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Inovação e Tecnologia

No documento CamPus João Pessoa - NovemBro de 2016 (páginas 188-200)

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Inovação e Tecnologia

AMBIENTE DE BOAS PRÁTICAS RECONFIGURÁVEIS EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

ANÁLISE ACÚSTICA EM DIFERENTES FAIXAS DE FREQUÊNCIA PARA CLASSIFICAÇÃO DE DESORDENS VOCAIS INFANTIS

ANÁLISE DE TEXTURA EM IMAGENS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PARA DETECÇÃO DE AVC

ANÁLISE TEÓRICA DE SENSORES EM FIBRAS ÓPTICAS MICROESTRUTURADAS PARA

APLICAÇÕES INDUSTRIAIS E BIOMÉDICAS

ANÁLISE VIBRACIONAL POR IMAGENS DE VÍDEO DO COMPORTAMENTO DE UMA VIGA DE AÇO EM BALANÇO

ANÁLISE VIBRACIONAL POR IMAGENS DE VÍDEO DO COMPORTAMENTO DE UMA VIGA DE ACRÍLICO EM BALANÇO

ANÁLISE VIBRACIONAL POR IMAGENS DE

VÍDEO DO COMPORTAMENTO DE UMA VIGA DE ALUMÍNIO EM BALANÇO

APLICAÇÃO DE ALGORITMO DE OTIMIZAÇÃO MULTIOBJETIVO PARA A SELEÇÃO DE

CARACTERÍSTICAS NO PROCESSAMENTO DIGITAL DE SINAIS DE VOZ

AVALIANDO AMBIENTES VIRTUAIS ACESSÍVEIS A PARTIR DO ACCESSMONITOR E DAS NORMAS DA WCAG

CARACTERIZAÇÃO EXPERIMENTAL DE FSS RECONFIGURÁVEIS PARA APLICAÇÃO EM ANTENAS INTELIGENTES

CARRO CONTROLADO POR JOySTICk WIRELESS

CLASSIFICAÇÃO DE DISFONIAS POR MEIO DE ANÁLISE VISUAL DE PADRÕES VOCAIS E SUAS MEDIDAS QUANTITATIVAS

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Inovação e Tecnologia

CLASSIFICAÇÃO DE DISTÚRBIOS VOCAIS UTILIZANDO CARACTERÍSTICAS DO MODELO LINEAR DE PRODUÇÃO DA FALA

CLASSIFICAÇÃO DE VOZES COM PATOLOGIAS NAS PREGAS VOCAIS ATRAVÉS DA TRANSFORMADA WAVELET PACkET

CLASSIFICAÇÃO ENTRE VOZES SAUDÁVEIS E COM DESVIO VOCAL UTILIZANDO MEDIDAS NÃO LINEARES E DE QUANTIFICAÇÃO DE RECORRÊNCIA

CODIFICAÇÃO DE TRANSMISSÃO DE IMAGENS PARA CONTROLE DE ERRO

COMO AS BUSCAS NO GOOGLE AFETAM A CONSTRUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS E PRECONCEITOS SOBRE NORDESTINOS

CONTROLADOR DE ILUMINAÇÃO COM LEDS UTILIZANDO ARDUÍNO

CONTROLE DE CORRENTE EM UMA CARGA RL POR MEIO DE DSP USANDO O METODO DE

SkOGESTAD PARA IDENTIFICAÇÃO DO MODELO MATEMÁTICO DO SISTEMA DINÂMICO

DESENVOLVIMENTO DE AMBIENTE VIRTUAL PARA ANÁLISE DE ALGORITMOS DE MAPEAMENTO, LOCALIZAÇÃO E NAVEGAÇÃO PARA ROBÓTICA MÓVEL

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA ELETRÔNICO DE MEDIÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA

DESENVOLVIMENTO DE UM SEMÁFORO

INTELIGENTE UTILIZANDO A LÓGICA FUZZy E A TECNOLOGIA ARDUINO

DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA DE VISÃO DE MÁQUINA DE BAIXO CUSTO PARA BRAÇOS ROBÓTICOS INDUSTRIAIS

