• Nenhum resultado encontrado

MEti SAL EM '1970

(C r$)

P O PUL A Ç~O ECO H ~ M I I

SETQR SETJR

· c

AME N

r

E A

r

1

v

i\ j A

c

~.f_'c_o_L_A

__

-+ _ _ N_A_o_-_P,_G,_R_r_c

_o

_L_-'\ __ _

% da

I

% d a

i

% da

l

% d a % da

I

% d ,'f

Po;:-;u1 açã0! Renda lPoou1açã:)l Renda PopuLJçãol Rcnd3

~·Je n hUJ-:J a

••• •••••••••••

11 ~ 7

1

1

1

n, a

11 20 , 1 1, O,J 5, 1

I

1 :) ~): ~ ~·~

: : : : : : : : : : : :

~ ;.: ~ ! ~:i ~·~: j : ~~ : ~ ~ ~ :~ I

1

s

1

~

2 n :} • • • • • • • • • • • • 1

s ,

6 1 1 0 , 6 1

a , o

1 6 , 3

z ~ ', . ~~ -

1

281- 251) . . . l-?,5 3,9 1,7 3,7 v '";

2 5 1 ~

SOJ ... . . 1LI,6 21,2 4,6 15,') 22,7

I

)•')1··1 .C)J8 . . . 5,J 17,1 1,0 7,2 9! 7

~:·.J l~ ?. 1!}() · · • • · • · · · 2,2 13~:1 1,3 413 3,8

2 QCjl otJ r.1ai s •.••••••••

l, n j · ·

20,1 rJ, 1 (.,4 1, 7

o, a

3 ' J_.

3,6 9,3 3,9 22,6 19,3 1

4 ' 3

23 ,1 - · - - -_-...._,.. __ - --- - -- - -·- ---···--- - -·- ---,--- - - . . . j f - - ---·--·-·- - - -

·-·· .. ..• I

t~:-:~ji a t: t~? •• · 1.~,·

... .

f1êdi G U!.~$/anc •.•.•.••

Coefici unta ~e Gini •...

2s(·1 1

6 79 1

J, 6 3

I

10713 282

0,53

,.;w7· .. _.,._.

: l i ;· t·

J92 1,58

--~---~---f

(a) convcrs~o com base na taxa ~e pari dade ~e 1350 , multi alicada pelo defl ator de oreços Jo P18 im9 lfcita: Cr$ 4,55

FONTE: FISHLOW, Albert . A di stri bu i ç~o de renda no Brasil. In : TOLIPAN, Ricardo

T i >lf L L I , ;\. r t h u r C a r 1 o s . !~ c o n t r o v é r s ~s o b r e d i s t r i b u i ç

ã

o de r e n da e d e s e n v o 1 '1'H :1to. Rio de Janeiro, Zahar Ed . , 197S . 1 59~R1 .

w

Cl

DIFERENCtAL DE RENDA ENTRE MIGRANTES, POR TEMPO DE RESIDtNCIA E NATIVOS - REGIAO METROPOLITANA DO RIO DE JANE IRO - 1970

DIFERENC IAL

(*)

FAIXA DE RENDA Migrantes por tempo de residência

11 G RA N TE S

Cr$ f - -·

0-5

anos 6-10 anos 1 1 anos e mais

1

-

1

o o ...

6,

o

1 1,84 - 1 ,

o

8 1 ~ 4 3 1

o

1

..

200

. ...

1 2 , 1 9 9,08 1 , 8 8 5 ~98

2

o

1

-

500

...

-5, 1 3 -0,40 1 , 3 7 ~ o

, ao

501

-

1000

... -6,53

-4

,

!1 1 -0,02 -2,59

1

o o

1 e mais

...

-4, 81

-3,58

8,92 - 1 ' lf 3 S ClT remuneraçao

- .... -0 ,55 -O,'i7

- 1 , 2 5 -0 ~ 97

Sen· declaração

...

- 1 , 1 8 -1 , 76 - 1 , 82 - 1 '6 2

--

Coeficiente de desi-

gualdade

...

