• Nenhum resultado encontrado

ODONTOLOGIA EQUINA: SUA RELEVÂNCIA PARA A SAÚDE DOS CAVALOS 1

I Encontro de Produção e Iniciação Científica – EPIC – UniFatecie – 12 de novembro de 2019

ODONTOLOGIA EQUINA: SUA RELEVÂNCIA PARA A SAÚDE DOS

equina e a melhoria no desempenho aumenta o interesse na área, como resultado há um aumento do número de procedimentos que são realizados e mais profissionais dos equinos estão fornecendo atendimento odontológico.

Segundo Pagliosa; Alves; Faleiros (2006), os problemas dentários em equinos estão frequentemente associados a irregularidades da superfície oclusal que dificultam a mastigação e contribuem para a diminuição da digestibilidade. Desta forma, a má digestão dos alimentos pode provocar um menor aproveitamento dos nutrientes da dieta, predispondo a condições corporais indesejáveis, perda de qualidade da pelagem e diminuição de desempenho desportivo (performance) podendo ainda provocar um aumento de stress devido a dor crónica.

Utilizando o levantamento bibliográfico como procedimento metodológico, este trabalho objetivou conhecer e apresentar os problemas que podem derivar da não assistência à odontologia dos equinos. Foi realizada coleta de dados em artigos científicos, livros e outros suplementos inerentes à área seguido de fichamento das principais obras e leitura dos materiais. Propôs-se a exposição dos dados mais relevantes e atuais encontrados e que cursam com a apresentação das principais patologias encontradas nos dentes de equinos e seus impactos sobre a vivência desses animais.

2. DESENVOLVIMENTO

Para Meirelles et al., (2016) a avaliação da cavidade oral dos cavalos é essencial para a manutenção da saúde bucal, pois possibilita o diagnóstico de afecções orais e o acompanhamento da eficácia terapêutica de tratamentos instituídos.

Conforme postulam Alencar-Araripe et al., (2013), os cuidados odontológicos devem ser iniciados desde o nascimento, pois importantes alterações, como a fenda palatina, falhas na oclusão, presença de dentes supranumerários e tumores podem interferir na amamentação e, posteriormente, na alimentação, podendo predispor a distúrbios digestórios. Deve-se levar em conta que alterações dentárias podem repercutir em transtornos diversos, desde simples rejeição a embocaduras, perda do elemento dental, inanição e até o óbito.

Segundo Araujo; Cruz; Balieiro (2017), o primeiro dente pré-molar, conhecido como dente de lobo, é relativamente pequeno, localizado no espaço entre o canino e o segundo pré-molar. Embora a presença do primeiro pré-molar possa não ocasionar

I Encontro de Produção e Iniciação Científica – EPIC – UniFatecie – 12 de novembro de 2019

problemas diretos ao cavalo, acredita-se que a presença desse dente em alguns cavalos possa ser responsável por desconforto oral, comportamentos anormais durante o esporte e problemas de adaptação à embocadura, motivo pelo qual se recomenda sua extração inclusive de dentes inclusos.

A alteração mais frequentemente observada foi a ocorrência de pontas excessivas de esmalte, resultantes de um desgaste desarmônico dos dentes envolvidos.

Estas pontas podem apresentar-se muito cortantes, o que leva ao desenvolvimento de úlceras da mucosa gengival, outra afecção bastante frequente nas observações feitas neste estudo (PAGLIOSA; ALVES; FALEIROS, 2006; ALENCAR-ARARIPE ET AL., 2013).

Segundo Alves (2004), as pontas excessivas de esmalte dentário causam dor à mastigação e mudança da sua biomecânica. A mastigação deficiente leva à trituração insuficiente dos alimentos e à diminuição da produção de saliva, o que pode afetar a digestibilidade dos alimentos e o trânsito intestinal. Conforme Thomassian (2005), essas pontas são pequenas, salientes e pontiagudas, dificultando a mastigação dos alimentos.