DESENVOLVIMENTO DE UMA METODOLOGIA ANALÍTICA PARA DETERMINAÇÃO DE HERBICIDAS DERIVADOS DA UREIA EM ÁGUA DA BACIA

HIDROGRÁFICA DO RIO GRAMAME, JOÃO PESSOA - PB

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Inovação e Tecnologia

DIAGNÓSTICO DE PATOLOGIAS NA LARINGE POR MEIO DE CARACTERÍSTICAS EXTRAÍDAS DO ESPAÇO DE FASE RECONSTRUÍDO DE SINAIS DE FALA

DIAGNÓSTICO DOS PROCESSOS DE

RACIONALIZAÇÃO CONSTRUTIVA UTILIZADOS PELAS EMPRESAS CONSTRUTORAS DE

EDIFICAÇÕES VERTICAIS DA GRANDE JOÃO PESSOA

ENRIQUECIMENTO PROTEICO NA PREPARAÇÃO DE BISCOITOS COM A ADIÇÃO DA FARINHA DE FOLHAS DE MORINGA OLEIFERA LAM

ENSINO INCLUSIVO NA DISCIPLINA AUTOCAD PARA O CURSO DE EDIFICAÇÕES

ESTUDO DA DEGRADAÇÃO QUÍMICA DE

CONTAMINANTES EM ÁGUAS SUPERFICIAIS E DE EFLUENTES TÊXTIL DE JOÃO PESSOA - PB POR PROCESSOS OXIDATIVOS AVANÇADOS

EXTRAINDO VOCABULÁRIO DE SISTEMAS DE SOFTWARE CODIFICADOS EM MÚLTIPLAS LINGUAGENS

FACILITADORES DE BUSCA DO GOOGLE:

COMO ESTAS FERRAMENTAS INFLUENCIAM OS RESULTADOS DAS PESQUISAS

FATORES QUE BLOQUEIAM O PROCESSO DE

INOVAÇÃO EM MARkETING EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE

GEOMETRIAS NÃO-EUCLIDIANAS: APLICAÇÃO NO GLOBO TERRESTE

IDENTIFICAÇÃO DE MODELOS MATEMÁTICOS USANDO SUBESPAÇOS PELO MÉTODO N4SID PARA UM MANIPULADOR ROBÓTICO

INFLUÊNCIA DO GRAU DE CORROSÃO DAS ARMADURAS NA EFICIÊNCIA DA REALCALINIZAÇÃO ELETROQUÍMICA EM RELAÇÃO À SUA REPASSIVAÇÃO

MANUFATURA EM CNC DE UM MOLDE PARA ESTAMPAGEM PARA UMA PRÓTESE CRANIANA

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Inovação e Tecnologia

ESTUDO DA CURVA DE RESPOSTA DE UM TRANSDUTOR DE PRESSÃO

MONITORAMENTO DE TEMPERATURA PARA DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA SOCIAL INOVADORA, PARA DESSALINIZAÇÃO DE ÁGUA NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

NOTAS SOBRE UMA EDUCAÇÃO PARA O FUTURO Á LUZ DA OBRA “CINCO MENTES PARA O FUTURO”

DE HOWARD GARDNER

OS PRIMEIROS PASSOS PARA A CRIAÇÃO DA EMPRESA JÚNIOR DE DESIGN DE INTERIOES DO IFPB

METAMORFOSE NO UNIVERSO – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO FENÔMENO DA OSCILAÇÃO DE SABORES DE NEUTRINOS COSMOLÓGICOS

PLANEJAMENTO DE TRAJETÓRIAS DE ROBÔS MÓVEIS POR MEIOR DO GRAFO DE VISIBILIDADE COM MONITORAMENTO VIA ZIGBEE

PROJETO DE CIRCUITOS TRANSCEPTORES EM 2,4 GHZ PARA APLICAÇÕES EM SISTEMAS DE CONTROLE SEM FIO

PROJETO DE UM CARREGADOR DE BAIXO CUSTO DE BATERIAS PARA GERAÇÃO EÓLICA UTILIZANDO DSP TEXAS 320 28335

PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DE ISOLAMENTO ENTRE MÁQUINAS VIRTUAIS EM UM AMBIENTE DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM DURANTE UM ATAQUE DOS

RASTREADOR SOLAR BIAXIAL COM

MONITORAMENTO DE DADOS USANDO INTERNET DAS COISAS

REPOSITÓRIO DE PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE SOFTWARE

REPOSITÓRIO DE PRÁTICAS EM PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

