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Quanto ao método, esta pesquisa é uma etnografia em que o universo envolve 57 vídeos produzidos pelo grupo teatral Subunana, de 2003 à 2016, retratando apenas cenas relativas ao tema violência no contexto social da Cidade de Nampula, em Moçambique.

Optei em desenvolver uma etnografia fílmica como “uma das vertentes do documentarismo diretamente relacionado com a exploração de temas sociais e culturais (...), uma utilização de imagens elaboradas e montadas em um todo, pretendendo a concepção de um mundo de representações” (ANA, 2010)21. Segundo essa autora, a etnografia fílmica é uma elaboração de modos e vivencias culturais com leituras diferentes, perspectivando o conhecimento de certos aspetos como cerimónias, rituais, identidades coletivas e compreensão de outras questões sociais, pelo que explora vários níveis da experiência humana. Neste caso, me aproprio da etnografia fílmica porque ela me permite fazer uma pesquisa em torno da análise dos saberes a respeito de certos comportamentos relativos a violência doméstica na produção audiovisual do grupo teatral Subuhana. Na verdade, os vídeos desse grupo constituem uma espécie de documento audiovisual que me permitiram explorar as questões socioculturais veiculadas pelo grupo e que julgo se tratar de uma pesquisa com vista a reflexão sobre representações dos modos vivendi da população na Cidade de Nampula, em Moçambique.

Nos estudos observacionais, ainda que na participação como espectador, é possível ao pesquisador descrever lócus, atividades e significados do que está sendo observado. Assim, com a análise fílmica levei em consideração o continuum proposto por BOGDAN & BIKLEN (1994, p. 125), em que é priorizada a posição de “[...] observador completo [...]”, qual seja aquela em que “[...] o investigador não participa em nenhuma das atividades do local onde decorre o estudo. Olha para a cena, no sentido literal [...]”. Isso significa que a análise fílmica é alimentada pela observação e, metodologicamente, ela nos possibilitará trazer, entre outros

21 O filme etnográfico e a antropologia. Disponível em: http://anthropolugus.blogspot.com.br/2010/03/o-filme- etnografico-e-antropologia.html Acessado no dia 20/Dezembro/2016

benefícios, a depuração das cenas com microanálises estruturadas e baseadas em dados diretamente observáveis dessas cenas. Ademais, ao serem tomados como bases empíricas ou lócus, esses filmes propiciam uma reavaliação cuidadosa, uma vez que eles próprios podem ser revistos e rediscutidos tantas vezes quantas necessárias. Esse acesso repetido sem limite representa vantagem dessa estratégia de coleta de dados, o que se constitui, por sua vez, transposição das limitações características da observação.

Nesse tipo de estudo, o filme deve ser exibido o número de vezes necessário e suficiente para se proceder à análise, o que é definido pelo pesquisador, como salienta Gil (1999), qualquer investigação em ciências sociais, deve se valer de procedimentos observacionais, em mais de um momento, podendo ser utilizada a observação simples. A coleta de dados por observação simples é seguida de um processo de análise e interpretação, o que lhe confere a sistematização e o controle requeridos dos procedimentos científicos.

Assisti todos os 57 vídeos produzidos pelo grupo Subuhana desde 2003, buscando identificar os atos narrados e/ou representados enquanto violência. Nessa linha de pensamento, assisti filmes inteiros, analisando cenas e fragmentos em uma perspectiva analítica-comparativa (HIKIJI, 2012, p. 103-104) dos fatos sobre violência contidos nos vídeos. Entre os 57 vídeos assistidos, selecionei 37 pelo fato deles apresentarem cenas de violência, quer de forma completa ou inteira, totalidades ou fragmentos. Não obstante, selecionei apenas os 2 vídeos mencionados anteriormente para aquilo a que Hikiki (2012) designa por filmografia central da pesquisa. Segundo esse autor, tais vídeos, “nos quais o foco da análise é a obra como um todo, e não um recorte dela a partir de um único problema, revelam-se como uma possibilidade analítica e interpretativa à análise de recorrências temáticas e imagéticas” (p. 105).

