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Organização do trabalho

A presente dissertação está estruturada em cinco capítulos. No primeiro deles, a introdução, que contextualiza o tema, destacando a relevância e a justificativa para o estudo do mesmo, os objetivos geral e específicos, bem como estabelece definições iniciais no processo metodológico que nortearão o leitor ao entendimento da pesquisa.

O segundo capítulo é a fundamentação teórica, também conhecida como referencial teórico. Esse capítulo é resultado da revisão literária ocorrida em todo o processo da pesquisa e está dividido em quatro itens. O primeiro item aborda o conceito de turismo. No segundo a segmentação turismo de negócios e eventos, sua conceituação, bem como diferenças e semelhanças entre ambos. No terceiro apresenta-se cluster e APL – arranjos produtivos locais. No quarto item apresentam- se os preceitos de desenvolvimento regional.

O capítulo três aborda a metodologia utilizada no desenvolvimento do estudo, mostrando o método adotado, a abordagem, a natureza da pesquisa, os objetivos e os procedimentos técnicos. A partir dos procedimentos, geraram-se duas etapas metodológicas: o levantamento bibliográfico e o levantamento de campo. O método que norteou toda a pesquisa foi o científico. A pesquisa é definida como qualitativa e caracteriza-se como básica, por não ter como objetivo a aplicação prática da pesquisa. Os objetivos são denominados descritivos e explicativos. Como técnica de pesquisa utilizou-se a pesquisa bibliográfica. Para o levantamento de campo, foi esquematizada a tipologia e as perguntas de pesquisa, a escolha dos partícipes da pesquisa, os procedimentos e instrumentos para coleta e análise dos dados.

No quarto capítulo são abordados os resultados da pesquisa. Estes foram delineados de acordo com os objetivos específicos do estudo. De forma sintética, faz referência aos fatos e contexto históricos mais relevantes na formação econômica da região do Alto Vale do Itajaí em especial do município de Rio do Sul, alçados mediante revisão bibliográfica disponível sobre o assunto, assim como da apresentação dos dados primários gerados com as entrevistas aplicadas aos participantes do estudo.

Figura 02 – Mapa estrutural da pesquisa.

Fonte: elaborado pela autora (2015).

CAPÍTULO1

CAPÍTULO 2

CAPÍTULO 3

INTRODUÇÃO

REFERENCIAL TEÓRICO

METODOLOGIA

Contextualização do tema

Delimitação do problema de pesquisa Definição dos objetivos

Justificativa da pesquisa Organização do trabalho

Turismo/Turismo de Negócios e Eventos Perspectivas ao Desenvolvimento Regional Cluster/Arranjos Produtivos Locais

Delineamento da pesquisa Fonte dos dados

Análise e apresentação dos dados

CAPÍTULO 4 RESULTADOS Descrição histórica, econômica e

demográfica do município de Rio do Sul

CAPÍTULO 5 CONSIDERAÇÕES

FINAIS Resposta do problema de pesquisa e recomendações para novas pesquisas.

Caracterização do polo de moda jeans e a configuração do aglomerado de Rio do Sul e região

Contextualização do tema

Delimitação do problema de pesquisa

Participantes da pesquisa Instrumentos de coleta de dados

Análise das forças e fraquezas que influenciam no desenvolvimento do turismo de negócios e eventos, ligados a moda jeans, na cidade de Rio do Sul.

Eventos impulsionadores (Oportunidades) e restritivos (Ameaças) e a interferência no desenvolvimento do turismo de negócios e eventos, relacionados à moda jeans, na cidade de Rio do Sul.

Resultados da validação dos pontos fortes e fracos e dos impulsionadores e restritivos

Como visualizado de forma sintética o delineamento estrutural da pesquisa na Figura 02, o quinto e último capítulo é composto da conclusão e recomendações, resultado da aplicação e interpretação da pesquisa. Posteriormente, foram apresentados os elementos pós-textuais: referências, apêndices e anexos utilizados na presente dissertação.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O comportamento do homem da sociedade atual está em permanente evolução, este vive uma busca contínua por conhecimento e realizações que o satisfaça em diversos segmentos. Esta evolução a qual está cada dia mais inserida ao meio, e relacionada à alta tecnologia aplicada ao cotidiano e a mídia crítica e também acrítica e invasiva que chega a todas as classes sociais, tornando mais veloz este processo de transformação e estabelecendo o perfil de homem mais crítico e exigente.

Tais exigências também estão relacionadas à curiosidade em descobrir o diferente e o moderno, ressaltando o criativo e o inusitado. O diferente e inusitado através do fascínio e inspiração que as viagens são capazes de exercer sobre o ser humano em busca de emoções e sentimentos em contato com inúmeras miscelâneas culturais, seus hábitos e costumes.

O moderno e criativo através das inovações advindas da criatividade, considerada hoje principal recurso precursor ao desenvolvimento econômico, alavancando assim o turismo de negócios e eventos. Segundo Gomes (2008, p. 26), a criatividade tem sido reconhecida como importante estratégia para o desenvolvimento econômico, tornando-a um fator relevante para a determinação do sucesso de uma economia local inserida num mundo pós-globalizado em permanente mudança. Deste modo, a criatividade passa a ser decisiva no processo de inovação que combina ideias, habilidades, tecnologia, produção, gestão e mercado.

Ser diferente num mercado que pouco se cria e tudo se copia bem como diante do avanço da indústria chinesa, competir economicamente não tem sido tarefa fácil. É necessário criatividade e inovação. Com este pensamento Campos, Caleffi e Souza (2005) salientam que é importante a presença de pequenas empresas com características técnico profissionais, bastante inovadoras e especializadas na produção de produtos com qualidade e preço flexível, competitivas no mercado internacional, destinada a uma clientela exigente.

