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Identificac¸ ˜ao de danos - Viga simplesmente apoiada

No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 91-111)

representam significativamente as respostas da estrutura.

A Tabela 17 apresenta os crit ´eriosR2,R2adj eRE para as superf´ıcies de resposta das quatro primeiras frequ ˆencias naturais.

Tabela 17- An ´alise das superf´ıcies de resposta das quatro primeiras frequ ˆencias naturais

MSR R2 R2adj RE

ω1 0.99556 0.99418 5.61814×104 ω2 0.99539 0.99397 3.64529×10−4 ω3 0.99705 0.99614 3.20896×104 ω4 0.99727 0.99643 2.17219×104 Fonte: O autor, 2014.

Pela Tabela 17, observa-se o ajuste do modelo em relac¸ ˜ao as respostas ob- servadas, os resultados apresentados para as quatro primeiras frequ ˆencias naturais mostram que os modelos est ˜ao bem ajustados, devido ao fato dos valores de R2 se- rem maiores de 0,99. Na Tabela 17, temos R2adj e RE, sendo estes, crit ´erios comple- mentares ao anterior. A partir dos resultados obtidos, consta-se que os modelos de superf´ıcies de resposta para as quatro primeiras frequ ˆencias naturais apresentam um bom ajuste `as respostas observadas.

trabalho no caso da viga simplesmente apoiada.

Tabela 18- Cen ´arios de danos - Viga simplesmente apoiada

Caso Subestrutura Posic¸ ˜ao (m) h(x)/h0 N´ıvel de ru´ıdo(%)

1 10 0,5475 0,8 1

2 10;4 0,5475;1,2775 0,9 0

3 10;4 0,5475;1,2775 0,9 1

4 10;4 0,5475;1,2775 0,8 3

Fonte: O autor, 2014.

No Caso 1 considerou-se apenas uma regi ˜ao danificada, com o dano definido pela espessura relativa de80% emx = 0,5475m, e frequ ˆencias naturais corrompidas com1% de ru´ıdo. No Caso 2, realiza-se a imposic¸ ˜ao do dano atrav ´es da reduc¸ ˜ao de 10% na altura relativa da sec¸ ˜ao transversal nas duas posic¸ ˜oes danificadas, ou seja, h(x)/h0 = 0,9 parax = 0,5475m e x = 1,2775m, e n ˜ao se considera ru´ıdo. No Caso 3, considera-se as mesmas posic¸ ˜oes de danos e intensidades do Caso 2, por ´em, adiciona-se ru´ıdo de1% nas frequ ˆencias naturais.

Para o Caso 4, considerou-se duas regi ˜oes danificas, com imposic¸ ˜ao do dano atrav ´es da reduc¸ ˜ao de20%na altura relativa da sec¸ ˜ao transversal, ou seja, h(x)/h0 = 0,8parax = 0,5475m e x= 1,2775m, e frequ ˆencias naturais corrompidas com 3% de ru´ıdo.

Nos casos de identificac¸ ˜ao de danos aludidos, objetiva-se avaliar a capacidade da abordagem de identificac¸ ˜ao de danos utilizando o MSR, em conjunto com o algo- ritmo de otimizac¸ ˜ao ED, em localizar e quantificar o valor do campo de dano, mesmo na presenc¸a de ru´ıdo nos dados experimentais.

Os valores dos par ˆametros utilizados no m ´etodo foram: Np = 120, Fp = 0,5, Pc = 0,9e q = 1000, o crit ´erio de parada foi atrav ´es do n ´umero m ´aximo de gerac¸ ˜oes q ou pela toler ˆancia do funcional de 1015. Os resultados de identificac¸ ˜ao de danos s ˜ao apresentados em termos da espessura relativa da viga com respeito `a espessura nominal,h(x)/h0, em func¸ ˜ao da posic¸ ˜aoxao longo da viga.

Pela Figura 34, apresenta a m ´edia das dez simulac¸ ˜oes utilizando o m ´etodo ED para o Caso 1.