Em seguida, apresentei a duração temporal de cada um dos vídeos, o número de cenas e seus respectivos fragmentos de cenas de violência contidas em cada vídeo, número de personagens, local de ocorrência dos fatos, tipo de violência, natureza da violência, número de vítimas e agressores. Aliás, para além de dividir as personagens, agrupando-as em sexo e idade, tratei de esclarecer os que desempenham a função de vítimas, os agressores, acolhedores/conselheiros (amigos, vizinhos, familiares) e autoridade policial. Primeiro me apropriei dos dados estatísticos destes vídeos porque concordo com Minayo (2014, p. 63), ao referir que, “nos fenômenos sociais há possibilidade de se analisarem regularidades, frequências, mas também relações, histórias, representações, pontos de vista e lógica interna dos sujeitos em ação”. Isto significa que, apesar de a pesquisa estar inserida na abordagem qualitativa, visando compreender representações veiculadas em vídeos produzidos por um

grupo, em algum momento, ela procura quantificar essa produção, na medida em que pretende mensurar a frequência da ocorrência das cenas de violência para tipificá-la. O maior interesse centrou-se na constatação da frequência com que se dão as cenas relativas a violência, de maneira que se tornasse mais claro em que medida a mesma pode ser caracterizada como doméstica, praticada entre cônjuges, familiar, entre outras formas.

A lista dos 57 vídeos produzidos pelo grupo teatral Subuhana mostra a amplitude e diversidade temática dessa produção fílmica entre os anos de 2003 e 2016, ou seja, anterior à Constituição da República de Moçambique (2004) e à lei nacional sobre violência doméstica (2009): Subuhana 1: Educação da rapariga (2003); Subuhana 2: Dois mensageiros (2003);

Subuhana 3: Gênero e HIV/SIDA (2004); Subuhana 4: Prevenção de transmissão vertical – PTV (2004); Subuhana 5: Nanvetecu22: contra os direitos da mulher (2006); Subuhana 6:

Guerra sem fronteira (2009); Subuhana 7: A tarefa do Membro do Conselho Consultivo (2009); Subuhana 8: HIV e discriminação (2010); Subuhana 9: Água potável (2011);

Subuhana 10: A circuncisão e HIV/SIDA (2011); Subuhana 11: Delimitar a terra é proteger a comunidade (2011); Subuhana 12: Amigo falso/traidor (2011); Subuhana 13: Senhor Murripa (2013); Subuhana 14: Seu Pai é seu Pai (2012); Subuhana 15: É mau viver assim (2012);

Subuhana 16. Curandeiro falso (2012), Subuhana 17: Amigo quando tem (2012); Subuhana 18: Consequências de ciúme e drogas (2012); Subuhana 19: Fundo de Desenvolvimento Distrital (2011); Subuhana 20: Pior que o SIDA é a discriminação (2011); Subuhana 21:

Respeito aos idosos e Planeamento familiar (2012); Subuhana 23: Campanha de produção (2012); Subuhana 24: Traiçoeiro (2012); Subuhana 25: Khanleleya23 (2013); Subuhana 26.

Pilimwithi24 (2013); Subuhana 27: Cabeça que não regula (2013); Subuhana 28: Casamento:

Exemplo de lares destruídos (2013); Subuhana 29: Mattubu25 (2013); Subuhana 30: Bêbado inteligente (2013); Subuhana 31: Delimitação de terrenos (2013), Subuhana 32: Mano Rawa- Rawa26 (2013); Subuhana 33: Econha27 (2013); Subuhana 34: Muthíana28 (2013); Subuhana

22 Nanvetecu é, neste vídeo, nome atribuído à personagem que se distancia aos direitos da mulher.

23 Khanleleya quer dizer: ineducável, aquele que não aceita conselhos de mais velhos (tradução livre)

24 O termo pilimwithi é usado na região norte de Moçambique (Nampula e algumas zonas de Cabo delgado e Niassa) para designar aquela fêmea do mosquito do gênero anopheles que transmite a malária (tradução livre).

