A amostra foi por conveniência e a sua composição ocorreu a partir de indicação de professores, acadêmicos de psicologia e demais pessoas da comunidade universitária do Campus Biguaçu da Universidade do Vale do Itajaí.
A amostra por conveniência ocorre quando a participação é voluntária ou os elementos da amostra são escolhidos por uma questão de conveniência. Segundo Gil (2002) o pesquisador seleciona os elementos a que tem acesso, admitindo que estes possam de alguma forma, representar o universo pesquisado.
Foram selecionados quatro homens que atenderam os critérios de inclusão e não feriram os critérios de exclusão acima apontados.
4.2 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS:
O instrumento de coleta de dados foi à entrevista semi-estruturada, na qual segundo Triviños (1987), é aquela que parte de certos questionamentos básicos, escorados em teorias e hipóteses, que interessam à pesquisa e que, em seguida, apresentam um vasto campo de interrogativas, junto de novas suposições que vão surgindo à medida que recebem as respostas do informante. Assim o informante, seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador, começa a participar na elaboração do conteúdo da pesquisa.
Importante eleger um roteiro temático, que auxilie o entrevistador na condução da entrevista. O roteiro temático baseou-se no trabalho de Moura (2006) que descreve um questionário sobre as reações de luto em adultos (APÊNDICE A).
4.3 PROCEDIMENTO PARA COLETA DE DADOS
O primeiro contato com os sujeitos foi feito pelo telefone, com o objetivo de convidá-los a participarem da pesquisa cujo tema envolva perda e o luto paterno. Neste contato foi explanado o procedimento a ser realizado para a coleta de dados como: um encontro pessoal com duração de aproximadamente 50 minutos, em local e horário
melhor adequado ao sujeito, apresentação do termo de consentimento livre esclarecido bem como será esclarecido qualquer dúvida prévia que possa vir a existir. Após a anuência dos mesmos, foi agendado uma data e um local favorável a eles.
No dia da entrevista foi solicitado que o sujeito lesse o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE B) e após concordar com a sua participação, o assinasse. A entrevista teve inicio após a assinatura do participante. A seguir foi aplicado um roteiro temático no formato de um diálogo mantido entre o entrevistador e o entrevistado. O mesmo foi gravado em um gravador digital e transcrito posteriormente para análise dos dados. Foi esclarecido aos entrevistados que o local da entrevista deveria estar protegido de qualquer som ou ruído que pudesse vir a atrapalhar o desenvolvimento da entrevista bem como conservar o sigilo das respostas dos mesmos.
Foi explanado também aos sujeitos que a Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, de Biguaçu, oferece o Serviço de Psicologia para fins de apoio psicológico diante da problemática do luto. Este serviço será gratuito e estará à disposição dos mesmos, caso necessitem.
4.4 INSTRUMENTOS DE ANÁLISE DOS DADOS
No que se refere à análise dos dados foi utilizada a modalidade qualitativa, salvo que este formato permite uma compreensão mais vasta e dinâmica acerca dos fenômenos estudados.
Desta forma, querendo garantir uma maior organização dos dados coletados nas entrevistas, foi utilizada a técnica de análise de conteúdo. Segundo Bardin (1977), a análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações que visa obter, por artifícios sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores que permitam a interferência de conhecimentos relativos às condições de produção destas mensagens.
Foi realizada a partir de quatro etapas:
• Transcrição e organização dos dados coletado;
• Seleção das principais temáticas visualizadas no conjunto dos dados coletados;
• Construção das categorias de análise e
• Classificação dos dados nas categorias.
4.5 CUIDADOS ÉTICOS:
Todos os sujeitos envolvidos nessa pesquisa foram informados quanto aos aspectos éticos, de acordo com a Resolução do CFP n° 016/2000, e apontado no código de ética profissional do Psicólogo, nos artigos 9° e 16°, ressaltando:
O dever do psicólogo em respeitar sigilo profissional, tem por finalidade proteger a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, que tenha acesso em seu exercício profissional, segundo o art. n° 9.
Foi esclarecido também que os participantes não receberam ou pagaram quaisquer valores para a participação da pesquisa, todos os objetivos da pesquisa foram esclarecidos aos participantes, como também, o uso das informações e foram previamente avaliados os riscos envolvidos na pesquisa, tanto pelos procedimentos quanto a divulgação dos resultados, com objetivo de proteção dos envolvidos, art. n° 16 alínea “a”;
Foi garantida a participação voluntária na pesquisa, de acordo com o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE B), salvo nas situações previstas em específica legislação e respeitando os princípios deste Código, art. 16 alínea “b”;
Garantido o anonimato das pessoas envolvidas na pesquisa, grupos ou organizações, salvo interesse manifesto destes, art. 16 alínea “c”;
Garantido também o acesso às pessoas, grupos ou organizações aos resultados das pesquisas ou estudos, sempre que assim o desejarem art. 16 alínea “d”.
Os esclarecimentos prestados acima visam o respeito aos sujeitos de pesquisa, observando de igual maneira sua integridade física, psíquica e social, observando o cumprimento das normas do Código da profissão da Psicologia em vigor, seguindo também as normas previstas na resolução 196/1996 do Conselho Nacional de Saúde.
Com isso, o trabalho de pesquisa foi realizado permitindo o conhecimento e esclarecimento sobre os termos de consentimento aos sujeitos, visando de acordo com os termos, o respeito e o comprometimento do pesquisador frente aos entrevistados. Por conseguinte foi esclarecido que ao final da investigação será feita uma devolutiva dos resultados aos participantes.
Em anexo encontra-se a Carta de Apresentação de Pesquisa (APÊNDICE C), que foi apresentado ao entrevistado garantindo a viabilidade do desenvolvimento desta pesquisa, bem como o Curriculum lattes da pesquisadora responsável (APÊNDICE D).