Ao considerar todos os aspectos analisados que influenciam no contexto hidrogeológico da área, propõe-se um modelo conceitual que abrange todos os processos envolvidos na dinâmica hídrica do aquífero cárstico local. A geologia local foi construída baseando-se no perfil construtivo do poço PT-19 (Anexo II), onde se observa as camadas de sedimentos inconsolados cenozoicos, seguido da rocha intemperizada (epicarste) e a rocha carbonáticas sã, tratando-se, portanto, de um aquífero livre.
A sazonalidade e o dinamismo hidráulico são representados pelos dois blocos diagramas durante os períodos seco e chuvoso e a variação do nível da água, constituindo-se a condição intermitente da lagoa do Matadouro (Figura 6.11). A recarga e zona de transmissão do aquífero foram baseadas no modelo proposto por Ford & Williams (2007), sendo ilustradas pelas formas cársticas de recarga no centro da lagoa (autogênica e concentrada) e sua conexão com as fraturas subverticais principais até atingir os condutos cársticos presentes no plano de acamamento da rocha (Galvão 2015), onde ocorre a transmissão da água de forma rápida e turbulenta. Por outro lado, a recarga difusa e alogênica é representada pela infiltração no solo e pelas fraturas subverticais secundárias, cuja transmissão da água acontece de forma lenta.
Pela análise da hidrodinâmica via mapas da superfície potenciométrica, considerou-se o fluxo da água subterrânea no sentido dos poços tubulares do Sistema de Abastecimento CDI, representado no modelo pelo PT-19 e a sua influência na dinâmica hídrica, quando bombeado. Embora a ligação entre a lagoa do Matadouro e os poços não tenha sido confirmada suficientemente pelo teste de aquífero, as contaminações no aquífero cárstico confirmadas pelos dados químicos e biológicos podem indicar as seguintes fontes de contaminação: rede de esgoto, córrego do Matadouro, e a própria lagoa do Matadouro, via contaminação por matéria orgânica proveniente do seu leito. Esta última foi observada em amostragens de água bombeadas do PT-19 no início do teste de bombeamento, podendo ser considerado como uma evidência de interconexão da lagoa com os poços. Ademais, estudos isotópicos (Galvão et al. 2017) indicam fracionamento por evaporação das águas subterrâneas bombeadas próximo das lagoas, sugerindo que essas águas de recarga do aquífero (Figura 6.11), eram superficiais com tempo de exposição suficiente para altas evaporações, comum em ambiente lacustre.
Trabalho de Conclusão de Curso, n. 316, 81p. 2019.
71
Figura 6.11 – Ilustração do modelo hidrogeológico conceitual da área de estudo representando todos os processos envolvidos na dinâmica hídrica do aquífero cárstico local.
Assunção, P. H. S. 2019, Análise da zona de recarga e sua interação com o aquífero cárstico na Lagoa do Matadouro...
72
73
CAPÍTULO 7 7 CONCLUSÕES
A integração de sensoriamento remoto, geoprocessamento e mapeamento de campo mostrou-se eficaz na identificação das feições cársticas existentes no centro da lagoa do Matadouro. Dessa maneira, foi possível classificar dois tipos de formas superficiais do relevo cárstico: dolinas e uvalas.
Com o mapeamento de campo foi possível a confirmação de sumidouros de água no fundo de algumas dessas dolinas, indicando zonas de recarga do aquífero cárstico local. Do ponto de vista ambiental, foram identificadas ações antrópicas, como despejo de lixos domésticos na lagoa do Matadouro e de esgoto no córrego do Matadouro, de tal modo que são consideradas fontes de contaminação do aquífero cárstico local, confirmadas pelas análises químicas e bacteriológicas realizadas nos poços tubulares do Sistema de Abastecimento CDI.
A lagoa do Matadouro é considerada uma importante zona de recarga do Aquífero Cárstico Sete Lagoas, com dois tipos de recarga e infiltração: autogênica e concentrada através das dolinas e uvalas, e alogênica e difusa por meio da percolação no solo e epicarste. Na zona de transmissão, o fluxo da água acontece de forma rápida e turbulenta pelos canais principais abaixo das dolinas/uvalas, e de forma lenta pelas fraturas secundárias existentes no epicarte.