25 Muttubu é nome de um Régulo (do latim regulus, "pequeno rei", reizete), foi a designação dada na historiografia e administração colonial portuguesa aos chefes tribais e outros potentados africanos e mais raramente da Ásia, nomeadamente de Timor. O título foi utilizado durante toda a história colonial portuguesa para designar figuras de autoridade, de qualquer natureza, entre os povos colonizados. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9gulo_(governante) Acessado em 29/Junho/2016.

26 Mano Rawa-rawa, na língua emácua da região norte de Moçambique, significa aquele amigo ou irmão que amigo que passa por dificuldades (tradução livre).

35: Okwiri29 (2014); Subuhana 36: Violência doméstica e sexual (2014); Subuhana 37:

Sofrimento (2014); Subuhana 38: Amalapo30 (2014); Subuhana 39: Curandeira justa (2014);

Subuhana 40: Mafioso (2014); Subuhana 41. Rico abusado (2014); Subuhana 42: Enfermeira falsa (2014); Subuhana 43: Onthamuene31 (2014); Subuhana 44: Violência doméstica (2015);

Subuhana 45: Funcionamento do Conselho de Escola (2014); Subuhana 46: Impactos ambientais na Cidade de Nampula (2015); Subuhana 47: Hidjabi32 (2015); Subuhana 49:

Elapo yovirikana33 (2015); Subuhana 50: Leitão (2015); Subuhana 51: Telefone (2015);

Subuhana 52: Erorotxe34 (2015); Subuhana 53: Esiry35 (2016); Subuhana 54: Estancula36 (2016); Subuhana 55: Saúde comunitária (2016), Subuhana 56: Homenagem à Mukussacame37 (2016); Subuhana 57: 7 de Abril (2016).

Nos 14 anos de produção fílmica, apenas em 3 anos não houveram lançamentos (2005, 2007 e 2008), de maneira que trata-se de uma atividade regular do grupo teatral Subuhana. A leitura dos títulos aponta para a presença dos dois únicos vídeos sobre violência, um sobre violência sexual e doméstica e outro exclusivamente sobre violência doméstica. Entretanto, como se pode observar, para além dos títulos os mais de 50 vídeos apresentam cenas sobre muitas outras formas de violência.

Ainda tomando como base os títulos dos 57 vídeos, se reunirmos doenças e profissões de saúde em um item que poderíamos designar “saúde, doença, prevenção e cura”, teríamos 12 vídeos: 4 deles apenas sobre aids e outros 2 somente acerca de curandeiros, sem falar dos

27 Econha é um crocodilo que na região norte de Moçambique se acredita que se transforma em um espírito para roubar dinheiro de vizinhos (tradução livre).

28 Muthíana, em emácua significa mulher (tradução livre)

29 Okwiri – do emácua, que significa feitiço (tradução livre).

30 O termo amalapo vem do emácua e significa pessoas distantes da família, marginais/agressores (tradução livre).

31 Onthamuene, termo da língua emácua do norte de Moçambique, que significa marido (tradução livre)

32 Hidjabi, é um termo usado para se referir às roupas/vestes usadas pelos muçulmanos para cobrir o rosto (tradução livre)

33 O termo “elapo yovirikana”, quer dizer o mundo está mal, está tudo complicado, ou seja, o mundo está virado de baixo para cima (tradução livre).

34 Erorotxe significa relógio (tradução livre)

35 Esiry - termo da língua emácua do norte de Moçambique, que significa segredo (tradução livre).

36 Estancula, se refere ao nome de uma localidade da Cidade de Nampula.

37 Mukussacame é nome artístico do líder mais cómico do grupo Subuhana, falecido em Janeiro de 2016, vítima de uma doença súbita.

que abordam malária, doenças sexualmente transmissíveis e inclusive “saúde comunitária”, sem incluir os que abordam impactos ambientais e saúde mental (Cabeça que não regula), pois com estes dois últimos somariam 14. Não só saúde como também educação é assunto nos vídeos, seja o estabelecimento escolar seja a atividade de ensino ou ainda as pessoas em situação de aprendizagem, em 3 vídeos. Também é comum o título fazer menção a um conjunto de personagens que devem fazer parte do cotidiano local de Nampula e/ou que podem servir para apresentar alguma lição de moral: o bêbado, o rei, o marido, o rico, o amigo, o idoso, o traidor, o pai, etc. Deste modo, enfatizo novamente, violência não é o principal tema dos vídeos quando se leva em conta seus títulos, o processo saúde-doença ocupando muito mais espaço na produção fílmica do grupo teatral.

