3.7 Estado de design
3.7.5 Pesquisa de vitrina internacional
proporcionam maior estabilidade e segurança durante o uso. Há formas e modelos bastante diversificados tanto para saltos quanto para o cabedal, assim como cores discretas e exuberantes e texturas diferenciadas. Estas marcas apenas pecam em utilizar materiais como o verniz, que não permite a respiração dos pés e impede a absorção do suor.
Figura 84: Calçados Prada.
Fonte: www.prada.com.
Os calçados Pierre Hardy são trabalhados em linhas distintas, sendo elas extremamente ousadas ou discretas. Ambas possuem diversas tiras no cabedal, prendendo o calçado firmemente nos pés, principalmente na região do tornozelo.
Figura 85: Calçados Pierre Hardy.
Fonte: Use Fashion, Ano 5, Nº 48.
Assim como a vestimenta feita em alta costura da grife Chanel, os calçados são extremamente sofisticados. As cores são discretas, combinações em harmonia. Os modelos são fechados na região do tornozelo e, alguns deles, possuem meia pata, proporcionando maior segurança e estabilidade aos usuários.
Figura 86: Calçados Chanel.
Fonte: www.chanel.com.
Através da pesquisa realizada, nota-se que no mercado internacional, os calçados possuem cabedal composto de várias tiras, tanto grossas como finas e/ou tiras transpassadas que acomodam melhor os pés dentro do calçado, proporcionando maior segurança e evitando que os mesmos saiam das sandálias. Os saltos são altos, grossos ou finos, com meia pata, diminuindo o risco de virar os pés. Os calçados aparecem com muitas cores e estampas. Percebe-se também o uso de vários enfeites como cristais, flores exageradas e componentes metálicos de variados tamanhos, que contribuem para a estética do calçado.
3.7.6 Pesquisa de Campo – Visita técnica à Fimec
Com o intuito de conhecer o que há no mercado, nos dias atuais, em relação aos materiais utilizados para a produção de calçados, foi realizada uma visita técnica à 32ª FIMEC (Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes e Acessórios, Equipamentos e Máquinas para Calçados e Curtumes) no dia 11 de abril de 2008, em Novo Hamburgo – RS.
Foram encontradas linhas metalizadas para a costura ou bordado do calçado. A linha de costura pode ser utilizada para dar um diferencial ao modelo ou então para acompanhar a cor do material. Já as linhas para bordado são utilizadas para a execução dos mesmos, aumentando assim, o apelo visual do calçado, contribuindo na estética do mesmo.
Figura 87: Linhas metalizadas para costura e bordado.
Fonte: Arquivo do autor.
Além disso, observou-se diversos tipos de maquinários para a costura de componentes do calçado, para o bordado, máquinas que auxiliam na produção de alguns destes e até mesmo na montagem do calçado.
Foram vistos também muitos enfeites para o cabedal, principalmente para a região da gáspea, sendo eles com diferentes materiais, formas e tamanhos.
Figura 88: Enfeites.
Fonte: Arquivo do autor.
Observou-se, na feira, grande variedade de possibilidades para se construir calçados com o uso da meia-pata. Além de proporcionar maior estabilidade a quem usa, a construção inferior formada de meia pata pode ser de uma infinidade de materiais, acrílico, madeira, com salto de metal, contribuindo então, na estética do produto.
Figura 89: Meias-patas.
Fonte: Arquivo do autor.
Foram visualizadas muitas formas de saltos, sendo eles salto grosso, fino, médio ou até mesmo anabela, além de fachetes feitos de diversas cores e formas, o que contribui no aspecto visual do calçado.
Figura 90: Saltos médios.
Fonte: Arquivo do autor.
Observou-se grande variedade de composições para enfeites de cabedal do calçado com o uso de metal, sendo estes com cristais, ou correntes com acrílico, ambos auxiliando no apelo estético do produto o qual estes serão utilizados.
Figura 91: Enfeites metálicos com cristais.