18,20 10,92 , J, ' 1 "1 I 7, 4 1

FONTE: IBGE - Censo Demogr~fico 1970 - Tabulaç~es especiais para o Minis tério do Interior.

(*) Ver apêndice metodológico

E NATIVOS - NOCLEO DA REG!~O ~ETROPOLITANA D0 RIO DE J~NEIR0-197~

- - -· - - -· ---· -

l

DIFERENCi i~L (*)

F,; I XAS DE REr.JDi\

(Cr$)

~~ -;~~ TEt~P-0

_D_E __ R_E_S_f -Dt-N·.-C-1 A-..---

1

· Mtgrantes

O ,.. ~ ln ·11 anos e .

- ~> anos o- ,, q nos rna l

5 j

---+l---~---4---+---

l ·~ 1'!0 ••• ••••• 11 ,25 4p24 0,68 3,8·}

lCJl ?G~ ...

I

19,56 13,911 4,49 9,51

2Jl - 500 ••••••••• I - 11,36 -3,93 -0,92 - 3 ,9~

l:~ :r~m:~!L~~~:::::: I ~TH :U! :~;H : U~

S3m declaraç~o . ... .. 1 1,78 -2,32 -2,23 -2,11

--·-

-·---·--~--···---1--

Coeflclente de desi -

j

gua 1 da da • . . • • • . . . .

I

3 ~ :) 3 --· ' .,. ~ I

5,9 0

1 3 ' 3 1

_ _ _ _ _ _ ,L __

FONTE: IBGE - Censo Demogr~fico 1971 - t~bu13ç~es especiais P!

ra o ~lt inistêrio do Interior

NOTA: N~cleo- Atual m~nicfpio do Rio de Janeiro, Estado da Gua nabara em 1970.

(*) Ver apêndice metodológico

DIFERENCIAL DE RENDA ENTRE MIGRANTES, ?OR TEMPO DE RESI DtNCIA

E í·~ A T I V O S - ? E R I F E R LC\ ~ 1'"~. R E G I r-, O H E T R O P O L I"T A N P. D 1 ~~ I O :; E J A N E I R O

FAIXAS DE HENDA · (Cr$)

1 l

o o • .•••...

1 ~ 1 - 200 •. . . . 2 J 1 - 501 . . o • • • • • • 5J l

1 ·J ') 1

- 1

o

1

.

~ . . . . e ma r s • . . • . . . • .

.

-

Sem remuneraç00 ...

S "'m -u o·~:·-~ e · IL':A.-·-tt.t\.~-:~~-v n.A p.% A ~~:·· ..• • ., • • • •

Coeficiente de desi - gua 1 dadt; .. . . .

FONTE: IDU GE - r•.,JI n•- no sn •.,; n:.J e~ m' ' "•" nn;;/ r~f"'.:..1 t c~ r J )0. .J ] 0

DI F':RE:~C I {\L (*)

··31 ::2

4 ,9 2

2 s 7 .)

1 ; Q 9

"' 1s21

-- --- · - - -· ---'--

·-···--~·

· --

T2bulaç3es especiais

ra o Hinist~ri o do !ntarior

NOTA: Periferia - Municfpios de: Niter6i, Petr5po1is~ ?aracnmbi, Marrc~J Ou

que de Caxi:Js, ltagu3f, r~ova Iguaçu, S]Õ.

Gonçalo, Sã/") João de t~eriti, i'-1ag~ e lta- h'Jra

r.

(*) Ver apêncide rretodológico.

w w

4 - NTVEIS DE VIDA DOMICILIAR DOS GRUPOS MIGRANTES E NAO MIGRAN- TES NA REGIAO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO. UM ESTUDO EX PLORATORIO CENSITARIO, INTRAMETROPOLITANO

4.1 - Esclarecimentos

Este trabalho apresenta uma limita çao comum àqueles que recorrem as inform~ções censitárias, qual seja, a rigidez conceitual. Este trabalho apresenta uma timitação comum ~queles que recorrem às informaç~es censitárias, qual seja, a rigidez conceitual. Esta limitação~ maior, uma vez que o te ma "nfveis de vida" exige percepção vivenciada quer para delimit!!_

ção dos Indicadores pr6prlo para hierarquizar nfveis, quer ·. para mtnimlzar n simplificação do que 11sej a "vida••, aspectos estes pl5:., nos de significados objetivos e compreens~es simb61icas particul!!_

r e s.