A atual condição hídrica intermitente da lagoa do Matadouro é influenciada pela hidrodinâmica regional do Aquífero Cárstico Sete Lagoas. Observando a superfície potenciométrica regional, ao longo do tempo, nota-se um significativo cone de rebaixamento no centro urbano, na qual a área de estudo localiza-se perifericamente. Como não houve, ao longo do tempo, mudanças na precipitação e evapotranspiração real, é possível concluir que o rebaixamento regional devido a superexplotação da água subterrânea seja a principal justificativa da mudança da condição perene para intermitente da lagoa do Matadouro. Em relação à hidrodinâmica local do aquífero, a superfície potenciométrica indica o sentido do fluxo subterrâneo da lagoa do Matadouro para os poços do SAAE.
As atuais condições de transmissividade, armazenamento e condutividade hidráulica do aquífero foram obtidas pelo teste de aquífero e interpretadas pelos métodos de Theis (1935) e Cooper & Jacob (1946). Comparando com o teste realizado por Galvão (2015) é possível concluir que não houve mudanças dos parâmetros hidráulicos que justificasse uma alteração das condições geológicas dos condutos cársticos ou até mesmo uma diminuição dos parâmetros hidráulicos do aquífero devido o entupimento de condutos por material terrígeno, sendo esta uma condição levantada como hipótese inicial deste trabalho. Os parâmetros físico-químicos da água bombeada durante o teste é proveniente de um único conduto ou de uma mesma zona de carstificação, uma vez que não houve variação desses
Assunção, P. H. S. 2019, Análise da zona de recarga e sua interação com o aquífero cárstico na Lagoa do Matadouro...
74
parâmetros que indicasse o aporte de águas de outras origens. Analisando apenas o teste de aquífero de apenas 48 horas, conclui-se que o tempo de bombeamento ainda não foi suficiente para captar as águas superficiais da lagoa do Matadouro.
Os dados químicos apontaram concentrações elevadas de Fe e Mn, uma vez que as concentrações destes elementos mantiveram-se acima do limite permitido em legislação. Além da matéria orgânica, a presença de Mn na água subterrânea contribui para a coloração escura observada nos minutos iniciais do teste bombeamento. A contaminação por nitrito aponta a contaminação superficial recente por esgoto, também confirmada pelos dados bacteriológicos devido a presença de Coliformes totais e Escherichia coli. Essas evidências indicam as possíveis fontes da contaminação levantadas anteriormente (lagoa e córrego do Matadouro), consideradas indicativos da conexão hidráulica da lagoa com o aquífero.
Para um melhor entendimento das conexões hidráulicas do aquífero cárstico local, recomenda- se a utilização integrada de mais métodos aplicáveis na hidrogeologia cárstica, tais como: traçadores fluorescentes para o mapeamento da rede de condutos e velocidades do fluxo subterrâneo, métodos geofísicos elétricos (eletrorresistividade) para a determinação indireta do epicarste e zona de transmissão na lagoa do Matadouro e até mesmo um teste de aquífero de mais longa duração (120 horas).
75
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Alkmim, F. F., Chemale Jr, F., Bacellar, L. A. P., Oliveira, J. P., & Magalhães, P. M. 1989. Arcabouço estrutural da porção sul da Bacia do São Francisco. Simpósio de Geologia de Minas Gerais, 5, 289- 292.
Alkmim, F. F., Marshak, S., Pedrosa-Soares, A. C., Peres, G. G., Cruz, S. C. P., & Whittington, A.
2006. Kinematic evolution of the Araçuaí-West Congo orogen in Brazil and Africa: Nutcracker tectonics during the Neoproterozoic assembly of Gondwana. Precambrian research, 149(1-2), 43-64.
Alkmim, F. F., Martins Neto, M. A. 2012. Proterozoic first-order sedimentary sequences of the São Francisco craton, eastern Brazil. Marine and Petroleum Geology, v. 33, n.1, p.127-139. Disponível em: < http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/1953>. Acesso em: 03 dez. 2019.
Almeida, F. F. M. 1977. O cráton do São Francisco. Revista Brasileira de geociências, 7(4), 349-364.
Andreychouk, V., Dublyansky, Y., Ezhov, Y., & Lysenin, G. 2009: Karst in the Earth’s crust: Its distribution and principal types.- University of Silesia and Ukrainian Institute of Speleology and Karstology, pp.72, Sosnowiec-Simferopol.
Auler, A. 1994. Hydrogeological and Hydrochemical Characterization of the Matozinhos-Pedro Leopoldo Karst, Brazil.
