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Elias Antunes Santos ; Jose Carlos Capelle? ; Marco Aurelio Ciunecki ; Sergio Camargoi e Rejane Aurora Mian2
2Academicos do curso de licenciatura em Fisica da Universidade Estadual de Ponta Crrossa - UEPG/PR;
2Professora de Metodologia e Pratica de Ensino de Fisica na UEPG/PR e doutoranda em Educac5o: Ensino de Ciencias Naturais — UFSC- Florianeipolis - SC
0 objetivo deste trabalho a refletir sobre uma proposta que vem sendo desenvolvida no contexto da disciplina de Metodologia e Pratica de Ensino de Fisica -- no estagio. No trabalho que estamos desenvolvendo em colegios da rede publica diurno e noturno — na cidade de Ponta Grossa-PR, buscamos uma resposta para a seguinte questdo: Como viabilizar a alfabetizagdo tecnica ensinando Fisica? A alfabetizagdo tecnica (DE BASTOS, 1990) 6 uma concepgdo dialogica de ensino em ciencias naturais onde ha uma maior interacdo entre educador-educando (FFtE1RE,1987), e envolve problemas concretos da realidade dos envolvidos tendo como meta principal a libertagdo cultural dos mesmos. A preocupagdo principal reside em partir das coisas do cotidiano, do conhecimento dos educandos, atraves do levantamento dos objetos reais transformando-os em
Caderno de Programacio e Resumos - XIII Simpasio Nacional de Ensino de Fisica equipamentos geradores (DE BASTOS, 1995). Adotamos como concepcdo educacional a perspectiva dialogica (FREIRE, 1987 e 1997) e de investigacdo-acdo educacional emancipatoria (Carr e Kemmis, In: MION, 1996 e DE BASTOS, 1995). Para a organizacdo da acdo utilizamos os nes momentos pedag6gicos (DELIZOICOV e ANGOTTI, 1992). Para a viabilizagdo desta, vivenciamos na pratica a espiral auto-reflexiva de: Planejamento, d a elaboragdo das nossas atividades educacionais — acdo prospectiva; a acdo, a aula propriamente dita; a observacdo, os registros do que ocorre na aula em relacdo a nat. ., e o planejamento; a reflexio é o retorno aos registros, para pensar a pratica; e o replanejamento é, seguindo os apontamentos do item anterior construir a nova pratica mais infonnada e comprometida. Trabalhando, desta maneira, procuramos resgatar a capacidade de refletir e agir, buscando o conhecimento atraves da investigacdo-acdo, no ensino de Fisica. Estaremos, contudo contribuindo para a reelaboracdo da visa° de mundo dos envolvidos, conscientizando-nos e ao mesmo tempo potencializando o conhecimento cientifico na direcdo da emancipacdo humana. Alguns resultados: Maior participacdo e dialog° dos educandos em sala de aula; aumento do interesse dos educandos pelo funcionamento de aparelhos eletricos e da criticidade em relacdo a estes; aumento da freqiiencia e permanencia dos educandos em sala de aula. Enfim, o principal resultado tem se concretizado na visdo que os academicos-estagiarios desenvolvem sobre o ser Educador, ampliando as discussOes inerentes ao ensino da Fisica corn as questOes sociais e, repensando sua profissionalizacdo, na perspectiva de continuidade.
PAINEL 15.2 - ALFABETIZACAO TECNICA E INVESTIGACA i -ACAO EDUCACIONAL EMANCIPATORIA:
UMA EXPERIENCIA VIVIDA NO ENSINO DE FiSICA
Elias Antunes Santos ), Sergio Camargo' e Rejane Aurora Mion2
2Acadernicos do curso de licenciatura em Fisica da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG/PR;
'Professora de Metodologia e Pratica de Ensino de Fisica na UEPG/PR e doutoranda em Educacio: Ensino de Ciencias Naturais — UFSC- Florianopolis - SC
0 objetivo deste trabalho é discutir uma experiencia educacional vivida no estagio em ensino de fisica.