O tema

ê

aqui referido auma unidade analftlca especffica, a dos domicí-lios particulares permanentes, e as dimen- sões referidas a níveis de vida são as utilidades destes domicílios apreen~.i­

das pelo inquérito censitário. Já a condição migratória dos domicílios é refe renciada àquela dos chefes de .. famílias. Alguma r~ferência é também feita aos rendimentos sendo que, neste caso, passa-se a ter como unidade de análise os indivfduos.

Têm-se, portanto, o seauinte esqu5:..

ma conceitual , de acordo com os registros censitários:

- chefe de famíli -=1 - "pessoa lta11(B);

responsável peJa famí

(8) VIII RECENSEAMENTO GERAL - 1970. Censo Demográfico, Rio de Ja neiro, IBGE.

lha-se:

-domicílios particulares permanentes- aqueles "ha bitados por, no máximo, três famílias" e cons- truídos para fins residenci a is. A pesquisa ce_!!

sit5ri ~ limitou-se a explorar as características destes domicílios.

Em relação a estes domicílios de ta

-acessibilidade a rádio, geladeira, televisão e au tomóvel (3)

Complementou-se a análise com info~

maç~es econ6micas sobre a população municipa l, fixando- se na pa~

cela de mais baixa renda, isto é, os que em 1970 percebiam menos de Cr$ 200, 00 mensais, considerando-se que o sal á ri o mínimo era de Cr$ 187,20 à epoca do Censo de 1970.

veis, perfi lar os

.. .

n i V e i S

Pretende-se, através daquelas variá de vi da domici 1 iar das subpopulações m~

grantes e n~o migrantes , a fim de identifica r regularidades e di~

crepâncias de situações ao se controlar o local de residência, no caso os municípios componentes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A condição migrat6ria é assim defi

n i da:

migrante - não natural do município de residência ou em que foi recenseado em 1970, com até 10 anos de residência;

(9) •tndagou-se sobre a existência destas utilidades domésticas considerando-se os rádios de pilha e excluindo-se as caixas construídas para depósito de gelo, com fins de refrigeração , conhecidas como ••geladeira a gelo" 11pela primeira vez nos censos brasileiros investigou-se se os moradores do domi cílio dispunham de automóvel. Foram feitas recomendações P2_

ra não serem considerados os automóveis de uso profissional 11- in: Vl~l RECENSEAMENTO GERAL- 1970. Censo Demográfico. Riode Janeiro, IBGE.

nao migranta - natural ou nativo e nao natural com mais de 10 anos de re~ldincia.

Em outros trabalhos discute-se a propriedade deste quadro conceitual, sendo a marca - 10 anos - ar bitrariamente selecionada como medida de aculturaç~o e justaposi

- - - (10)

çao de condiçoes entre as duas subpopulaçoes

,;.,. hipótese central do ·trabalho e que os diferenciais entre migrantes e não migrantes guardam uma relação direta com o grau de desenvolvimento do local de residên c i a . Defende- se, po i s, a fors;a dl!terminànte deste

pecto - loca l de resi dênci a - que expressaria uma rede de

as condi

ç~es objet i ~as complexas- a configuraç~o espacial do mente.

desenvolvi

Contudo, à medida que aquelas condl

ç~es objetivas n~o são objeto de maiores referênci as,fica-se com um mapeamento de situações servindo de insumo a outros trdba lhos.

