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Procedimentos de coleta de dados

Inicialmente fez-se contato com as direções das escolas selecionadas, a fim de solicitar permissão para a realização do estudo. Após autorização dos diretores (Apêndice A), os professores pesquisados foram informados, por meio de um encontro com a pesquisadora, sobre o estudo e o questionário a ser respondido por eles. Foi também solicitada a ajuda do Supervisor Pedagógico das escolas para orientar na distribuição e no recolhimento do instrumento.

O questionário aos alunos do PAAT foi aplicado pela pesquisadora no horário de participação de cada aluno no Programa (Apêndice B). Foi solicitado aos alunos que refletissem antes de responder às questões do questionário, e a média de tempo para responder foi de aproximadamente 20 minutos, e houve a participação integral de todos os alunos pesquisados.

Antes da aplicação do questionário ao aluno talentoso, os pais foram informados do objetivo da pesquisa e tiveram a liberdade de autorizar ou não a participação do filho(a), assim como autorização para uso de imagem devidamente assinada pelos pais (Apêndice C).

No encontro com o diretor da escola regular frequentada pelos estudantes talentosos definiu-se o período de observação da pesquisadora na sala de aula, como também a provável data em que o questionário seria aplicado aos professores do ensino regular, assim como a aplicação posterior do teste sociométrico.

Os questionários dos professores da sala regular foram aplicados pela pesquisadora em uma sala organizada pela diretora, durante o horário de planejamento das atividades dos docentes, sendo que alguns deles preferiram responder ao questionário em casa.

Tanto o questionário aplicado aos alunos talentosos (Apêndice C) quanto o aplicado aos professores do ensino regular (Apêndice D) foram elaborados com base na concepção de Renzulli (2014) sobre superdotação acadêmica e criativo-produtiva.

O teste sociométrico (Apêndice E) foi aplicado no horário de aula do ensino regular dos alunos talentosos do PAAT, e a média de tempo para responder às perguntas do teste foi de aproximadamente 15 minutos. Aos alunos das turmas foi explicado que o teste se destinava a um trabalho de investigação, buscando-se motivar o grupo para a sua realização, garantindo a confidencialidade, e incentivando-os a responderem livremente e com sinceridade as questões solicitadas, como também foi explicado que apenas podiam escolher alunos da turma.

Esclarecemos que os dados colhidos com o teste foram registrados em uma matriz sociométrica/sociomatriz. Para determinar o sigilo dos nomes dos alunos talentosos pesquisados utilizamos números nas colunas correspondentes (Apêndices F, G, H e I).

Por meio do teste é possível compreender as escolhas dos alunos e eliminar as contrariedades ou conflitos que surgem no grupo. Uma simples troca de lugar pode ser o suficiente para integrar uma criança com dificuldades de integração no contexto da sala de aula. No trabalho de formação de equipes é essencial manter grupos pequenos com alunos de características e personalidades diversas. Esse tipo de trabalho promove o aumento de troca de informações e de vínculos de amizades, que pode ser facilitado se o professor tiver boa percepção das interações entre os alunos; agindo nos pontos críticos que podem ser observados em grupos fechados, as designadas “panelinhas”, que têm como consequência a exclusão ou discriminação do aluno no grupo.

O nosso objetivo ao aplicar o teste sociométrico foi de verificar como a participação dos talentosos se reflete em suas integrações na sala de aula regular. Parte-se do pressuposto

teórico de que a interação entre os alunos pode facilitar a aprendizagem, e a potencialidade da interação não enfoca apenas o processo cognitivo, mas também processos e mecanismos de caráter motivacional, afetivo e relacional. O teste auxiliou para comprovar as relações sociais e intelectuais observadas, estabelecidas entre os alunos considerados talentosos em relação aos colegas no contexto escolar. Segundo Moreno (1954 citado por ALVES, 1964), a sociometria não é obra de um indivíduo, mas o resultado de um esforço coletivo, em um clima favorável.

Para definir os resultados obtidos em inferiores e superiores em preferência à escolha de natureza acadêmica ou social aplicamos a seguinte fórmula, por orientação de Alves (1964):

A observação em classe ocorreu durante três meses no contexto da sala de aula regular, no recreio, e em atividades diversificadas ocorridas durante as observações, tais como: Semana Cultural, Festa Junina, atividades integradas ao dia a dia do estudante, Projeto Jovem Empreendedores e Semana de Avaliação.

As observações aconteceram em momentos diferenciados e de forma alternada, em diversos dias da semana, facilitando a pesquisadora a vivenciar todos os aspectos do ambiente pesquisado, como também a possibilidade de presenciar os conhecimentos de todas as áreas de conhecimento curricular do sétimo ano.

O Grupo focal, com perguntas dirigidas aos participantes, foi realizado com a finalidade de aprofundar dados coletados e/ou observados em relação aos estudantes que

apresentam talento em arte, sobre a temática: contribuição dos alunos talentosos em arte à turma, e vice-versa. Participaram três alunos talentosos em arte; dois alunos talentosos simultaneamente em arte e em matemática; dois alunos talentosos em matemática; e seis alunos do contexto da sala de aula regular desses alunos talentosos. A seleção dos integrantes do grupo foi aleatória. O debate foi gravado e, posteriormente, foi feita transcrição dos conteúdos relatados para melhor averiguação e compreensão dos dados. As informações obtidas no grupo de discussão reforçou e enriqueceu os outros dados obtidos.

Para avaliar o coeficiente de rendimento dos alunos talentosos em comparação aos demais alunos da classe regular fez-se a média em todas as disciplinas trabalhadas na turma regular dos alunos talentosos, incluindo e excluindo os talentosos.