• Nenhum resultado encontrado

Levantamento de Políticas, Planos, Programas e Projetos

2. QUADRO DE REFERÊNCIA ESTRATÉGICA

2.3 Levantamento de Políticas, Planos, Programas e Projetos

O bioma Caatinga é área de atuação de diversas Políticas, Planos, Programas e Projetos que estão sendo implementados pelos três níveis de Governo, além da iniciativa privada.

Para o Governo Federal, a estratégia que se coloca no horizonte do PPA 2012-2015 consiste em utilizar todas estas potencialidades como base para alcançar um patamar de desenvolvimento centrado no progresso técnico e na redução das desigualdades. O Brasil que se vislumbra para as próximas décadas é um país que elegeu um projeto de desenvolvimento inclusivo com políticas públicas de transferência de renda, intensificação da extensão e do alcance dos programas sociais.

Em sintonia com essa pauta, encontra-se a implementação de recentes políticas socioambientais, com destaque para o Plano Brasil Sem Miséria, que antecipa a transição rumo a essa economia verde com eficiência no uso de recursos naturais e geração de trabalho e renda e inclusão produtiva.

No PPA 2012-2015 do Governo Federal, a transversalidade do Brasil Sem Miséria está explicitada pela sua presença em diversos Programas, como Bolsa Família, Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), Fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Biodiversidade, Agricultura Familiar, Educação Profissional e Tecnológica, Resíduos Sólidos e Reforma Agrária e Ordenamento da Estrutura Fundiária. Destaca-se o Bolsa Verde, iniciativa que prevê uma compensação financeira às famílias em situação de extrema pobreza que promovam a conservação ambiental nas áreas onde vivem e trabalham.

Esses programas contêm metas específicas, como a universalização do acesso à água para consumo humano, atendendo a 730.000 famílias da zona rural do semiárido brasileiro, por meio da implementação de tecnologias de captação e armazenamento de água; a inclusão de 800 mil famílias da extrema pobreza no Bolsa Família; a ampliação do número de participantes do Programa de Aquisição de Alimentos para 450 mil; e a identificação de pessoas em extrema pobreza pela busca ativa.

O Estudo da Dimensão Territorial para o Planejamento, realizado pelo Ministério do Planejamento (MOP, 2008), tem como uma das regiões de referência o Sertão Semiárido Nordestino. As perspectivas de desenvolvimento com redução das desigualdades territoriais tornam-se mais claras quando se conjuga a evolução da ocupação formal com os indicadores de renda e pobreza das regiões de referência. Observa-se um maior dinamismo exatamente naquelas com os menores níveis de renda per capita e as maiores taxas de pobreza — Semiárido, Centro-Norte, Bioma Amazônico e Litoral Norte-Nordeste.

Esse movimento ocorre juntamente com a redução significativa da pobreza nos últimos anos, apontando um cenário de maior confluência entre as políticas econômica e social que incentivará ainda mais a constituição de mercados de consumo emergentes e de ciclos virtuosos de crescimento em regiões menos desenvolvidas.

93

A gestão dos recursos hídricos pode ser incluída como tema central da arena ambiental e urbana do país. A escassez da água já é uma realidade em partes do território nacional, como é o caso do semiárido nordestino. Não apenas a quantidade de água, mas também a qualidade são problemas crescentes e preocupantes. A condução da política de saneamento básico é estratégica para o alcance desses objetivos, especialmente, por perseguir a universalização do acesso à água de forma sustentável e evitar a poluição dos corpos hídricos pelo lançamento de esgoto sanitário sem tratamento adequado ou pela contaminação por resíduos sólidos dispostos em lixões localizados em suas margens.

Em 2008, houve a aprovação do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, com o objetivo de identificar, planejar e coordenar as ações e medidas que possam ser empreendidas para mitigar as emissões de gases de efeito estufa geradas no país, bem como aquelas necessárias à adaptação da sociedade aos impactos que ocorram devido às mudanças do clima. A resposta a esses desafios demanda uma ação estratégica conjunta e coordenada do Estado nos níveis nacional, regional e internacional, considerando-se as especificidades socioeconômicas e setoriais, assim como os impactos e as vulnerabilidades específicas no território.

