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Programa de Avaliação Docente

No documento AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL (páginas 55-62)

as fragilidades em relação às metodologias de ensino e didáticas dos professores para ensinar os conceitos e a clareza de quais conceitos são estruturantes as diferentes disciplinas.

Ao analisar estes três anos, é possível reconhecer que o Programa de Avaliação Docente subsidia sobremaneira o Programa de Formação Continuada de Docente, visando alinhar avaliação e planejamento. Pode se dizer que ambos os Programas cumprem o propósito institucional de planejamento, execução e avaliação como um movimento contínuo e se constituem em possibilidades de gerar inovação. Em específico, é possível reconhecer que os resultados dos respectivos subprogramas de avaliação institucional precisam continuar a ser ferramentas de Gestão para a qualificação dos processos acadêmicos.

O processo de elaboração e revisão dos projetos pedagógicos atendeu ao calendário trianual institucional, em sintonia com o calendário do SINAES. Estava previsto, segundo o referido calendário, a reformulação de 11 projetos pedagógicos, pertencentes ao Grupo 3, quais sejam:

Modalidade presencial: Bacharelados em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social: Publicidade e Propaganda, Design, Direito, Jornalismo e Psicologia;

Modalidade EaD: Bacharelado em Administração e Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais e em Gestão Comercial.

Desta previsão, foram efetivadas as reformulações dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas. Estes três Cursos adotaram 20% da sua carga horária na modalidade da educação a distância, conforme possibilita a Portaria MEC nº 1.134/2016. Em atendimento ao que prevê o PDI 2015/2019, na Política do Ensino de Graduação, estes três Cursos constituíram o Núcleo Comum da Área de Ciências Sociais Aplicadas (NCCSA), que integra a oferta de 11 (onze) disciplinas comuns entre os referidos Cursos do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação (DACEC), totalizando 660 horas. Além das disciplinas do NCCSA, ficaram 03 (três) disciplinas comuns entre os Cursos de Administração e Ciências Contábeis, totalizando 180 horas e 04 (quatro) disciplinas comuns entre os Cursos de Administração e Ciências Econômicas, totalizando 240 horas.

Tanto a elaboração quanto a revisão de projetos pedagógicos realizados em 2017 foram tramitadas por meio do sistema do PPC SIE WEB, finalizado em 2016 pela Coordenadoria de Informática. Os PPCs que haviam sido revisados em 2016 também foram inseridos no referido sistema.

Também decorrentes dos resultados dos processos avaliativos, foram desenvolvidas ações

para a qualificação do Ensino de Graduação, como por exemplo, melhorias no processo de

matrícula, processo de formatura, por meio de normativas que estabelecem critérios de

formatura, dentre outras adequações visando a qualificação do fazer institucional.

Figura 9. Fluxograma do Programa de Avaliação Docente.

Para compreender este Programa, faz-se necessário contextualizá-lo referindo-se ao SINAES que, segundo as Diretrizes para a Avaliação das Instituições de Educação Superior (BRASIL, 2004), está ancorado em uma concepção de avaliação comprometida com a melhoria da qualidade e da relevância das atividades de cada uma e do conjunto das instituições educacionais.

Por sua característica global, abrangência nacional e seu objetivo de aperfeiçoamento das atividades acadêmicas, o SINAES recupera as finalidades essenciais da avaliação, ultrapassando, por exemplo, a simples preocupação com desempenhos ou rendimentos estudantis, buscando os significados mais amplos da formação profissional.

Com base nestes pressupostos, o Programa de Avaliação Docente constitui-se em estratégia para fomentar e alimentar os processos de regulação da Universidade. O objetivo é a integração e uso dos resultados avaliativos, no âmbito interno e externo, visando a constante qualificação do ensino e aprendizagem do estudante e a contribuição à condição humana por meio da formação acadêmica, da Pesquisa, da Extensão e da Cultura.

Resultados e Discussões

A Avaliação das Disciplinas, realizada pelos estudantes dos Cursos de Graduação da UNIJUÍ, no 1º e 2º semestres de 2017, modalidades Presencial e EaD, contaram com a participação dos estudantes conforme mostra o Quadro 4.

No primeiro semestre, modalidade presencial, os Cursos que atingiram ou ultrapassaram a

meta institucional, de 70% de respondentes, foram: Ciência da Computação (Santa Rosa),

Engenharia Química (Ijuí), Matemática (Ijuí) e Farmácia (Ijuí). E, no segundo semestre, Engenharia

Química (Ijuí) e Matemática (Ijuí). Os demais oscilaram entro 40% a 69%.

