dos caminhoneiros, e este o leva até a TCA. De posse desta informação, o controle a insere no sistema atual (ISA5), que gera o CTR (Conhecimento de Transporte Rodoviário).
4.2.10 CTR – Conhecimento de transporte rodoviário
Toda segunda-feira é gerado o relatório chamado CTR, denominado popularmente de conhecimento de carga. Com os dados deste relatório, são geradas as notas fiscais para serem faturadas contra o cliente com as devidas duplicatas de cobrança.
4.2.11 Duplicatas de cobrança
Mediante as notas fiscais, são geradas no dia posterior as duplicatas para cobrança, estas com prazos combinados com os clientes, que no caso da Portobello, giram em torno de 90 dias, mas já para os demais clientes, o faturamento médio é de 30 dias.
4.3.1 Movimentação de mercadorias
Neste item devem ser levados em conta os dados coletados com relação ao processo de movimentação. Todo o sistema deve trabalhar em harmonia, a fim de satisfazer o cliente e também obter um lucro esperado.
4.3.2 Transportes
Conforme afirmação anterior, o transporte é a principal fonte de renda da empresa. É através dele que a empresa conseguiu adquirir seu patrimônio e prestar serviços aos seus clientes.
Verificou-se na empresa uma dificuldade de utilização do sistema de gerenciamento da frota, chamado de Sistema JC, que dificultava o controle dos veículos, ou seja, as receitas e despesas de cada caminhão. Com esse sistema a empresa não tinha o conhecimento exato dos custos, logo, não sabia exatamente quais os seus lucros.
Percebeu-se também que o alto custo dos combustíveis era um agravante, tanto nas negociações de frete, quanto na análise das despesas, podendo girar em torno de 40% do total dos custos, conforme já citado acima.
4.3.3 Distribuição
O principal serviço da empresa corresponde no transporte de matérias-primas ao seu maior cliente, onde estas são carregadas nas jazidas e transportadas até os boxes da Portobello.
A roteirização da TCA é diferenciada de um dia para outro, devido ao fato de algumas cargas exigirem um tempo superior de trabalho do caminhoneiro, enquanto outras têm uma facilidade maior e tempo percorrido menor, ficando inapropriado se cada motorista fizer somente um percurso, dificultando assim para alguns e facilitando para outros, o que deixaria os motoristas insatisfeitos e prejudicaria o relacionamento interpessoal.
Segundo Alvarenga e Novaes (1997), o processo de distribuição física incorpora um roteiro de coleta ou entrega, determinando a seqüência de paradas a
serem feitas pelos veículos. O que não ocorre com a TCA, visto que somente um material é transportado por vez e seu destino é único.
4.3.4 Estoque intermediário
Sendo a principal fonte de renda da transportadora a movimentação de mercadorias, os galpões são utilizados na estocagem da matéria-prima principal do seu cliente, a Argila Campo Alegre, para a Portobello. Tornando assim, um espaço utilizado por outros fornecedores, onde, segundo Ballou (1993), uma empresa pode evitar depósitos próprios através do aluguel de espaço de terceiros, onde as taxas de estocagem podem ser cotadas para períodos tão curtos quanto um mês.
4.3.5 Administrativo
O fluxo das principais informações para o funcionamento da empresa como um todo está no escritório. Tudo o que se refere a alguma concretização de um determinado serviço passa por ali. Um dos principais conflitos enfrentados pel a empresa é a falta de estruturação nas tarefas e funções executadas. Isto se deve ao fato de a empresa não adotar um organograma que identifique as responsabilidades de cada funcionário.
Além disso, por problemas constantes no sistema de informação, já citado anteriormente, alguns dados precisavam ser consultados manualmente, gerando estresse entre os funcionários.
4.3.6 Controle de demanda
Para que não haja problemas de falta das matérias-primas transportadas pela TCA na Portobello, é feito diariamente uma visualização do material e as informações são repassadas ao controle que aciona os caminhões.
Como o encarregado da frota já tem essa função como uma constante, o controle é feito visual e mentalmente, não restando assim um histórico de estoque dos boxes por parte de nenhum dos parceiros (TCA e Portobello), não possibilitando, tão logo, algumas análises como “período do ano com maior consumo da matéria- prima X” e etc.
4.3.7 Distribuição de cargas
A distribuição de cargas na TCA enfrenta somente problemas climáticos, onde a chuva ou similar afeta de forma direta o consumo de alguns clientes menores, prejudicando dessa forma suas vendas e também a extração das matérias-primas nas jazidas, ocasionando baixa nos estoques e problemas de aumento de custos dos veículos por eventuais quebras.
4.3.8 Pesagem de entrada
Verificou-se nos relatórios (não fornecidos pela empresa), uma diferença considerável de peso entre as entregas, ocasionando assim, em alguns casos, a passagem pela balança de quantidades inferiores às permitidas pelo governo (peso de balança), fazendo com que o caminhão não aproveite todo o espaço útil da caçamba e acabe com um faturamento menor do que o possível.
4.3.9 Relatório de movimentação
Verificando este relatório junto ao responsável, observa-se que não há desvios em relação ao detectado, inclusive a empresa limitou a publicação deste relatório somente com os referidos títulos, conforme apêndice 04.
4.3.10 CTR – Conhecimento de transporte rodoviário
Este tipo de documento não teve sua publicação autorizada por parte da empresa por existir a presença de valores monetários, mas observa-se também que não há desvios em relação ao detectado.
4.3.11 Duplicatas de cobrança
Como o acadêmico não pôde acessar alguns documentos da empresa, como as duplicatas de cobrança, acredita-se tratar de uma duplicata padrão, com informações comuns em todas as duplicatas, sendo diferenciada somente pelo prazo de pagamento, que gira em torno de 90 dias, o que na maioria dos clientes é de 30 dias.