Figura 34- Identificac¸ ˜ao de danos para o Caso 1

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1

Subestrutura h(x)/h 0

Exato Estimado

Fonte: O autor, 2014.

A Figura 34, apresenta o campo de dano exato e estimado. Observa-se que apenas na subestrutura10, houve uma significativa reduc¸ ˜ao da altura relativa da sec¸ ˜ao transversal, sendo ent ˜ao, esta considera com dano.

Para validac¸ ˜ao do resultado, calculam-se os erros relativos das quatro primeiras frequ ˆencias naturais, antes e depois da identificac¸ ˜ao de danos, como pode ser obser- vado pela Figura 35.

Figura 35- Avaliac¸ ˜ao do erro da frequ ˆencia natural para o Caso 1

1 2 3 4

0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035

Frequência

ω R

Antes da atualização Depois da atualização

Fonte: O autor, 2014.

Na Figura 35 observa-se que os erros relativos das frequ ˆencias naturais consi- deradas, diminu´ıram consideravelmente ap ´os a estimac¸ ˜ao dos par ˆametros nodais de coes ˜ao, validando assim, o resultado.

A Figura 36 apresenta os poss´ıveis cen ´arios de dano obtidos a partir do resul- tado de identificac¸ ˜ao apresenta na Figura 34.

Figura 36- Poss´ıveis regi ˜oes danificadas para os Casos 1

Fonte: O autor, 2014.

Este resultado pode ser utilizado como localizac¸ ˜ao das regi ˜oes posivelmente danificadas, de modo a reduzir a quantidade de par ˆametros a serem atualizados utili- zando outra estrat ´egia de identificac¸ ˜ao de danos utilizando o MEF. No presente traba- lho, com intuito de identificar a posic¸ ˜ao do dano, foi avaliada a resposta impulsiva do MEF atualizado da estrutura considerando-se as posic¸ ˜oes possivelmente danificadas dadas pela Figura 34.

A resposta impulsiva da estrutura foi obtida a partir de um sensor de desloca- mento, posicionado a0,2433m em relac¸ ˜ao a extremidade esquerda da viga, realizando a excitac¸ ˜ao de impacto a0,3650m. Calcula-se10s de resposta de deslocamento em in- tervalos de tempo constantes de0,001s, totalizando assim,10000amostras de tempo.

Pela Tabela 19, observam-se as duas poss´ıveis posic¸ ˜oes do dano e os valores da norma da diferenc¸a entre as respostas.

Tabela 19- Diferenc¸a entre as respostas impulsivas - Caso 1

Poss´ıveis posic¸ ˜oes de danos (m) Norma 0,5475 6,5725×104

0,9125 0,0053

Fonte: O autor, 2014.

Na Tabela 19, nota-se que a posic¸ ˜ao 0,5475m produz o menor valor para a norma da diferenc¸a entre a resposta impulsiva experimental e estimada, sendo esta considerada com dano. Somente no Caso 1 foi poss´ıvel identificar a correta posic¸ ˜ao do dano considerando a resposta impulsiva, j ´a nos demais casos n ˜ao foi poss´ıvel.

Pela Figura 37, verifica-se que a localizac¸ ˜ao e a identificac¸ ˜ao dos danos foram obtidas para o cen ´ario de dano descrito no Caso 2, neste caso, visa a simulac¸ ˜ao de dois danos, um pr ´oximo ao meio e outro pr ´oximo ao engaste da viga e n ˜ao se consi- dera ru´ıdo.

Figura 37- Identificac¸ ˜ao de danos para o Caso 2

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1

Subestrutura h(x)/h 0

Exato Estimado

Fonte: O autor, 2014.

Para validac¸ ˜ao do resultado, calculam-se os erros relativos das quatro primeiras frequ ˆencias naturais, antes e depois da identificac¸ ˜ao de danos, como pode ser obser- vado pela Figura 38.

