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A cada ano, milhares de indivíduos inauguram novos negócios por conta própria fornecendo para a economia uma nova classe empresarial, a qual gera milhares de empregos diretos e indiretos possibilitando uma nova visão do mercado econômico.

A economia brasileira é composta por expressivo número de micro e pequenas empresas as quais nascem constantemente com a intenção de conquistarem um espaço no mercado econômico. Em qualquer momento oportunidades potencias e lucrativas existem no ambiente, porém essas oportunidades precisam ser reconhecidas e agarradas por empreendedores que queiram assegurar seu sucesso.

O cenário empresarial brasileiro apresenta milhares de micro e pequenas empresas, uma estimativa de sucesso para muitos indivíduos que acreditam em suas potencialidades, contornam as ameaças e trabalharam muito bem com seus pontos fortes aproveitando as oportunidades para desfrutarem da prazerosa vida empreendedora onde, o lucro é retorno do tempo investido e a independência terá de ser dividida com a necessidade de tomar decisões significativas para o sucesso.

De acordo com Longenecker, Moore & Petty (1997) as empresas são classificadas conforme seu número de funcionários, seu faturamento, seu valor de ativos, seu seguro da força de trabalho e seu volume de depósito, sendo classificadas por micro, pequena ou grandes empresas.

Conforme Drucker (1975) para o desempenho das empresas é fundamental que estas cumpram seus compromissos, trabalhando conforme sua missão e estratégia empresarial.

Como parte da comunidade empresarial, as empresas contribuem inquestionavelmente para o bem-estar econômico da nação. Elas produzem uma parte substancial do total de bens e serviços. Assim, sua contribuição econômica geral é similar àquela das grandes empresas. As pequenas empresas, entretanto possuem algumas qualidades que as tornam mais do que versões em miniatura das grandes corporações. Elas oferecem contribuições excepcionais, na medida em que fornecem novos empregos, introduzem inovações, estimulam a competição, auxiliam as grandes empresas e produzem bens e serviços com eficiência (LONGENECKER, MOORE e PETTY, 1997, p. 34).

Conforme Kurb (1980) pequena empresa é um seguimento de empresas inserido na economia onde o dono exerce o papel de administrador e diversas outras funções a ele atribuídas devido o reduzido quadro funcional.

Segundo Chiavenato (1994) as empresas também são classificadas conforme o número de pessoas, o volume de atividades (operações ou faturamento), o patrimônio envolvido (capital ou ativo fixo).

Pequena empresa, componente vital para a economia, organização operante em todas as áreas industriais e comercias que fornecem grande parte de novos empregos necessários para uma economia em crescimento, visto que, em tempo de grandes fusões de empresas a maior mudança que envolve o mundo dos negócios é que as empresas estão ficando cada vez menores.

Segundo Longenecker, Moore e Petty (1997) relatos de um importante estudo realizado em vários países, inclusive países com grande desenvolvimento econômico afirmam que ocorreu um expressivo aumento na participação do total de empregos em pequenos empreendimentos.

Com a grande introdução da pequena empresa no mercado, observam-se suas contribuições para o bem-estar econômico da nação.

Conforme relato de Longenecker, Moore & Petty (1997) a contribuição das pequenas empresas para o bem-estar econômico da comunidade em geral é similar aquelas das grandes empresas, pois oferecem contribuições excepcionais, na medida em que fornecem novos empregos, introduzem inovações, estimulam a competição, auxiliam as grandes empresas e produzem bens e serviços com eficiência.

As pequenas e micro empresas estão obtendo força e ganhando um mercado de atuação cada vez maior, possibilitando uma expressiva melhoria para a economia nacional na medida em que fornecem novos empregos, introduzem

inovações, estimulam a competição, auxiliam as grandes empresas e produzem bens e serviços com eficiência.

Apesar de cada empresa gerar poucos empregos estas estão em grande escala no quadro nacional, possibilitando muitas opções de emprego.

A pequena empresa abriga criativos empreendedores que em muitos casos geram soluções que servem a primeiro momento de adaptações, mas que podem ser grandes idéias a serem comercializadas.

Longenecker, Moore e Petty (1997) relatam que muitos avanços científicos foram originados por inventores independentes e pequenas organizações.