Buscamos responder a seguinte questdo: Como a fisica pode contribuir para a formacdo de cidaddos? Para responder investigamos nossas proprias praticas educacionais. 0 que pretendiamos era a alfabetizacdo tecnica, ndo a formacdo de tecnicos, mas sin], que pelo menos os educandos dominem alguns aspectos tecnicos e principios de funcionamento de algumas maquinas e sistemas, trabalhando na direcdo da conscientizagdo, potencializando o conhecimento cientifico na direcdo da emancipacdo Inunana. Adotamos como concepcdo educacional a perspectiva dialogica Freireana. (FREIRE,1987 e 1997). Para a organizacao da acdo utilizamos os momentos pedag6gicos (DELIZOICOV e ANGOTTI, 1992). A perspectiva de trabalho educativo que vem sendo por nos construido, a balizada pela investigacdo-agdo educacional ernancipatoria ( CARR e KEMMIS, 1988) e a concepcdo de alfabetizacdo tecnica (DE BASTOS, 1990). Para a otimizacdo do processo, vivenciamos na pratica a espiral auto—reflexiva de planejamento, acdo, observacdo e reflexdo. Os resultados obtidos foram: Maior participacdo dos educandos em sala de aula e a concretizacdo do dialog°, tornando-nos educadores—educandos e educandos—educadores; aumento da criticidade dos educandos em relacdo a fisica que eles presenciam no dia—a- dia; permanencia dos educandos em sala da aula, aumentando a freqiiencia e principahnente, maior auto- entendimento da nossa pratica educacional, possibilitando-nos o planejamento das mudancas necessarias para o seu redirecionamerto. A observacdo de algumas situagoes reais levou-nos a concluir que esta forma de ensino é uma alternativa para mudar a concepcdo de ensino e de formacdo de professores de Fisica em nosso Pais. Pois a mesma, diminui a distlicia entre senso comum e conhecimento cientifico, bem como, teoria e pratica, ensino e pesquisa. Trabalhamos colaborativamente e junto aos educandos, ndo como alguem que sabe tudo, isto d, dono do saber, mas como alguem inacabado que esta constantemente mvestigando a sua propria pratica e agindo, com isso aprendendo e ensinando, transformando-nos em investigadores ativos em uma comunidade de aprendizagem.
PAINEL 15.3 - ><TMA I FICINA PARA 0 ENSINO DA OTICA GEOMETRICA
Sandra Waleska Vaz de Castro e Souza' e Francisco Nairon Monteiro
'Escola Martins Junior, SEC/PE, e-mail: [email protected],'Universidade Federal Rural de Pernambuco
Grande tern sido o esforco de pesquisa no desenvolvimento de estrategias de ensino que proporcionem uma maior enfase na aprendizagem critica dos assuntos estudados em sala de aula. Tal ensino critico baseia-se principalmente na criacdo de espacos para que os alunos possam expor suas expectativas e conhecimentos previos, os quais parecem influenciar decisivamente na forma como estes apreendem os modelos paradigmaticos da ciencia. Uma estrategia que tern se mostrado eficaz baseia-se no use de artefatos experimentais como ponte de ligagdo entre os modelos ensinados, a realidade observavel e as diversas minimizacoes que podem ser conseguidas no experimento. Tal estrategia pode relevar, assim, aspectos ligados a cognicdo, historia e filosofia da ciencia.
Caderno de Programacao e Resumos - XIII Simposio Nacional de Ensino de Fisica Nosso trabalho insere-se neste bojo por corporificar alguns dos tradicionais aparatos utilizados pars o ensino medio da otica geometrica. Compreende, assim, montagens feitas a partir de materiais de baixo custo e cujo desempenho mostra-se tao satisfatorio quanto o dos similares produzidos por firmas conceituadas e com larga experiencia no mercado. Por outro lado, algumas inovacOes foram introduzidas no desenvolvimento de urn quadro Otico, com o objetivo de melhorar a visnalizacao das trajetorias dos feixes de luz atraves dos diversos perils Oticos montados. Tal quadro otico, bem como os outros aparatos desenvolvidos, pode ser utilizado em sala de aula como recurso pars uma melhor compreensao dos fenomenos basicos da otica geometrica. Tal empreendimento nasce como tuna alternativa mais eficaz que os efeitos produzidos por um ensino montado a partir de uma abordagem meramente livresca e de solucao de problemas alheios as expectativas dos estudantes, o qual nao tern encorajado a transferencia, por parte dos alunos, deste arcabougo te6rico pars um melhor entendimento das experiencias vividas fora da escola.