As empresas precisam se diferenciar, a fim de fugir dos processos de globalização e comoditização decorrentes deste tipo de cenário em que só resistem às organizações capazes de se ajustarem às mudanças constantes, para alcançar a satisfação do cliente.

De acordo com o Ministério do Turismo, a globalização da economia, o desenvolvimento tecnológico e o consequente aprimoramento dos meios de transporte e comunicação, entre outros fatores, facilitaram e estimularam a movimentação turística mundial e, de modo especial, os deslocamentos para fins de conhecimento, troca de informações, promoção e geração de negócios (BRASIL, 2010a).

Partindo do princípio de que as viagens proporcionam transformação e atualização, além de conhecimento e espirito inovador, no presente trabalho será abordado questões relacionadas ao turismo, especificamente de negócios e eventos, com intuito de estudar a capacidade deste tipo de atrativo, em estimular o desenvolvimento de uma localidade com reduzida inclinação para o turismo, mas que concentra grande número de empresas ligadas a uma mesma indústria.

Ainda neste capítulo serão apresentados os conceitos de turismo e alguns de seus segmentos com ênfase para o turismo de negócios e eventos o qual é um dos temas principais do presente trabalho, abordando diferenças e semelhanças, entre o turismo de negócios e eventos e sua relação com clusters, APL e desenvolvimento regional.

O turismo passou a ter um papel primordial no desenvolvimento do mercado, haja vista as alterações ocorridas no comportamento dos turistas e o crescimento da competividade entre os destinos. Para tanto, é necessário saber, primeiramente, o que significa o turismo enquanto fenômeno, atividade e indústria, pois este, irá permear as descrições, análises e críticas da presente dissertação perante o tema aqui abordado. Estas definições implicam, acima de tudo, que o turismo, um campo das ciências sociais, é uma relação entre pessoas e consequentemente lugares e esta sociabilidade do turismo é inerente ao âmago humano, “cuja essência é a sua sociabilidade permanente” (BRESSAN, 2008, p. 07).

A seção a seguir trata da abordagem conceitual do turismo, apresentando os referenciais teóricos que estruturam esta atividade e a segmentação turística que é bastante ampla, além de alguns aspectos de evolução histórica, de acordo com a literatura pesquisada. As segmentações reúnem características específicas que delimitam o público-alvo, exemplos destas são: turismo de aventura, turismo social, ecoturismo, turismo de sol e praia, turismo rural, turismo cultural, turismo de negócios e eventos entre outros, porém, esta última, será abordada mais profundamente principalmente por ter uma relação mais próxima com os demais estudos desta seção os quais são cluster, tipos e fases do cluster, APL – arranjo produtivo local e desenvolvimento regional.

Quadro 01 – Autores pesquisados na presente seção.

Assunto Autores

Turismo UNWTO (1994 e 2010); Netto (2010); Zotz (2006); Mathieson e Wall (1992); Lovelock; Wright (2001); Veríssimo et al. (2005); Otgaar, et al.

(2008); Hoeller (2000); Souza; Silva, 2007, Inácio (2007).

Turismo de negócios e eventos

Nakane(2000); Chagas (2004); Britto; Fontes (2002); Hoeller (2000);

Oliveira (2000); Tenan (2002); Andrade (1997, 1995); Martins, Murad (2010); Steinberg (2010); Mota, Filho (2011); Beni (2001).

Cluster

Kotler; Jatusripitak; Maesincee (1997); Almeida, Fischmann (2002);

Zaccarelli (2000); Porter (1998 e 1999); Humphrey e Schmitz (1995);

Rosenfeld (1996); Amaral Filho (1999); Lopes Neto (1998); Grupo C&S;

Altemburg e Meyer-Stamer (1999); Garrido (2001); Igliori (2001); Monitor Group (2001); FIEMG (2000);

Cluster no turismo Porter (1999); Monfort e Vicente (2000); Beni (2003); Igliori (2001); Garrido (2001); Cunha e Cunha (2006);

APL – Arranjos Produtivos Locais

Albagli e Britto (2003); Lemos; Albagli; Szapiro (2004); Gorayeb (2002);

Garofoli (1993,1994); Costa (2001); Cassiolato; Lastres (1999, 2005);

Souza (1995); Courlet; Pecquer (1991); Colletis (1990); Crevoisier; Maillat (1991); Camagni (1991); European Communities (2002), Tomazzoni (2008); Paula (2004); BNDES (2004); RedeSist (2016), Lemos (2004).

Desenvolvimento regional

BRASIL (2007b); Amaral Filho (1999 e 2001); Bresser Pereira (2003);

Bacelar (2000); Ruschmann (2003); Cortes-Jiménez (2008); Barbosa (2011); Cooper et al. (1996); Lage & Milone (2000); Silva (2004); OMT (2004 e 2001); Alves (2010); Barbará; Leitão; Fontes Filho; Rodrigues;

Malo (2006); Coriolano (2003); Fratucci (2009); Kotler et al. (2005) Fonte: elaborado pela autora (2015)

No Quadro 01 apresentam-se os diversos autores pesquisados, para abordar esses e diante de diferentes pensamentos sobre a área de estudo.

A seção a seguir, inicialmente, trata da abordagem conceitual do turismo, apresentando os referencias teóricos que estruturam esta atividade, além de alguns aspectos de evolução histórica, de acordo com os tópicos e literatura mencionada no quadro anterior.