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Planejamento e gestão do turismo

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Contudo, há de se salientar que a atividade caracterizada como turismo rural, deva compor uma interação com o espaço rural e as questões de cunho social, cultural e econômico, ou seja, levar em consideração as questões culturais e sociais quando há o contato entre turistas e a comunidade local e a questão econômica quando há troca de produtos ou valores entre o estabelecimento, os turistas e a comunidade local (RODRIGUES, 2000).

Entre as diversas terminologias e conceituações em pauta de discussões sobre o tema, cabe salientar que neste trabalho são consideradas as definições que mais se ajustam ao estudo. Portanto adotou-se como referência “Turismo em espaço rural”, pois como afirma Silva (2000, p.16), “[...] muitas práticas de lazer ou ocorridas no espaço rural não são turismo rural, e sim práticas de lazer ou ócio de citadinos que ocorrem alheias ao meio que estão inseridas”.

Considerando as atividades realizadas no espaço rural, Silva (2002, p.101) refere-se às essas “novas atividades”, a fim de caracterizar que não há tanta novidade como se anuncia, conforme segue:

[...] vem-se reproduzindo no meio rural uma série de “novas” atividades que quase nada têm a ver com as tradicionalmente aí desenvolvidas. Algumas delas possuem ainda evidente base agrícola, como é o caso da floricultura, da criação de aves exóticas, da horticultura, etc. Porém, outras quase nada têm de base agrícola, como é o caso dos pesque-pagues, do turismo rural dos condomínios de alto padrão.

Utilizou-se o termo “novo” entre aspas porque nem todas estas atividades são tão novas assim. Na verdade, sempre existiu a produção de flores e plantas ornamentais, de hortaliças, de cogumelos, etc. Entretanto, as atividades foram praticamente recriadas a partir de demandas diferenciadas de nichos ou da diferenciação dos mercados tradicionais dessas mesmas atividades.

Nessa temática, Rodrigues (2001, p.09) também se refere a essas práticas, esse novo dinamismo rotulado como “novo rural” “[...] por conta de atividades introduzidas, às vezes desvinculadas da produção agrária, entre as quais se destacam o turismo e o lazer”.

A questão atinente ao planejamento para o turismo, ou planejamento turístico, apresenta-se incipiente em muitos municípios onde há um potencial para o turismo ou que já estão direcionados para a atividade. Pensa-se em planejamento muito depois da atividade turística se consolidar e, o que ocorre em alguns casos, em função de remediar uma situação crítica, um gerenciamento inadequado, o que pode gerar resultados indesejáveis pelas ações tardias no processo de gestão do turismo em uma localidade.

Pode-se verificar que a própria OMT tem essa percepção em relação ao Planejamento para o turismo, conforme segue: “Muitas autoridades locais, no entanto, ainda não possuem grande experiência no planejamento, desenvolvimento e gerenciamento do turismo. Em conseqüência disso, seus esforços no turismo podem acabar mal direcionados, perdendo, assim, valiosos recursos”. (OMT, 2003, p.9). Destarte, discutir a importância do planejamento para o pleno desenvolvimento do turismo nas localidades torna-se imprescindível para este trabalho, pois com os resultados obtidos, pode-se buscar subsídios, para que, no futuro, o planejamento, desenvolvimento e gerenciamento do turismo tenham parâmetros baseados em estudos científicos e, não, no simples amadorismo.

Como afirma Ruschmann (2001, p. 83), o planejamento turístico “é uma atividade que envolve a intenção de estabelecer condições favoráveis para alcançar os objetivos propostos. Ele tem por objetivo o aprovisionamento de facilidades e serviços para que uma comunidade atenda seus desejos e necessidades”. Ou seja, é fonte propulsora que estabelecerá como atingir o ápice dos objetivos estabelecidos.

No entanto podemos observar que vários autores discutem a questão do planejamento, e se faz necessário uma abordagem para que possamos ter uma visão sobre esse tema. Como salienta Barretto (1991, p. 14), “O Planejamento requer compreensão dos problemas e distribuição harmônica das especialidades; requer CONHECIMENTO”.