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Inovação e Tecnologia

A CONTRIBUIÇÃO DOS INDICADORES NA MENSURAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO: UMA PESPECTIVA SOBRE O MUNICÍPIO DO CONDE - PB SISTEMA DE IRRIGAÇÃO AUTOMÁTICO

SUPER-HÍFEN: UM JOGO EDUCACIONAL PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS COM FOCO NO USO DO HÍFEN

TRATAMENTO DE ÁGUA PARA O CONSUMO A PARTIR DE CARVÃO ATIVADO E RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA

UBOOkS

UMA APLICAÇÃO IOT PARA ACIONAMENTO E MONITORAMENTO REMOTO DE CIRCUITOS EM PLATAFORMA ARDUINO

UMA PROPOSTA DE PORTAL DE DADOS ABERTOS ACADÊMICOS PARA A UAI

UTILIZAÇÃO DA ESTRUTURA MATRIOSkA NA CARACTERIZAÇÃO NUMÉRICA DE FILTROS PLANARES

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AMBIENTE DE BOAS PRÁTICAS RECONFIGURÁVEIS EM

ENGENHARIA DE SOFTWARE

Samyra L. F. Almeida

[email protected] Alexandre D. S. Morais

Sérgio C. Silva

Francisco P. A. Medeiros (Orientador)

Heremita B. Lira (Orientadora)

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB - Campus João Pessoa - Unidade Acadêmica de Informática.

XI Semana de Ciência e Tecnologia. Ciência e Tecnologia Alimentando a Educação. IFPB 2016

Introdução: O cenário mercadológico atual faz com que cada vez mais as organizações invis- tam em práticas inovadoras que minimizem custos, maximizem o retorno de investimentos e garantam a satisfação dos clientes. Na indústria de software este cenário não é diferente, as sugestões de boas práticas advindas da Engenharia de Software (ES) têm sido vistas como fa- tores de sucesso técnico associado aos seus serviços, processos e produtos. Nesse contexto, as metodologias de desenvolvimento e gerenciamento de projetos estão ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações (AMBLER, 2016).

A ES lida com métodos, metodologias, ferramentas e disciplinas, que colaboram para o desenvolvimento de sistemas computacionais. Ela integra diversas áreas da Computação, como Análise e Projeto de Software, Processos de Desenvolvimento de Software, entre ou- tras áreas que transcendem a Computação (SOARES, 2015), como a área de Gerenciamento de Projetos (GP). Para garantir a geração de produtos de qualidade, as empresas de software devem sistematizar as suas atividades, definindo seus Processos de Desenvolvimento de Sof- tware (PDS) e métodos de GP de software que atendam às suas características, considerando as particularidades de seus projetos, equipes e clientes (RODRIGUES, 2013).

Diante deste cenário e das mais diversas e numerosas técnicas para o desenvolvimento e gerenciamento de projetos de software disponíveis, temos a problemática de identificar e aplicar adequadamente as boas práticas da ES para cenários específicos de projetos de sof- tware no setor produtivo. Com isso, o objetivo deste projeto é identificar, avaliar e propor boas práticas reconfiguráveis de ES em um ambiente web flexível para projetos de software nas em- presas.

Uma das principais contribuições esperadas é que o ambiente web facilite a identificação e a aplicação das boas práticas, potencializando o sucesso nos projetos. Este projeto faz parte de um conjunto de outros projetos complementares e colaborativos do Grupo de Pesquisas em Engenharia de Software do IFPB e está registrado no IFPB-PRPIPG Edital 25/2016 PIVIC/CNPq (LIRA et al., 2016).

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Palavras-chave: Políticas Públicas. Áreas Protegidas. Estuário do Rio Paraíba.

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A Engenharia de Software (ES) é uma abordagem sistemática e disciplinada para o desenvolvimento de software (PRESSMAN, 2011). Para Sommerville (2011) a ES é uma disciplina de engenharia relacionada com todos os aspectos da produção de software, desde os estágios iniciais de especificação do sistema até sua manutenção em operação.

Os PDS constituem o elo entre os métodos e as ferramentas e são responsáveis pela elaboração das sequências em que os métodos serão aplicados, a comunicação com cliente e coleta de requisitos, o planejamento de tarefas, riscos, cronograma, a modelagem de dados, constru- ção, controle da qualidade; além de coordenar as mudanças e manutenções (RODRIGUES, 2013).

