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universidade estadual do norte fluminense - (www.pgcl.uenf.br).

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Academic year: 2023

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O objetivo foi apresentar a concepção dos professores de LC no ensino de E/LE no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e a percepção que eles têm de seus alunos sob esse ponto de vista. A hipótese foi que os professores de Ensino de Língua Espanhola (ESp) possuem certa compreensão de LC que pode favorecer mudanças conceituais e comportamentais como aquelas relacionadas ao progresso, à cidadania e à formação crítica dos alunos do Ifes.

Os porquês da opção profissional

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) - do qual o Brasil faz parte, juntamente com Argentina, Uruguai e Paraguai, com o objetivo principal de reduzir e/ou eliminar tarifas no comércio entre esses países no Rio da Prata - é uma clara evidência da necessidade dos brasileiros dominarem a língua do bloco, apesar de todas as dificuldades que enfrentam no sistema educacional brasileiro. 4 “[..] competência informacional é a capacidade de reconhecer a necessidade de informação, a capacidade de encontrar, avaliar e utilizar eficazmente a informação necessária para satisfazer a necessidade primária.

Figura 1 – Los 21 países de habla hispánica
Figura 1 – Los 21 países de habla hispánica

A dupla habilitação: desafios e oportunidades

Neste contexto estreito de linguagem próxima, é um desafio promover o conhecimento linguístico e metalinguístico na formação pedagógica inicial de aspirantes a professores de espanhol. E mais: “[..] o intercâmbio contribui para discussões sobre a (in)visibilidade da América Latina na formação de professores de espanhol e português no âmbito do MERCOSUL”.

Competências indispensáveis

Para ensinar LE, segundo Almeida Filho (2004), será necessário combinar pelo menos cinco competências básicas: .. i) competência linguístico-comunicativa – capacidade do professor de criar a linguagem em diferentes contextos de uso, ensinando “[ . .] o que você sabe sobre a língua em questão e envolver os alunos na teia da língua na língua-alvo” (ALMEIDA FILHO, 2004, p. 13). Lima e Silva afirma que para compreender o processo de formação de professores da LEsp é necessário dominar e aplicar as políticas linguísticas que regem o ensino desta língua.

Documentos oficiais: reiteração dos termos crítico(s) e crítica(s)

autonomia do aluno relativamente à construção do conhecimento (que se traduz, por exemplo, em saber o que pretende saber, como procurar informação, como desenvolver determinado conhecimento, como assumir uma postura crítica, comparando diferentes pontos de vista e reservando para si a direito de rescisão) [..] (BRASIL, 1998a, p. 90). Propostas desse tipo favorecem o desenvolvimento de competências relacionadas à linguagem oral e escrita, e uma atitude crítica em relação à televisão como meio de informação e comunicação” (BRASIL, 1998a, p. 143).

Da alfabetização ao letramento crítico: algumas considerações

Ou seja, a pessoa que aprende a ler e a escrever – que se alfabetiza – e que começa a usar a leitura e a escrita para se engajar nas práticas sociais de leitura e escrita – que se alfabetiza – é diferente de quem o faz. não sabe ler e escrever – é analfabeto – ou, porque sabe ler e escrever, não usa a leitura e a escrita – é alfabetizado, mas não é alfabetizado, não vive no estado ou condição de quem sabe ler e escrever e praticar com leitura e escrita (SOARES, 2001, p. 36). Fato semelhante ocorreu quando o termo criticidade foi adicionado à alfabetização – a expressão alfabetização crítica, conforme sua proposta conceitual: uma prática de leitura em que o sujeito leitor dialoga criticamente com os textos que lê. Böhm Grando que o processo de alfabetização surgiu no Brasil na década de 1980 com os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky.

Letramento crítico: propostas e impactos no ensino

Quando pensamos em ensinar espanhol, essa estranheza se afirma, pois há um grande número de países que falam a língua, muitas vezes vista como “exótica”, em que o hibridismo de culturas com origens europeias, indígenas e africanas constrói a cultura latina. americana, o que por vezes aproxima ou afasta os brasileiros do sentimento de pertencimento a essa cultura (DAMASSENO, 2016, p. 46). Hilary Janks – com a sua vasta experiência em domínios educativos como formação de professores, educação gramatical, leitura e escrita, desenvolvimento de materiais, salas de aula multilingues e política linguística – liga LC ao poder, acesso e diversidade (JANKS, 2016). Razões como estas colocam a LC como uma condição sine qua non para promover o ensino de línguas aos cidadãos e devem orientar a política linguística no ensino de E/LE no país.

