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CENTRAIS PRIVATIVAS DE COMUTAÇÃO TELEFÔNICA – CPCT

Soares Neto & Carvalho (1999, p. 74) define as CPCTs como sendo centrais de comutação de pequeno porte, destinadas a atender pequenas, médias e grandes empresas, condomínios, bancos, hospitais, hotéis, motéis e até residências.

O autor afirma ainda, que as CPCTs são equipamentos particulares com possibilidade de otimizar as comunicações e gerenciar o fluxo de ligações nas centrais públicas.

Como o próprio nome diz, elas são de propriedade particular, mas devem estar de acordo com as normas e especificações da UIT-T para que possam ser interligadas às centrais públicas.

As CPCTs otimizam a comunicação interna de uma empresa sem que o usuário tenha que pagar tarifa à concessionária, já que a comutação é feita no equipamento instalado em suas próprias dependências.

Além de proporcionar sigilo absoluto nas conversações, conforto e agilidade nas comunicações, elas também contribuem para o não- congestionamento do tráfego telefônico nas centrais públicas.

Por ser um equipamento microprocessado, os fabricantes incorporam-lhe funções e facilidades programáveis, como alarme, despertador, siga-me, não- perturbe etc.

Geralmente, as CPCTs são do tipo PABX, possuindo linhas que as interligam à.

central pública e linhas que interligam um número limitado e distribuído de aparelhos telefônicos. As primeiras são denominadas de Linhas Externas ou Linhas Troncos e as últimas de Linhas Internas ou Ramais (SOARES NETO &

CARVALHO, 1999, p. 75).

Vale, ainda, ratificar Soares Neto & Carvalho (1999, p. 76, 77) quando estes afirmam que devido à evolução tecnológica, surgiram diversos tipos de centrais privadas, cada uma com suas características diversas para atender a diferentes tipos de funções. Os autores descrevem alguns tipos de centrais privadas que foram ou estão sendo utilizados atualmente.

A central KS (Key Sistem – sistema de chave) em que a comutação é feita por aparelhos com teclas luminosas, de pequena capacidade e demandam um grande volume de fios.

A central PBX (Private Branch eXchange - troca de ramais privados), também central privada de comutação em que o usuário não tem o controle das ligações, sendo estas realizadas via telefonista que, de mesma forma, para receber uma chamada, primeiro atende.

A central PAX (Private Automatic eXchange – troca automática de ramais), usada apenas para comunicação interna, tem aplicação em condomínios, substituindo os sistemas de interfonia.

A Central PABX (Private Automatic Branch eXchange - troca automática de ramais privados), que é também privada, destinada a pequenos comércios, empresas, hotéis e residências, com o objetivo de agilizar e dinamizar as ligações internas e externas.

Figura 16: PABX

(Fonte: adaptado de SOARES NETO & CARVALHO, 1999, p. 74)

A central PABX faz a concentração de linhas externas (Troncos) para um grupo maior de terminais telefônicos (Ramais) e gerencia todo o tráfego interno e externo automaticamente. Cada ramal pode ser programado com uma categoria, permitindo, ou não, o acesso à rede pública e com certa restrição. Podem ser programados os atendedores ou grupos.

Permite a interligação de aparelhos telefônicos comuns, de teclas ou disco, decádicos ou multifrequenciais, aparelhos sem fio, fax, equipamento terminal de dados (microcomputadores), por meio de MODEM e até porteiro eletrônico.

Outro diferencial de um Micro PABX é que ele utiliza sempre matriz de comutação analógica10 e o controle é feito, geralmente, por um microcontrolador (SOARES NETO &

CARVALHO, 1999, p. 76).

Os serviços que o PABX possui em seu sistema com o propósito de oferecer funcionalidade, agilidade e segurança ao usuário são: (i) transferência; (ii) conferência; (iii) consulta; (iv) captura; (v) desvio; (vi) cadeado; (vii) rechamada; (viii) música de espera; (ix) agenda; (x) bilhetagem, etc.

