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M ´ AXIMOS E M´ INIMOS R ELATIVOS

No documento Métodos Determinísticos II (páginas 166-181)

Um ponto x0I ´e um ponto de m´aximo local para uma func¸˜ao f(x) se existir um intervalo Jε, centrado em x0 e contido no dom´ınio I, tal que para todo x em Jε implique que

f(x)≤ f(x0).

Em outras palavras, existe um n´umero positivoε>0 tal que Jε = (x0−ε, x0+ε)⊂I e se xJε ent˜ao f(x)≤ f(x0). De modo similar, um ponto x0I ´e um ponto de m´ınimo lo- cal para a func¸˜ao se existir um intervalo Jε, centrado em x0 e contido no dom´ınio I, tal que para todo x em Jε implique que

f(x)≥ f(x0).

Em outras palavras, existe um n´umero positivoε>0 tal que Jε = (x0−ε, x0+ε)⊂I e se xJε ent˜ao f(x)≥ f(x0). Veja na Figura 11.1, a seguir, o gr´afico de uma func¸˜ao dife- renci´avel f :(−3,3)→R, onde indicamos os pontos x1e x2, res- pectivamente, um ponto de m´aximo local e um ponto de m´ınimo local para a func¸˜ao.

AULA111M

´ ODULO1

x

f(x)

x1 x2

f(x1)

f(x2)

3 3

Figura 11.1:Pontos de m´aximo e m´ınimo de func¸˜ao.

Dentro deste contexto, um valor x ´e um ponto de m´aximo global para a func¸˜ao, se todo valor x verificar

f(x)≥ f(x).

Do mesmo modo, x ´e ponto de m´ınimo global para a func¸˜ao se para todo valor x verificar

f(x)≤ f(x).

Veja no gr´afico, representado na Figura 11.2, que os pontos x1 e x2 s˜ao pontos de m´ınimo, onde apenas x1 ´e m´ınimo global.

Tamb´em, x3e x4s˜ao pontos de m´aximo, no entanto, apenas x4 ´e m´aximo global.

x

f(x)

x1 x2 x3 x4

Figura 11.2: Extremos locais e globais.

C E D E R J 163

D

OIS

R

ESULTADOS

I

MPORTANTES PARA

L

OCA

-

LIZAR

P

ONTOS

C

R

´

ITICOS

Observe que a definic¸˜ao introduzida para caracterizar pon- tos de m´aximo ou m´ınimo n˜ao exige nenhuma qualidade para a func¸˜ao, como continuidade ou diferenciabilidade. No entanto, as t´ecnicas existentes produzem resultados importantes quando as func¸˜oes s˜ao diferenci´aveis.

O primeiro destes resultados diz respeito ao importante Te- orema do Valor M´edio, cujo conte´udo, com coment´arios e uma prova geom´etrica, ´e apresentado a seguir.

TEOREMA 11.1

Teorema do Valor M´edio (func¸ ˜oes diferenci´aveis)

Considere uma func¸˜ao cont´ınua f :[a,b]→Rdefinida num intervalo fechado, onde a<b, e de modo que f ´e diferenci´avel em todo ponto do intervalo aberto(a,b). Ent˜ao existe um ponto θ, a<θ <b tal que

f(b)−f(a)

ba = f(θ).

Demonstrac¸˜ao

N˜ao faremos uma demonstrac¸˜ao anal´ıtica deste teorema para n˜ao fugir do foco da disciplina. Mas faremos uma intrepretac¸˜ao geom´etrica do resultado, o que em si convence como uma prova do resultado.

Veja a Figura 11.3, que representa o gr´afico de uma func¸˜ao f , dentro das hip´oteses do Teorema. Note que a reta r que une os pontos (a,f(a)) e(b,f(b))tem como coeficiente angular exa- tamente,

f(b)− f(a) ba .

AULA111M

´ ODULO1

x

f(x) t

r

a b

f(a) f(b)

Figura 11.3:O Teorema do Valor Intermedi´ario.

Por outro lado, para todo a < θ <b, f(θ) representa a inclinac¸˜ao da tangente ao gr´afico da func¸˜ao no ponto(θ,f(θ)).

Portanto, se queremos encontrarθ tal que a igualdade seja ver- dadeira, deveremos encontrar uma reta tangente ao gr´afico da func¸˜ao que seja paralela `a reta r que liga os pontos (a,f(a)) e (b,f(b)).