Fonte: Arquivo do autor.
Figura 92: Correntes metálicas e de acrílico.
Fonte: Arquivo do autor.
Para quem sofre de hiper-hidrose, amarrações são de grande importância, pois proporcionam que o usuário as regule da forma desejada. Na feira foram encontrados cadarços com tramas diferenciadas, de cores vibrantes e materiais metalizados, tecidos ou de palha. Além de tiras que podem ser utilizadas tanto como amarrações como para a composição do cabedal. Possuem diferenciais estético e funcional.
Figura 93: Cadarços.
Fonte: Arquivo do autor.
Figura 94: Tiras de fios tramados.
Fonte: Arquivo do autor.
Para os calçados de salto, foram encontrados tacões de poliuretano de cores vibrantes, podendo ser estes em uma única cor ou mesclados, além de cores mais discretas. Para o forro de cepas, foi visto materiais de palha com as mais diversificadas tramas, imitação de cortiça, ambas com brilho, aumentando o valor estético do produto.
Figura 95: Tacões.
Fonte: Arquivo do autor.
Figura 96: Materiais para forro de salto.
Fonte: Arquivo do autor.
Além de todos os materiais e acessórios acima citados que contribuem principalmente para a formação estética do calçado, foi encontrado um material para forro de calçado da marca Intexco, chamado de Ecoline Bis Bugatti Lem, feito de PU (poliuretano) atua com forte apelo no conforto.
Figura 97: Ecoline Bis Bugatti Lem.
Fonte: http://www.fenac.com.br/fimec2008/index.php?idiomas_id=1&acao=noticia&id=732.
Segundo o site Fimec (2008), este material é construído sobre um coagulado especial, o qual possui dupla absorção e dupla transpirabilidade e também oferece tratamento anti-bactericida. Estas características proporcionam aos pés dos consumidores mais saúde, eliminando fungos e bactérias que provocam o mau cheiro.
Ainda seguindo a teoria do site Fimec, o Ecoline Bis Bugatti Lem é um material construído sobre uma base de tecido-não-tecido em viscose impregnada e coagulada em uma solução de PU, o que resulta em um forro que tanto a superfície quanto a parte interna do produto da mesma cor.
Figura 98: Testes Ecoline Bis Bugatti Lem
Fonte: http://www.fenac.com.br/fimec2008/index.php?idiomas_id=1&acao=noticia&id=732.
Este suporte de cor é somente possível pois tanto as bases quanto o acabamento final são feitos em uma mesma unidade fabril. Uma infra-estrutura criteriosamente planejada que dispõe de ilimitado número de cores para atender a multiplicidade de tons e gravações finais, assegurando a transpirabilidade e absorção em todas as suas gamas.
3.8 Tendências
Este capítulo apresenta as tendências de formas e materiais para calçados do verão 2009. Para a realização desta pesquisa foi utilizado o caderno “Fórum de inspirações para calçados e artefatos verão 2009” do SENAI e a revista Use Fashion ano 5, número 48.
Para o verão 2009 serão utilizados cabedais femininos com visual masculinizado, sapatos fechados com gáspeas com aberturas, sapatos Peep Toe, sacarpins e abotinados, sapato boneca com saltos baixos, médios e altos. Sapatilha esportiva,muitas tiras finas e largas sobre o peito do pé, amarrações no tornozelo, botas de cano curto e longo, botas de bico aberto, sandálias fechadas na lateral, tamancos com saltos altos, sandálias rasteiras de dedo, sandálias de tiras finas com strass.
Figura 99: Sandália fechada.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 100: Peep Toe.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 101: Muitas tiras sobre o peito do pé.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 102:
Amarrações no tornozelo.
Fonte: Brisa, 2008.
Salto de agulha de metal, saltos de acrílico, saltos grossos e quadrados, saltos trabalhados e enfeitados com pedrarias, meia-pata e salto grosso, reto ou em forma de cone, meia pata com saltos extremamente altos, Anabela em gomos de altura média,
plataformas altíssimas e forradas com juta, cepas de madeira, solados rasteiros.