Observa-se neste relato que as empresas de grande porte tendem a enfatizar o aprimoramento de produtos já existentes, sendo que prioriza os produtos relacionados à sua linha de produção.

Com a entrada das micro e pequenas empresas no mercado é estimulada a competição onde o consumidor é beneficiado, surgindo opções de negócios.

Longenecker, Moore e Petty (1997) expõem os valores inerentes à competição econômica, sendo uma competição de negócios, os indivíduos são conduzidos pelo interesse próprio a agir de uma maneira socialmente desejável. A competição atua como o regulador que transforma o egoísmo em atendimento.

Na transformação do egoísmo em atendimento as pequenas empresas transformam-se em peças chaves para que haja opção para os clientes, não concentrando os produtos somente com as grandes empresas, com isto inibem estas empresas a estabelecer altos preços, excluir novos concorrentes ou abusar da sua posição de poder.

Para as grandes empresas a atuação das pequenas e micros empresas não estão somente na esfera competitiva, mas sim auxiliando o mercado econômico fornecendo produtos e serviços.

Segundo Longenecker, Moore e Petty (1997) se as pequenas empresas fossem removidas de repente do cenário contemporâneo, as grandes empresas se encontrariam sobrecarregadas com uma miríade de atividades que elas poderiam desempenhar apenas ineficientemente.

O auxilio que as pequenas empresas prestam para grandes empresas com mais freqüência e eficiência é a função de distribuição e de fornecimento.

O varejo e atacado podem ser formados por pequenas empresas que ligam os produtores aos clientes, serviço que poucos fabricantes consideram desejável possuir.

A função de fornecimento auxilia as grandes empresas que procuram firmar parcerias para descrever este relacionamento existente entre a pequena e a grande empresa.

A existência contínua de pequenas empresas em um sistema econômico competitivo é evidencia da operação eficiente deste segmento de empresa.

Isso é verificado no relato de Longenecker, Moore e Petty (1997) onde se verifica que as grandes empresas são responsáveis pela fabricação de automóveis, porém as pequenas empresas se destacam no conserto deles.

As empresas operam em todos os setores, mas diferem enormemente em sua natureza e importância de um setor para outro.

São inúmeros os fatores que podem desestruturar uma pequena empresa, ou até levá-la ao fracasso.

Segundo Longenecker, Moore & Petty (1997) os fatores econômicos são a principal causa dos fracassos nos negócios 45% por cento do total, seguindo de vendas inadequadas, lucros insuficientes, fracas perspectivas de crescimento, causas financeiras englobando pesadas despesas operacionais e capital insuficiente e causas relativas à experiência.

Segundo Degen (1989) as razões para o fracasso da maioria dos pequenos empreendimentos são a falta de habilidades administrativas, financeiras, mercadológicas ou tecnológicas dos empreendedores. Esta falta de habilidade manifesta-se mais freqüentemente, em ordem de importância, pelos seguintes problemas:

* Falta de experiência gerencial do empreendedor.

* Conhecimento inadequado do mercado.

* Insuficiência de disponibilidade de capital para iniciar o empreendimento.

* Problemas de qualidade com o produto.

* Localização errada.

* Erros gerenciais no desenvolvimento do negócio.

* Capitalização excessiva em ativos fixos.

* Inadimplência de credores.

* Ineficiência de marketing e vendas.

* Excessiva centralização gerencial do empreendedor.

* Crescimento sem planejamento.

* Atitude errada do empreendedor para com o negócio.

* Erro na avaliação da reação dos concorrentes.

* Rápida obsolescência do produto.

21 * Posicionamento errado do produto ou serviço no mercado – imagem, propaganda, promoção, canais de distribuição e preço.

* Abordagem incorreta de vendas.

* Problema de produção do produto.

* Escolha do momento errado para iniciar o empreendimento.

* Falta ou erros de planejamento do empreendimento – projeção de vendas, de custos e do fluxo de caixa.

O diagnóstico organizacional constitui-se num método de levantamento e análise, através de questionário de dados qualitativos e quantitativos, em um dado momento, das causas de baixa produtividade, do desempenho da administração e da potencialidade da empresa, identificando as deficiências e os desequilíbrios, com vista à elaboração de um programa de reorganização e a facilitar a tomada de decisões.

