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Neste capitulo abordaremos o que é multimodalidade e como ela contribui no Ensino de Ciências. podemos ver durante o capitulo que a multimodalidade além de explorar a imagem também explora outros meios como: textos e vídeos entres outros.

Podemos destacar o uso dos multimeios em diversas formas para representar os conteúdos no Ensino de Ciências e tem sido muito recorrente e continua crescendo.

No último tópico deste capitulo abordaremos a conexão entre a multimodalidade e as histórias em quadrinhos. Mostrando que a junção desde dois métodos de ensino pode ser consideradas uma atividade lúdica, por reter a atenção, dinamismo, diversidade, participação ativa dos discente, entre outros. Percebemos a importância desses meios diversos no ensino.

6.1 O QUE É MULTIMODALIDADE E COMO A MESMA CONTRIBUE NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Piccinini e Martins (2004) apontaram que diversos estudos foram precursores para termos hoje uma análise sistematizada referente ao papel das imagens. As imagens constituem parte importante dessas análises por causa da exploração da linguagem visual que podem ser feitas das mesmas. Essa exploração visual depende bastante da carga cultural que a imagem pode transmitir, ou quem faz a imagem quer transmitir. Certamente no campo da educação em ciência e da semiótica, há uma análise imagética e comunicação visual. Ao introduzi-la na narrativa escolar, existe um papel fundamental na articulação das ideias, mostrando que o estudo multimodal está presente em diversas formas do ensino (PICCININI E MARTINS, 2004; PEREIRA e TERRAZAN, 2011).

É interessante neste momento perceber a função semiótica que a imagem representa. Analisando Costa, Correia e Nascimento (2003), Laburú, Barros e Silva (2011), Piccinini e Martins (2004); Silva (2015) trouxe a noção do sentindo filosófico da semiótica, que visa dar sentido as coisas, trazendo o que seria a multimodalidade, que de acordo com o mesmo é representar de forma diversificada a explicação de certos conteúdos, e esse conceito pode vir por meio de textos, imagens, ou qualquer meio que que traga uma explicação de forma diferente, como até mesmo em vídeos,

dentre outros. Nesse momento se cria um ambiente plural, e essa pluralidade é um ambiente multimodal.

Ao entender que um ambiente plural de funções explicativas é considerado um ambiente multimodal, a relação da mesma com o ensino de ciência é primordial para nosso trabalho. Assim, passamos a descrever brevemente a relação da multimodalidade e suas contribuições no ensino de ciências.

Laburú, Barros e Silva (2011) relataram que quando se fala de aprendizagem, principalmente na área de Ciências, o uso de diversas formas para representar os conteúdos no ensino tem sido muito recorrente e continua crescendo. Usar símbolos, imagens entre outros recursos – esse conjunto semiótico – proporciona utilizar uma parte expressiva da capacidade mental do discente. Isso se torna de extrema importância, pois é valido ressaltar que no campo de ensino e aprendizagem, as imagens associadas ao que se é explicado – quando obedecido os limites representacionais que a figura pode trazer e no momento certo deixando-os claro – é um potencializador de aprendizagem. Ao trazer essas informações, Laburú, Barros e Silva (2011) nos falou da proximidade da multimodalidade com a Aprendizagem Significa de David Ausubel em quem novos conhecimentos se relacionam ao que o aprendiz já sabe. Esse cenário é propicio para das relações de significado e semelhantes, em que a capacidade pode ser explorada por multimeios.

O pensamento cientifico necessita de cooperação cognitiva, e essa coordenação pode se manifestar na velocidade que a cognição interage para montar e organizar os pensamentos lógicos. Esse desenvolvimento logico necessita de compreensão dos conceitos científicos, e as diversas formas de representa-la a torna exploratória de acordo com o método escolhido: quer aprendizagem por descoberta, por exploração, entre outros. Ao representar o mesmo conceito de diversas formas, podemos reforçar o que Ausubel chamou de subsunçor - local em as informações se encontram e podem interagir com novas informações que podem agrega-las ou não, vai depender se a informação para aquele indivíduo é essencial ou não, podendo assim gerar uma aprendizagem significativa ou mecânica (PELIZZARI, 2002;

LABURÚ, BARROS, SILVA, 2011).