De um modo geral, o projeto é desenvolvido nas seguintes etapas: Levantamento de Informações, Estratificação das Informações, Desen- volvimento do Ambiente Web onde as boas práticas serão disponibilizadas, e Qualificação Continuada dos Pesquisadores. O desenvolvimento do ambiente está sendo iniciado através da metodologia ágil de desenvolvimento e gerenciamento de software, que consta de etapas iterati- vas e incrementais para entregas parciais.

Resultados e Discussão

O projeto se encontra em processo de desenvolvimento da primeira versão do ambiente web, logo, não foi feita nenhuma avaliação de sua estrutura por parte de empresas. A revisão da literatura possibilitou a prototipação das primeiras telas do ambiente. Através da análise das entrevistas, os pesquisadores acreditam que um ambiente web inovador e flexível permita a identificação e aplicação das boas práticas de ES em cenários específicos, impactando de forma positiva o desempenho das equipes de projetos dentro das empresas. Com a participação da equipe deste projeto no curso Processos e Ferramentas para Gerenciamento Ágil de Projetos foi realizado o PMC (Project Model Canvas) do ambiente , através da ferramenta ProjectCanvas.Online , em que foi realizado um planejamento macro do mesmo sendo priorizados questio- namentos importantes sobre o projeto, como: por quê? o que? como? quem? e quando?

Considerando os objetivos e a metodologia, os resultados do projeto de pesquisa, foram: (1) Revisões da Literatura (RL) em ES e Meto- dologia de Pesquisa (Survey), e entrevistas direta gravadas em vídeo com gerentes de projetos no setor público e privado no mercado local;

(2) As RL e os questionários das entrevistas foram redigidas no template padrão da Revista Principia - IFPB, com o objetivo de preparação para submissão; (3) Repositório provisório no Google Drive onde estão disponibilizados os resultados parciais do projeto, enquanto a versão inicial do ambiente web não for liberado; (4) Apresentações para qualificação dos envolvidos em reuniões mostrando os resultados alcançados pelos pesquisadores e orientações gerais da metodologia de pesquisa; (5) Relatório Técnico Trimestral apresentando as atividades desenvolvidas no projeto, os problemas enfrentados, as lições aprendidas e os trabalhos futuros; (6) Submissão e apresentação do artigo na Sessão de Pôsteres da Exposição de Tecnologia (EXPOTEC) 2016; (7) Participação no Curso Processos e Ferramentas para Gerenciamento Ágil de Projetos: uma Abordagem Prática ; (8) Extração de conteúdo sobre as boas práticas em empresas locais gerado pelas entrevistas feitas que apontam o que deve constar no ambiente e que nos auxiliou na prototipação inicial das telas; (9) Redação e submissão deste artigo para a sessão de Extensão e Produção Científica da XI Semana de Ciência e Tecnologia do IFPB, 2016.

Conclusões

Com a primeira versão da revisão da literatura foi possível iniciar o primeiro passo de análise dos conhecimentos em ES. Através das entre- vistas tivemos a visão inicial sobre o atual desempenho das práticas de ES em processos de gerenciamento e desenvolvimento ágil de software

196 nas empresas do mercado local.

A participação do time no curso Processos e Ferramentas para Gerenciamento Ágil de Projetos nos complementa um estudo sobre ge- renciamento ágil, fundamental para nossa pesquisa. Por ser prático, a elaboração dos artefatos nele será de extrema importância para o nossa projeto. A confecção do PMC do ambiente nos mostra uma visão ampla, em que conseguimos avaliá-lo inteiro, integrando escopo, tempo, requisitos, entre outros. Através dos resultados do PMC e das entrevistas, iniciamos a prototipação inicial do ambiente web.

Este trabalho possui como visão ampliar e orientar a aplicação das boas práticas de ES nas empresa locais, acompanhando os seus resultados, bem como, em um futuro próximo, ampliar o escopo da pesquisa com o projeto e implantação de um Laboratório de Boas Práticas de Enge- nharia de Software no IFPB.

Referências

AMBLER, S. W. Agile Testing strategies. Disponível: http://www.ambysoft.com/essays/agileTesting.html. Acesso: Fevereiro/ 2016.

LIRA, H. B.; MEDEIROS, F. P. A; RODRIGUES, N. N.; ALMEIDA, S. L. F.; SILVA, S. C.; MORAIS, A. D. S. Ambiente de Boas Práticas Reconfiguráveis em Engenharia de Software. PIVITI/CNPq - Edital Número 25/2016, João Pessoa, 2016.