Algumas evoluções da central PABX são a central híbrida que se trata de um PABX que incorpora facilidades de um sistema KS, permite o uso limitado de aparelhos telefônicos eletrônicos com conjunto de teclas programadas e/ou programáveis e visor do tipo cristal líquido

10 Uma matriz de comutação analógica é um equipamento capaz de conectar eletricamente dois pontos (no caso da telefonia, dois assinantes) (Fonte: ALONSO, Rafael. Mania Celular. Disponível em:

<http://www.maniacelular.com.br/site/pag_grossario.html>. Acesso em 1º jul. 2010)

ou LED (SOARES NETO & CARVALHO, 1999, p. 77). E a central híbrido-digital, equipamento PABX mais avançado, conseqüentemente, mais inteligente (microprocessados) para monitoração e controle eficiente das comunicações empresariais, além de uma série de facilidades adicionais, como correio de voz, distribuição automática de chamadas, atendimento e mensagens digitais etc.

Estas centrais ainda são caras para pequenos empreendimentos, sendo recomendados às médias e grandes empresas (SOARES NETO & CARVALHO, 1999, p. 77).

4.2.1 Tipos de PABX

É notório que as centrais PABX vêm ganhando seu espaço nas telecomunicações de uma forma expressiva, devido aos baixos preços de linhas telefônicas, serviços oferecidos pelas operadoras de telefonia e a concorrência entre os fabricantes, que lançam equipamentos cada vez mais sofisticados.

4.2.1.1 PABX Híbrido

Soares Neto & Carvalho (1999, p. 77) definem que as centrais PABX Híbridas incorporam facilidades de um sistema KS. Segundo os autores (op cit) este tipo de central permite o uso limitado de aparelhos telefônicos eletrônicos com conjunto de teclas programadas e/ou programáveis possuindo um visor do tipo cristal líquido ou LED. Este serviço disponibilizado indica a condição de tráfego dos troncos e ramais (ocupados ou livres). A comutação neste tipo de central é analógica.

4.2.1.2 PABX Híbrido - Digital

São centrais mais avançadas, que utilizam aparelhos inteligentes (microprocessados) para monitoração e controle eficiente das comunicações empresariais. Este tipo de equipamento pode incorporar várias séries de facilidades adicionais (correio de voz, distribuição automática de chamadas, atendimento e mensagens digitais etc.), utilizam matriz de comutação digital com

tecnologia CPA-T11 (Controle por Programa Armazenado - Temporal), permitindo a comunicação de voz e dados nos ramais, a uma velocidade de 64 Kbits/s. O PABX digital constitui uma rede local com funções de uma RDSI (Rede Digital de Serviços Integrados). Ainda são caros para pequenos empreendimentos, sendo recomendados às médias e grandes empresas (SOARES NETO & CARVALHO, 1999, p. 77).

Figura 17: PABX Híbrido Digital (Fonte: Adaptado de Pinheiro, 2004)

4.2.1.3 PABX-IP

Fábio Márcio em seu artigo sobre Centrais, descreve um tutorial de PABX-IP, e, segundo o autor, este equipamento é um completo sistema de comunicações que integra telefones, computadores, rede LAN e a Internet em uma única plataforma. Este sistema tem as funcionalidades de correio de voz, correio eletrônico, atendimento automático, Unidade de Resposta Audível (URA), Distribuição Automática de Chamadas (DAC), integração entre telefonia e computadores. Oferece, pois, muito mais do que qualquer outro sistema telefônico convencional (PABX) disponível no mercado, fornecendo conectividade com a rede pública de telefonia comutada (STFC – Serviço Telefônico Fixo Comutado), com a sua rede privada de dados (LAN) e com a Internet, o que representa um grande avanço para qualquer empresa em

11 CPA-T: Central telefônica que opera através de programa armazenado em sua memória. Em geral, são centrais com sistemas digitais controlados por computadores de alta capacidade de processamento. A designação T indica comutação temporal.

relação aos sistemas PABX´s tradicionais, permitindo implementar comunicações a custo zero para as filiais, fornecedores e para clientes potenciais.

Devido à alta tecnologia que o PABX-IP possui, o equipamento apresenta serviços e facilidades que mostram seu diferencial em relação aos outros sistemas de telecomunicações convencionais. Uma vantagem é que o sistema é baseado em software, permitindo ser facilmente atualizado, possui flexibilidade em sua rede física, o que permite remanejar qualquer ramal do seu sistema, simplesmente movendo sua conexão. A economia surge como ponto importante, devido à facilidade de se comunicar com qualquer telefone e ramais de uma empresa, utilizando- se a internet sem custo adicional. A compatibilidade torna-se importante porque agrega o funcionamento em conjunto de telefones analógicos e telefones IPs.

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