Veja no gr´afico que o ponto(θ,f(θ))que resolve o proble- ma foi encontrado tomando como ponto de partida uma reta t, situada longe do gr´afico, e paralela `a reta r. A seta represen- tada na Figura 11.3 indica o deslocamento paralelo da reta t em direc¸˜ao `a reta r. O ponto (θ,f(θ)) ´e identificado como o primeiro ponto do gr´afico da func¸˜ao que ´e tocado pelo desloca- mento paralelo da reta t.

C

ONSEQU

¨

ENCIAS DO

ˆ T

EOREMA DO

V

ALOR

M ´

EDIO Considere uma func¸˜ao diferenci´avel, f : I→R, definida num intervalo aberto I ent˜ao:

Se f(x) >0 para todo x no intervalo I ent˜ao a func¸˜ao ´e crescente;

Se f(x) <0 para todo x no intervalo I ent˜ao a func¸˜ao ´e decrescente.

Veja por que estas propriedades s˜ao conseq¨uˆencias do Teo- rema do Valor M´edio. De fato, considere dois n´umeros x1 e x2 no intervalo I, de modo que x1<x2. O Teorema do Valor M´edio

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garante que existeθ no intervalo fechado[x1,x2], de modo que f(x2)−f(x1) = f(θ)·(x2x1) (11.1) Assim, na hip´otese em que f(x)> 0 para todo x no in- tervalo I, em particular f(θ)>0 e ent˜ao o segundo membro da igualdade em (11.1) ´e positivo. Isso implica que tamb´em

f(x2)−f(x1)>0. Portanto, acabamos de provar que:

Se f(x)> 0 para todo x no intervalo I e x1 <x2 ent˜ao f(x2)> f(x1).

Isto comprova que a func¸˜ao ´e crescente.

Do mesmo modo, na hip´otese em que f(x)<0, para todo x no intervalo I, em particular f) < 0, ent˜ao o segundo membro da igualdade em (11.1) ´e negativo. Isto implica que

f(x2)−f(x1)<0. Este argumento prova que:

Se f(x)< 0 para todo x no intervalo I e x1 <x2 ent˜ao f(x2)< f(x1).

Portanto, a func¸˜ao ´e decrescente.

P

RIMEIRO

C

RITERIO PARA

´ L

OCALIZAR

P

ONTOS DE

M ´

AXIMOS E

INIMOS

As conseq¨uˆencias que acabamos de tirar do Teorema do Valor M´edio permitem construir o primeiro crit´erio para loca- lizar pontos de m´aximo ou m´ınimo de func¸˜oes.

De modo totalmente similar podemos estabelecer um crit´erio para m´ınimo local.

P

RIMEIRO

C

RITERIO PARA

´ M ´

AXIMO

L

OCAL Seja f : I →R, uma func¸˜ao diferenci´avel definida num in- tervalo aberto I, um ponto aI e um n´umero ε >0, tal que o intervalo fechado [a−ε, a+ε] est´a contido em I e al´em disso f(x)>0 para todo x no intervalo semi-aberto[a−ε, a)e f(x)<0 para todo x no intervalo semi-aberto(a, a+ε]. Ent˜ao, o ponto x=a ´e um ponto onde a func¸˜ao assume um m´aximo local f(a).

AULA111M

´ ODULO1

Justificativa: De acordo com o que vimos como conseq¨uˆencia do Teorema do Valor M´edio, a func¸˜ao ´e crescente em[a−ε, a) e decrescente em (a, a+ε]. Portanto, a func¸˜ao assume um m´aximo local no ponto aI.

P

RIMEIRO

C

RITERIO PARA

´

INIMO

L

OCAL Seja f : I →R, uma func¸˜ao diferenci´avel definida num in- tervalo aberto I, um ponto aI e um n´umeroε >0, tal que o intervalo fechado [a−ε, a+ε]est´a contido em I e al´em disso f(x) < 0, para todo x no intervalo semi-aberto [a−ε, a) e f(x)>0 para todo x no intervalo semi-aberto(a, a+ε]. Ent˜ao, o ponto x=a ´e um ponto onde a func¸˜ao assume um m´ınimo local f(a).