Alinhado com o Governo Federal, é importante assinalar que diante do imperativo de se promover medidas para reverter o panorama de insustentabilidade que se apresenta na região, o Governo do Estado da Bahia definiu o bioma Caatinga como área prioritária de intervenção com a concepção do Programa Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

Resta avaliar se com a existência dos PPP ora apresentados se há uma estratégica de desenvolvimento voltada para a Caatinga que incorpore a gestão dos recursos naturais associada à redução da pobreza de sua população e, ao mesmo tempo, uma relação entre as práticas integradas de gestão do ecossistema e a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes (SEDIR/CAR, 2010).

O Quadro 26 sintetiza as principais políticas, planos, programas e projetos nos diferentes níveis governamentais, no setor privado, nas Organizações Não Governamentais e junto às Universidades.

94

Quadro 26: Síntese das PPP no setor público e privado, nas ONG e Universidades Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

GOVERNO FEDERAL

Potica Nacional de Assistência Social (PNAS) Plano Brasil Sem Miséria

Ministério do Desenvolviment

o Social e Combate à Fome (MDS)

Programa Bolsa Família

Combater a fome e promover a segurança alimentar e nutricional; combater a pobreza e outras formas de privação das famílias; promover o acesso à rede de serviços públicos, em especial, saúde, educação, segurança alimentar e assistência social; e criar possibilidades de emancipação sustentada dos grupos familiares e

desenvolvimento local dos territórios.

Foi criado em 2003.

Ainda em vigor.

Programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País.

É executado pelos municípios, que cadastra as famílias, por meio do Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional. O Bolsa Família é citado por alguns analistas como sendo um dos responsáveis pela redução do índice de miséria no Brasil, que caiu 27,7% entre 2002 e 2006.

A seleção das famílias é feita pelo MDS.

Ministério do Meio Ambiente

(MMA)

Programa Bolsa Verde

O programa é voltado para grupos sociais em situação de extrema pobreza que vivem em áreas socioambientais prioritárias. É um benefício complementar ao Bolsa Família, àquelas que vivem em regiões protegidas.

Instituído pela Lei 12.512/2011 e regulamentado pelo Decreto

7.572/2011.

Reconhecer e compensar comunidades tradicionais e agricultores familiares pelos serviços ambientais que prestam à sociedade.

Em 2011 alcançou o beneficiamento de 16.634 famílias localizadas em 33 unidades de conservação e em 140 assentamentos

ambientalmente diferenciados da reforma agrária da Amazônia Legal.

Ministério de Minas e Energia

(MME) Agência Nacional de Energia Elétrica

(ANEEL)

Programa Luz para Todos

Facilita a integração das iniciativas públicas no meio rural, tanto no que diz respeito aos programas sociais e ações de atendimento a serviços básicos (educação, saúde, abastecimento de água) quanto às políticas de incentivo à agricultura familiar, aos pequenos produtores e comerciantes, contribuindo para o

desenvolvimento econômico e social.

Lançado 2003 Ainda em

vigor.

Levar o acesso à energia elétrica, gratuitamente, às pessoas do meio rural.

A meta inicial de atender a 10 milhões de pessoas foi alcançada em maio de 2009 e até março de 2012 já chegou para cerca de 14,4 milhões de moradores rurais de todo o País.

Ministério da Integração Nacional (MI)

Programa Água para Todos

Universalizar o acesso de água a populações carentes residentes em comunidades rurais, além de oferecer água para o consumo animal por meio de tecnologias diferenciadas

Decreto 7.535 de 26 de julho

de 2011.

Em execução.

Para cumprir a meta serão 300 mil cisternas de polietileno e 450 mil cisternas de placa, além de tecnologias complementares como barreiros, sistemas coletivos de abastecimento e kits de irrigação.

Os Estados e Distrito Federal participam com termo de adesão.

Em seu primeiro ano de atuação, 111 mil famílias do semiárido foram beneficiadas.

Até fim de 2012, 290 mil cisternas serão entregues.