Figura 38- Avaliac¸ ˜ao do erro da frequ ˆencia natural para o Caso 2

1 2 3 4

0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035

Frequência

ω R

Antes da atualização Depois da atualização

Fonte: O autor, 2014.

Na Figura 38, observa-se que os erros relativos das frequ ˆencias naturais consi- deradas, diminu´ıram consideravelmente ap ´os a estimac¸ ˜ao dos par ˆametros nodais de coes ˜ao, validando assim, o resultado.

Pode-se observar que a abordagem proposta foi capaz de identificar com acur ´a- cia as subestruturas danificadas e a intensidade dos danos. Devido ao problema de simetria presente na estrutura, desconhece-se a exata localizac¸ ˜ao do dano, sendo poss´ıveis quatro combinac¸ ˜oes distintas, vide Figura 39.

Figura 39- Poss´ıveis regi ˜oes danificadas para o Caso 2

Fonte: O autor, 2014.

Tentou-se recuperar a correta localizac¸ ˜ao do dano novamente, calculando a resposta impulsiva experimental e estimada da estrutura para as quatro poss´ıveis posic¸ ˜oes apresentadas na estimac¸ ˜ao de par ˆametros. Pela Tabela 20, observam-se as quatro poss´ıveis posic¸ ˜oes de danos e os valores da norma da diferenc¸a entre as respostas.

Tabela 20- Diferenc¸a entre as respostas impulsivas - Caso 2 Poss´ıveis posic¸ ˜oes de danos (m) Norma

0,5475;1,2775 4,1012×104 0,1825;0,5475 4,7312×10−4 0,1825;0,9125 4,2045×104 0,9125;1,2775 4,6624×104 Fonte: O autor, 2014.

Na Tabela 20, observa-se que a combinac¸ ˜ao que produz o menor valor para a norma da diferenc¸a entre a resposta impulsiva experimental e estimada, ocorreu para as posic¸ ˜oes 0,5475m e 1,2775m, neste caso, n ˜ao se pode considerar estas posic¸ ˜oes

como sendo as corretas dentre as outras poss´ıveis, pois os valores da norma da diferenc¸a s ˜ao muito pr ´oximos.

Pela Figura 40, visualiza-se o resultado da estimac¸ ˜ao de par ˆametros para o Caso 3.

Figura 40- Identificac¸ ˜ao de danos para o Caso 3

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1

Subestrutura h(x)/h) 0

Exato Estimado

Fonte: O autor, 2014.

De acordo com a Figura 40, verifica-se que tanto a localizac¸ ˜ao quanto a intensi- dade do dano foram apresentados de forma satisfat ´oria, logo, conclui-se que, o campo de dano estimado, recupera de forma correta o campo de dano exato.

Para validac¸ ˜ao do resultado, calculam-se os erros relativos das quatro primeiras frequ ˆencias naturais, antes e depois da identificac¸ ˜ao de danos, como pode ser obser- vado pela Figura 41.

Figura 41- Avaliac¸ ˜ao do erro da frequ ˆencia natural para o Caso 3

1 2 3 4

0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035

Frequência

ω R

Antes da atualização Depois da atualização

Fonte: O autor, 2014.

Na Figura 41, visualiza-se que ap ´os a atualizac¸ ˜ao das vari ´aveis do modelo, houve uma reduc¸ ˜ao nos valores dos erros relativos da segunda, terceira e quarta frequ ˆencia natural. A partir desse resultado, verifica-se claramente a qualidade dos resultados encontrados na estimac¸ ˜ao dos par ˆametros.

Devido ao problema de simetria presente na estrutura, desconhece-se a exata localizac¸ ˜ao do dano, sendo poss´ıveis quatro combinac¸ ˜oes distintas, sendo as mesmas do Caso 2, vide Figura 39.

Neste caso necessita-se tamb ´em recuperar a correta localizac¸ ˜ao do dano, para isso, foi calculada a norma da diferenc¸a da resposta impulsilva, como pode ser obser- vado pela Tabela 21.