Conforme propõe a autora, o conhecimento é de notória importância no processo do planejamento, trazendo subsídios para ações que envolvam todos os segmentos relacionados ao turismo em uma localidade.

Uma visão muito relevante sobre o processo do planejamento para o turismo é abordada por Beni (2000 p. 165):

Em suma, o processo de planejamento em turismo apresenta as seguintes etapas:

determinação dos objetivos; inventário de todos os recursos turísticos naturais e culturais, com destaque para seus respectivos diferenciais; análise e síntese da situação encontrada; formulação da política e do plano de turismo e também de recomendações de viabilidade; e implementação e controle de gestão do processo total. O planejamento do turismo, além de ser um sistema integrado, exige também planos de longo prazo e projetos estratégicos.

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O autor ressalta a importância dos diversos passos que devem ser seguidos no processo do planejamento, e, principalmente, a relação de integração entre as partes envolvidas no sistema que compõe o turismo. É importante pautar que planos, a médio e longo prazo, fazem parte de qualquer planejamento e as ações em curto prazo são necessárias a fim de estabelecer os direcionamentos a serem tomados a priori. Ou seja, o planejamento é composto por planos de curto, médio e longo prazo. Contudo, esses planos devem ser flexíveis a ponto de poderem direcionar novas estratégias conforme, os resultados que se apresentam durante o seu controle e avaliação.

Ainda no Planejamento é necessário conhecer o de ciclo de vida da destinação turística, a fim de determinar em que estágio se encontra o desenvolvimento do turismo em uma localidade, para isso Butler, em 1980, propõe o conceito com base no ciclo de vida dos produtos, muito utilizado no Marketing. A utilização dele serve como instrumento de extrema importância no sentido de direcionar ações para o desenvolvimento da atividade (Ruschmann, 2001; OMT, 2003). Podemos verificar as fases do ciclo de vida das destinações proposto por Butler e que já é muito utilizada por diversos pesquisadores (conforme figura 27):

Fig. 27: Ciclo de vida das destinações turísticas Fonte: Butler 1980 apud Ruschmann 2001.

Em estudos sobre planejamento turístico, Boullón (2002, p. 72) faz uma inferência especificamente sobre o planejamento físico que é bastante salutar:

Seu campo de ação é toda a superfície da terra, seu objetivo é a organização do espaço e sua função é a de aperfeiçoar o uso atual, procurando fazer com que não entre em crise pelo esgotamento prematuro dos recursos não-renováveis e pela exploração irracional dos renováveis. Em outro plano de ação, deve determinar a potencialidade de adaptação do solo, mediante a medição de sua capacidade de absorver a expansão do solo, mediante a medição de sua capacidade de absorver a expansão dos sistemas produtivos atuais, provocada pela multiplicação de necessidades criadas pelo mundo moderno.

De outro modo, podemos ressaltar que o planejamento é indissociável dos usos relativos do espaço para o turismo, visto que, este (o turismo) depende intrinsecamente do espaço físico para seu pleno desenvolvimento, ou seja, sem um planejamento adequado do espaço, a atividade poderá ser ao longo do tempo, insustentável, em função de diversos fatores associados à ação antrópica.

As questões inerentes ao planejamento, desenvolvimento do turismo e suas dificuldades também são abordadas por Ruschmann (2001.p.33):

Uma das principais dificuldades para a implantação de um projeto global de desenvolvimento turístico em localidades receptoras é a total ausência do encadeamento e da gestão local da atividade, que permita a ação dos agentes de turismo, públicos e privados, que faça prevalecer a noção de empresa, extensiva a toda localidade. Isto é, a localidade passa a ser o produto posto no mercado, sem considerar seus recursos e equipamentos de forma isolada.

Na gestão do turismo, o planejamento é a chave-mestra, para que as ações possam acontecer em um contexto favorável, que diminua ou, pelo menos, minimize impactos negativos de ordem social, econômica e ambiental onde se insere. Silveira (1997 p.88) aborda essa questão de maneira a promover um turismo mais adequado: “Cabe, portanto, discutir e propor formas concretas de se promover um turismo ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente justo, tendo como suporte a dinâmica local e o planejamento participativo”.