Até 2014, 750 mil cisternas instaladas pelo programa.

95

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

INCRA, MDS, MMA

Programa Assentamento Verde

Redução de desmatamento nos assentamentos. Portaria 716, de 27.11. 2012.

Meta: 980 projetos de

assentamentos, em 199 municípios e alcançar mais de 190 mil famílias até 2019.

-

Ministério da Integração Nacional (MI)

Programa Inclusão Produtiva Rural

Fortalecer as atividades realizadas pelas famílias extremamente pobres da agricultura familiar, aumentando a sua capacidade produtiva e a entrada de seus produtos nos mercados

consumidores, com orientação e acompanhamento técnico, oferta de insumos e de água.

-

A meta é atender 750 mil famílias com a construção de cisternas e sistemas simplificados coletivos.

Além disso, milhares de famílias serão beneficiadas por sistemas de água voltados para a produção.

-

Programa Nacional de Habitão Urbana (PNHU) Programa Nacional de Habitão Rural(PNHR)

Ministério das Cidades (MC)

Programa Minha Casa,

Minha Vida

Reduzir o déficit habitacional brasileiro. A meta do programa, que entra agora em sua segunda fase (2011-2014), é construir dois milhões de unidades habitacionais, das quais 60% voltadas para famílias de baixa renda.

O objetivo do Programa é a produção de unidades habitacionais, que depois de concluídas são vendidas sem arrendamento prévio, às famílias que possuem renda familiar mensal até R$1.600,00.

Instituído pela Lei nº 11.977/

2009.

Em execução

O programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, facilita a aquisição de residências por famílias de três estratos de renda:

aquelas com renda familiar (bruta) de até R$ 1.600; com renda entre R$ 1601 e R$ 3.100 e as que ganham entre R$ 3.101 e R$

5.000.

Fazem parte desse eixo as áreas Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e

Urbanização de Assentamentos Precários.

Programa do Governo Federal em parceria com os estados e municípios, gerido pelo e operacionalizado pela CAIXA.

Em 2010, após um ano de atividade, atingiu a meta inicial de um milhão de contratações.

Na segunda fase pretende construir 2 milhões de casas e apartamentos até 2014.

96

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

Comissão Executiva Interministerial

(CEIB) Coordenado pelo MME e integrado pelo BNDES, ANP, Petrobras e

Embrapa

Programa Nacional de

Uso e Produção de

Biodiesel (PNPB)

Produzir biodiesel de forma sustentável, bem como promover a inclusão social da agricultura familiar à cadeia produtiva do biodiesel e o desenvolvimento regional.

Em execução (início: 2004)

Produzir biodiesel a partir de diferentes oleaginosas em diferentes regiões do país.

Implantar um programa sustentável, promovendo a inclusão social.

Oferecer preço competitivo, garantir qualidade e suprimento.

A região Nordeste foi a primeira região e a com a maior quantidade de atuação do Projeto Pólos de Biodiesel, incluindo a área do Semiárido Nordeste II.

Os resultados mostram que o PNPB é eficaz no sentido de direcionar o cumprimento da meta proposta no programa de adição de 5% de biodiesel ao diesel, a ser alcançada até 2013.

Na região Nordeste, a evolução das aquisições da agricultura familiar tem sido impulsionada, sobretudo, pela ação efetiva da Petrobras Biocombustível, registrando aumento de mais de 400% de 2008 para 2009, e de quase 80% de 2009 para 2010, chegando a quase R$ 47 milhões.

Potica de Garantia de Preços Mínimos Plano Nacional de Segurança alimentar e Nutricional (PLANSAN) Ministério do Desenvolviment

o Social e Combate à Fome (MDS) e

Ministério do Desenvolvim

ento Agrário (MDA)

Programa de Aquisição de Alimentos

(PAA)

 Promover a articulação entre a produção da agricultura familiar e a destinação da produção, visando o desenvolvimento da economia local e o atendimento direto às demandas de

suplementação alimentar e nutricional dos programas sociais locais.

 Apoiar os agricultores familiares por meio da compra de seus produtos.

 Distribuir os produtos adquiridos aos beneficiários do programa.