PAINEL 15.4 - DESENVOLVEVIENTO DE UM KIT PARA 0 ENSINO DE OPTICA
George K. Shinomiya i ; lvlikiya Muramatsu; Jocemar Regina C. Ribeiro2 e Ricardo Horowicz 'e-mail: [email protected]; 2e-mail: [email protected]
Institute de Fisica e Faculdade de Educagio da Universidade de SAo Paulo
0 projeto visa o desenvolvimento de um kit que permita a execucao de varios experimentos em optica, tornando o ensino desse assunto mais concreto e motivante. 0 projeto, que tem o apoio da FAPESP, esta sendo desenvolvido de forma conjunta pelo Institute de Fisica da USP de Sao Paulo e de Sao Carlos, Estacao Ciencia, professores da Rede Piiblica do Estado de Sao Paulo e a empresa Optovac. 0 kit contem varios componentes opticos como espelhos, lentes, prisms, dual pequenas lanternas que funcionam como fontes luminosas, etc., que possibilitam a visualizacao de fenomenos de reflexao e refragao da luz, formacao de imagens e o funcionamento de alguns instrumentos opticos, tais como: lupas, oculos, lunetas e cameras fotograficas. Ern fungao do uso destes kits sera° investigadas as seguintes questaes: E possivel ensinar optica aos varios niveis (fundamental e medio) com conjuntos experimentais (kits)? Quais kits sao necessarios pars o ensino dos diversos conceitos fisicos basicos da optica? Que outras habilidades sao transmitidas pelo material? Qual o efeito do uso do material sobre o professor e sobre a escola? Qual o impacto dos kits no desempenho dos alunos ? A participacao dos professores na elaboragao do material modern° melhora seu desempenho em sala de aula? Ern uma fase preliminar, os kits estao sendo aplicados pelos professores participantes do Projeto, atingindo cerca de 2000 alunos da Rede Palica do Estado de Sao Paulo, pars verificar a eficacia do Projeto.
PAINEL 15.5 — 0 CURRICULO DE CR INCIAS PARA 0 ENSINO FUNDAMENT L:
EM BUSCA DE lUMA NOVA IDENTIDADE
Helder Figueiredo e Paula e Orlando Aguiar Jr.
O presente trabalho pretende refletir sobre uma experiencia, em andamento, de inovacoes curriculares no bojo de um Projeto Piloto desenvolvido pelo SEE/MG. A Proposta Curricular de Ciencias foi elaborada de modo a motivar e permitir uma discussao acerca da funcao social do ensino de ciencias, na perspectiva do enfrentamento dos desafios colocados perante a educacao escolar, pelas transformacoes e demandas de nossa sociedade atual.
0 Projeto estd sendo desenvolvido no contexto de implantacao da logica de ciclos e o fim da seriacao. A nova proposta de Ciencias Naturais pretende constituir-se ern fonte de orientacao e de subsidios para a construcao de uma pratica pedagogica mais adequada a nova realidade.
A Proposta se organiza em Unidades Tematicas, isto 6, unidades de ensino relativamente autonomas e organizadas em torno de atividades teorico-praticas. 0 conjunto dessas unidades tematicas pretende compor tuna totalidade que, sendo aberta e flexivel, tenha uma identidade propria e um certo modo de conceber o ensino e a aprendizagem em ciencias.
Procuramos destacar e reconhecer os elementos que comp6em essa identidade, em torno de quatro pontos fundamentais, a saber:
1. A organizacao dos conteudos do ensino de ciencias em torno de temas, vinculados a vivencia e a existencia de nossos alunos e alunas;
2. A busca de comunicagao entre os saberes das varias disciplinas que compoem a area de Ciencias Naturais, sem que tais relac6es impliquem uma falsa identidade, nem tampouco subordinacao ou reducao;
3. A recursividade enquanto compromisso didatico, no it e vir de conceitos centrais e estruturadores do curriculo em diferentes niveis de complexidade e em diferentes contextos de aplicacdo;
4. 0 conhecimento previo dos estudantes enquanto ponto de partida pars urn dialog° que pretende promover reestruturacOes conceituais progressivas.