Ou seja, na acepção mais ampla, o planejamento do turismo deve abranger todas as questões ora citadas, a fim de poder proporcionar aos atores envolvidos, uma efetiva capacidade de gerar no futuro e nas mesmas proporções, atividades integradas e sustentáveis.

Nesse sentido, o planejamento e a gestão do turismo não podem ser vistos como uma panacéia, e, sim, como o vetor para o efetivo desenvolvimento, estabelecendo relações em torno da integração dos diversos atores, bem como os reflexos de suas ações. No dizer de

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Petrocchi (1998, p.67): “o planejamento pretende ser o indutor do desenvolvimento do turismo [...]”, ou seja, é a linha mestra que define os rumos e diretrizes a serem seguidos, levando em conta a realidade do município, região ou localidade.

O Planejamento do Turismo pautado na sustentabilidade é uma necessidade a fim de que possa suprir as necessidades econômicas, sociais e ambientais. Com isto a OMT também sugere aos planejadores locais que se utilizem dos princípios do desenvolvimento sustentável, no momento em que se pretende incorporar a visão do turismo mais responsável nas políticas públicas adotadas. Pode-se observar esses princípios conforme o Quadro 1:

• O Planejamento do turismo e seu desenvolvimento devem ser partes das estratégias do desenvolvimento sustentável de uma região, estado ou nação. Esse planejamento deve envolver a população local, o governo, as agências de turismo, etc. Para que consiga os maiores lucros possíveis.

• Agências, associações, grupos e indivíduos devem seguir princípios éticos que respeitem a cultura e o meio ambiente da área, da economia e do modo tradicional de vida, do comportamento da comunidade e dos princípios políticos.

• O turismo deve ser planejado de maneira sustentável, levando em consideração a proteção do meio ambiente.

• O Turismo deve distinguir os lucros de forma eqüitativa entre, os promotores de turismo e a população local.

• É essencial ter boa informação, pesquisa e comunicação da natureza do turismo, especialmente para os moradores do local, dando prioridade para um desenvolvimento duradouro, que envolve a realização de uma análise contínua e um controle de qualidade sobre os efeitos do turismo.

• A população deve se envolver no planejamento e no desenvolvimento dos planos locais junto com o governo, os empresários e outros interessados.

• Ao iniciar um projeto, há necessidade de realizar análise integrada do meio ambiente, da sociedade e da economia, dando enfoques distintos aos diferentes tipos de turismo.

• Os planos de desenvolvimento do turismo devem permitir à população local que se beneficie deles ou que possa explicar as mudanças que se produzem na situação inicial.

Quadro 1: Princípios do desenvolvimento sustentável apud Introdução ao Turismo - OMT (2001, p. 247)

O planejamento e a gestão do turismo de forma integrada vêm apresentando diversos cases de sucesso, que poderão servir de exemplo a outras localidades, logicamente com as devidas adaptações a sua realidade. No Brasil é possível conhecer essas experiências mediante algumas publicações científicas como a revista Visão e Ação (Univali), Turismo em Análise (USP), entre outras, bem como os Encontros, Congressos e Fóruns que estão buscando trocar experiências entre estudiosos e pesquisadores de diversas áreas que compõem o Turismo, entre eles pode-se destacar o ENTBL – Encontro Nacional de Turismo com Base Local que já está indo para sua 9ª. edição em 2005 e o I Fórum de Turismo pela Paz e desenvolvimento sustentável, que teve a sua primeira edição no Brasil em 2004, bem como a sua 2ª. Edição acontecerá ainda no Brasil e a partir da 3ª. estará sendo sediada em outros países, além de outros seminários e encontros que estão buscando trazer as experiências para discussão.