Instituído pela Lei 10.696/2003 Em execução

Envolve as modalidades:

Compra Direta;

Formação de Estoque pela Agricultura Familiar;

Compra com Doação Simultânea;

Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite Fonte Recursos: MDS/MDA Executores: CONAB, Estados e Municípios

A compra pode ser feita sem licitação e a forma de acesso pode ser: individual, cooperativa, associações e grupo informal.

Cada agricultor pode acessar até um limite anual e os preços não devem ultrapassar o valor dos preços praticados nos mercados locais.

Possibilita a inclusão dos produtos da

sociobiodiversidade na alimentação escolar.

97

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

Ministério do Desenvolvi-

mento Agrário (MDA)

Programa Nacional de Fortaleciment

o da Agricultura

Familiar9 (PRONAF)

Financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária.

-

PRONAF Semiárido: investimentos em projetos de convivência com o semiárido, focados na

sustentabilidade dos

agroecossistemas, priorizando projetos de infraestrutura hídrica e implantação, ampliação,

recuperação ou modernização das demais infraestruturas, inclusive aquelas relacionadas com projetos de produção e serviços

agropecuários e não agropecuários, de acordo com a realidade das famílias.

Valor financiável de até R$

18 mil.

Ministério do Desenvolvim

ento Agrário (MDA)

Programa Geração de

Renda

Criado para incentivar a economia, com foco em

produtos artesanais. -

Apoio na elaboração de um plano de negócios e com o recrutamento, a seleção e a capacitação de mão- de-obra para o negócio.

- Programa de

Garantia de Preços da Agricultura

Familiar (PGPAF)

Produzir mais alimentos, com mais renda e mais

sustentabilidade. - - -

MDS, MI

Programa de Desenvolvi- mento Regional,

Territorial Sustentável e

Economia Solidária

Criar e aperfeiçoar instrumentos econômicos e financeiros com vistas à promoção do desenvolvimento regional sustentável.

Plano 2029

Estruturação do Sistema de Informações Gerenciais sobre Fundos Regionais e Incentivos Fiscais

R$ 22,3 bilhões serão aplicados na safra 2012/2013.

9 De acordo com a Lei 11.362/2006, é considerado agricultor familiar e empreendedor familiar rural, aquele que pratica atividades no meio rural, possui área menor a 4 módulos fiscais, mão-de-obra da própria família, renda familiar vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento pela própria família. Também são considerados agricultores familiares: silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados.

98

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

Potica Nacional de Desenvolvimento Regional Plano Nacional de Reforma Agria (PNRA)

MDA FIDA GEF

Projeto Dom Helder Câmara (PDHC)

Contribuir para o desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida das populações afetadas pelo processo de degradação de terras no Semiárido, por meio de abordagem intersetorial nas atividades públicas de apoio à produção sustentável e à redução da pobreza.

-

Tem o compromisso de ensinar e de aprender, fazendo. Aprender a construir pluralidade na diversidade. Romper com a verticalização do planejamento e do monitoramento, estimulando a participação ativa, o trabalho com tranquilidade e qualidade,

investindo na complementaridade e desenvolvimento da autonomia dos sujeitos.

Desenvolver ações

estruturantes para fortalecer a Reforma Agrária e a Agricultura Familiar no semiárido nordestino, investindo efetivamente na articulação e organização dos espaços de participação social.

MDA, SNCR (Sistema Nacional de Cadastramento

Rural)

Programa de Reforma Agrária e Ordenamento

Fundiário

Controla e executa a certificação de imóveis rurais, identificando e impedindo a superposição do registro imobiliário, numa ação conjunta com o sistema cartorário nacional, mediante ações de georreferenciamento desses imóveis.

- - -

MDA

Programa de Aperfeiçoa-

mento e Consolidação Assentamentos

Ampliar o raio de recuperação de assentamentos como estradas, energia elétrica, habitação, saneamento.

- -

Na Bahia, entre 1994 e 2008, na região do semiárido foram realizados 604 assentamentos envolvendo um total de 1.573.244ha.