Justificativa: De acordo com o que vimos como conseq¨uˆencia do Teorema do Valor M´edio, a func¸˜ao ´e decrescente em [a− ε, a)e crescente em(a, a+ε]. Portanto, a func¸˜ao assume um valor de m´ınimo local no ponto aI.

Exemplo 11.1

Considere a func¸˜ao f(x) = 1

3x3x. Vamos mostrar que:

a) a func¸˜ao ´e crescente no intervalo(−∞,−1)e no intervalo (1,∞);

b) a func¸˜ao ´e decrescente no intervalo(−1,1);

c) os pontos a=−1 e b=1 s˜ao, respectivamente, pontos de m´aximo e de m´ınimo locais para a func¸˜ao.

Soluc¸˜ao: Temos que f(x) =x2−1= (x−1)·(x+1). Veja na Fi- gura 11.4 a seguir a representac¸ ˜ao do sinal da derivada, obtido a partir da equac¸˜ao da func¸˜ao f(x), quando x percorre os n´umeros reais R.

A variac¸˜ao de sinal explicitada comprovam os resultados das partes a) e b).

−∞ −1 1 +∞

+

+ −

Figura 11.4:O sinal de f(x) = (x1)(x+1).

Por outro lado, considere agora os intervalos fechados [−2,0]e [0,2], contendo respectivamente, os pontos a=−1 e b=1. Veja que

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f(x)>0 para todo x no intervalo semi-aberto [−2,−1)e f(x)<0 para todo x no intervalo semi-aberto (−1,0]. Portanto, pelo Primeiro Crit´erio, temos que a=−1 ´e um ponto de m´aximo local.

Do mesmo modo, f(x)<0 para todo x no intervalo semi-aberto [0,1)e f(x)>0 para todo x no intervalo semi-aberto(1,2]. Portanto, pelo Primeiro Crit´erio temos que b=1 ´e ponto de um m´ınimo local.

Veja no gr´afico da func¸˜ao, representado na Figura 11.5 a seguir, a comprovac¸˜ao geom´etrica do que acabamos de concluir.

x

y=f(x)

3

0 3

Figura 11.5:Gr´afico de f(x) =1 3x3x.

Exerc´ıcio 11.1

Encontre intervalos de crescimento e de decrescimento, bem como os pontos de m´aximo e m´ınimo locais das seguintes func¸˜oes:

a) f :(−3,3)→R, f(x) =log √ x2−9

.

b) g :(0,∞)→R, g(x) =1

2x2+4x+7 4log(x).

c) h :R→R, h(x) = 1 x2−8x+17.

A partir destes primeiros crit´erios para a localizac¸˜ao de pon- tos extremos para uma func¸˜ao, surge a primeira pista sobre uma importante caracter´ıstica destes pontos. Este ´e o conte´udo do nosso pr´oximo resultado.

AULA111M

´ ODULO1

!

Seja f : I→Ruma func¸˜ao diferenci´avel definida num inter- valo aberto I e um ponto aI, onde f assume um m´aximo local ou um m´ınimo local. Ent˜ao f(a) =0.

Veja por que vale o resultado em destacado anterior. Vamos considerar o caso que o ponto a ´e um m´aximo local. O caso de m´ınimo tem tratamento totalmente similar.

Como f : I→R´e diferenci´avel em aI e f(a)´e o valor da derivada neste ponto, ent˜ao

xlima

f(x)−f(a)

xa = f(a).

De acordo com a id´eia de limite, uma vez que a express˜ao

f(x)f(a)

xa tem limite quando xa e este ponto pode ser aproxi- mado pela vari´avel tanto pela esquerda, xa, quanto pela direita xa+, temos a seguinte situac¸˜ao:

Em primeiro lugar, no caso da aproximac¸˜ao pela esquerda, xa, temos que sempre x < a e como a ´e um ponto de m´aximo local f(x)≤ f(a). Com estes dados da situac¸˜ao, temos que

x<a e f(x)≤ f(a) implica f(x)−f(a) xa ≥0. Como a ´ultima express˜ao escrita tem para limite f(a), quando xa, ent˜ao

f(a)≥0.

Em segundo lugar, no caso da aproximac¸˜ao pela direita, xa+, temos que sempre x>a, e a ´e um ponto de m´aximo local f(x)≤

f(a). Portanto, nesta situac¸˜ao temos que

x>a e f(x)≤ f(a) implica f(x)−f(a) xa ≤0. Como a ´ultima express˜ao escrita tem para limite f(a), quando xa+, ent˜ao

f(a)≤0.