A OMT em sua publicação Sustainable Development of Tourism – A compilation of Good Practices (2000), traz as melhores práticas em nível mundial da gestão do turismo, baseadas nas premissas da sustentabilidade. Pode-se observar nessa publicação, a diversidade relativa à forma de gestão, mas que está trazendo resultados positivos nas localidades, bem como aos atores sociais envolvidos, nos diversos aspectos inerentes às questões econômicas, sociais e ambientais. Nesse sentido, pode-se citar o Projeto “Município Verde”: Implantación de sistemas de gestión medioambiental para municípios turísticos (WTO 2000, p. 171).

Desenvolvido na Espanha, desde 1998, em 6 municípios piloto na primeira fase: Adeje, Almagro, Ciudadella, Chiclana, Jaca e Salamanca e na segunda fase em Mondoñedo, Luarca, Potes, Ezcaray, Estella, Rosas, Alcalá de Henares, Cárceres, Torrevieja, Lorca. O projeto se considera sustentável no sentido em que se justifica:

Desde el punto de vista ambiental es lógica su sostenibilidad pues lo que pretende es el establecimiento de sistemas de gestión medioambiental em municípios turísticos.

Desde el punto de vista cultural también creemos que trata de proyecto sostenible por cuanto se pretende que haya uma implicación de lasociedad y que se imbuya de la cultura medioambiental.

Desde el punto de vista econômico entendemos que está teniendo su importância por cuanto se están planteando inversiones em aspectos medioambientales que, de outra forma, podrían no haberse producido.

Além disso, o projeto demonstra que o papel das administrações locais a gestão do meio ambiente e a parceria além da responsabilidade destas administrações. Outros projetos

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que também se destacam são: Lê pays dês Baronnies: um exemple de la politique dês pays touristiques (FRANÇA), CSER-KÉK: Rural hosting system in the Cserehát region (HUNGRIA), entre outros.

No Brasil pode-se destacar as ações tomadas pelo município de Brotas, no Estado de São Paulo, que vem apresentando resultados efetivos para a economia local, para o poder público e para o turismo, elaborando em conjunto, com o COMTUR e a Embratur, 13 Deliberações Normativas para atividade. Além disso, a regulamentação de uma atividade ecoturística em Brotas abrange os seguintes assuntos (SALVATI, 2004): do atendimento;

divulgação e informação ao Turista/Consumidor; das empresas prestadoras de serviços turísticos receptivos; da infra-estrutura de apoio e serviços; procedimentos de segurança; das obrigações das Empresas Turísticas; dos equipamentos individuais e coletivos; dos instrutores e monitores; dos impactos e Restrições; compromisso Ambiental; dos prazos, da fiscalização e das sanções administrativas.

De acordo com as proposições, pretende-se com as regulamentações, como instrumentos legais garantir (SALVATI 2004, p. 37):

• A preservação de ecossistemas frágeis;

• A conservação dos recursos naturais, históricos e culturais; e

• A melhoria na qualidade de vida das comunidades e população de entorno.

E como processo para a comunidade estimula:

• O exercício da cidadania;

• A conscientização ambiental;

• A promoção da igualdade social;

• A identificação dos objetivos;

• O processo contínuo de aprendizado;

• O favorecimento dos relacionamentos;

• A responsabilidade compartilhada.

O Município de Brotas serve de exemplo para diversos municípios e vem desenvolvendo uma política de planejamento pautada na participação comunitária e isso é de extrema importância. No entanto, em diversos congressos, inclusive nos citados anteriormente, outros municípios vêm buscando traçar estratégias e diretrizes para o Planejamento, a fim de estruturar um desenvolvimento mais responsável da atividade turística.

