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GECKO BIOMEDICAL)

No documento E OS JOVENS (páginas 196-200)

Vamos dar início à sessão sobre a Mobilidade. Primeiro que tudo, eu gostaria de agradecer o convite de Sua Excelência o Presidente da República para estar aqui hoje e ter a oportunidade de presidir a esta sessão sobre a Mobilidade Jovem, já que é um tópico que me é particularmente próximo e que me diz bastante. Portanto, sem demoras.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República, todos os convidados, senhoras e senhores.

Vivemos, sem dúvida, num tempo de mudança. Abriram-se fronteiras para permitir a livre circu- lação de bens e de pessoas. Vivemos num mundo em rede, onde a informação está acessível a todos muito rapidamente, onde estamos em contacto com as pessoas nas mais diversas partes do mundo.

Apesar de todo este desenvolvimento, assistimos a uma crise económica mundial sem precedentes.

Esta crise afetou os jovens de todo o mundo, em particular os jovens portugueses. Mudou-lhes os

Os Jovens

e a MOBILIDADE

sonhos, as aspirações, e levou à emigração jovem em massa. Se este facto for ignorado, poderá ter consequências irreversíveis para o país. No entanto, não julgo que esta onda migratória se possa comparar a ondas migratórias anteriores.

Posso, para isso, falar da minha atual experiência, tão similar à de outros jovens portugueses que tenho conhecido ao longo do meu percurso. Nasci num país, Portugal, onde existe um ensino públi- co de qualidade, onde tive o direito à educação e onde atingi graus elevados de formação académica, sempre ao abrigo do sistema público português. Faço parte da geração portuguesa mais qualificada de sempre, onde, no entanto, falta uma massa crítica económica capaz de gerar emprego e criar valor para o país e conseguir integrar os jovens no mercado laboral. Para tal, como muitos, saí do país;

criei a minha rede; tenho mentores e colegas em todo o mundo, que são fundamentais para a minha formação e para o sucesso da minha curta carreira.

Não saí por não existirem oportunidades para mim em Portugal – isso é um ponto assente –, mas por querer desafios maiores, passíveis de ter um impacto em todo o mundo, um impacto global.

A emigração irá ter consequências graves se permanecer unidirecional. No entanto, eu vejo hoje a emigração como uma oportunidade de criar novas redes, colaborações, contactos, num mundo cada vez mais pequeno. Portugal não pode ficar isolado desta rede e tem de contribuir ativamente para a sua implementação. Posso dizer que eu, mesmo estando fora, mantenho o contacto com grupos de investigação de excelência em Portugal, com quem procuro trabalhar, estabelecer colaborações e ir mais além, um pouco mais além com este trabalho. Coube a gerações anteriores possibilitar-nos a liberdade, a democracia e a educação; cabe a esta nova geração usar essa educação e desenvolver o país, criar valor e gerar oportunidades. É o nosso dever. Está na altura de mostrarmos ao mundo, não só a nossa capacidade de ética de trabalho – que julgo que já temos demonstrado ao longo de várias gerações –, mas também os nossos valores sociais, a nossa capacidade de liderança, de inovação e de criação de valor.

Este painel vai focar exatamente neste tema: como os jovens portugueses se integram no mundo, que oportunidades têm, e como estas oportunidades são essenciais para o seu desenvolvimento – pessoal, profissional –, e para a criação de massa crítica em Portugal. E sem mais demora, eu vou dar a palavra ao Bruno Neto, que tive a oportunidade de conhecer ontem, e que faz um trabalho extraordinário em todo o mundo, já esteve por todo o lado, e nada melhor do que ele para descrever um pouco o seu percurso.

Obrigada. Sem dúvida, o Bruno é o perfeito exemplo como uma pequena dose de loucura é sempre essencial para irmos mais além, e como é gratificante podermos trabalhar a ajudar as pessoas e ao mesmo tempo podermos aprender e receber tanto delas.

Obrigada. A seguir vamos ter o Dr. David Cairns, que é irlandês, vem da Irlanda, está há dez anos em Portugal, e o seu trabalho foca-se em Mobilidade Juvenil.

Obrigado. Eu julgo que, desta apresentação, realmente o ponto essencial é que é necessário criar um sistema que favoreça a mobilidade de jovens e que esta esteja acessível a todos os jovens. E tam- bém que este sistema não leve a uma fuga de cérebros, que realmente haja mecanismos para apro-

veitar estes jovens com novas experiências, novas visões e novas redes de contactos, para que possam promover o país.

E sem mais demora, vamos passar ao Dr. Pedro Soares, que é atualmente diretor da Agência Nacional ERASMUS+ Juventude em Ação, e que vai falar sobre estes programas, como é que têm decorrido e que vantagens é que trazem para os jovens do país.

Obrigado, Pedro, por falares desta importância do sonho europeu para ajudar os jovens a adquirir competências transversais – são hoje essenciais para o mercado de trabalho. Acho que todos os mem- bros deste painel têm uma atitude bastante otimista perante a realidade, perante o futuro, e acho que é importante mantermos este espírito otimista e trabalharmos para construir um país melhor. A mobilidade é essencial para o crescimento pessoal e profissional. É importante o país manter o con- tacto com esta diáspora jovem, que, mesmo estando fora, mesmo estando fisicamente longe, pode contribuir para o país. E hoje em dia, com todas as tecnologias que existem, o mundo é pequeno.

Obrigado.

Nos obstáculos, o sonho e a irreverência do risco de sermos melhores E começo com uma estória...

Sherlock Holmes e o seu fiel amigo e assistente Watson decidiram fazer uma caminhada pela floresta.

No fim de um longo dia de horas em caminhos definidos e trilhos não planeados, Sherlock Holmes Coordenador Técnico de programas humanitários e formador da ONG Solidarités International/F, Oxfam/UK, Action Against Hunger/USA acompanha atualmente comunidades na República Democrática do Congo.

A atividade humanitária levou-o a Angola, em 2014 e 2013, no quadro de pro- gramas de controlo da malária e de redução da mortalidade infantil, realizando palestras, encontros e visitas domiciliárias.

Em 2011 colaborou com a OIKOS, nas Honduras e com os Médicos do Mundo Espanha em Angola.

Em 2006 foi Responsável de Projetos no CNJ-Conselho Nacional de Juventude, tendo sido fundador e dirigente associativo da CISTUS – Organização de Desenvolvimento Local no Tramagal.

Detentor de múltiplas formações de educação não formal, é graduado nomeadamente em Estudos do Desenvolvimento e Desenvolvimento da Comunidade pelo Ins- tituto Superior Politécnico de Beja, da Escola Superior Educação de Beja, ou em Logística de Campo em Emergências pelo Chartered Institute of Logistics & Trans- port, no Reino Unido.

A formação em exercício decorreu em inúmeros países, como Moçambique ou Cabo Verde, mas também no Ghana, Palestina, áfrica do Sul, Egipto ou Jordânia.

TESTEMUNHO

No documento E OS JOVENS (páginas 196-200)