Auler, A., & Farrant, A. R. 1996. A brief introduction to karst and caves in Brazil. Proceedings of the University of Bristol Spelaeological Society, 20, 187-200.
Auler, A., Alt, L., Moura, V. & Leão, M. 2015. Cavernas da Serra do Espinhaço Meridional.
Bakalowicz, M. 2004. The epikarst, the skin of karst. In W. K. Jones, D. C. Culver, & J. S. Herman (Eds.), Epikarst (9, pp. 16_22).
Bear, J. 1972. Dynamics of fluids in porous materials. Society of Petroleum Engineers: Dallas, TX, USA.
Botelho, L. A. L. A. 2008. Gestão dos recursos hídricos em Sete Lagoas-MG: uma abordagem a partir da evolução espaço-temporal da demanda e da captação de água. Dissertação de Mestrado.
UFMG, Belo Horizonte.
Brasil, P. N. 2011. 2914/2011, do Ministério da Saúde. Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Diário Oficial da União, Brasília, 12.
British Columbia 2003. Karst management handbook for British Columbia. For. B.C. Min. For., Victoria, B.C. http://www.for.gov.bc.ca/hfp/fordev/karst/karstbmp.pdf.
Burdon, D.J. and Papakis, N. 1963. Handbook of Karst Hydrogeology, Institute for Geology and Subsurface Research/FAC,Athens.
Cabral, J. 1994. Informações básicas para a gestão territorial - Zoneamento Geotécnico e Aptidão dos Terrenos do município de Sete Lagoas. Projeto Vida. Belo Horizonte, CPRM.
76
Câmara, G., Davis, C., & Monteiro, A. M. V. 2001. Introdução à ciência da geoinformação. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE. São José dos Campos.
Centro Nacional De Pesquisa E Conservação De Cavernas (CECAV) 2009. Regiões Cársticas do Brasil. Disponível em:<http://www.icmbio.gov.br/cecav /downloads/mapas/provincias- espeleologicas.html>. Acessoem: 15 jun. 2017.
Cooper, H. H. & Jacob, C. E. 1946. A generalized graphical method for evaluating formationconstants and summarizing well field history. Am. Geophys. Union Trans. 27,526–534.
Costa, M.T. & Branco, J.J.R. 1961. Roteiro para a excursão Belo Horizonte - Brasília. Contribuição ao XIV Congresso Brasileiro de Geologia. Belo Horizonte, Instituto de Pesquisas Radioativas, publicação 15, 1961. p. 9-25.
Dardenne, M. A. 1978. Síntese sobre a estratigrafia do Grupo Bambuí no Brasil Central. In:
Congresso Brasileiro de Geologia. Anais. SBG, Recife. n. 2, p. 597-610
Danderfer, A. 1994. Geologia Estrutural da Área do Projeto \IIDA. Belo Horizonte, CPRM. Relatório intemo.
Feitosa, F. A., & Costa Filho, W. D. 1998. Execução de testes de bombeamento em poços tubulares:
Manual prático de orientação. CPRM.
Feitosa, F. A. C., Manoel Filho, J., Feitosa, E. C., & Demetrio, J. G. A. 2008. Hidrogeologia:
conceitos e aplicações. rev. e ampl. Rio de Janeiro: CPRM.
Freeze, R. A., & Cherry, J. A. 1979. Groundwater. Englewood Cliffs. New Jersey.
Ford, D. C. & Williams, P. W. 2007. Karst geomorphology and hydrology (Vol. 601). London: Unwin Hyman.Ford, D. C. & Williams, P. W. 2007. Karst hydrogeology and geomorphology. Wiley&Sons, 448 p.
Galvão, P. H. F 2015. Modelo hidrogeológico conceitual de Sete Lagoas (MG) e implicações associadas ao desenvolvimento urbano em regiões cársticas. Doctoral dissertation, Universidade de São Paulo.
Galvão, P., Halihan, T., & Hirata, R. 2015. Evaluating karst geotechnical risk in the urbanized area of Sete Lagoas, Minas Gerais, Brazil. Hydrogeology Journal, 23(7), 1499-1513.
Galvão, P., Hirata, R., Cordeiro, A., Barbati, D., & Peñaranda, J. 2015. Geologic conceptual model of the municipality of Sete Lagoas (MG, Brazil) and the surroundings. Anais da Academia Brasileira de Ciências, 88(1), 35-53.