Espera-se que, independent8mente dé

condiç~o migratória, o gradi ente de vida domiciliar, como aqui de finido, tenha uma regul aridade intrTnseca. Por ilustração, esp~

ra-se que, nos municTpios em que se observe a mais alta propor- ção de mtgrantes de baixa renda, aT tambim se encontrar~ a mais al~a proporção de não migrantes de mais baixa renda.

(tO) ver CASTRO, Mary ~t ali i . Mudan'lis na C'li!l.P2Siç~o do en;p ~~~o e n ~ d.l ~ t r i b ~I t ~J o çJ ü r e n

a

a • E f e i t o ~ ~ Q

u

r~ a • 0' i g r a ç o e

.s . .

!.!.!.te~:~· Rio de Janeiro- SERFHAU/BNH e OIT, 1975.

v f:~_:: ___

!

E.!2:.:. ~~':.':_.C A S T R O , H a r y . e t a 1 i i . U 1"!1 ~-~--u;L.L~-~~ .;_L'J._J.I.!.~~-~.Q.:::-~-~

·;a::; s~I: !'C mi q raçõe~ internas a t ravés d€ d3dús 5(!l;Un('Li .-iós.

~~ro ~-íii_~·--:j;j\í';ri~õ;" }-;-;-c·-F;7(;"'(1"'r a

b H

I h o --6~-;~~~t;;(rc;--;;·ã-l;-c,"f~-i:e'i=0n'êT7i--~

Gre o ?mgresso da Pesquisa Demográfica, patrocinada pela Fundação

Fon:.l) •

Tal análise deverá dar indicações sobre a distribuiç:1o espacial intrametropolitana da riqueza, ou da pobreza e, conseqUentemente,das desigualdades intra-regionais-!

elemento útil às discussões sobre descentralização territorial da populaçio e de bens e serviços.

Naturalmente os dados sao questioná veis ã medida que nao controlamos uma série de variáveis tidas como "independentes" ou 11intervenientes11 nas comparações entre mi grantes enio migrantes , tais com·'), idade, sexo e tempo de resi- dência. Acredita-se que, quanto as duas primeiras, o problema e minimizado, uma vez que a unidade é o domicflio ouos indivíduos na população economicamente ativa. A dêmarcação conceitual da condição migratóri a contribui, também, para tomar relativoo peso do fator idade, pois ao se Incluir entre os não migrantes aqueles não naturais de ma is de dez anos de resldência,envelhece-se a ~ub

populaçio mais jovem- a natural.

4.2 .-O quadro domiciliar

4.2.1 -Distribuição Proporcional dos Bens Domésticos

Ana lisa-se primeiro a distribuição nas duas subpopulações do elenco de bens ou utilidades domésticas dos domicílios equipados com rádi o, gel adeira, televisão e automg ve 1 •

O rádio é o bem mais comum, o que está acorde com o seu valor no mercado, com~arativamente inferior aos demais. Segue-se-lhe a geladeira,sendo que a proporção de domi~Ílios que t~m este bem em muito se aproxima da referente ~

televisão, indicando, talvez, a alta valoração cultura l deste , o que o igual ari~ a um bem ma is essenci a l na rotina domistica , ~c2

mo a geladeira por exemplo, por sua utilidade na conse rvação de a 1imentos.

O bem ma is escasso e o .autom6ve 1 sendo ampla distância entr·e o conti n~~e'11:e que lhe tem acesso e o q~e possui o bem que lhe est~ ma is pr6ximo quanto a acessibilidade: a te levisão.

Ilustrando: Não chega a 8% o con- tingente de domicflios cujos chefes de famfli a são mi grantes, nem a 7 % e n t r e o s n ã o m i 9 r a n t e s . .L éw n f v e 1 d a R e g i ã o Me t r o p o 1 i t a n a* ( R . M.) como um todo , que tem nutom6ve l. Já, consi de rando o mesmo nfvel geográfi co de refe rênci a, a R.M., sobe para ap roximadamente 25% a proporção de domicflios com te levisão, entre os que t~m al gum bem domistico (25,7% na~uel es em que o chefe de famflia i mi grante e 27,6% , no caso dos não migrantes).

