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Perfil do Instituto Federal do Espírito Santo

Os Ifes como os demais IFs – instituição pública federal brasileira considerada de grande prestígio no país pelas ótimas notas dos alunos no Enem –, afiliados ao Ministério da Educação, disponibilizam cursos técnicos (tanto os integrados ao EM quanto os concomitantes e subsequentes), cursos lato sensu (graduação, pós- graduação, especialização) e stricto sensu (mestrado). Em 2018, em Vitória, no ranking do Enem, a “Instituição conquista 1º lugar do país; outros 4 institutos do ES estão na lista dos 10 melhores” (GAZETA ONLINE, 2018). Para se ingressar em curso técnico, no Ifes, é preciso a submissão a um processo seletivo. Depreende-se daí que o aluno de IF é, até certo ponto, melhor conceituado dentre a clientela estudantil do que alunos de outras escolas públicas.

Data de 23 de setembro de 1909 a oficialização do primeiro Ifes, na capital capixaba; chamava-se Escola de Aprendizes Artífices do Espírito Santo; formava profissionais artesãos direcionados para o trabalho manual, um ensino para a vida em razão da decisiva relevância social e econômica para a época (BRASIL, 1909).

Também o Liceu Industrial de Vitória, em 1937, fora transformado em Escola Técnica, formando profissionais preparados para a produção em série, mas com características artesanais. Em 1942, passou a se chamar Escola Técnica de Vitória.

Além de internato, contava com externato, diversas oficinas e salas de aula atendendo

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a cursos de arte, encadernação, tipografia, alfaiataria, serralheria, marcenaria, e mecânica de máquinas (BROTTO, 2013, p. 19).

Em 1965, o nome da instituição recebeu outra denominação: Escola Técnica Federal do Espírito Santo (ETFES), então sistematizada em modelo empresarial. Em 1993, em Colatina (norte do estado), inaugurou-se a primeira Unidade de Ensino Descentralizada. Em 1999, já com um novo paradigma profissional, a escola se tornou Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefetes). Em 2001, funda-se a Unidade de Ensino Descentralizada de Serra com cursos técnicos em Informática e Automação Industrial. Em 2004, o Cefetes se tornou uma Instituição de Ensino Superior. Em 2005, passou a funcionar a Unidade de Ensino Descentralizada de Cachoeiro de Itapemirim. Em 2006, inauguram-se duas Unidade de Ensino Descentralizada: a de São Mateus e a de Cariacica. Em 2008, mais três unidades:

Aracruz, Linhares e Nova Venécia. E, no final desse ano, o Cefetes e as Escolas Agrotécnicas do estado se integram com a denominação de Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) (BROTTO, 2013, p. 23).

De 2003 a 2010, foram ampliados os IFs, inclusive apenas no Espírito Santo foram fundados 11 campi. A ideia dessa expansão surgiu no cerne da gestão presidencial de Lula (segundo mandato), a qual será assinalada, dentre outras vertentes, “[...] pela determinação do presidente em assegurar à educação e, particularmente, à educação tecnológica em lugar privilegiado nas políticas do seu governo” (PACHECO; PEREIRA; SOBRINHO, 2009, p. 2).

Hoje são 22 campi distribuídos pelo estado do Espírito Santo (Cf. Figura 2).

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Figura 2 – Os 22 campi do Ifes no estado do Espírito Santo

Fonte: MAPA do Ifes no Espírito Santo.

Disponível em: <https://bit.ly/2UrZBqQ>. Acesso em: 09 jan. 2019.

Segundo Bassani (2017, p. 97),

Em relação aos Institutos Federais, no Espírito Santo, os cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio têm duração de quatro anos e, geralmente, em duas séries os alunos estudam Inglês e, em uma, estudam Espanhol; em todos os casos, a carga horária é de sessenta horas anuais, com duas aulas de cinquenta minutos por semana. Se considerarmos um Instituto com dois cursos funcionando em dois turnos cada (há variações), seriam oito aulas semanais de Espanhol.

A diminuta carga horária específica para o Espanhol desafia os Institutos na efetivação do profissional com dedicação exclusiva, isto é, aquele que exerce 40 horas semanais – regime mais requisitado nos concursos. Nesse sentido, o quantitativo de concursos homologados se concentram no perfil de profissional com dupla habilitação.

Hoje, o Ifes conta com a Revista Ifes Ciência, cujo quarto volume foi publicado em fins de 2018. “A edição conta com 12 artigos de diferentes áreas, sendo cinco de agrárias; três de Humanidades; dois das Engenharias; e dois de Ciências Exatas e da Terra”. Seu objetivo principal é difundir “[...] conhecimento nos diversos âmbitos de

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atuação da instituição, além de abranger a área de atuação de pesquisadores externos, estando alinhada com as diretrizes de pesquisa no Brasil e no mundo”

(CONIF, 2018).

O ano de 2018 foi o aniversário de uma década de funcionamento dos IFs, desde o compromisso declarado de aderência a uma identidade institucional nova, isto é, com um novo plano de trabalho pedagógico. Nesse decurso de existência notabilizaram-se os resultados, que distinguem o reconhecimento de suas unidades como espaços semelhantes “[...] às Universidades públicas em termos de autonomia pedagógica e inovações na pesquisa. No entanto, sabe-se que os Institutos carecem, ainda, de políticas gestoras que possibilitem de fato a construção de uma cultura universitária” (SILVA JÚNIOR , 2017, p. 54).

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5 TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Para realizar o último objetivo específico desta dissertação (traçar o perfil dos professores de E/LE dos campi do Ifes, suas práticas didático-pedagógicas e suas concepções e percepções acerca do LC), foi necessário recorrer à pesquisa empírica para a coleta de dados diretos da fonte. Para tanto, o instrumento utilizado foram questionários. O primeiro deles continha questões fechadas e visou desenhar o perfil dos professores respondentes; no segundo as questões foram abertas com o fito de explorar as práticas didático-pedagógicas que os professores utilizam em suas aulas.

O último questionário foi de questões fechadas objetivando coletar dos professores suas percepções sobre seus alunos no que toca o LC – o que concorreu como um dos meios para a contemplação do objetivo geral deste trabalho (apresentar a concepção sobre o LC dos professores de E/LE do Ifes bem como a percepção que têm de seu aluno sob essa ótica) e, por conseguinte, responde à questão-problema da qual partiu a pesquisa (Quais as percepções dos professores acerca do LC no ensino de Espanhol como Língua Estrangeira (E/LE) no EM técnico?).