estigma—ovulo e placcntacão.—Denominações que competem a llòr se- guindo o numero de carpelos, posição, inserção relativa, forma e soldadura d'estas partes entro si c com as outras da flor. Modo de formação e orga- nisação dos carpelos. Meios de reconhecer se o ovário e inferior, superior ou parietal.
Partes da flor accessorias ou transformadas. Disco, neclarios e estam- niinodos, o que são e como contam na symetria da flor.
FECUNDAÇÃO
Breve historia da descoberta d'esla funeção, e phénomènes que se ma- jiifeslam antes, no acto e depois da fecundação.
POLYTECHNICA DO POI1TO 105 Marcha da fecundação. Apparelho filamentoso, Vesículas embrionárias
e cellulas antípodas, em que logar existem dentro do sacco embrionário ? Formação do embrySo na extremidade do seu lilete suspensor e das partes, de que consta este embryão. Formação do endosperm (quando existe). Sua direcção e meios de reconhecer se elle é anlitropo, homotropo, amphytropo ou heterotropo.
Arilo, Arilodo, e Strophiolo ; de onde provém.
CIRCUMSTANCIAS QUE FAVORECEM A FECUNDAÇÃO
A anlo-fecundação 6 sempre possível nas llores estamino-pistiladas?
O que sào plantas dicogamas protandrias e dicogamas protegimicas ? 0 Dimosphismo vegetal em que consiste? Accusara elle uma tendência nos vegetaes monoclinos a passarem a diclinos divicos? A Gravidade, o Vento e os Fusectos como auxiliam a fecundação? A fecundação das plan- tas aqualicas como se réalisa?
Digemese ou gerações alternadas. Comprovação da sua existência pe- las observações de Tulasne e exposição das ideias de J. Sachs a tal respeito.
Parthénogenèse, ou geração virgem. 0 que pretendem ser.
Heterogenia, ou gerações (ditas) espontâneas. Existem ellas?
Hybridos e Mestiços, o que são e como se oblem.
FItUCTO
O que 6 e partes, de que õ constituído. Fructos induviados, o que são?
Do péricarpe-, e sua deluiscencia. Distribuição methodica dos fructos, seguindo-se o mesmo compendio.
0 grão, composto de episperme e da amêndoa.
Episperme, membranas, de que se formou, tomando agora o nome de Tegmen e Testa.
Meios prãticos de reconhecer os óvulos. Orlotropos o Campylolropos pela posição do chalazio em relação ao hilo, o dos anatropos, não só por esta relação, como pela existência do raphe, ou vasiduclo.
Amêndoa, o que 6, casos, em que o embryão é perispemico, ou apo- rispermico.
Embryão, descripção detalhada de sua gemùla, corpo colyledonar o radicula.
Movimentos das plantas tanto phancrogamieas, como cryptogamicas.