Equinos com pontas dentárias trituram mal os alimentos, possuem digestão demorada e podem apresentar emagrecimento progressivo, além de processo de indigestão, que poderão desencadear quadros de cólica

A odontoplastia é considerada uma técnica que contribui para saúde do

cavalo. Baseia-se em retomar o equilíbrio da oclusão (mordida), pelo desgaste da coroa clínica do dente. Para isto, devem ser feitas correções das anormalidades dentárias de molares e incisivos com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos cavalos, proporcionando saúde, bem-estar e, consequentemente, melhor desempenho (MEIRELLES, 2016).

3. CONCLUSÕES

Diante do exposto, concluiu-se que os equinos sofrem de inúmeros problemas orais e a maioria dos proprietários não estão cientes dos danos causados por essas patologias, tampouco dos tratamentos para evitá-los, sendo a evolução para doenças mais graves uma das consequências disso.

Na atualidade, a odontologia equina ainda não está presente na realidade de muito equinos que acabam sofrendo com um grau de bem-estar inadequado, tanto por

desconhecimento por parte dos proprietários quanto por falta de profissionais que atuem na área.

4. REFERÊNCIAS

ALENCAR-ARARIPE M. G., CASTELO-BRANCO D. S. C. M., PINHEIRO D. C. S. N.

Alterações anatomopatológicas na cavidade oral equina. Acta Veterinaria Brasilica v.

7, n. 3, p. 184-192. 2013.

ALVES, G.E.S. Odontologia como parte da gastroenterologia: sanidade e digestibilidade.

In: Congresso Brasileiro Cirurgia e Anestesia Veterinária - Mini Curso de Odontologia Equina. Indaiatuba, Brasil. 85p, 2004. p. 7-22.

ARAUJO, Felipe Dias Carvalho; CRUZ, Melina Gomes da; BALIEIRO, Júlio Cesar de Carvalho. Efeito da odontoplastia sobre a digestibilidade aparente de dieta para equinos.

Anais. Pirassununga FZEA-USP, 2017.

MEIRELLES J. R. S, CASTRO M. L., GUEDES R. L., DECONTO I., RIBEIRO M. G., DORNBUSCH P. T. Prevalência de afecções da cavidade oral de cavalos de tração da região metropolitana de Curitiba – Paraná. Archives of Veterinary Science v.21, n.4, p.101-106. 2016. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/veterinary/article/view/47226>

Acesso em: 23 set. 2019

MOREIRA, Diego Damasceno; VARGAS, Dayse de Fatima Moreira; PAULINO, Junio Marcos. PREVALÊNCIA DO PRIMEIRO PRÉ - MOLAR EM EQUINOS NO MUNICÍPIO DE SENHORA DOS REMÉDIOS – MINAS GERAIS. Saber Digital, [S.l.], v. 11, n. 1, p.

77-84, jun. 2018. ISSN 1982-8373. Disponível em:

<http://revistas.faa.edu.br/index.php/SaberDigital/article/view/480>. Acesso em: 30 out.

2019.

Pagliosa, G. M., Alves, G. E., & Faleiros, R. R. (2006). Influência das pontas excessivas de esmalte dentário na digestibilidade e nutrientes de dietas de equinos. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootécnica, 58, 94-98.

PEREIRA T. P., STAUT F. T., MACHADO T. S. L., BROSSI P. M., BACCARIN R. Y. A., MICHELOTTO P. V. Effects of the Oral Examination on the Equine Temporomandibular Joint. Journal of Equine Veterinary Science v. 43 p. 48 54. 2016.

http://dx.doi.org/10.1016/j.jevs.2016.04.091 Disponível em: http://www.j- evs.com/article/S0737-0806(16)30081-8/fulltext

THOMASSIAN, A. Enfermidade dos cavalos, 4ªed, São Paulo: Varela. 573 p, 2005.

I Encontro de Produção e Iniciação Científica – EPIC – UniFatecie – 12 de novembro de 2019

SÍNDROME CÓLICA OU ABDÔMEN AGUDO EM EQUINOS: AS