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Apresentação e Análise dos resultados

No documento UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - Univali (páginas 58-99)

4. RESULTADOS DA PESQUISA

4.2 Apresentação e Análise dos resultados

A população de amostra é composta por 40 colaboradores da Deycon Comércio e Representações Ltda que trabalham em sua filial de São José, Santa Catarina. As tabelas e gráficos correspondem às perguntas contidas no questionário aplicado junto aos colaboradores pesquisados.

A tabela 1 descreve o perfil da amostra segundo o sexo.

Tabela 1 - Distribuição dos entrevistados segundo o Sexo

f %

Masculino 35 87

Feminino 5 13

Total 40 100 Fonte: dados da pesquisa – 2004

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação ao sexo a população de amostra é predominantemente masculina, com 87% de homens e apenas 5% de mulheres. A predominância quase absoluta dos homens entre os colaboradores pode ser significativa em termos dos objetivos desta pesquisa, porque o

comportamento masculino difere do comportamento feminino e podem requer estratégias de comunicação e convencimento diferentes. O gráfico 1 expressa essa mesma proporção em relação ao sexo.

Gráfico 1 - Distribuição da população de amostra segundo o Sexo Sexo

87%

13%

Masculino Feminino

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

A explicação para essa predominância do sexo masculino entre os colaboradores da Deycon decorre da natureza do ramo de negócio da empresa que como armazenadora e distribuidora necessita de serviços que dispendem energia e força física acima dos limites femininos.

Tanto que nesses setores, apesar da revolução profissional feminina das últimas décadas, as raras mulheres encontram-se geralmente nos setores limitados, nesse ramo, na recepção, telefonia e serviços administrativos.

Na tabela 2, na página seguinte, observa-se à distribuição da amostra do estudo segundo a escolaridade.

Tabela 2 – Nível de Escolaridade

f %

1.º Grau Completo 6 15 2.º Grau Incompleto 6 15 2.º Grau Completo 21 52 Nível Superior Incompleto 5 13 Nível Superior Completo 2 5 Pós-Graduação 0 0

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004 Legenda: f = freqüência; % = percentual

Com relação à escolaridade, observa-se que 15% tem apenas o 1º grau completo; 15%

o segundo grau incompleto; 52 %, a maioria, possui o segundo grau completo; 13 % possui ensino superior incompleto e apenas 5% possui curso superior completo.

Se considerar o tipo de trabalho desenvolvido pela Deycon que não implica em conhecimentos de nível superior, exceto em setores e atividades restritas, pode-se considerar muito bom o nível de ensino dos colaboradores da empresa.

Este nível pode vir a ser melhorado, pois é provável que muitos estejam matriculados nas instituições de ensino.

Gráfico 2 – Nível de escolaridade

Escolaridade

15%

15%

52%

13% 5%

1.º Grau Completo 2.º Grau Incompleto 2.º Grau Completo Nível Superior Incompleto Nível Superior Completo Pós-Graduação Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 3, observa-se o perfil da amostra segundo a área de atuação na empresa.

Tabela 3 – Áreas de atuação

f % Administrativa 5 13

Logística 10 24

Comercial 14 34

Financeiro 4 10

Marketing 1 3

Recursos Humanos 1 3

Televendas 0 0

Outro. 5 13

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

A população de amostra conforme suas respectivas áreas de atuação distribui-se da seguinte maneira: 13% na área administrativa; 24% na logística; 34% na área comercial; 10%

na área financeira; 3% na área de marketing; 3% na área de recursos humanos. O gráfico 3 expressa esta mesma situação da amostra

Gráfico 3 – Áreas de atuação

Área de atuação

13%

24%

34%

10%

3%

3% 13% Administrativa

Logística Comercial Financeiro Marketing

Recursos Humanos Televendas Outro. Qual?

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 4 , a amostra é distribuída segundo o tempo de serviço na empresa Deycon.