Destacam-se as linhas geométricas para a construção dos saltos e solados, fazendo combinação com a harmônica, pinturas metalizadas, saltos forrados com fachete de couro construindo formas geométricas.
Figura 103: Salto grosso.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 104: Salto anabela.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 105: Sandália rasteira.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 106: Meia-pata.
Fonte: Brisa, 2008.
Bicos finos, mais curtos e levemente arredondados para modelos abotinados, bico fino curto, bicos finos e alongados levemente arredondados para sapatos, perfil de forma altíssimo ou rasteiro, bicos longos levemente quadrados, bico quadrado.
Figura 107: Bico fino Fonte: Brisa, 2008.
Figura 108: Bico levemente arredondado.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 109: Bico fino curto.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 110: Bico quadrado.
Fonte: Brisa, 2008.
Materiais furadinhos tipo tela, mistura de couros lisos com couros estampados.
Mistura de couros, tecido e sintético com estampas variadas. Couro com estampa de crocodilo, acabamentos manchados/stonados, mistura de cores, couros gravados e com aspecto amassado. Tramas diferenciadas com materiais naturais como: algodão e materiais metalizados. Materiais naturais: palha de bananeira, algodão, juta, PET reciclada e fibra de coco.
Figura 111: Couro com estampa de crocodilo.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 112: Couro liso com couro estampado.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 113: Mistura de couro e tecido.
Fonte: Use Fashion, Ano 5, Nº 48.
Figura 114: Tramas diferenciadas.
Fonte: Brisa, 2008.
Traseiro fechado com detalhe de zíper, biqueiras ressaltadas de outra cor e/ou material, biqueira de metal, atacador em verniz, laços no traseiro, passador com ponteira de metal, laços na gáspea, passadores metalizados, tiras transpassadas nos cabedais, fechamentos e tiras transpassadas.
Figura 115: Calçado fechado com zíper.
Fonte: Brisa, 2008.
Figura 116: Tiras transpassadas nos cabedais.
Fonte: Use Fashion, Ano 5, Nº 48.
Enfeites volumosos, enfeites de acrílico com aplicação em laser, enfeites de frufru, plissados e rendinhas. Enfeites de barbicacho feitos de linha, maxi-enfeites de metal, flores grandes no cabedal, enfeites com couro metalizado, tiras de elástico, fivelas de variados tamanhos e formatos, metais com pedrarias coloridas, tiras com aplicações e cortes a laser, enfeites que misturam o brilho com o natural (cristais x madeira), botões pintados ou forrados.
Figura 117: Maxi- enfeites de metal.
Fonte: Use Fashion, Ano 5, Nº 48.
Figura 118: Flores grandes no cabedal.
Fonte: Use Fashion, Ano 5, Nº 48.
Figura 119: Pedrarias coloridas.
Fonte: Use Fashion, Ano 5, Nº 48.
Figura 120: Enfeites em couro.
Fonte: Brisa, 2008.
3.9 Concorrentes
O mercado de calçados para pessoas que sofrem de hiper-hidrose é, ainda, pouco explorado. Não existe marca alguma que crie calçados exclusivamente para este público. Há algumas que preocupam-se em usar materiais que não machuquem os pés e tragam mais conforto, porém acabam esquecendo da estética de seus produtos, enquanto outras preocupam-se somente com a beleza destes, deixando de lado a ergonomia. Através disso, foram detectados alguns concorrentes indiretos de forte apelo estético: Arezzo, Dumond e Schutz, que confeccionam calçados baseados em pesquisas de tendências internacionais de moda, buscando agregar muito valor estético em seus produtos, enquanto que as marcas Geox, Piccadilly e Usaflex preocupam-se mais com a saúde dos pés, mas não investem tanto na estética de seus calçados.