Tabela 21- Diferenc¸a entre as respostas impulsivas - Caso 3

Poss´ıveis posic¸ ˜oes de danos (m) Norma 0,5475;1,2775 2,8807×10−4 0,1825;0,5475 3,4121×10−4 0,1825;0,9125 2,9518×104 0,9125;1,2775 3,4568×10−4 Fonte: O autor, 2014.

Na Tabela 21, nota-se que a combinac¸ ˜ao que produz o menor valor para a norma da diferenc¸a entre a resposta impulsiva experimental e estimada, ocorreu para as posic¸ ˜oes0,5475m e1,2775m, n ˜ao pode considerar esta como sendo a correta, pois, as posic¸ ˜oes 0,1825m e 0,9125m produzem um valor da norma da diferenc¸a pr ´oximo ao menor valor.

Pela Figura 42, apresenta a m ´edia das dez simulac¸ ˜oes utilizando o m ´etodo ED para o Caso 4.

Figura 42- Identificac¸ ˜ao de danos para o Caso 4

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1

Subestrutura h(x)/h 0

Exato Estimado

Fonte: O autor, 2014.

Na Figura 42 pode-se observar que a abordagem proposta foi capaz de identi- ficar com acur ´acia as subestruturas danificadas e a intensidade do dano.

Para validac¸ ˜ao do resultado, calculam-se os erros relativos das quatro primeiras frequ ˆencias naturais, antes e depois da identificac¸ ˜ao de danos, como pode ser obser- vado pela Figura 43.

Figura 43- Avaliac¸ ˜ao do erro da frequ ˆencia natural para o Caso 4

1 2 3 4

0 0.02 0.04 0.06 0.08

Frequência

ω R

Antes da atualização Depois da atualização

Fonte: O autor, 2014.

Na Figura 43 observa-se que os erros relativos das frequ ˆencias naturais consi- deradas, diminu´ıram consideravelmente ap ´os a estimac¸ ˜ao dos par ˆametros nodais de coes ˜ao, validando assim, o resultado. Na Tabela 22, observam-se as quatro poss´ıveis posic¸ ˜oes de danos e os valores da norma da diferenc¸a entre as respostas impulsivas.

Tabela 22- Diferenc¸a entre as respostas impulsivas - Caso 4 Poss´ıveis posic¸ ˜oes de danos (m) Norma

0,5475;1,2775 1,0829×10−6 0,1825;0,5475 1,4443×10−6 0,1825;0,9125 1,9255×106 0,9125;1,2775 1,6713×10−6 Fonte: O autor, 2014.

Pela Tabela 22, observa-se que a combinac¸ ˜ao que produz o menor valor para a norma da diferenc¸a entre a resposta impulsiva experimental e estimada, ocorreu para as posic¸ ˜oes 0,5475m e 1,2775m, neste caso, n ˜ao se pode considerar estas posic¸ ˜oes como sendo as corretas dentre as outras poss´ıveis, pois os valores da norma da diferenc¸a s ˜ao muito pr ´oximos.

A fim de comparar o desempenho do MSR adotado, em relac¸ ˜ao ao custo com- putacional gasto na identificac¸ ˜ao de danos, comparou-se o resultado apresentado para o Caso 4 utilizando o MSR com resultados encontrados pelo MEF. A Figura 44

apresenta a m ´edia das dez simulac¸ ˜oes utilizando o m ´etodo ED para o Caso 4, utili- zando o MEF.

Figura 44- Identificac¸ ˜ao de danos para o Caso 4 utilizando o MEF

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 1.1 1.2 1.3 1.4 0

0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1

x (m) h(x)/h 0

Exato Estimado

(a) Atualizando todos par ˆametros da estrutura

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1

Subestrutura h(x)/h 0

Exato Estimado

(b) Atualizando as subestruturas Fonte: O autor, 2014.