Tabela 4 – Tempo de Empresa.

f %

Menos de 1 ano 13 33

De 1 à 5 anos 22 54

De 6 à 10 anos 3 8

De 11 à 15 anos 2 5

Mais de 15 anos 0 0

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação ao tempo de serviço, a maior parte da amostra (54%) encontra-se na faixa de 1 a 5 anos; sendo que 33% possui menos de 1 ano de casa; 8% tem de 6 a 10 anos;

apenas 5% possui de 11 a 15 anos de empresa e não há casos de mais de 15 anos na organização, entre os indivíduos pesquisados.

Verifica-se que, no máximo, 87% dos colaboradores tem cinco anos de empresa, a grande maioria está abaixo deste limiar. Portanto, a empresa tem poucos colaboradores antigos.

Este fator pode ser positivo se significar que o fato de os colaboradores não estarem mais profundamente firmados na empresa, não possuírem velhos conceitos arraigados, pode torna-los mais sensíveis a mudanças.

Contudo, esse pode ser também um fator negativo porque os colaboradores mais jovens não possuem um forte senso de união com a empresa e, conseqüentemente, não se preocupam muito em modificá-la.

O mesmo perfil mostrado na tabela 4, pode ser visualizado diagramaticamente no gráfico 4, na página seguinte

Gráfico 4 – Tempo de Empresa.

Qual o seu tempo de Emprea Deycon?

33%

54%

8%

5% 0%

Menos de 1 ano De 1 à 5 anos De 6 à 10 anos De 11 à 15 anos Mais de 15 anos

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 5, apresenta-se a distribuição dos entrevistados quanto à experiência de trabalho em outra(s) organização(s).

Tabela 5 -Experiência de trabalho em outra organização

f %

Sim 31 77

Não 9 23

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

A amostra comportou-se, em relação à experiência de trabalho em outra(s) organização(s), da seguinte maneira: 77% possui experiência em outra(s) organização(s) e 33% não possuem a referida experiência. È importante notar que a grande maioria dos entrevistados possui a experiência de trabalho e a visão de outras organizações, o que deve ser um ponto de apoio para leva-los a reflexão sobre mudanças em função de otimizações organizacionais, tal como a Gestão da Qualidade. O gráfico 5,expressa a mesma situação.

Gráfico 5 - Você tem experiência de trabalho em outra organização?

Você tem experiência de trabalho em outra organização?

77%

23%

Sim Não

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 6, classifica-se os entrevistados que responderam afirmativamente à questão anterior (77% do total de 40, ou seja, 31 colaboradores) conforme se as organizações onde trabalharam anteriormente aplicavam (ou não) os princípios e ferramentas da qualidade total.

Tabela 6 - A(s) empresas(s) aplicavam os princípios e ferramentas da qualidade total

f %

Sim 13 42

Não 18 58

Total 31 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Portanto, em um total de 31 entrevistados que possuem experiência em outras organizações, 42% afirmam que essas outras organizações aplicavam algumas das ferramentas da qualidade total e 58% afirmam que suas antigas empresas de trabalho não aplicavam as ferramentas da qualidade.

Gráfico 6 - A(s) empresas(s) aplicavam os princípios e ferramentas da qualidade total?

Caso a resposta (5) seja sim. A(s) empresas(s) que você trabalhou aplicavam os princípios e

ferramentas da qualidade total?

42%

58%

Sim Não

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 7, apresenta-se os resultados referentes aos entrevistados que afirmaram na questão 6 que suas antigas organizações de trabalho aplicavam as ferramentas da qualidade total, sendo que o número total desses entrevistados é 13.

Tabela 7 - As empresas aplicavam a ferramenta “5s”

f %

Sim 7 54

Não 6 46

Total 13 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Dos 13 colaboradores que responderam a questão sobre o uso da ferramenta “5s”, 54%

afirmam que suas antigas organizações de trabalho aplicavam essa ferramenta e 46% que suas antigas organizações não aplicavam a ferramenta “5s”.

O gráfico 7, expressa igualmente esta situação.

GRÁFICO 7 - As empresas onde trabalhou aplicavam a ferramenta “5s”

Caso a resposta 6 seja sim. A(s) empresa(s) aplicavam a ferramenta 5s?