Conceituando política linguística

Esta parte do trabalho de primeiro plano tem como objetivo examinar alguns dos significados dos teóricos sobre políticas linguísticas, a fim de iniciar sequencialmente um debate sobre o progresso e o retrocesso de tais políticas no ensino de LEsp no Brasil por meio de pesquisas sobre leis e diretrizes educacionais nacionais e relevantes. documentos oficiais. Nesse arranjo social, após a publicação dos PCN, um dos documentos normativos que norteiam o EB no Brasil, o ensino da ESP começou a adquirir novas configurações. Sua orientação foi ganhando espaço gradativamente, também nos IFs dos diversos estados brasileiros, ao mesmo tempo em que políticas linguísticas para esse ensino, como a LDB (leis e diretrizes), o já citado PCN-LE, que inclui o ensino da LEsp, bem como Ocem e BNCC – temas abordados nesta parte do trabalho, que também reflete sobre os avanços e retrocessos no ensino de espanhol no contexto brasileiro.

Trajetória: avanços e retrocessos

Leis e diretrizes: da obrigatoriedade à “desoficialização”

A Lei não exige que nenhum destes dois (obrigatório ou opcional) seja espanhol; simplesmente proporciona a diversificação da oferta de ensino de LE em CO. Art 3º Os sistemas de ensino público implementarão centros de ensino de línguas estrangeiras, cuja programação incluirá necessariamente a oferta da língua espanhola. prevendo, respectivamente, a implantação de “Centros de Ensino de Línguas Estrangeiras” nos sistemas públicos de ensino e a matrícula de alunos.

Reflexões à luz dos PCNs, das Ocem e da BNCC

Outro aspecto polêmico que merece atenção dentro do que até agora foi categorizado como “desoficialização” do ensino de LE nas escolas é o que pode ser observado nos artigos seguintes da Lei nº. considerado um fator relevante “[..] na formação do aluno, como um direito que deve ser assegurado. O documento ainda diz: “Lembramos também que nos referimos a línguas estrangeiras em quase todo o documento, exceto nos estudos que foram realizados na área do ensino de inglês e cuja atenção está voltada para o ensino desta língua especificamente” (BRASIL, 2006a, p. 88).

O ensino da Língua Espanhola nos Institutos Federais

Aliás, a Rede Federal de Ensino surgiu num contexto onde “[..] a educação era vista como prioridade para legitimar o novo regime de governo e proporcionar educação profissional às classes menos favorecidas economicamente” (CALDAS; GIL e OLIVEIRA, 2017, p. 44). Essas diretrizes foram elaboradas por meio de documento proposto para regulamentar o componente curricular da LEsp. Desta forma, a diversificação dos componentes curriculares, através da inclusão da língua espanhola, torna-se parte integrante de um sistema que busca fortalecer a produção cultural, o empreendedorismo e a construção do conhecimento, de acordo com as exigências locais e regionais (COELHO, 2017 ), pág. 249).

Natureza e contexto da pesquisa

Dos campi onde o espanhol faz (ou não) parte do currículo, em alguns ele aparece como disciplina optativa, mas sem professor para ministrar a disciplina; Com o nome e email dos professores foi possível contatá-los para envio de questionários como ferramenta de coleta de dados para esta investigação. Destes, sete retornaram com respostas: os dos campi de Linhares, Santa Tereza, São Mateus, Venda Nova do Imigrante e Vitória.

Instrumento técnico de geração de dados: questionários

Em um deles, a pesquisadora deste trabalho leciona E/LE – razão pela qual não é incluída como respondente da pesquisa. Quatro não deram sinal de resposta, apesar da insistência da pesquisadora via celular, WhatsApp e e-mail institucional. Mas como quem utiliza o instrumento não está frente a frente com o respondente, é preciso ter muita clareza nas perguntas, saber selecioná-las para atender com precisão aos objetivos da pesquisa, para que as respostas esclareçam o problema, os objetivos e a hipótese de pesquisa.