Alguns dos 57 vídeos, baixei da internet (15 disponíveis no Youtube) e os demais comprei dos próprios atores (42), pois após o lançamento estes gravam e vendem nas ruas e estabelecimentos da Cidade de Nampula. Em média, os vídeos contempla um tempo de 45 a 70 minutos. O grupo Subuhana é composto por uma equipe de 12 elementos, dentre os quais homens e mulheres. Os personagens são os mesmos atores que desempenham vários papeis, mudando de vídeo para vídeo.

O Grupo teatral Subuhana se preocupa com a disseminação de informação através da produção fílmica, mas não só isso. Na conversa informal que tive com eles - em janeiro de 2016, na Cidade de Nampula, em Moçambique, disseram que, o seu principal foco é educar, criticar e conscientizar as pessoas com vista à mudança de comportamento, não só por meio de vídeos mas também da apresentação de peças e da realização de performances em espaços público. Trata-se de um grupo com grande poder de difusão da sua mensagem, muito popular e conhecido na cidade de Nampula, como mencionado ao final do segundo capítulo.

A amostra foi constituida por dois (2) vídeos, contendo 5 cenas no vídeo violencia doméstica e sexual (2014) e 4 cenas no vídeo violencia doméstica (2015), o que contempla um total de 9 cenas, segundo ilustra o quadro da amostra que a seguir é apresentado.

Quadro 1: resumo da amostra

Componentes da amostra Nº de cenas Técnicas de colecta de dados

Vídeo Violência doméstica - 2015 04 Observação/análise áudio-visual Vídeo Violência doméstica e sexual - 2014 05 Observação/análise áudio-visual

Total 09

Fonte: adaptado pelo autor

Para a elaboração do instrumento de coleta de dados, passei por dois momentos distintos: primeiro, tive uma conversa informal com o grupo Subuhana, na Cidade de

Nampula, em Moçambique, em Dezembro de 2015. A intenção desse contato foi para me informar sobre alguns detalhes a respeito da produção dos vídeos e colher informações sobre a violência doméstica disseminada nos seus vídeos. Depois, tratei de agrupar todo o ato de violência veiculado nos vídeos, tendo em conta as teorias e tipologias de violência (Minayo, 2009; Coelho et al, 2014) e, a partir delas, construí um guia de observação (vide apêndice B, p. 185) que me facilitou a coleta de dados aquando da análise fílmica.

Após a qualificação, desenvolvi a pesquisa de campo que me facilitou fazer o cruzamento conceitual entre o que está sendo veiculado/representado e o que foi aprimorado ao longo do curso de mestrado, trazendo, assim, constatações teóricas a partir dos vídeos.

Nesse caso, “tiro informações parciais, isoladas, do filme para relacioná-las com informações extratextuais (biográficas, sociológicas ou históricas, estéticas) a fim de construir minha história, minha descrição, minha tese” (VANOYE & GOLIOT-LÉTÉ; 1994, p. 53). Isto significa que usamos o filme produzido pelo grupo Subuhana para abordar a violência doméstica no contexto social de Nampula, a fim de nos ajudar a responder as nossas inquietações, os nossos objetivos e averiguar as hipóteses formuladas. Trata-se de um momento crítico em que se fizemos a interpretação, tendo em conta os fatos e as significações referentes aos valores e afetos em relação ao fenómeno.