Pela Figura 44(a) observamos que tanto a localizac¸ ˜ao quanto a intensidade dos danos n ˜ao foram encontrados de forma satisfat ´oria, conforme o esperado, uma vez que a identificac¸ ˜ao de danos foi realizada atualizando-se todos os par ˆametros de coes ˜ao da estrutura e o processo de identificac¸ ˜ao ´e baseado apenas nas frequencias naturais da mesma.

A Figura 44(b) apresenta o resultado de identificac¸ ˜ao de danos obtido atualizando-

se apenas as subestruturas que representam os par ˆametros de coes ˜ao sim ´etricos.

Nesse caso, pode-se observar que, com a estrat ´egia adotada, a identificac¸ ˜ao de da- nos atulizando o MEF da estrutura apresentou um resultado ligeiramente superior ao obtido com o MSR, apresentado na Figura 42. No entanto, conforme ser ´a apresentado a seguir, a utilizac¸ ˜ao do MEF resulta em um aumento significativo no custo computa- cional do processo de identificac¸ ˜ao.

A Figura 45 apresenta os erros relativos das quatro primeiras frequ ˆencias na- turais, antes e depois da identificac¸ ˜ao de danos. Observa-se que os erros relativos das frequ ˆencias naturais consideradas, ap ´os a atualizac¸ ˜ao dos par ˆametros nodais de coes ˜ao, diminu´ıram.

Figura 45- Avaliac¸ ˜ao do erro da frequ ˆencia natural para o Caso 4 utilizando o MEF

1 2 3 4

0 0.02 0.04 0.06 0.08

Frequência

ω R

Antes da atualização Depois da atualização

(a) Atualizando todos par ˆametros da estrutura

1 2 3 4

0 0.02 0.04 0.06 0.08

Frequência

ω R

Antes da atualização Depois da atualização

(b) Atualizando as subestruturas Fonte: O autor, 2014.

Em relac¸ ˜ao ao custo computacional, avaliou-se o tempo gasto no processo de identificac¸ ˜ao de danos tanto utilizando o MSR quanto o MEF - atualizando todos par ˆametros da estrutura e atualizando as subestruturas. A Tabela 23 apresenta o tempo m ´edio gasto nas dez simulac¸ ˜oes utilizando o MSR e o MEF.

Tabela 23- Custo Computacional

Modelo adotado Tempo (s)

MSR 21,47

MEF - atualizando todos par ˆametros da estrutura 709,93 MEF - atualizando as subestruturas 480,78 Fonte: O autor, 2014.

Na Tabela 23 pode-se observar que o processo de identificac¸ ˜ao de danos na viga utilizando MEF atualizando todos os par ˆametros da estrutura gasta em m ´edia trinta e cinco vezes mais tempo que o MSR e que a identificac¸ ˜ao de danos na viga utilizando o MEF atualizando as subestruturas gasta em m ´edia vinte e duas vezes mais tempo que o MSR. A partir deste resultado, verifica-se que o MSR reduz consi- deravelmente o custo computacional na formulac¸ ˜ao de problemas de identificac¸ ˜ao de danos.

CONCLUS ˜OES E SUGEST ˜OES PARA TRABALHOS FUTUROS

No presente trabalho, um Modelo de Superf´ıcie de Resposta (MSR) ajustado para as frequ ˆencias naturais foi considerado para a identificac¸ ˜ao de danos estruturais.

O problema de identificac¸ ˜ao de danos foi definido como um problema de minimizac¸ ˜ao, onde o objetivo ´e minimizar um funcional baseado na diferenc¸a entre as frequ ˆencias experimentais e as correspondentes frequ ˆencias previstas pelo MSR. O trabalho teve como objetivo principal estudar a potencialidade da utilizac¸ ˜ao do MSR na identificac¸ ˜ao de danos estruturais e comparar os resultados obtidos com os resultados correspon- dentes obtidos a partir do ajuste de um modelo de elementos finitos (MEF).