Programa de Cadastro de

Terras e Regularização

Fundiária

Cadastro georeferenciado de 2,2 milhões de imóveis rurais em 4 anos e de 4,8 milhões em 8 anos; Elaboração do Mapa Fundiário e do Cadastro de Terras do Brasil; Regularização de 500 mil posses; Arrecadação de terras devolutas;

Constituição de base de dados qualificados para a cobrança do Imposto Territorial Rural (ITR).

- - -

Programa de Crédito Fundiário

Possibilitar a aquisição de terras nos casos em que as áreas não são passíveis de desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária.

-

Subdivide-se em três linhas que vão beneficiar os trabalhadores rurais mais pobres, em especial do Semiárido nordestino (Combate à Pobreza Rural); os jovens de 18 a 24 anos (Nossa Primeira Terra); e os agricultores familiares com terra insuficiente

O Selo Nossa Primeira Terra (NPT) visa estimular o empreendedorismo do jovem rural e a permanência dele no campo, com foco na sucessão da agricultura familiar.

99

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

Potica Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR)

MDA

(Consolidação da Agricultura Familiar), públicos prioritários das políticas de combate à fome e de inclusão social.

Possui uma linha específica para as trabalhadoras rurais, PNCF Mulher, criada para atender, incentivar e ampliar a participação das mulheres.

Plano Estratégico de

Desenvolvi- mento Sustentável do

Semiárido (PDSA)

Estruturar e promover o desenvolvimento do semiárido. Uma alternativa lastreada por apostas concebidas de uma realidade moldada, em certa medida, pelas limitações do meio ambiente.

Versão Preliminar

2005

Estrutura considera: a integração complexa de clima e solo;

mobilização de recursos hídricos segundo variados enfoques; e abordagem territorial do

planejamento regional, pautado por uma sólida base legal e institucional e pelo foco na escala sub-regional, estabelecida na PNDR.

-

Ministério da Integração Nacional (MI) e

outros ministérios

Plano Estratégico de Desenvolvime

nto Sustentável do

Nordeste (PDNE)

A superação das desigualdades regionais é uma questão central dentre os problemas que o Brasil enfrenta. Por esta razão, uma das prioridades é a remontagem da estrutura de planejamento do Estado e dos instrumentos de intervenção capazes de dar resposta rápida e eficiente aos desafios que se apresentam para a construção de uma nação solidária e coesa.

-

As iniciativas derivadas da orientação estratégica do PDSA destaca o papel da indústria (de pequena e grande escala) e reforça a necessidade de manter e ampliar as redes de infraestrutura, com destaque para a hídrica.

Prioridade a: Revitalização da Bacia do Rio São Francisco;

Integração de Bacias Hidrográficas; Hidrovia do São Francisco; Ferrovia Transnordestina; Agricultura Irrigada: Agronegócio e Revitalização de Perímetros Públicos; Energia Alternativa:

Biodiesel, Gás Natural e Outras Fontes Não Fósseis de Energia; Mineração; Refinaria Petrobras.

Ministério da Integração Nacional (MI) e

outros ministérios

Programa de Desenvolvime nto Integrado e Sustentável do Semiárido (CONVIVER)

Reduzir as vulnerabilidades socioeconômicas dos espaços regionais e sub-regionais susceptíveis aos efeitos das secas.

-

Dada a limitação das ações assistenciais, em detrimento de intervenções mais efetivas, na área do emprego e renda, essa iniciativa foi concebida como instrumento capaz de enfrentar problemas no semiárido, destacando a necessária articulação das diversas ações de combate à pobreza, de segurança alimentar e de combate à fome, saúde e educação com os diversos programas de desenvolvimento regional.

Articulação com governos estaduais e municipais, com ênfase na execução de projetos de aproveitamento de recursos hídricos.

Fazem parte da estratégia a criação de instâncias locais para a definição de prioridades e fiscalização e avaliação dos resultados.

100

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

MDA

Programa de Desenvolvi-

mento Regional

(PDR)

Estruturar e promover o desenvolvimento do semiárido. Uma alternativa lastreada por apostas concebidas de uma realidade moldada, em certa medida, pelas limitações do meio ambiente.