Quadro 4. Participação dos estudantes na Avaliação das Disciplinas em 2017.

MODALIDADE SEMESTRE PERÍODO ADESÃO

Disciplinas Presenciais

1º A partir de 22 de maio

7.541 estudantes 3.953 respondentes

52%

2º A partir de 23 de outubro

7.014 estudantes 3.340 respondentes

48%

Disciplinas EaD

1º A partir de 22 de maio

245 estudantes 97 respondentes

40%

2º A partir de 23 de outubro

191 estudantes 45 respondentes

24 %

Considerando que a avaliação é entendida como processo, em 2017 foram realizados ajustes no Sistema, dentre eles, na aplicação da avaliação das disciplinas, que passa a ser disponibilizada, no portal do estudante, quando este tiver agenda transcorrida entre 70% e 90%

das aulas; melhorias nos relatórios; disponibilização dos relatórios na Web; criados gráficos por disciplina.

Assim, a partir do ano de 2017 o processo de avaliação das disciplinas segue um fluxo contínuo visando contemplar as disciplinas de 2, 3 e 8 créditos e as disciplinas concentradas.

Nas palavras da professora Cristina Pozzobon, Vice-Reitora de Graduação, “...embora não tenhamos atingido a meta institucional de 70% da avaliação das disciplinas, considera-se 52% de participação dos estudantes um percentual significativo para gerar indicativos para a constante qualificação dos Cursos de Graduação da UNIJUÍ e da Instituição, quer seja por meio de criação de políticas, bem como em melhorias em processos e ações institucionais, que impactem na sala de aula. No entanto, permanece o desafio de atingirmos a meta de 70% estabelecida no PDI 2015/2019” (Informativo VRG Nº 05, junho de 2017).

No segundo semestre de 2017, 48% dos estudantes responderam o instrumento de Avaliação das Disciplinas, na modalidade presencial e 24% na modalidade EaD. Embora tenha sido realizada um conjunto de estratégias para elevar o percentual de participação dos estudantes, percebe-se, na Figura 10, que desde 1º semestre de 2015, que alcançou 60% está havendo baixa nesses percentuais, oscilando entre os semestres.

No segundo semestre, foram disponibilizados aos gestores gráficos por disciplina, bem como relatórios parciais com o percentual de participação dos estudantes na avaliação das disciplinas por turma, a exemplo do que existe por Departamento e por Curso.

A Figura 10 mostra o percentual de participação dos estudantes por Departamento, na modalidade presencial, relativa ao primeiro e segundo semestres dos seis Departamentos.

Percebe-se no gráfico da Figura 10 que no Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis,

Econômicas e da Comunicação (DACEC) e no Departamento de Ciências da Vida (DCVida) no

segundo semestre houve um incremento na participação dos estudantes em relação à

participação dos mesmos no primeiro semestre, enquanto que nos demais Departamentos o

percentual foi menor.

Figura 10. Percentual de estudantes respondentes à Avaliação das Disciplinas – 2017.

Das discussões realizadas em reuniões da CPA várias análises são possíveis para identificar as razões de não participação da totalidade dos estudantes, uma delas no segundo semestre diz respeito a mudança no formato da avaliação, pois as estratégias implementadas no segundo semestre não elevaram o número de respondentes ao instrumento neste momento avaliativo.

Assim, reforça-se cada vez mais a importância da discussão e implementação de novas estratégias, dentre elas o esforço coletivo para atingir a meta institucional de 70% de respondentes.

Da análise dos dados institucionais coletados a partir dos resultados da avaliação realizada pelos estudantes, no primeiro e segundo semestres de 2017, do conjunto de questões avaliadas, percebe-se uma avaliação geral positiva, na maioria das vezes alcançando a média de aproximadamente 70% no que diz respeito aos aspectos relacionados à disciplina e ao professor nas diferentes questões do instrumento. Considerando os resultados da Avaliação das Disciplinas, no primeiro e segundo semestres de 2017, apresentam-se alguns dados que refletem o olhar do estudante (Figuras 11 a 13).

Questão. Com relação ao meu processo de aprendizagem nesta disciplina estou conseguindo ter a compreensão do conteúdo conforme previsto no Plano de Ensino?