54%

46%

Sim Não

Fonte: dados da pesquisa – 2004;Legenda: f = freqüência; % = percentual

A tabela 8 divide os entrevistados quanto à sua opinião se a empresa Deycon preocupa-se em comparar a sua performance em relação aos seus concorrentes.

Tabela 8 -Performance em relação à concorrência

f %

Sim 20 50

Não 20 50

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação à opinião se a Deycon preocupa-se com sua performance tendo em vista seus concorrentes, metade, 50%, da população da amostra afirma que sim e a outra metade, 50%, afirma que não há tal preocupação.

O gráfico 8, na página seguinte expressa a mesma situação diagramaticamente.

Gráfico 8 - Performance em relação à concorrência

A Deycon preocupa-se em comparar a sua performance em relação aos seus concorrentes?

50%

50%

Sim Não

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 9, observa-se que os entrevistados dividiram-se segundo a opinião sobre o fato de a gestão da qualidade contribuir (ou não) com a empresa em função de melhorar sua performance: (foram assinaladas 2 respostas por cada entrevistado).

Tabela 9 - Gestão da qualidade e melhoria organizacional

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

f %

A satisfação dos funcionários 16 20 Melhoria na prestação de serviços 16 20 A satisfação dos clientes 9 11 Aumentar a produtividade 14 18 Eficácia organizacional 12 15 As relações entre os funcionários 8 10 Na redução de custos 4 5

Outro 1 3

Total de respostas 80 100 Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação às possibilidades de melhorias apontadas pela população de amostra esta se dividiu em: 20% afirmam que melhora a satisfação dos funcionários; 20% vê esta melhora na

prestação de serviços; 18% na satisfação do cliente; 18% no aumento da produtividade; 15% na eficácia organizacional; 10% na melhora das relações entre funcionários; 5% na redução de custos; 3% afirmou haver outros tipos de melhorias com a aplicação das ferramentas da qualidade total. O gráfico 9 reproduz a mesma situação com relação as possíveis melhorias com a aplicação das ferramentas da qualidade total

Gráfico 9 - Gestão da qualidade e melhoria organizacional

20%

20%

18% 11%

15%

10% 5% 1%

A satisfação dos funcionários Melhoria na prestação de serviços A satisfação dos clientes Aumentar a produtividade

Eficácia organizacional As relações entre os funcionários Na redução de custos Outro

A tabela 10 delineia o perfil dos entrevistados segundo suas opiniões sobre se a adoção da qualidade pode melhorar a competitividade da organização.

Tabela 10 - Qualidade Total e melhoria da competitividade

f %

Sim 36 90

Não 0 0

Em Parte 4 10

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Questionados a respeito da adoção dos métodos e ferramentas da qualidade total podem melhorar a competividade da empresa, os entrevistados distribuíram-se da seguinte

maneira: 90% acreditam que a adoção da qualidade pode aumentar a competividade; 10%

acham que somente em parte pode haver melhora da competividade com a adoção da Gestão da Qualidade. Nota-se que nenhum dos entrevistados achou que a adoção da qualidade não introduz melhoria na competividade da empresa.

O gráfico 10, abaixo, reproduz a mesma situação da tabela 10 Gráfico 10 – Gestão da qualidade e melhoria da competitividade

Na sua opinião a adoção da qualidade pode melhorar a competitividade da organização?

90%

10%

Sim Não Em parte

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

A tabela 11 faz-se o recorte estatístico dos entrevistados sobre a possibilidade de haver resistência dos colaboradores da Deycon em relação à implantação do programa "5s".

Tabela 11 – Resistência à implantação do "5s"

f % Sim 18 45 Não 22 55 Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Quanto às possibilidades de haver resistência por parte dos colaboradores da Deycon, em relação à implantação do programa “5s”, 45% dos entrevistados considera que haverá resistência e 55% considera que não.

Nota-se que é esperado pelos entrevistados um alto grau de resistência.

A mesma situação encontra-se refletida no gráfico 11.