Contudo, na visão de Butler (2002, p.101) temos que:

[...] a integração do desenvolvimento do turismo não seja concluída em muitas comunidades, assim como a conquista da sustentação é mais um objetivo do que uma realidade, na maioria das situações. Entretanto, é provável que tentativas sinceras de integração que incluam o envolvimento das comunidades locais sejam mais bem recebidas do que o desenvolvimento para o qual não são feitos esforços no sentido de se chegar a compatibilidade, se não simbiose, com os sistemas locais, ecológicos, econômicos e sociais. Ainda nos locais onde a sustentação não é um tema, um desenvolvimento que faz parte de uma comunidade geralmente tem mais um sucesso do que o desenvolvimento que é feito separadamente da comunidade. Em concordância com Magalhães (2000, p.145), em que a autora se refere que ao se propor o desenvolvimento responsável do turismo, ou seja, no sentido de indicar as possibilidades deste desenvolvimento ser viável nos princípios que regem a sustentabilidade da atividade, recomenda-se a resposta a nove questões de extrema importância, as quais expõem neste contexto:

1. A região apresenta potencialidade para o turismo?

2. Qual é a importância do turismo para a economia da região?

3. A comunidade tem noção do que seja a atividade turística?

4. A população aceita o desenvolvimento do turismo no município?

5. Existe mão-de-obra?

6. É possível treinar essa mão-de-obra?

7. Os investimentos necessários para melhorar a infra-estrutura turística se justificam em detrimento de outros?

8. O desenvolvimento do turismo no município pode competir com os municípios que apresentam os mesmo atributos

9. O município tem condições de promover medidas de proteção dos seus potenciais natural, histórico e cultural?

A partir disso, vemos a necessidade do planejamento e a gestão do turismo pautada em ações que busquem, apesar das dificuldades, uma integração entre as partes envolvidas no processo.

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4 METODOLOGIA

Em função dos objetivos propostos para a pesquisa, o estudo desenvolvido em Santa Cruz do Timbó e São Pedro do Timbó, procurou investigar o atual desenvolvimento do turismo, levando-se em consideração a visão dos atores sociais envolvidos nesse processo:

poder público municipal, sociedade civil organizada, iniciativa privada, bem como, membros da comunidade.

Essa visão pôde ser verificada por meio das entrevistas, cujas questões foram baseadas nos princípios da sustentabilidade, propostas pela OMT, nas dimensões sociais, culturais econômicas e ecológica/ambientais, além de outras questões que permitiram visualizar o desenvolvimento do turismo, fornecendo instrumentos e subsídios para um Planejamento do Turismo na região.

No processo de investigação, essa pesquisa foi considerada empírica, visto que,

“explora, descreve, explica e formula predições sobre os acontecimentos do mundo que nos cerca. Suas proposições serão confrontadas com os fatos e só terão validade se verificadas experimentalmente” (DENCKER, 2002 p.49-50).

A pesquisa empírica, nesse caso, teve uma abordagem quantitativa, no sentido em que as respostas dadas às perguntas, de caráter “fechadas”, foram quantificadas estatisticamente. E qualitativa, quando procuramos a compreensão e observação das atividades e o desenvolvimento do turismo, por meio da visão dos atores sociais envolvidos nele. Assim, pelo contato direto com os pesquisados, a observação participante foi necessária, a fim de compreender os fenômenos ocorridos durante a pesquisa.

Além disso, adotou-se o método de estudo de caso, podendo ser caracterizado, por sua utilização, quando “[...] o pesquisador tem pouco controle sobre os eventos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real”. (YIN, 2001, p. 19). E ainda, conforme Dencker (1998, p. 127), o estudo de caso “[...] é o estudo profundo exaustivo de determinados objetos ou situações. Permite o conhecimento em profundidade dos processos e relações sociais”.

Ressalta-se que a utilização do estudo de caso se fez pertinente, visto que o turismo na região escolhida é um fenômeno em ascensão e, necessariamente, a pesquisadora não possui nenhum controle sobre os fatos gerados por esse fenômeno, portanto esse método pôde contribuir para com o conhecimento dos processos que permearam a pesquisa.

Conforme figura 28, demonstra-se o fluxograma do processo de desenvolvimento utilizado nesta dissertação:

Figura 28: Fluxograma do processo de desenvolvimento da metodologia para a construção da dissertação.

Levantamento dos atores

Elaboração das Entrevistas

Pré-teste

Reformulação

Aplicação

Tabulação e Análise

Resultados

Elaboração do Relatório Final

Revisão Bibliográfica/

Fundamentação Teórica

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