3.9.1 Arezzo
Fundada em 1972 pelos irmãos empreendedores Anderson e Jefferson Birman, a Arezzo é uma marca de varejo de calçados femininos fashion que reúne em seus produtos conceito, alta qualidade e design contemporâneo.
A marca Arezzo trabalha com quatro focos: tecnologia de ponta, pesquisa, design e satisfação do consumidor.
Figura 121: Meia-pata Arezzo Fonte: www.arezzo.com.br
Figura 122: Rasteira Arezzo Fonte: www.arezzo.com.br
3.9.2 Dumond
Criada em 1997, em Sapiranga (RS), é resultado da experiência e da tecnologia acumuladas pelo grupo Paquetá durante 60 anos de história, como um dos maiores produtores e exportadores de calçados do mundo.
Marca que tem suas coleções inspiradas nas melhores tendências de moda internacional, se faz presente em mais de 50 países. Investe em pesquisa e tecnologia para garantir produtos diferenciados e de qualidade.
Figura 123: Rasteira Dumond.
Fonte: www.dumond.com.br
Figura 124: Sandália Dumond.
Fonte: www.dumond.com.br
3.9.3 Schutz
A empresa nasceu em 1995, na cidade de Matozinhos – MG, com o intuito de mudar e ampliar o conceito de moda. Procura satisfazer seus clientes através de coleções inovadoras e arrojadas, buscando o diferencial. Suas coleções são inspiradas no que há de mais novo no mundo da moda, utilizando materiais inovadores e de grande qualidade.
Figura 125: Sandália marrom Schutz.
Fonte: www.schutz.com
Figura 126: Sandália preta Schutz.
Fonte: www.schutz.com
3.9.4 Geox
A marca Geox investe muito em pesquisas e novas tecnologias para que seus produtos permitam a respiração e saúde dos pés, têm resolvido o problema da sudorese simples.
Figura 127: Sapato Geox.
Fonte: www.geox.com
Figura 128: Rasteira Geox.
Fonte: www.geox.com
3.9.5 Piccadilly
Com a sede na cidade de Igrejinha – RS, a A.Grings, fabricante da marca Piccadilly, é hoje um nome bastante conhecido no mercado calçadista brasileiro.
A Piccadilly possui um sistema de informação chamado de UCP – Universidade de Conforto Piccadilly, que surgiu a partir da necessidade de mostrar aos lojistas e vendedores todos os diferenciais que um calçado Piccadilly oferece. Através dela, o vendedor terá todas as informações sobre seus produtos e benefícios que os mesmos proporcionam para os pés.
Figura 129: Tamanco Piccadilly Fonte: www.piccadilly.com.br
Figura 130: Sandália Piccadilly Fonte: www.piccadilly.com.br
3.9.6 Usaflex
A marca Usaflex possui sua matriz em Igrejinha – RS junto ao pólo calçadista do Vale dos Sinos. Há mais de 15 anos de atuação a empresa vem conquistando confiabilidade e tradição com sua marca que cativa um público fiel.
A Usaflex tem como objetivo atender as mais diversas consumidoras: mulheres jovens que gostam de conforto, design e moda.
Figura 131: Sandália bege Usaflex Fonte: www.usaflex.com.br
Figura 132: Sandália marrom Usaflex Fonte: www.usaflex.com.br
3.9.7 Aplicação da ferramenta PFFOA
Com a intenção de avaliar os pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças que um calçado específico para mulheres que sofrem de hiper-hidrose teria no mercado em relação aos seus concorrentes indiretos, foi aplicada a ferramenta PFFOA. As análises se baseiam em sucessos e deficiências do mercado, onde estas geram oportunidades e/ou ameaças que dizem respeito à criação e inserção da coleção pertinente a este projeto. Veja na tabela a seguir o resultado da aplicação da ferramenta.