Gráfico 11 – Resistência à implantação do "5s"

Você considera que haverá resistência dos colaboradores da Deycon, em relação à

implantação do programa "5s"?

45%

55%

Sim Não

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

A tabela 12 distribui os entrevistados segundo sua opinião sobre a importância da implantação da ferramenta "5s" para a melhoria do ambiente de trabalho.

Tabela 12 – Importância da “5s” para o ambiente de trabalho

f % Muito importante 16 40

Importante 19 47

Neutro/Regular 4 10

Pouco importante 1 3

Nada importante 0 0

Total 40 100 Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

De acordo com os dados da tabela 12 pode-se observar que, em relação à importância da implantação da 5s para a melhoria do ambiente de trabalho, 40% dos entrevistados considera a implantação da 5s muito importante, 47 consideram esta ferramenta importante em relação a melhorias do ambiente de trabalho; 10% preferiram permanecer neutros ou atribuem importância regular a “5s” e 3% consideram-na pouco importante para melhorar o ambiente de trabalho. Verifica-se que 87%, a grande maioria, acredita que é importante, ou muito importante à implantação da ferramenta “5s” da Qualidade Total para a melhoria do ambiente de trabalho. Se houve um índice de 45%, conforme tabela 11 e gráfico 11, dos que acreditam que haverá resistências quanto à implantação dos programas da Qualidade Total, esta suposta resistência deve ser atribuída mais aos colegas do que a si mesmos.

Portanto, não se pode inferir da tabela 11 que haverá concretamente 45% de resistência à implantação de um programa da Gestão da Qualidade e sim se pode inferir que 45% dos entrevistados acredita que haverá resistência por parte dos colaboradores em geral.

Porém, os 87% que consideram a implantação da ferramenta “5s” importante ou muito importante, conforme tabela 12, demonstram que esta resistência é apenas esperada, mas, não é concreta.

Gráfico 12 – Importância da “5s” para o ambiente de trabalho Você considera o "5s" importante para o ambiente de

trabalho?

40%

47%

10% 3%

Muito importante Importante Neutro/Regular Pouco importante Nada importante

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 13, os entrevistados são distribuídos segundo suas opiniões sobre para

“quem” é importante a implantação da ferramenta "5s" da Gestão da Qualidade.

Tabela 13 – A "5s" é importante para

f %

Cliente 7 19

Empresa 18 35 Colaboradores 8 22

Fornecedores 3 7

Outros 4 17

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 13, em relação à questão “para quem é importante à implantação da ‘5s’”, os entrevistados mostraram o seguinte perfil: 35% consideraram que a implantação da “5s” é importante para a empresa; 19% acreditam que a implantação da “5s” é importante para os clientes; 22% acham-na importante para os colaboradores; 7% em relação aos fornecedores e 17% apontaram “outros”.

Gráfico 13 – Para quem é mais importante à aplicação da 5s Na sua opinião a implantação da ferramenta da

qualidade "5s" é importante para:

35%

19%

22%

17%

7%

Empresa Clientes Colaboradores Fornecedores Outros Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 14 distribui a população de amostra segundo a concordância individual com a implantação do programa "5s" na empresa Deycon?

Tabela 14 – Concordância com a implantação da "5s"

f %

Concordo 37 92

Neutro 3 08

Discordo 0 0

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação à implantação da 5s na empresa, 92%, a maioria absoluta da população de amostra concorda, sendo que 8% preferem permanecer neutros, não havendo nenhum que discordasse da implantação.

Deste modo, mais uma vez torna-se evidente que o índice esperado de 45% de resistência à implantação da ferramenta “5s” na empresa enfocada, conforme tabela e gráfico 11, é apenas uma expectativa sobre uma possível resistência cuja realidade se dissipa quando se verifica que 87% dos entrevistados, conforme tabela e gráfico 13, consideram “importante”

ou “muito importante” a implantação da ferramenta “5s”, na distribuidora de alimentos Deycon e que 92% dos entrevistados, conforme tabela e gráfico 14, concordam explicitamente com a implantação da ferramenta “5s” em sua organização.