C E D E R J 169

Estes resultados f(a)≤0 e f(a)≥ 0 obrigam a nulidade da derivada em a. Ou seja, f(a) =0.

Vamos colocar em destaque o que acabamos de provar, acer- ca das propriedades da derivada em pontos de m´aximo ou m´ınimo local.

Para uma func¸˜ao diferenci´avel, f : I→R,

Se aI ´e m´aximo ou m´ınimo local ent˜ao f(a) =0.

A frase escrita pode ser lida tamb´em com a seguinte l´ogica:

f(a) =0 ´e uma condic¸˜ao necess´aria para que um ponto aI seja m´aximo ou m´ınimo local”. No entanto, como podemos atestar com exemplos, a condic¸˜ao f(a) =0 n˜ao ´e suficiente para garantir m´aximo ou m´ınimo locais. Acompanhe um exemplo que elucida esta quest˜ao.

Exemplo 11.2

A func¸˜ao f(x) =x3 tem por dom´ınio os n´umeros reais R.

Temos que f(x) =2x2 e f(0) =0. No entanto, a=0 n˜ao ´e ponto de m´aximo ou m´ınimo de f . Na verdade, esta func¸˜ao

´e crescente em todo o conjunto dos n´umeros reais R. Veja o gr´afico destacado na Figura 11.6.

x

y=f(x)

Figura 11.6:A func¸˜ao f(x) =x3.

Exemplo 11.3

Considere a func¸˜ao f(x) =4x3+x2−2x.

a) Identificar os subconjuntos da reta onde a func¸˜ao ´e crescente;

AULA111M

´ ODULO1

b) Identificar os subconjuntos da reta onde a func¸˜ao ´e decrescente;

c) Encontrar pontos de m´aximo e m´ınimo locais para a func¸˜ao.

Soluc¸˜ao: Calculando a derivada da func¸˜ao em estudo, encontramos que

f(x) =12x2+2x−2=12

x2+1 6x−1

6

.

Resolvendo a equac¸˜ao do segundo grau, encontramos que x2+1

6x−1 6 =0⇔

x+1

2 x−1 3

=0. Portanto,

f(x) =12x

x+1

2 x−1 3

.

Esta express˜ao indica que,

f(x)>0 se −∞<x<−1 2 ou 1

3<x<∞ e f(x)<0 se −1

2 <x<1 3.

Os sinais para a derivada permitem organizar as respostas dos itens da quest˜ao.

Em relac¸˜ao ao item (a), conclu´ımos que a func¸˜ao ´e crescente no conjunto

∞, 1 2

1

3, .

Em relac¸˜ao ao item (b), encontramos que a func¸˜ao ´e decrescente no intervalo

1 2, 1

3

.

Finalmente, em relac¸˜ao ao item (c), identificamos que o ponto x=−1

2 como um m´aximo local e o ponto x= 1

3 como um m´ınimo local. De fato, para o ponto x=−1

2, temos `a esquerda do ponto que f(x)>0 e `a direita do ponto que f(x)<0. Igualmente, `a esquerda do ponto x=1

3temos que f(x)<0 e `a direita do ponto que f(x)>0.

Como informac¸˜ao suplementar, observe que nenhum dos pontos ´e um extremo global, j´a que

xlim→∞f(x) = lim

x→∞(4x3+x2−2x) =∞ e

x→−∞lim f(x) = lim

x→−∞(4x3+x2−2x) =−∞.

C E D E R J 171

Veja na Figura 11.7, o gr´afico da func¸˜ao f(x), para verificar os resul- tados encontrados.

x

y=f(x)

Figura 11.7:Gr´afico da func¸˜ao f(x) =4x3+x22x.

Exerc´ıcio 11.2 Para cada uma das func¸˜oes f(x) =p

(1−x2)e g(x) =−x3+2:

a) Identifique os subconjuntos da reta onde a func¸˜ao ´e cres- cente;

b) Identifique os subconjuntos da reta onde a func¸˜ao ´e de- crescente;

c) Encontre pontos de m´aximo e m´ınimo locais para a func¸˜ao.