Figura 11. Resultados da Avaliação das Disciplinas pelos estudantes no 1º e 2º semestres de 2017.

Questão. Os procedimentos e as metodologias que orientam a ação do professor em sala de aula viabilizam a sua aprendizagem nesta disciplina?

Figura 12. Resultados da Avaliação das Disciplinas pelos estudantes no 1º e 2º semestres de 2017.

Questão. O professor fomenta situações de aprendizado que levem a problematização da relação teoria e prática?

Figura 13. Resultados da Avaliação das Disciplinas pelos estudantes 1º e 2º Semestres de 2017.

Na análise, chama a atenção que os Cursos que atingiram a meta institucional são aqueles que convidam a CPA para interagir com os estudantes, na Acolhida aos Calouros e outros eventos.

Então, é possível inferir que um maior conhecimento do papel da avaliação na Universidade e o impacto da participação dos estudantes nesses processos geram melhorias na qualidade do ensino e aprendizagem pode ser um dos fatores que interfiram na motivação do estudante a avaliar.

Assim, reitera-se a compreensão da CPA de que os coordenadores e professores são os principais agentes de sensibilização dos estudantes para a avaliação, demonstrando o que é a avaliação e seus resultados.

Os gráficos das Figuras 14 e 15 demonstram a série histórica relativa a Avaliação das Disciplinas no período de 2014 até 2017, nas modalidades Presencial e EaD, conforme segue.

Com relação ao subprograma Autoavaliação Docente, a CPA reconhece que os resultados

do instrumento de pesquisa aplicado em janeiro e fevereiro de 2016, que avaliou o período 2014-

2015, possibilitou aos gestores conhecer a percepção do professor em relação às dimensões do

planejamento do Curso, do Departamento e da Instituição, quer seja em adequações ou melhorias de políticas e processos institucionais, bem como de identificação de ações necessárias.

Figura 14. Percentual de participação dos estudantes na Avaliação das Disciplinas de 2014-2017, Modalidade Presencial.

Figura 15. Percentual de participação dos estudantes na Avaliação das Disciplinas de 2014 – 2017, Modalidade EaD.

Uma das atribuições do NDE a cada semestre é realizar Análises dos Planos de Ensino das disciplinas que compõem o semestre letivo, processo este que está contribuindo para o planejamento das atividades da disciplina e do Curso, tendo olhar integral do semestre.

O subprograma Avaliação pelo Comitê de Gestão tem a atribuição de a partir dos pareceres do NDE planejar as ações atinentes ao Curso e ao Departamento buscando indicativos para a tomada de decisão do Departamento. Observa-se diferentes formas de execução deste subprograma pelos Departamentos. Assim, o desafio é a revisão do Programa de Avaliação Docente que tem o objetivo de adequar as indicações apontadas pelo NDE, sendo que esta é uma delas.

0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

1º Sem.

2014

2º Sem.

2014

1º Sem.

2015

2º Sem.

2015

1º Sem.

2016

2º Sem.

2016

1º Sem.

2017

2º Sem.

2017 44%

54%

60%

51% 54%

51% 52%

48%

0%

10%

20%

30%

40%

50%

1º Sem.

2014

2º Sem.

2014

1º Sem.

2015

2º Sem.

2015

1º Sem.

2016

2º Sem.

2016

1º Sem.

2017

2º Sem.

2017

45% 47%

37%

29%

33%

44% 40%

24%

Programa de Avaliação Docente x Avaliação Externa

A CPA, em debates realizados em suas reuniões de meta avaliação do ciclo avaliativo 2015- 2017 observa que houve uma evolução nas políticas e ações da Universidade no que concerne à valorização da cultura de avaliação, por meio do uso de indicadores de avaliação, quer seja dos processos internos (CPA), quanto externos (MEC).

A incorporação das diretrizes e metas da avaliação Institucional no PDI 2015-2019 é um exemplo da decisão política da Instituição de alinhar planejamento, execução e avaliação. As adequações que foram feitas no Programa de Avaliação Docente e seus respectivos Programas, no que se refere às questões operacionais e de conteúdo, já mencionadas neste relatório, as estratégias de divulgação do Programa junto a gestores, professores e estudantes, estão demonstrando resultados positivos, quer seja, na revisão do PPCs dos Cursos, atendendo o ciclo avaliativo do ENADE, em que o Curso utiliza os dados internos e externos para decisão de revisão ou não do Projeto e utiliza os dados coletados para a revisão do PPC, quando realizada.