Pontos Fortes Pontos Fracos
* Não há concorrentes diretos
* Há muita busca por esse produto
* Interação com a vestimenta
* Acessório bastante consumido
* Inovação de materiais e modelos
* Feito para ser utilizado em vários ambientes
* Alto investimento financeiro
* Concorrentes indiretos trabalham com o mesmo tipo de material
* Concorrentes indiretos possuem clientes fiéis
Oportunidades Ameaças
* Conquista de mercado
* Expandir o público
* Tecnologia a favor da ergonomia
* Disponibilidade ilimitada de criação
* Disponibilidade grande de geração
* Produto desconhecido no mercado
* Rejeição
* Custo elevado de acesso à tecnologia
* Marcas conceituadas no quesito ergonomia
Tabela 1: Ferramenta PFFOA.
Fonte: Arquivo pessoal.
3.9.8 Análise da ferramenta PFFOA
Com a aplicação da ferramenta PFFOA, observa-se que o calçado é um produto bastante consumido e tem interação com a vestimenta. Há muita procura em relação a
um produto específico para mulheres que sofrem de hiperidrose. Como este é um produto desconhecido no mercado, pode haver rejeição. Marcas como Arezzo, Dumond e Schutz direcionam suas pesquisas em tendências internacionais e possuem design diferenciado, mas não resolvem o problema da hiper-hidrose. Já as marcas Piccadilly, Usaflex e Geox procuram satisfazer seus clientes através de produtos que tragam mais conforto para os mesmos. A empresa Geox tem resolvido o problema da sudorese simples, mas o da hiper-hidrose, o que faz da Geox ser outro concorrente indireto.
Como o principal objetivo deste projeto é desenvolver um produto de conforto aliado à estética para mulheres que sofrem de hiper-hidrose, nenhum dos concorrentes acima citados se encaixa nesta proposta, pois deixam a desejar em algum ponto: ou no conforto, ou na estética de seus produtos.
3.10 Briefing Textual
Uma vez escolhidas as soluções do caminho criativo, parte-se para o briefing, elaborado a partir do conceito do produto e das soluções anteriormente mencionadas.
Esta ferramenta de projeto de citar as características que a coleção irá apresentar.
Informações sobre o Produto
- Marca: Débora Corso.
- Coleção: Bahia.
- Categoria: Calçado.
- Ocasião de Uso: Dia a dia, informal.
- Formas de Uso: Nos pés
- Composição Industrial / Matéria Prima: Couro, tecido, cristais e materiais alternativos.
- Principais Pontos Positivos: Produto específico marca local, fácil acesso, não possui concorrentes diretos, produto bastante procurado.
- Principais Pontos Negativos: Alto custo, competição de mercado, aceitação, pontos de venda fracos.
Informações sobre o Consumidor
- Sexo: Feminino.
- Classe Social: Média alta.
- Faixa Etária: sem restrições.
Informações sobre o Mercado e Distribuição
- Tamanho do Mercado: 5 lojas, caixas diferenciadas, de 150,00 a 300,00 reais o par.
- Concorrência Direta e Indireta: Lojas locais e marcas já conceituadas no mercado.
- Principais Mercados: Lojas multimarcas nacionais e internacionais.
- Participação do Produto neste Mercado: pouco volume inicial, cerca de 30 pares para cada loja.
- Comercialização do Produto: através de fretes particulares.
4. PLANEJAMENTO DE COLEÇÃO
Nesta fase, apresentam-se as etapas necessárias para planejar-se uma coleção de calçados. Para dar início ao planejamento de coleção deve-se unir todas as informações coletadas na etapa de levantamento de dados buscando as principais informações para solucionar o problema da hiper-hidrose plantar, agregando valor estético no calçado.
4.1 Temática
No presente projeto, o tema a ser utilizado como inspiração para a criação da coleção de calçados para mulheres que sofrem de hiper-hidrose é “Bahia”.
Segundo Treptow, uma marca de moda é mais ou menos como uma Escola de Samba: a cada coleção traz um novo samba enredo, uma nova história a contar, mas mantém as características que são atributo da marca, ou seja, o seu estilo.