Analisar um filme ou fragmento é, antes de mais nada, no sentido científico do termo, (...) decompô-lo em seus elementos constitutivos. É despedaçar, descosturar, desunir, extrair, separar, destacar e denominar materiais que não se percebem isoladamente “a olho nu”, pois se é tomado pela totalidade. Parte-se, portanto, do texto fílmico para

“desconstruí-lo” e obter um conjunto de elementos distintos do próprio filme. (...) em seguida, uma segunda fase consiste em estabelecer elos entre esses elementos isolados, em compreender como eles se associam e se tornam cúmplices para fazer surgir um todo significante: reconstruir o filme ou o fragmento (VANOYE &

GOLIOT-LÉTÉ, 1994, p. 15).

Como se pode observar, a análise fílmica significa descrever e interpretar o assunto, construindo outros sentidos a partir dos conceitos expressos/veiculados/representados ao longo dos vídeos. Por isso, “voltamos à necessidade de se levar em conta fatores positivos, principalmente os elementos de realidade contidos no próprio filme, dos quais o primeiro a considerar é a realidade do movimento” (METZ, 1972; p. 25). Em primeiro lugar, as cenas possuem muita informação e foram feitas de acordo com a linguagem e gestos locais que facilitam a comunicação. Em segundo lugar, as expressões manifestas são tão impetuosas que julgo serem pertinentes para análise e compreensão dos fatos; por último, a partir da novidade contida nas cenas, é possível abordar o fenômeno, tendo em conta a mensagem atual que está sendo disseminada a respeito da violência doméstica.

O projeto de dissertação não passou pelo comitê de ética em pesquisa, visto que não trabalhei com seres humanos e sim com a sua produção material registrada em vídeos. Como se não bastasse, para a realização desta pesquisa não houve necessidade de autorização por parte dos produtores dos vídeos já que eles, estavam à venda nas ruas da Cidade de Nampula e - alguns disponíveis no Youtube38.

Como forma de ilustrar a representatividade de outras cenas de violência em outros vídeos do universo dos 57, para além dos dois da amostra, apresento uma tabela descritiva dos vídeos produzidos pelo Subuhana (vide apêndice A, p. 153), focalizando de forma completa ou fragmentada o tema violência, lembrando que encontrei cenas de violência em 37 dos 57 vídeos mas apresentei no quadro apenas 19, com o intuito de ilustrar as cenas de violência mais comuns.

Após constatar a presença de cenas de violência em grande parte dos vídeos produzidos pelo grupo Subuhana, inclusive de violência doméstica, desenvolvi, no quarto capítulo - uma descrição e análise qualitativa apenas dos 2 dos 57 vídeos, nos quais violência doméstica intitula-os. Aliás, uma vez que trouxe os vídeos para analisar as representações que se constroem sobre violência doméstica na sociedade moçambicana, Umberto Eco entende que, “é possível utilizar o filme com o intuito de analisar uma sociedade” (apud VANOYE &

GOLIOT-LÉTÉ, 1994, p. 55). Isto significa que uma vez ter feito a decopagem das cenas, procurei interpretá-las, confrontando e/ou dialogando com a literatura, o que me permitiu delimitar e aprimorar os conceitos sobre a violência veiculados nos vídeos, partindo do entendimento que se inscreve sobre violência naquela sociedade.

38 Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ygyB6T2HAd4 > Acessado no dia 15/Setembro/2015

2 MARCO TEÓRICO

Neste capítulo trato de explorar e apresentar as diferentes perspectivas teóricas e conceituais que levem à compreensão do fenômeno da violência a partir dos diversos autores engajados nessa temática, o que constitui uma base de sustentabilidade para o momento da análise e interpretação fílmica e, em relação a esta questão, Richardson et al (1999, p. 60) defendem que “ o pesquisador deverá realizar uma interpretação do fenómeno, historicamente ou apenas na fase atual, analisando criticamente as diversas concepções e perspectivas apresentadas, mediante referência a tudo o que se escreveu sobre ele”. No entanto, o capítulo apresenta uma visão mais geral, sendo posteriormente agregada à uma visão das abordagens da violência tendo em conta o contexto local.