Versão Preliminar

2005

Está estruturado considerando:

integração complexa de clima e solo; mobilização de recursos hídricos segundo variados enfoques; e a abordagem territorial do planejamento regional, pautado por sólida base legal e institucional e pelo foco na escala sub-regional, estabelecida na PNDR.

-

Potica Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

MDA/MDS

Plano Nacional de Agroecologia

e Produção Orgânica (PLANAPO)

Plano instituído para estabelecimento de projetos estratégicos a serem implementados no campo, abrangendo a produção e a normatização dos produtos orgânicos e agroecológicos e seus insumos.

Decreto

7.794/2012 - -

MMA

Programa de Assentamento

de Produção Florestal Sustentável

Identificar alternativas para o uso dos recursos naturais nos assentamentos, principalmente nos biomas da Amazônia, do Cerrado e da Caatinga.

- - -

Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificão (UNCCD) Plano Nacional de Combate à Desertificão (PNCD)

MMA

Programa de Ação Nacional de

Combate à Desertificação

(PAN-Brasil)

Identificar os fatores que contribuem para a desertificação e as medidas de ordem prática necessária ao seu combate e à mitigação dos efeitos da seca.

Estabelecer diretrizes e instrumentos legais e institucionais que permitam otimizar a formulação e execução de políticas públicas e investimentos privados nas Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD), no contexto da política de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca e de promoção do desenvolvimento sustentável.

Desde 2005

Apoiar o desenvolvimento sustentável nas ASD, por meio do estímulo e da promoção de mudanças no modelo de

desenvolvimento em curso nessas áreas.

O combate à pobreza e às desigualdades são os elementos norteadores dessa mudança, aliados à recuperação, preservação e conservação dos recursos naturais.

-

101

Políticas

Planos Responsável Programas

Projetos Objetivo Estágio Atual Principais Ações / Execução Resultados

Programa Permanente de Combate à

Seca (PROSECA)

Realização de estudo detalhado de todas as disponibilidades hídricas do Semiáridodo nordeste; a capacitação da população para a convivência harmônica com o clima e o

ecossistema semi-árido, aproveitando plenamente suas potencialidades.

Lei 10.638, de 6 de Janeiro de

2003.

Custeado com recursos de dotações consignadas nos orçamentos da União e dos Estados e Municípios situados na área do

Semiáridodefinida como Polígono das Secas; de doações realizadas por entidades nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, entre outras.

-

Programa Conservação e

Uso Sustentável da Caatinga (PPCaatinga)

Promover a articulação institucional para a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e o desenvolvimento

socioambiental das populações do bioma Caatinga.

Desde 2008

O Grupo de Trabalho da Caatinga, fórum com mais de 20 membros do governo e da sociedade civil, é coordenado pela Secretaria Nacional de Biodiversidade e Florestas/ MMA.

-

CDB Programa de

Trabalho para Áreas Protegidas

Apoiar o estabelecimento e a manutenção de

sistemas nacionais e regionais de áreas protegidas. Desde 2004 -

Os prazos estipulados para atingir esse objetivo são 2010, para as áreas terrestres e 2012, para as áreas marinhas.

Potica Nacional da Biodiversidade (PNB) Plano Estragico Nacional de Áreas Protegidas (PNAP)

MMA

Programa Nacional da Diversidade Biológica (PRONABIO)

Promover a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Convenção sobre Diversidade Biológica e orientar a elaboração e apresentação de relatórios nacionais.

Decreto nº 4.703, de 21 de

maio de 2003

Pesquisa sobre diversidade biológica; conservação da diversidade biológica; utilização sustentável de componentes da biodiversidade; monitoramento, avaliação, prevenção e mitigação de impactos; e repartição de benefícios derivados da utilização

biodiversidade.

-

Plano Estratégico Nacional de

Áreas Protegidas

(PNAP)

Orientar a criação de novas áreas protegidas e garantir que as áreas protegidas existentes, sobretudo as UC de Uso Sustentável, cumpram de fato o seu papel.

Decreto nº

5.758/ 2006 - -

Documentos relacionados