No presente projeto, o tema a ser utilizado como inspiração para a criação da coleção de calçados para mulheres que sofrem de hiperidrose é “Bahia”.
Figura 133: Painel semântico da temática.
Fonte: Arquivo do autor.
4.1.1 Bahia
Segundo Civita (1999), a Bahia foi o local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil, em 22 de abril de 1500, descobrindo oficialmente o Brasil. A baía de Todos os Santos só foi descoberta em 1501, por Américo Vespúcio. No início do século XIV, a Bahia só era visitada pelos portugueses que buscavam o pau-brasil. Porém, em 1511, já existia uma feitoria na baía de Todos os Santos; alguns degradados, desertores e náufragos juntaram-se às índias e originaram as primeiras famílias baianas. Um desses náufragos chamava-se Diogo Álvares, conhecido como Caramuru. O pau-brasil atraiu, também, contrabandistas vindos da França, que conseguiram a confiança dos índios.
Somente no ano de 1534, a Bahia começou a ser povoada oficialmente.
Nos dias atuais, a Bahia é o quarto estado brasileiro em população, porém, seu crescimento demográfico tem permanecido abaixo da média do país. O fluxo de migrantes para outras regiões do Brasil, ainda é intenso, principalmente para as cidades industriais do sudeste e para as zonas de expansão agrícola.
Conforme o site Bahia (2008), cerca de 50% da população vive nas cidades;
além de Salvador, destacam-se Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus, Juazeiro e Jequié. As atividades agropecuárias empregam aproximadamente 70% da mão de obra: o estado é o maior produtor brasileiro de cacau, mamona, sisal, feijão, coco-da-baía e mandioca. É também o terceiro produtor de algodão. A Bahia é ainda o maior produtor brasileiro de piaçava e dendê, ambos extraídos no litoral. O estado é um dos maiores centros pecuários do Brasil, com o primeiro rebanho caprino, o segundo ovino e o sexto bovino do país. Os estabelecimentos de pequeno porte, ligados aos ramos mais tradicionais da indústria (alimentícia, têxtil, fumo) desempenham papel significativo.
Para Civiti (1999), em Camaçari, foi criado um importante centro petroquímico, tornando a região metropolitana de Salvador o principal pólo industrial de todo o nordeste. Com um subsolo rico em recursos minerais, a Bahia é o primeiro produtor de chumbo, cobre, cromo e barita, e o segundo de amianto e magnetiza.
O turismo tem gerado rendas crescentes. Salvador, com as praias próximas, e Porto Seguro são os principais atrativos. Bom Jesus da Lapa, às margens do São Francisco, recebe romarias de todo o nordeste.
Figura 134: Salvador Fonte: www.fotosearch.com.br
Figura 135: Rua de Salvador Fonte: www.fotosearch.com.br
Figura 136: Carnaval Salvador Fonte: www.fotosearch.com.br
Figura 137: Pesca da Bahia Fonte: www.fotosearch.com.br
4.1.2 Religião
Segundo o site Bahia (2008), existem mais de 365 igrejas católicas em Salvador, há também muitos terreiros de famosos pais e mães-de-santo; ambos convivem em plena harmonia de crenças e ritos. Os santos são motivos de fé e adoração cultuados nas missas e feriados cristãos, festejados nas ruas e largos em celebrações que misturam o sagrado e o profano.
A arquitetura portuguesa nas basílicas, do barroco ao neoclássico, e as coreografias marcadas nos terreiros de candomblé são atrações à parte, que dão o tom da inabalável fé do baiano neste verdadeiro caldeirão religioso.
Figura 138: Igreja Ordem Terceira de São Francisco
Fonte: www.fotosearch.com.br
Figura 139: Igreja São Francisco Fonte: www.baixaki.ig.com.br
Figura 140: Festa do senhor do Bonfim Fonte: www.gettyimages.com
Figura 141: Pelourinho Fonte: www.gettyimages.com
4.1.3 Blocos de Trio
Figura 142: Blocos de Trio Fonte: www.bahia.com.br