Esta situação é também expressa diagramaticamente no gráfico 14, na página seguinte.

Gráfico 14 - Concordância com a implantação da "5s"

Você concorda com a implantação do programa

"5s" na empresa Deycon?

92%

8%

Concordo Neutro Discordo

A tabela 15 expressa o perfil dos colaboradores quanto à disposição de fazer parte da comissão responsável pela implantação do programa "5s".

Tabela 15 - Participação na comissão de implantação da “5s”.

f %

Sim 22 55 Não 18 45 Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação à participação em uma provável comissão para a implantação da ferramenta 5s na Deycon, os colaboradores entrevistados dividiram-se em: 55% que aceitam participar de uma comissão pró-implantação da “5s” e 45% que não.

Verifica-se um alto índice daqueles que não querem participar diretamente na implantação do programa, 45% dos colaboradores, o mesmo índice esperado pelos entrevistados para as resistências, conforme tabela e gráfico 11.

Contudo, o fato de não querer participar de uma comissão de implantação de um programa de Gestão de Qualidade, não significa que o colaborador tenha algo contra a implantação do mesmo.

Isto pode significar que tais colaboradores não possuam disponibilidade de tempo para a participação direta nas comissões de implantação, mas, aceitam as regras e os procedimentos que fazem parte da aplicação da “5s”. Esta última hipótese é viável devido ao alto índice de concordância e de importância atribuída à implantação da “5s”, conforme tabelas e gráficos 12 e 14.

O gráfico 15, abaixo mostra, de modo diagramático, a mesma situação expressa na tabela 15.

Gráfico 15 -Participação da comissão de implantação da "5s"

Você faria parte da comissão responsável pela implantação do programa "5s"?

55%

45%

Sim Não

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

A tabela 16 distribui os colaboradores entrevistados segundo seu conhecimento sobre a qualidade total.

Tabela 16 – Origem do programa "5s"

Brasil 8 20

EUA 11 28

Japão 21 52

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação ao conhecimento dos colaboradores da empresa sobre os programas da Qualidade Total, 52% sabiam que sua origem é japonesa, 20% julgavam que a Gestão da Qualidade procedia do Brasil e 28%, acreditavam que a mesma originara-se nos Estados Unidos.

Conforme autores como Deming (1990), William (1995), Montalban (1996) e Garvin (1992), as teorias da Gestão da Qualidade originam-se a partir de Deming, nos Estados Unidos onde quedou ignorada. Foram os japoneses que souberam dar todo o valor ao saber de Deming e desenvolvê-lo.

Desse modo, o Japão tornou-se a fonte original das teorias e programas da Qualidade Total que, então, expandiram-se pelo mundo. Tendo em vista, o grau médio de dificuldade da questão proposta, pode-se concluir que é, igualmente, médio o grau de conhecimento dos colaboradores sobre os temas, programas e origens da Qualidade Total.

Gráfico 16 - Origem do programa "5s"

De onde é a origem do programa "5s"?

20%

28%

52%

Brasil EUA Japão

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

A Tabela 17 distribui os colaboradores entrevistados conforme seu conhecimento específico sobre o significado da ferramenta "5s".

Tabela 17 – Significado da ferramenta "5s"

f %

Uma palavra complicada 0 0 Um relatório administrativo 0 0 Um modelo de cultura gerencial 3 7 Um modismo de gestão 1 3 Uma ferramenta para a melhoria da qualidade 35 87 Uma prática orçamentária 0 0 Uma técnica de treinamento de recursos humanos 1 3 Não sei do que se trata 0 0

Outro 0 0

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Os entrevistados distribuíram-se, em relação ao significado da ferramenta “5s”, da seguinte maneira: 87% compreende-a como uma ferramenta para melhorar a qualidade; 7%

consideram-na como modelo de cultura gerencial; 3% como uma técnica de treinamento de

recursos humanos e 3% como uma técnica de recursos humanos, as demais respostas possíveis não foram assinaladas.

O gráfico 17 expressa a situação mostrada na tabela 17.