Na pesquisa foi realizada uma breve revis ˜ao da literatura sobre a identificac¸ ˜ao de danos estruturais, assim como os modelos de identificac¸ ˜ao de danos estruturais baseados nas caracter´ısticas din ˆamicas da estrutura, al ´em de realizar um estudo so- bre o MSR e os crit ´erios relacionados ao projeto ´otimo.

A utilizac¸ ˜ao das frequ ˆencias naturais em um problema de identificac¸ ˜ao de da- nos estruturais mostrou-se bastante adequada, visto que as frequ ˆencias naturais po- dem ser facilmente obtidas e que s ˜ao pouco afetadas por erros de medic¸ ˜ao. O dano foi descrito atrav ´es de um par ˆametro estrutural denominado par ˆametro de coes ˜ao, utilizando-se para isso a discretizac¸ ˜ao do campo de dano atrav ´es do MEF.

No presente trabalho, uma an ´alise num ´erica da abordagem de identificac¸ ˜ao de danos estruturais fundamentada no MSR foi realizada. Analisou-se o comporta- mento de uma viga de Euler-Bernoulli simplesmente apoiada na presenc¸a de danos estruturais, com intuito de se verificar as regi ˜oes onde a identificac¸ ˜ao dos mesmos pode apresentar uma maior dificuldade. Com esta an ´alise, percebeu-se que danos de mesma magnitude e em posic¸ ˜oes sim ´etricas resultam nas mesmas variac¸ ˜oes nas frequ ˆencias naturais e, portanto, uma estrat ´egia de identificac¸ ˜ao de danos baseada apenas nas frequ ˆencias naturais da estrutura ´e, em princ´ıpio, incapaz de diferenciar esses cen ´arios. Mas, considerando a simetria da viga foi poss´ıvel dividi-la em su- bestruturas, diminuindo assim, significativamente o n ´umero de par ˆametros nodais de coes ˜ao a serem considerados na gerac¸ ˜ao das superf´ıcies de resposta.

No processo de identificac¸ ˜ao de danos considerou-se os diferentes tipos de su-

perf´ıcies de resposta. Ap ´os uma escolha apropriada do tipo de superf´ıcie de resposta a ser utilizado, determinou-se a superf´ıcie de resposta considerando os dados experi- mentais sint ´eticos selecionados a partir do crit ´erio D- ´otimo e de outros crit ´erios com- plementares. Foram geradas superf´ıcies de resposta do tipo quadr ´atica com interac¸ ˜ao entre os par ˆametros (QI), considerando 200 combinac¸ ˜oes, combinac¸ ˜oes estas, que foram escolhidas pelo algoritmo de Fedorov.

No problema de identificac¸ ˜ao de danos do presente trabalho, utilizou-se o m ´eto- do estoc ´astico Evoluc¸ ˜ao Diferencial (ED). A fim de comparar do desempenho da es- trat ´egia adotada, comparou-se o custo computacional gasto na identificac¸ ˜ao de da- nos utilizando tanto o MSR quanto o MEF da estrutura. A partir do resultado obtido, verificou-se que o MSR reduz consideravelmente o custo computacional em proble- mas de identificac¸ ˜ao de danos, al ´em localizar e quantificar o dano com acur ´acia.

A identificac¸ ˜ao de danos estruturais utilizando o MSR mostrou-se bastante pro- missora, portanto alguns aspectos podem ser levantados como sugest ˜oes para traba- lhos futuros. Dentre outros, tem-se: a aplicac¸ ˜ao do MSR em estruturas do tipo viga, com outras condic¸ ˜oes de contorno, e estruturas do tipo placa; e a construc¸ ˜ao de MSR baseados em respostas temporais da estrutura. Um tema de bastante import ˆancia quando se deseja identificar danos estruturais, refere-se ao m ´etodo de otimizac¸ ˜ao a utilizar, t ˜ao logo, aplicac¸ ˜oes com m ´etodos ditos estoc ´asticos e determin´ısticos podem ser estudadas e poss´ıveis hibridizac¸ ˜oes podem ser realizadas.

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No documento Universidade do Estado do Rio de Janeiro (páginas 91-111)

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