Caderno de Programacio e Resumos - XIlI Simp6sio Nacional de Ensino de Fisica
PAINEL 16.1 - ARGUMENTACAO NA AULA DE CIENCIAS A PARTER DE UMA ATIVIDADE DE CONHECIMENTO FISICO
Maria Candida Varone de Morals Capecchi' e Anna Maria Pessoa de Carvalho
'Bolsista de Mestrado da FAPESP — FEUSP, e-mail: [email protected], 2FEUSP, e-mail: [email protected]
Neste trabalho nos propomos a analisar as interacOes discursivas em sala de aula, num episodio de ensino de ciencias no nivel fundamental, dando continuidade a urn estudo já iniciado e apresentado no VI EPEF (Capecchi e Carvalho, 1998). A partir de quatro referenciais teoricos pretendemos identificar as formas de argumentacao dos alunos nas aulas de ciencias relacionando-as com as formas de intervened° do professor.
Em nosso trabalho anterior com criancas do nivel fundamental, observamos que os referenciais adotados descrevem varias condicOes em que ocorre a argumentacao dos alunos nas aulas de ciencias. Aqui pretendemos verificar se tais observaeOes se repetem em outra situacao de ensino, mantendo o mesmo tipo de atividade,
embora corn tema diferente e em outra turma. Trata-se de urn estudo piloto para tuna busca de referenciais que possam descrever de que forma os alunos podem ser estimulados a argumentar, o nivel de qualidade de tais argumentacOes e tambem em que medida atividades de conhecimento fisico (Carvalho e colaboradores, 1998) podem estimular a aparicao de tais habilidades e sua evolucao dentro de um contexto de ensino de ciencias.
Segundo Jimenez Aleixandre e colaboradores (1998), a capacidade de argtunentar tern relagao com o planejamento de situacoes de aprendizagem nas quais a elaboracao de hipoteses e a discussao das razOes ou criterios pelos quais tuna hip6tese a melhor do que outra ocupam urn papel central. Consideramos que as atividades de conhecimento fisico oferecem oportunidades aos alunos para tais discussOes.
PAINEL 16:2 - A FISICA MODERNA E 0 PROFESSOR DO ENSINO MEDIO
Carla C. Oliveira e Yassuko Hosoume 2
illotsista CAPES/SPEC, Pos-graduacio IFUSP/FEUSP; 2IFUSP, e-mail: [email protected]
0 presente trabalho busca mostrar qual a compreensao que os professores de Fisica do ensino medio tern a respeito da Fisica Moderna, atraves das relagOes que des estabelecem entre os contendos e suns aplicacoes.
Varios autores defendem a insercao da Fisica Moderna na escola media, por diferentes razOes. Mas sera que os professores estdo preparados para into? Serao capazes de responder as questoes relacionadas a realidade atual?
Aplicamos um questionario junto a um grupo de 33 professores da rede estadual, onde abordamos questdes relativas a Fisica Moderna de maneira geral e de fenomenos do cotidiano a ela relacionados.
Os resultados nao foram animadores. Raros sa'o aqueles que indicam a Fisica Moderna como aquela que trata do comportamento das particulas ou entao, que trata da materia de forma mail rnicrosc6pica. A grande maioria dos professores relaciona Fisica Moderna apenas corn a Teoria da Relatividade de Einstein. Outros identificam a Fisica Moderna corn o mundo atual.
Para grande parte, ela esta relacionada a computadores, microondas, cd's, telefones celulares, entre outros. Ou seja, esta relacionada aos aparelhos considerados como maiores invencOes do seculo.
Quando questionados sobre que tipo de fenomenos estdo relacionados a Fisica Moderna, urn trainer°
significativo de professores a relacionaram a todo tipo de trabalho que realizamos, tais como andar, nadar, dirigir, etc.
Frente a urn trecho da mnsica "Quanta", de Gilberto Gil, apenas dois professores conseguiram identificar a questa° da dualidade onda-particula. Muitos sequer responderam a esta questa°, o que nos leva a crer que eles nao tern os conhecimentos basicos da Fisica Quantica.
Estes s'ao dados preliminares, obtidos anteriormente a um curso de capacitacdo de professores, onde serao tratados conceitos da Fisica Moderna, em particular aqueles relacionados ao contend° de Optica. No final deste curso aplicaremos urn pos-teste, que nos servira de instrumento de comparacao, indicando quais as mudancas ocorridas em relacao a concepeao de Fisica Moderna.