Galvão, P. H., Hirata, R., Halihan, T., & Terada, R. 2017. Estudo de isótopos estáveis para confirmar interconexões entre lagoas e águas subterrâneas, Sete Lagoas/MG. Águas Subterrâneas.
Goldscheider, N., & Drew, D. (Eds.). 2007. Methods in Karst Hydrogeology: IAH: International Contributions to Hydrogeology, 26. CRC Press.
Gomes no prelo. Avaliação de Risco Geotécnico a partir da Modelagem Numérica no aquífero cárstico na zona urbana de Sete Lagoas MG.
Grossi, J. H. S., Quade, H. 1985. Revisão estratigráfica do Grupo Bambuí (Bloco Oriental), em Minas Gerais. In: SIMP. GEOL. MINAS GERAIS. Anais..Belo Horizonte, SBG/NMG, p. 68-83.
Trabalho de Conclusão de Curso, n. 316, 81p. 2019.
77
Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística (IBGE) 2006a. Cidades. Disponível em <
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php> Acesso em: 06 abr.
Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística (IBGE) 2018. Censo Demográfico. Disponível em Acesso em: 05 jan.
Karmann, I., Teixeira, W., Toledo, M. C. M. de, Fairchild, T. R., & Taioli, F. 2000. Ciclo da água, água subterrânea e sua açào geológica. In Decifrando a terra. São Paulo: Oficina de textos.
Kirsch, R. (Ed.) 2006. Groundwater Geophysics: A Tool for Hydrogeology. Groundwater Geophysics:
A Tool for Hydrogeology, Edited by Reinhard Kirsch. 2006 XVII, 493 p, 300 illus. 3-540-29383-3.
Berlin: Springer, 2006
Klimchouk, A.B., 1996. The typology of gypsum karst according to its geological and geomorphological evolution.- In: Klimchouk, A.B. et al. (eds.) Gypsum Karst of the World.
International Journal of Speleology, Theme issue 25, 3–4, pp. 49–60.
Klimchouk, A. B., Ford, D. C., Palmer, A. N. & W.Dreybrodt (eds). 2000. Speleogenesis, evolution of karst aquifers.- National Speleological Society, pp. 45, Huntsville.
Klimchouk, A. B. 2007. Hypogene Speleogenesis: Hydrogeological and Morphogenetic Perspective.
Special Paper no. 1, National Cave and Karst Research Institute, Carlsbad, NM, 106 pp.
Klimchouk, A., 2012. Speleogenesis, Hypogenic.- In: Culver, D.C. & W.B.White (eds.) Encyclopedia of Caves 2nd edition, Elsevier, Academic Press, pp. 748−765, Chennai.Klimchouk, A. B. 2015. The karst paradigm: changes, trends and perspectives. Acta Carsologica, 44(3).
Meneses, P. R., & Almeida, T. D. 2012. Introdução ao processamento de imagens de sensoriamento remoto. Brasília: UnB, 01-33.
Neiva Jr, A. R. 2018. Estudo do fenômeno de combustão no leito da Lagoa do Matadouro, Sete Lagoas, Minas Gerais, Brasil. Orientador: Prof. Me Ramon Lamar de Oliveira Junior. Faculdade Santo Agostinho de Sete Lagoas.
Oliveira Junior, R.L 2015. O Estranho caso da Lagoa que Pega Fogo. Sete Lagoas. Disponível em:
<https://pt.linkedin.com/pulse/o-estranho-caso-da-lagoa-que-pega-fogo-ramon-lamar-oliveira-junior>
Acesso em: 29 jan. 2019.
Pedrosa, S. A. 1992. Caracterização geomorfológica. Informações Básicas para gestão Territorial, Região de Sete Lagoas MG.CPRM-CETEC, Belo Horizonte, Minas Gerais , p. 29.
Palmer, A.N. 2007: Cave Geology.Cave Books, pp.21, Dayton.
Peñaranda Salgado, J. R. 2016. Condicionamento estrutural e litológico da porosidade cárstica da formação Sete Lagoas, Município de Sete Lagoas (MG) (Doctoral dissertation, Universidade de São Paulo).
Pessoa, P. F. P. 1996. Caracterização hidrogeológica da região cárstica de Sete Lagoas-MG:
potencialidades e riscos (Doctoraldissertation, Universidade de São Paulo).