Conforme Fortes (1950) o objetivo do diagnóstico é levantar, metódica e periodicamente, as condições internas da empresa, principalmente por intermédio de dados qualitativos obtidos em questionários especialmente preparados para isso, identificando as deficiências, as lacunas e os desequilíbrios existentes na organização.

Uma das finalidades da aplicação é comparar seus próprios desempenhos por períodos determinados de tempo, permitindo ainda, comparar a performance de seus vários pontos em desiquilíbrio para a montagem de uma estratégia global.

Segundo Fortes (1950) o diagnóstico deve ser aplicado direto pelo analista, os resultados permitem os profissionais envolvidos a estmulares a criatividade de seus colaboradores e mesmo dirigentes, fazendo-os participar e provocando a busca de soluções por parte dos próprios envolvidos no processo.

CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Neste capítulo será apresentada a empresa M A de Faria e Cia. Ltda., seu histórico, estrutura organizacional, principais atividades.

Histórico 22 23

24 A empresa M A de Faria e Cia. Ltda. foi fundada por Murilo Alfredo de Faria e Romário Cordeiro, em 04 de julho de 1998 com a fabricação de móveis sob medida. No início compunham a empresa Murilo Alfredo de Faria que vendia os móveis e o Sr. Romário Cordeiro que confeccionava-os na Rua Carolina Wailat, em Itajaí, na residência do Sr. Romário Cordeiro.

25 A empresa funcionou até dezembro de 1999 ficando inativa por até janeiro de 2003, após este período o Sr. Romário se desligou da empresa foi então que Sr. Murilo se juntou com o Sr. Márcio Capela e reativaram a empresa, ela ao se reativar mudou-se para Balneário Camboriú, chegando a ter 18 funcionários, em um grande galpão, ficou na cidade de Balneário até fevereiro de 2006, e depois retornou a sua cidade de origem Itajaí, já não mais com o sócio Sr. Márcio, que se desligou;

cabendo a confecção, venda e administração por conta do Sr. Murilo; logo em seguida dois colaboradores Sr. Amilton Ferreira Ramos e Sr. Alcioni Zuchetti, tornaram-se sócios da empresa, pelos dois anos seguintes, a sociedade foi desfeita no final do ano de 2008 o Sr. Murilo Alfredo de Faria, colocou como sua sócia a filha, mas assumiu sozinho a empresa.

Em 2008 quando foi desfeita a sociedade, estavam com 8 (oito) colaboradores e houve uma diminuição do quadro funcional para 4 (quatro) colaboradores diminuindo sua produção.

Hoje, a empresa é administrada por Sr. Murilo Alfredo de Faria, contando com a colaboração de funcionários internos e com a terceirização da mão-de-obra momentaneamente, quando os pedidos aumentam.

Na intenção de atender o mercado consumidor a empresa abrange as cidades de Balneário Camboriú e Itajaí procurando oferecer constantemente qualidade em seus produtos e serviços prestados.

Ramo de atividade

A empresa M A de Faria e Cia. Ltda., realiza atividades de comercialização e prestação de serviços, a qual vende bens tangíveis acompanhados de serviços realizando a venda dos produtos com a devida instalação, e assistência técnica.

Estrutura organizacional

A empresa M A de Faria e Cia. Ltda., trabalha com uma equipe de seis funcionários internos e dois funcionários terceirizados.

O Sr. Murilo faz o orçamento, monta o projeto e traz para empresa para execução e fabricação dos móveis, e a produção e montagem é feita pelos colaboradores, bem como assistência técnica quando necessário.

A empresa não possui um organograma definido, no entanto no Quadro 3 será apresentado sua equipe de funcionários com seus cargos e suas respectivas atividades.

NOME CARGO ATIVIDADE

Murilo Sócio-gerente Administra a empresa

Atendimento ao Cliente Elaboração do pedido Planejamento dos Móveis

Venda dos produtos Compra de Material

Alex Projetista Atendimento ao Cliente na loja

Atendimento ao telefone Compra de Material Execução dos projetos

Rotinas bancárias

Vanderlei Produção Interpreta o projeto

Fabrica os móveis Faz a montagem

Arlindo Produção Interpreta o projeto

Fabrica os móveis Faz a montagem Júnior Auxiliar de produção Acabamento das peças

Auxiliar a produção Manutenção Ricardo Auxiliar de produção Acabamento das peças

Auxiliar a produção Manutenção Quadro 3 – Relação de funcionários, cargos e atividades

Fonte: Elaborado pela estagiária.