Por fim, percebe-se que a linguagem multimodal está relacionada com o ensino de Ciência por meio de seus atributos. O docente explana sua aula com vários recursos, e esses recursos fazem parte dos multimeios. As imagens, textos, vídeos, expressão corporal, modelos teóricos, etc. Todo esse arcabouço teórico faz parte da linguagem multimodal, e voltado para área de ciência temos as representações matemáticas, as ilustrações que ajudam nas abstrações dos conceitos, globalizando as variações de pontos em um só, que são os multimeios (PICCININI E MARTINS, 2004; PEREIRA e TERRAZAN, 2011; LABURÚ, BARROS, SILVA, 2011).

6.2 MULTIMODALIDADE E SUAS CONEXÕES COM OS QUADRINHOS

Na sessão anterior fizemos uma discussão breve sobre a multimodalidade e sua inserção no ensino de ciência. Agora, para este trabalho, a linguagem multimodal tem conexões com os quadrinhos? Essa pergunta tem muita pertinência, pois a multimodalidade explora todos os elementos da imagem, seja em primeiro, segundo e terceiro plano; o que as personagens estão fazendo, o que determina a ação, classificações implícitas e explicitas como discutido no trabalho Pereira e Terrazan (2011 p.498 – 501). Assim, podemos fazer uma análise semelhante a feita por esses autores, voltado para um aspecto quadrinista.

Nos quadrinhos podemos explorar as cenas, os formatos dos balões, as onomatopeias, o que acontece em primeiro plano, a arte sequencial e seu significado.

Ao conectar com a linguagem multimodal, usando neste momento comunicação visual, imagética para explorar a cena, detalhar a explicação, explorar os elementos presentes de determinado conceito, isso faz enriquecer a explicação. Os quadrinhos por ser uma atividade considerada também lúdica, pode reter a atenção dos alunos.

Agora imaginemos juntar os quadrinhos com sua linguagem subjetiva sendo explorada em sala de aula, e a linguagem multimodal para dar mais significado aos objetos de estudo? Vamos ter uma ferramenta que certamente contribui e muito na explicação de conceitos considerados abstratos (PICCININI E MARTINS, 2004;

SOARES, 2004; VERGUEIRO, 2009; PEREIRA e TERRAZAN, 2011; LABURÚ, BARROS, SILVA, 2011; SILVA, 2015).

É valido notar que o docente tem um papel fundamental como mediador nesse momento, para a ciência não ser distorcida e nem os conceitos serem errôneos, isso

tem que se ter muito cuidado. Com esses cuidados sendo tomado, e fugindo da simplificação exagerada dos conceitos para que os discentes não desenvolvam raciocínios que não estão de acordo com o objetivo cientifico, é valido o papel dos multimeios como intermédio do ensino e aprendizado. Ressalta-se também a importância dos estudantes terem um contato prévio com qualquer tipo de quadrinho infantil, ou tenha uma pequena uma noção de como funciona a leitura de quadrinhos, ou ser um bom observador, pois isso certamente irá ajuda-lo para a aprendizagem ter significado (PELIZZARI, 2002; POZZO E CRESPO, 2009, VERGUEIRO, 2009).

Ao associar os multimeios com os quadrinhos criamos um ambiente amplo e rico, e nesse ambiente se dá a discussão desse trabalho. Nos resultados obtidos iremos descrever essa relação de multimeios com o material construído. Todo o arcabouço teórico discutido até aqui, faz parte do que se fez necessário desenvolver.

Assim, finalizamos esse capítulo, na expectativa que possamos ter mediado esses conhecimentos de forma agradável e propício para o que se apresentará.

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