Ribeiro J. H., Tuller, M. P., Danderfer Filho, A. 2003. Mapeamento geológico da região de Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Lagoa Santa, Vespasiano, Capim Branco, Prudente de Morais, Confins e Funilândia, Minas Gerais (escala 1:50.000) – Texto Explicativo. In: Projeto Vida. Belo Horizonte: CPRM, 1992.
78
Schöll, W. U. 1976. Sedimentologia e geoquímica do Grupo Bambuí na parte sudeste da Bacia do São Francisco. In: Congresso Brasileiro De Geologia, 29, v. 2, Ouro Preto, 1976. Anais. Ouro Preto.
Sociedade Brasileira de Geologia, 1976. p. 207-231.
Silva, A. B. D. 1984. Análise morfoestrutural, hidrogeológica e hidroquímica no estudo do aquífero carstico do Jaíba, norte de Minas Gerais (Doctoraldissertation, Universidade de São Paulo).
Souza, Tatiana & Auler, Augusto 2018. Patrimônio Espeleológico do Distrito Cárstico Vazante- Paracatu.
Souza, N. “Fumaça” misteriosa na Lagoa do Matadouro causa transtorno aos moradores. Sete Lagoas, 05 de setembro de 2013. Disponível em: <http://setelagoas.com.br/noticias/cidade/22067- fumaca-misteriosa-na-Lagoa-do-matadouro-causa-transtornos-a-moradores> Acessado em 26 mar.
2018.
Stevanović, Z. (Ed.) 2015. Characterization of karst aquifer. In Karst Aquifers—Characterization and Engineering.pp. 47-125. Springer, Cham.
Stevanović, Z. 2018. Global distribution and use of water from karst aquifers. Geological Society, London, Special Publications, 466, SP466-17.
Theis, C.V. 1935. The relation between the lowering of the piezometric surface and therate and duration of discharge of a well using ground-water storage. Am. Geophys. UnionTrans., 16, 519–52 Thornthwaite, C. W., & Mather, J. R. 1955. Publications in climatology. The water balance, 8, 1-104.
Travassos, L. E. P., Rodrigues, B. D., Timo, M. B. 2015. Glossário conciso e ilustrado de termos cársticos e espeleológicos. Belo Horizonte: PUC Minas,. 65 p.
Tuller, M. P, Ribeiro, J. H., Danderfer, A. 1992. Mapeamento Geológico da área do Projeto VIDA,CPRM, Belo Horizonte. Relatório lntemo
Tuller, M. P., Ribeiro, J. H., Signorelli, N., Féboli, W. L. 2010. Projeto Sete Lagoas - Abaeté: estado de Minas Gerais. Belo Horizonte: CPRM. Escala 1:100.000. Programa Geologia do Brasil - PGB.
United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organisation UNESCO
2018. Graphic global commitment to groundwater and climate change.p.16(1).Vieira, L. C., Almeida, R. P., Trindade, R. I., Nogueira, A. C., & Janikian, L. 2016. A Formação Sete Lagoas em sua área-tipo: fácies, estratigrafia e sistemas deposicionais. Revista Brasileira de Geociências, 37(4 suppl), 168-181.
White, W. B. 2003. Conceptual models for karstic aquifers. Speleogenesis and Evolution of Karst Aquifers, 1 (1) January 2003, p.2.
Younos, T., Schreiber, M., & Ficco, K. K. (Eds.). 2018. Karst Water Environment: Advances in Research, Management and Policy (Vol. 68). Springer.
Trabalho de Conclusão de Curso, n. 316, 81p. 2019.