C

ONCAVIDADES

L

OCAIS DE

F

UNC

¸ ˜

OES

A noc¸˜ao de concavidade oferece t´ecnica importante para de- terminar pontos de m´aximo e m´ınimo locais de func¸˜oes.

Do ponto de vista geom´etrico, a definic¸˜ao deste conceito pode ser realizado para func¸˜oes que s˜ao apenas diferenci´aveis. No entanto, para o estudo de pontos extremos, esta noc¸˜ao torna-se ferramenta eficaz quando trabalhada para func¸˜oes que possuem pelo menos duas derivadas.

AULA111M

´ ODULO1

Considere uma func¸˜ao diferenci´avel f : I→R, onde I ´e um intervalo aberto e para um ponto aI a reta ta ´e a reta tangente ao gr´afico da func¸˜ao neste ponto. Como esta reta passa pelo ponto p= (a,f(a))e f(a) ´e seu coeficiente angular, temos que

y= f(a)·(xa) + f(a).

A func¸˜ao ´e cˆoncava localmente para baixo no ponto aI se existir um intervalo JI e centrado no ponto a, de modo que

para todo xJ, x6=af(x)< f(a)·(xa) +f(a).

A func¸˜ao ´e cˆoncava para cima localmente no ponto aI se exis- tir um intervalo JI e centrado no ponto a, de modo que

para todo xJ, x6=af(x)> f(a)·(xaa+f(a. A func¸˜ao tem uma inflex˜ao no ponto aI se existir um intervalo JI e centrado no ponto a, de modo que

para quaisquer dois pontos x1 e x2 do intervalo J tais que x1<a<x2, vale que

f(x1)f(a)·(xa)f(a)

·

f(x2)f(a)·(xa)f(a)

<0.

Veja que ´e simples a interpretac¸˜ao do porquˆe do sinal nega- tivo na express˜ao anterior para indentificar um ponto de inflex˜ao.

Como se trata de um produto de dois fatores, duas coisas devem acontecer de modo exclusivo: ou `a esquerda do ponto aI o valor da func¸˜ao est´a abaixo da tangente, e `a direita o valor da func¸˜ao est´a acima da tangente ou, ao contr´ario, `a esquerda do ponto aI o valor da func¸˜ao est´a acima da tangente, e `a direita o valor da func¸˜ao est´a abaixo da tangente.

A interpretac¸˜ao geom´etrica destes conceitos, concavidade local para baixo, concavidade local para cima e inflex˜ao apare- cem nas Figuras 11.8, 11.9 e 11.10 apresentadas na seq¨uˆencia.

C E D E R J 173

x

f(x)

a

f(a)

Figura 11.8:Func¸˜ao cˆoncava para baixo no ponto a.

Note que na situac¸˜ao de concavidade local para baixo, todos os valores da func¸˜ao no intervalo J est˜ao estritamente abaixo da reta tangente, exceto o pr´oprio ponto (a,f(a)) que pertence `a reta tangente ta.

x

f(x)

a

f(a)

Figura 11.9:Func¸˜ao cˆoncava para cima no ponto a.

Note que na situac¸˜ao de concavidade local para cima, todos os valores da func¸˜ao no intervalo J est˜ao estritamente acima da reta tangente, exceto o pr´oprio ponto (a,f(a)) que pertence `a reta tangente ta.

AULA111M

´ ODULO1

x

f(x)

a

f(a)

Figura 11.10:Func¸˜ao com inflex˜ao no ponto a.

Note que na representac¸˜ao de um ponto a de inflex˜ao como na Figura 11.10, temos que

f(x1)−

(f(a)·(x1a) +f(a)

<0 e

f(x2)−

(f(a)·(x2a) + f(a)

>0, resultando que o produto destes fatores ´e negativo.

Exerc´ıcio 11.3 Considere a func¸˜ao f(x) =4x3+x2−2x.

a) Mostre que x=−4

3 ´e um ponto onde a func¸˜ao ´e local- mente cˆoncava para cima;

b) Mostre que x= 3

2 ´e um ponto onde a func¸˜ao ´e localmente cˆoncava para baixo.

Exerc´ıcio 11.4

Considere a func¸˜ao f(x) =x5 possui, no ponto a=0 uma inflex˜ao.

C E D E R J 175

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D ERIVADAS – M ´ AXIMOS E INIMOS

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