Gráfico 17 – Significado da ferramenta "5s"

No seu entendimento a ferramenta "5s", significa:

7% 3%

87%

3%

Uma palavra complicada Um relatório administrativo Um modelo de cultura gerencial Um modismo de gestão

Uma ferramenta para a melhoria da qualidade Uma prática orçamentário

Uma técnica de treinamento de recursos humanos Não sei do que se trata

Outro

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 18, observa-se a distribuição dos entrevistados conforme o setor de trabalho considera o mais importante na Deycon Com. Rep. Ltda

Tabela 18 - Setor mais importante

f %

Recursos Humanos 6 10

Vendas 24 41

Qualidade 5 9

Marketing 5 9

Logística 7 12

Tecnologia da Informação 5 9

Outra 6 10

Total das respostas 58 100 Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação ao setor considerado o mais importante da empresa, os entrevistados (dos quais alguns assinalaram mais de um setor, perfazendo um total de 58 respostas) distribuíram- se da seguinte forma: 10% assinalaram os recursos humanos; 41%, a maioria, considerou que o setor mais importante da empresa é o setor de vendas, 9% considerou o mais importante o setor de qualidade; outros 9% considerou o marketing; 12% a logística; 9% a tecnologia de informação e 10% considerou outros setores.

O gráfico 16 reflete a mesma situação da tabela 16.

Gráfico 18 - Setor mais importante

Qual o setor que você considera mais importante na Deycon Com. Rep. Ltda?

10%

41%

9% 9%

12%

9% 10%

Recursos Humanos Vendas

Qualidade Marketing

Logística Tecnologia da Informação Outra

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 19, os entrevistados são distribuídos segundo sua opinião sobre se há limpeza e organização na empresa na qual trabalham.

Tabela 19 – limpeza e organização na Deycon

f %

Concordo 20 50

Neutro 14 35

Discordo 6 15

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação à limpeza e à organização nas instalações da Deycon, 50dos entrevistados considera limpas e organizados as instalações da empresa, mas, 35% declaram-se neutros e outros 15% discordaram explicitamente da afirmação de que havia limpeza e organização nas instalações da empresa.

Observa-se que 50%, na verdade, na verdade não aceitaram a afirmação de que havia limpeza e organização na empresa onde trabalham, o que pode ser considerado mais um indício da necessidade da implantação da ferramenta “5s” em função da melhoria das condições de higiene, segurança e organização do ambiente de trabalho.

Gráfico 19 – Há limpeza e organização na Deycon

As instalações da Deycon são limpas e organizadas!

50%

35%

15%

Concordo Neutro Discordo

Fonte: dados da pesquisa – 2004; Legenda: f = freqüência; % = percentual

Na tabela 20, na página seguinte, os entrevistados são distribuídos segundo sua opinião sobre a firmação de que Deycon Com. e Rep. Ltda. é uma empresa que cuida da saúde das pessoas e da higiene no trabalho.

Tabela 20 - A Deycon cuida da saúde das pessoas e da higiene no trabalho

f %

Concordo 11 28

Neutro 18 28

Discordo 11 44

Total 40 100

Fonte: dados da pesquisa – 2004;

Legenda: f = freqüência; % = percentual

Em relação à afirmação de que a Deycon preocupa-se com a saúde das pessoas e com a higiene no trabalho, os entrevistados distribuíram-se do seguinte modo: 44% discordam explicitamente desta afirmação, apenas 28% concordam e 28% permaneceram neutros.

No total , 72% não aceitaram a afirmação de que a empresa em que trabalham preocupa-se com a saúde das pessoas e com a higiene de trabalho. Este fato é mais um forte indício que a implantação da ferramenta “5s”, bem como, os outros programas da Gestão da Qualidade, torna-se necessária à empresa aqui considerada.

Gráfico 20 - A Deycon cuida da saúde das pessoas e da higiene no trabalho

A Deycon é uma empresa que cuida da saúde das pessoas e da higiene no trabalho?

28%

44%

28%

Concordo Neutro Discordo

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