79
80
Anexo I –Tabela do Teste de Aquífero
Endereço: Sistema de abastecimento CDI
Data Início: 27/02/2019 Data Final: 01/02/2019 Hora Início: 13:00h Hora final: 13:00h
Poço Bombeado: PT-19 Q: 228 m3/h NE: 6,40 Poço Observado PT- 21
t (min) Parâmetros da Água r (m) = 60,20 Rebaixamento Recuperação
STD (ppm) CE (µS/cm) pH T (°C) ORP (mg/L) ND (m) s(m) ND (m)
0 6,400 0,000 10,710
1 221,3 332,1 6,79 26,6 48,0
2 7,600 1,200 9,580
3 7,710 1,310 9,510
4 7,780 1,380 9,430
5 240,0 360,0 6,79 26,3 22,0 7,850 1,450 9,380
6 7,960 1,560 9,330
7 7,900 1,500 9,290
8 8,000 1,600 9,240
9 8,040 1,640 9,220
10 235,3 352,7 6,97 26,6 -26,0 8,080 1,680 9,190
12 8,140 1,740 9,130
14 8,200 1,800 9,080
16 239,3 359,3 6,82 25,6 -43,0 8,250 1,850 9,040
18 8,300 1,900 9,000
20 239,5 359,3 6,79 25,6 -45,0 8,320 1,920 8,960
25 242,5 363,6 6,72 25,2 -59,0 8,410 2,010 8,890
30 242,1 362,5 6,74 25,3 -56,0 8,480 2,080 8,830
35 8,540 2,140 8,770
40 247,6 370,2 6,81 25,5 -75,0 8,570 2,170 8,730
45 8,610 2,210 8,680
50 251,0 374,8 6,75 25,2 -75,0 8,660 2,260 8,640
55 8,710 2,310 8,580
60 249,8 372,5 6,75 25,5 -70,0 8,750 2,350 8,550
70 256,7 383,5 6,58 25,1 -60,0 8,810 2,410
80 253,8 379,8 6,64 25,1 -63,0 8,850 2,450
90 240,4 360,1 6,71 25,3 -66,0 8,900 2,500
100 259,4 387,6 6,64 25,1 -64,0 8,960 2,560
110 258,0 384,7 6,71 25,3 -78,0 8,990 2,590
120 256,7 382,9 6,78 25,4 -91,0 9,020 2,620
150 268,3 400,0 7,05 25,6 -101,0 9,130 2,730
180 267,4 399,7 6,31 25,6 -38,0 9,190 2,790
210 274,2 409,2 7,07 25,6 -96,0 9,280 2,880
240 285,8 429,4 6,95 25,4 -88,0 9,320 2,920
270 279,4 417,6 6,79 24,5 -92,0 9,380 2,980
300 281,6 420,1 6,97 24,6 -95,0 9,440 3,040
330 284,6 424,6 7,06 24,2 -100,0 9,500 3,100
360 284,4 424,1 6,76 24,2 -62,0 9,530 3,130
390 286,2 427,2 6,93 24,0 -93,0 9,580 3,180
420 287,6 426,1 6,98 23,9 -90,0 9,650 3,250
450 288,5 429,8 7,00 23,5 -83,0 9,700 3,300
480 289,2 431,2 6,99 23,7 -85,0 9,760 3,360
510 297,1 442,3 7,03 23,6 -87,0 9,790 3,390
540 292,5 434,7 7,02 23,5 -86,0 9,830 3,430
570 291,6 434,8 6,96 23,5 -83,0 9,870 3,470
600 295,9 440,4 6,83 24,4 -80,0 9,840 3,440
660 292,3 435,4 7,05 22,9 -84,0 9,820 3,420
720 301,1 448,0 7,05 22,6 -88,0 9,870 3,470
780 300,0 446,6 7,06 22,8 -89,0 9,870 3,470
840 302,4 449,8 7,07 22,8 -85,0 9,910 3,510
900 306,0 455,2 7,02 22,9 -76,0 9,940 3,540
1020 305,6 456,4 7,00 22,9 -76,0 9,980 3,580
1140 292,3 435,7 6,85 23,9 -60,0 10,160 3,760
1260 297,5 442,8 6,84 24,1 -65,0 10,260 3,860
Trabalho de Conclusão de Curso, n. 316, 81p. 2019.
81
1380 292,1 435,2 6,95 24,2 -79,0 10,310 3,910
1440 309,5 461,0 6,81 24,4 -79,0 10,320 3,920
1500 10,330 3,930
1660 308,4 458,8 6,87 24,5 -72,0 10,420 4,020
1800 306,5 455,9 6,83 23,7 -65,0 10,450 4,050
1980 309,6 461,1 6,96 23,2 -63,0 10,610 4,210
2050 315,0 467,5 6,80 23,3 -66,0 10,540 4,140
2160 10,480 4,080
2340 315,4 468,5 6,93 23,3 -57,0 10,520 4,120
2520 314,2 464,0 6,95 23,2 -62,0 10,590 4,190
2700 312,1 463,8 7,01 23,5 -84,0 10,690 4,290
2880 314,3 469,6 6,92 25,6 -80,0 10,710 4,310
82
Anexo II–Tabela dos dados químicos e biológicos
Trabalho de Conclusão de Curso, n. 316, 81p. 2019.