O Quadro 3, apresenta a equipe que compõe a M A de Faria Ltda., onde se observa seus respectivos cargos e atividades.

Alguns destes colaboradores trabalham desde o início das atividades da empresa, e há também os terceirizados que são contratados conforme a necessidade de serviços para instalações porém não foram apresentados no Quadro 3.

Fornecedores

Seus principais fornecedores são:

- Madeplacas da cidade de Timbó - Lojão do MDF da cidade de Camboriú - Lojas Tamoyo da cidade de Itajaí.

Clientes

A maioria de seus clientes são pessoas físicas que o procuram direto em sua empresa ou são indicadas por outros clientes, há também alguns principais clientes jurídicos como Arxo Sideraço, Vidraçaria Bazan.

Máquinários

Fazem parte do imobilizado da empresa as seguintes máquinas:

- 01 serra esquadrejadeira;

- 01 galopa (3 facas);

- 01 Tupia;

- 08 Parafusadeiras;

- 02 serras tico-tico;

- 01 lixadeira de cinta;

- 01 compressor;

- 01 furadeira para concreto;

- 02 furadeiras pequenas de móveis.

RESULTADOS DA PESQUISA

A seguir será apresentada a pesquisa realizada com o sócio gerente, da empresa M A de Faria e Cia Ltda.

A pesquisa abordou assuntos das diversas áreas da administração, diagnosticando a empresa, levantando dados, e verificando a necessidade de melhoria em cada área.

As áreas abordadas pela pesquisa foram:

* administração geral;

* administração financeira;

* administração de materiais;

* administração da produção;

* administração mercadológica;

* administração de recursos humanos.

A pesquisa baseou-se em critérios de avaliação pré-estabelecidos para gerar o resultado do diagnóstico. A classificação dos pontos que geraram o resultado foi fixada conforme o Quadro 1.

No Quadro 4 apresenta-se a pesquisa realizada na área de administração geral.

N.º Perguntas

Respostas

0 1 2 3 4

1 Possui organograma?

2 Possui fluxograma do processo organizacional?

3 Os arquivos administrativos são organizados sistematicamente?

4 O lay out (arranjo físico) da organização é o ideal?

TOTAL DE PONTOS GANHOS 2

Quadro 4 – Administração geral Fonte: Elaborado pela acadêmica.

No Quadro 4 tem-se a possibilidade de analisar a empresa quanto a sua organização, divisão de trabalho, seu processo passo a passo, a ordem e conservação de documentos e outros papéis, seu lay out, com a disposição das máquinas e equipamentos.

A empresa possui várias disfunções nesta área, pois, apresenta falta de organização dos arquivos e o lay out é deficiente, a inexistência do organograma e do fluxograma da organização, ou seja, estas situações questionadas apresentam uma discrepância quanto a situação ideal, como pode ser visto no total de 2 pontos atingidos de um máximo de 16.

No Quadro 5 a seguir, apresenta-se a pesquisa a área de administração financeira.

N.º Perguntas

Respostas

0 1 2 3 4

5 Possui controles financeiros?

6 Conhece o custo de produção, comercialização?

7 O preço de venda é elaborado tecnicamente?

8 Conhece o ponto de equilíbrio financeiro?

TOTAL DE PONTOS GANHOS 0

Quadro 5 – Administração financeira Fonte: Elaborado pela acadêmica.

No Quadro 5, apresenta-se a situação da área financeira, onde detectou-se a inexistência/falta de qualquer controle financeiro, a falta de conhecimento do custo de produção e comercialização, os preços de venda não são elaborados utilizando qualquer técnica, e o ponto de equilíbrio financeiro também não é conhecido.

As despesas pessoais do sócio – gerente e da empresa, não estão devidamente separadas.

A situação encontrada apresenta uma discrepância total quanto à situação ideal, como pode ser visto no total de 16 pontos não obtendo nenhum ponto.

No Quadro 6, verifica-se a organização da empresa quanto os controles de materiais.

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