Mecanismos de análise de dados

Entre as muitas vantagens da geração de dados através de tal ferramenta estão a economia de tempo, custos e pessoal envolvido na aplicação, a cobertura simultânea de um grande número de entrevistados mesmo em uma ampla área geográfica, o anonimato (que o entrevistado incentivou a divulgar) , horários e horários flexíveis, sem pressão do pesquisador, gerando respostas mais rápidas e precisas. Chaer, Diniz e Ribeiro (2011, p. 251) consideram o questionário “[..] uma técnica muito viável e relevante para ser utilizada quando se trata de problemas cujos objetos de pesquisa correspondem a questões de natureza empírica, cuja opinião, percepção, inclusão, posicionamento e preferências dos entrevistados", como é o caso desta pesquisa. O tratamento dos dados extraídos das questões abertas, especificamente do Questionário 2, com referência às práticas didático-pedagógicas no ensino de E/LE-, foi orientado pela técnica de análise interpretativa, que consistiu na realização de inferências durante a produção e/ou recepção de um determinado procedimento. Esse procedimento passa por uma pré-análise (fase de organização dos dados coletados e sistematização das concepções iniciais), depois pela exploração do material (leitura crítico-analítica das respostas para definição das categorias) e, por fim, o tratamento dos resultados (momento de dedução e interpretação).

Perfil do Instituto Federal do Espírito Santo

Em 1965, o nome da instituição ganhou outro nome: Escola Técnica Federal do Espírito Santo (ETFES), depois foi sistematizada em um modelo de negócio. Em 1999, com um novo paradigma profissional, a escola passou a ser o Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefetes). Em 2001, foi fundada a Unidade de Aprendizagem Descentralizada Serra, com cursos técnicos em Informática e Automação Industrial.

Figura 2 – Os 22 campi do Ifes no estado do Espírito Santo
Figura 2 – Os 22 campi do Ifes no estado do Espírito Santo

Perfil da formação dos professores participantes da pesquisa

Consequentemente, a formação continuada torna-se uma extensão dos estudos iniciados durante a graduação, mas caracterizada pela autonomia e preocupação das instituições formadoras (como governo, estado, secretarias de educação, universidades), pois o contato com a sala de aula e as transformações globais impulsionam mudanças rotineiras na prática educativa ( ROSA, 2017, p. 5). Essa formação continuada também pode ser entendida de forma ampla “[..] como programas que envolvem cursos, congressos, seminários, ou seja, um processo dinâmico por meio do qual um profissional adapta sua experiência profissional às necessidades do mercado de trabalho” (FRANÇA, 2017, p. 33). Nessa perspectiva, a formação continuada seria o momento de voltar a olhar para teorias atualizadas, bem como de expor suas experiências e identificação como professor (ROSA, 2017, p. 4).

Práticas didático-pedagógicas utilizadas pelos professores

Quanto à questão de como o professor avalia sua experiência de docência na LEsp, as respostas foram otimistas (excelente, muito bom)20. No ensino de LE, a abordagem comunicativa prescreve a relevância da comunicação para o domínio da língua. Trabalhar as quatro habilidades – ler, ouvir, falar e escrever – com mais ênfase na leitura e na escrita é fundamental.

Percepção dos professores sobre seus alunos à luz do Letramento

Acreditamos nisso apoiando o LC (que permite a reflexão e a crítica antes de qualquer ação) com o propósito de explorar novas perspectivas no ensino de línguas. Uma perspectiva crítica de alfabetização no ensino de espanhol instrumental: uma discussão sobre maneiras de criar materiais instrucionais. Ensinar espanhol a partir de uma perspectiva de alfabetização crítica: uma forma possível de compreender as diferenças.

Grupo de estudo e pesquisa sobre prática docente e formação de professores de espanhol Departamento de Ciências Humanas. As questões propostas a seguir referem-se à prática didático-pedagógica no ensino do espanhol.

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Figura 1 – Los 21 países de habla hispánica
Figura 2 – Os 22 campi do Ifes no estado do Espírito Santo

Referências

Documentos relacionados

Além de investigar as dificuldades na produção enunciativa oral dos professores de Língua Espanhola e de examinar os currículos do curso de Letras, essa pesquisa propõe a Formação