PRESSMAN, R. S. Engenharia de Software: uma abordagem profissional. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2011.

RODRIGUES, N. N. Praticando Qualidade de Software: Ensinando e Aprendendo seus Valores através de Ambiente Real. In: IX SBSI, João Pes- soa, 2013.

SOARES, S. Tudo é Software. Computação Brasil, Revista da SBC n.28, p. 7-11, 2015.

SOMMERVILLE, I. Engenharia de Software. 9ª ed. São Paulo: Addison Wesley, 2011.

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Inovação e T ecnologi a

ANÁLISE ACÚSTICA EM DIFERENTES FAIXAS DE FREQUÊNCIA PARA CLASSIFICAÇÃO DE DESORDENS VOCAIS INFANTIS

Samuel Ribeiro de Abreu Suzete Élida Nóbrega Correia [email protected]

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba/Unidade Acadêmica de Indústria/João Pessoa, PB.

XI Semana de Ciência e Tecnologia. Ciência e Tecnologia Alimentando a Educação. IFPB 2016

Introdução: Os problemas que ocorrem na produção da voz são considerados como os distúr- bios da comunicação mais comuns. Na infância, a prevalência da alteração vocal varia de 0,5 a 23% (LOPES et al., 2013). A desordem vocal infantil pode ocasionar um impacto negativo na criança, comprometendo a eficiência da comunicação, o desenvolvimento social, a auto- esti- ma, a autoimagem e até mesmo a participação em atividades (McALLISTER et al, 2009). Desse modo, torna-se crucial realizar pesquisas para aprimorar a compreensão da produção vocal de crianças, favorecendo o desenvolvimento de instrumentos de avaliação para triagem, avaliação e diagnóstico dos problemas vocais infantis (LOPES et al, 2012).

Dentre os métodos de análise acústica, a transformada wavelet permite a análise dos si- nais de voz em diferentes faixas de frequência. A análise com wavelets tem sido usada como uma ferramenta confiável e objetiva para avaliar distúrbios vocais. No entanto, a maioria das pesquisas têm sido empregadas em adultos, para a população pediátrica, no entanto, ainda há poucos trabalhos relacionados. No trabalho desenvolvido por Santos et al, (2014), medidas de energia e entropia foram extraídas dos coeficientes da transformada wavelet packet, em oito níveis de decomposição, empregando a wavelet de Daubechies de ordem 5. Uma análise foi realizada para identificar as faixas de frequência em que havia uma separação entre os sinais de voz infantis saudáveis e com desordens vocais.

A transformada wavelet packet, proposta por Coifman (1992) é uma generalização da transformada wavelet discreta, na qual a resolução tempo-frequência pode ser escolhida de acordo com o sinal. Na transformada wavelet rápida, o sinal no processo de filtragem, é dividi- do em coeficientes de aproximação, resultante da filtragem passa-baixas, e coeficientes de de- talhes, da filtragem passa-altas. Na decomposição apenas os coeficientes de aproximação são novamente divididos em coeficientes de aproximação e detalhes. Na análise wavelet packet tanto os coeficientes de aproximação quanto os de detalhes são divididos, permitindo a análise de sinais em mais faixas de frequência (MALLAT, 1999). Dessa forma, as medidas derivadas da transformada wavelet packet, que possibilitam a análise dos sinais em variadas faixas de frequ- ência, podem se constituir ferramentas importantes para a compreensão da qualidade vocal, seja em termos da intensidade do desvio vocal presente ou da qualidade vocal predominante.

Neste trabalho é realizada a classificação automática dos sinais de voz infantis entre sau-

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Palavras-chave: Processamento de Sinais. Transformada Wavelet Packet. Análise Acústica.

198 dáveis e com desvios vocais, como rugosidade e soprosidade. Valores de energia e entropia são obtidos dos coeficientes da transformada wa- velet packet até o oitavo nível de resolução empregando a família wavelet de Daubechies de ordem 5. Redes neurais artificiais são empregadas para a discriminação entre os sinais saudáveis e desviados.