Pode se dizer, também, que nos últimos três anos os resultados da avaliação interna possibilitaram bons índices na avaliação externa, por exemplo, no ENADE, os Cursos oscilaram entre os conceitos 3 e 4, e nos processos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento entre 4 e 5. (Relatório de Autoavaliação 2015 e 2016).

A consolidação do Programa de Formação Continuada, com os cinco subprogramas de avaliação constitui-se em um dos resultados da avaliação, uma vez que este Programa foi criado a partir de indicativos dos pareceres do NDE, e dos colegiados de Curso, os quais também indicam temáticas para o desenvolvimento dos eventos de Formação Continuada aos Docentes.

Ao analisar os pareceres dos NDEs buscou-se identificar o quanto os resultados anteriormente apresentados foram considerados. Ao iniciar a análise é importante mencionar a estratégia da VRG/CPA de, anualmente, encaminhar aos coordenadores de NDE e de Curso o cronograma de atividades contendo as diretrizes para análise e elaboração do parecer do NDE sobre o Programa de Avaliação Docente com seus respectivos subprogramas.

Considerando a diversidade de áreas do conhecimento e de concepções de avaliação, observa-se formas ainda muito diversas de análise nos pareceres dos NDEs. Há aqueles que organizam os resultados a partir dos dados gerados pelo SIE, construindo planilhas em Excel, que permitem a comparação dos resultados por disciplina e a utilização destes dados para o planejamento do Curso e a distribuição de disciplinas no semestre seguinte. Outros NDEs descrevem o que constam nos dados quantitativos e apresentam indicativos gerais.

A CPA e a VRG reconhecem que parte dos NDEs apresenta em seus pareceres análises aprofundadas e com indicativos para o planejamento e a tomada de decisão quer seja nos processos acadêmicos, quanto administrativos. A CPA entende que houve uma evolução do uso dos dados avaliativos deste instrumento, pelos coordenadores de Curso e chefes de Departamento, para o planejamento e execução de ações evidenciado por melhorias no Curso e no Departamento.

Quanto a Análise dos Planos de Ensino percebe-se um amadurecimento do corpo docente e dos estudantes no sentido da compreensão desse instrumento como um contrato entre a Universidade, o professor e o estudante para orientar o desenvolvimento e acompanhamento das atividades da disciplina no semestre.

A CPA e a VRG entendem que os subprogramas de Avaliação das Disciplinas pelos

Estudantes, Autoavaliação Docente e Avaliação dos Planos de Ensino são processos que estão cada

tem a sua estratégia de realização deste processo, mas isto gera dúvidas e ações diferenciadas, que não se entende como problema, no entanto, estas questões precisam ser esclarecidas e definidas no coletivo para que haja um entendimento institucional dos objetivos deste subprograma.

Esta análise é importante para alcançar a meta institucional de 70% dos estudantes, na avaliação das disciplinas e 100% dos professores na autoavaliação docente e, em torno de 70% nos demais instrumentos aplicados, tanto internamente, quanto externamente. Para contribuir neste argumento, recorrermos a passagem de Silva (2011, p. 32) no documento que cria o Programa de Avaliação Docente.

Não somente os professores, mas todos àqueles implicados no ato formativo precisam implicar-se com a totalidade da vida universitária. É nela que reside o motivo fundamental do encontro em que se estabelece e se funda o intermédio cultural que refunda a vida dos estudantes e dos professores. É inegável que os estágios de compreensão e formação em que se situam educadores e educandos no interior do contexto avaliativo são muito diferenciados no interior da cultura universitária, o que, no entanto, não exime de nenhuma forma a participação de ambos no processo. Equivocado seria pensar que se faz Universidade democrática sem ouvir, consultar os estudantes, professores, gestores, comunidade externa e as suas formas de ver e compreender o mundo, assumindo-os como sujeitos do processo. De outra forma, reducionista seria se não considerássemos os limites do próprio ato de avaliar e julgar feito pelos estudantes independentemente de certas configurações sociais, históricas, científicas e filosóficas específicas.

É nessa concepção de diálogo, pluralidade e implicação de todos os sujeitos que fazem a

Universidade que a CPA sustenta a sua atuação na condução dos processos avaliativos da UNIJUÍ.

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