Material e métodos

Os sinais de voz empregados são provenientes da base de dados de vozes infantis fornecida pelo Laboratório de Voz do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Paraíba, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de origem sob o protocolo número 775/10. A base de dados inclui sinais de vozes da vogal sustentada / ε / de 93 crianças (48 meninas e 45 meninos) com idades entre 3 e 10 anos, gravados com uma taxa de amostragem de 44.100 Hz. Os sinais foram classificados quanto ao tipo do desvio, através de uma análise perceptivo-auditiva, empregando a escala visual analógica, podendo ser classificados como rugoso, soproso e tenso.

Para cada sinal de voz, foram calculados os valores de energia e a entropia, para todos os coeficientes da wavelet packet até o oitavo nível de resolução empregando a família wavelet de Daubechies de ordem 5. A energia e entropia dos coeficientes wavelet packet, para cada sub-ban- da i da resolução j, pode ser obtida por:

(1)

(2) Sendo n a quantidade de coeficientes da sub-banda, k o fator de translação

C

ij,kos coeficientes wavelet packet.

As medidas de energia e entropia extraídas são empregadas, individualmente, para a classificação de sinais de voz infantis entre saudáveis e desviados. Para cada nível de resolução, uma rede neural com validação cruzada foi treinada. Os sinais de voz foram divididos aleatoriamente em 10 subconjuntos mutualmente exclusivos e de mesmo tamanho, um para teste e os demais para treino. O procedimento foi realizado dez vezes alternando o subconjunto de teste e, ao final do processo, uma acurácia média foi calculada para avaliar o desempenho.

Resultados e Discussão

Foi considerado apenas um caso de classificação: sinais saudáveis x sinais com desvio, em que os sinais com rugosidade, soprosidade e tensos são alocados em uma única classe. A Tabela 1 mostra os valores da acurácia média obtidos com a energia e entropia dos coeficientes wavelets, respectivamente para os oito níveis de resolução. Observa-se que a análise deve ser realizada até o sexto nível, uma vez que há uma queda da acurácia no sétimo e oitavo nível. Os desvios rugosidade e soprosidade ocorrem em diferentes faixas de frequência. A soprosidade pode ser identificada nas altas frequências e a soprosidade nas frequências em torno e 5Khz. Por isso valores de acurácia de 85% podem ser detectados tanto nas altas frequências (1o nível) como nas baixas (5o nível) para a energia. Para a medida de entropia a acurácia se manteve praticamente constante até o sexto nível, sendo então a análise por faixa de frequências mais adequada para a energia.

199 Tabela 1 Acurácia média (%) obtida com as medidas de energia e entropia em oito níveis de

resolução empregando a wavelet de Daubechies de ordem 5.

Conclusões

A análise por faixas de frequência com as medidas de energia e entropia dos coeficientes wavelet packet mostra-se promissora e pode ser empregada como uma ferramenta para análise acústica de desvios vocais. . Como continuidade do trabalho serão considerados também os casos de classificação: sinais saudáveis x sinais soprosos, sinais saudáveis x sinais rugosos e sinais saudáveis x sinais tensos. Espera-se com a separação dos desvios uma melhora nas taxas de acurácia.

Referências

Coifman, R. R.; Wickerhauser, M. V., Entropy-based Algorithms for Best Basis Selection, IEE Transaction on Information Theory. 1992; 38(2).

Lopes, L.W., Lima, I.L.B., Almeida, L.N.A., Cavalcante, D.P., Almeida, A.A.F. Severity of voice disorders in children: correlations between percep- tual and acoustic data. J Voice. 2012; 26(6):819.e7-819.e12.

Lopes, L.W., Lima, I.L.B., Azevedo, E.H.M., Lima-Silva, M.F.B., Cavalcante D.P., Almeida, L.N.A., Almeida, A.A.F. Vocal Characteristics during Child Development: Perceptual- Auditory and Acoustic Data. Folia Phoniatr Logop, 2013.65:143-7.

Mallat, S., A Wavelet Tour of Signal Processing, Academic Press, 1999.

Mcallister, A.M., Granqvist, S., Sjölander, P., Sundberg, J. Child voice and noise: a pilot study of noise in day cares and the effects on 10 children’s voice quality according to perceptual evaluation. J Voice. 2009;23(5):587-93.

Santos, M. O.; Costa, S. C.; Costa, W. C. A., Correia, S. E. N.; Lopes, L. W., Avaliaçõs dos distúrbios Vocais em Crianças usando Características baseadas na Transformada Wavelet. Anais do XXIV Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica (CBEB 2014), 2014.

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