Naturalmente a utili dade de um bem

dom~stico oscil a de acordo com apreci aç~es subjetivas dos seus

u~uários e suas situaç~es própri as de vida , mas , a pa rtir de um critério geral de necessi dade , era de se esperar que a ge ladeira fosse o bem ma is comum, se a o rganização da distribuição econômi- ca se ori entasse por crité ri os de necessidades simples. O que se obse rva , entretanto, é que estas necessi dades são construídas que r por le is de mercado ( 11) , quer por ordenaço- es culturais. Tal consi de ração, entretanto, poderi a se r reiatlva quando se discutis se a acessi bili dade de um bem em relação

à

não acessibilidade de outros, ou seja, para que se sinta a necessi dade de ter uma ge la de ira, ou al go que sirva para conse rva r al imentos , i preciso pr!

melro que se tenha estes alimentos.

(lT) No caso a rel ação entre rendimentos aferi.dos pelos e o valor de troca dos bens e serviços.

Convenção:

*

&~

=

Região Metropolitana

usuários

As observações ante ri ores acautelam

quanto~ compreens~o dos resultados, a hierarquizaç~o dos bens analisados a partir de sua acessibilidade relativa, registras- se, entreta·nto, o

gratória e do lugar de

achado de que independente da condiç~o mi residência, esta hierarquizaç~o entre bens i consta~te: o r~dio e o bem m3is difundido, seguindo-se~lhe a g~

ladeira, a televisão e, por fim, o automóvel, sendo este vel a menos de 10% da populaç~o domiciliar.

acessr-~

Embora o sentido da distribuiç~o d~s utilidades entre si seja a mesma em todas as unidades metrop~

litanas, a ~ist~ncia relaiiva entre elas, em alguns municípios e bem dTspar.

Nos municÍpios de Niterói e Rio de

·Jan~iro sao bem próximas as proporçoes r~laiivas ~·r~dio e~ gel~

deira. ~1as enquanto a dist:3ncia entre estes be·ns i, em Niterói, 3,1% nos11domicílios migrantes"(l 2) e 4,2% nós domicílios nao mi grantes, já em ltaboraí, enquanto 65, 8% dos"domicílios

com alguma das uti 1 idades em an~lise tem r~dio, apenas

migrantes••

16,5% tem geladeira, o qu8 indica uma d ist~ncia relat~va entre estas utili- dades de 49,3%. Em ltaboraí registra-se tambim a maior distin cia entre aquelas utilidades oara os"domicilios

(42.,2%).

nao migrantes11

A partir da Tabela Xf., em anexo, posiciona-se, a seguir, OS muniCIPIOS

. .. .

de acordo com a distribui- çao relativa de a lgumas utili dades :

i. Quanto a posse, de rádio e automóvel, em proporç~o a posse dos demais bens em análise.

(12) Considere-se como 11domicílio migrante•- aquele q.ue o chefe de f a m í 1 i a e m i g r a n te e '1d o m i c í 1 i o não m i g r a n te ~ 1 a q u e 1 e q u e o chefe de família é não migrante.

rádio automóvel

++Magé (66, f1%) PetrÓpolis (11 ,2%)

ltaboraí Niterói

Paracambí Rio de Janeiro

ltaguaí Maricá

Maricá ltaguaí

Nova Iguaçu Mag~

Duque de Caxias ltaboraí São João de t1e r i ti Pa racamb í Petrópolis São Gonçalo São Gonçalo Nilópolis

Nilópolis Nova Iguaçu c Duque de Caxi as Rio de Janeiro

--Niterói (32,1%) São João de Heriti (2,5%)

Domicílios Não Migrantes

rádio

+-tHaricá (69, 1%) ltaboraí

ltaguaí Magé

Paracambí Nova Iguaçu Duque de Caxias Petrópolis

São Jo~o de Meriti São Gonçalo

Ni lópol i s

Rio de Janeiro --Niterói (27,5%)

++

=

maior proporçao

=

menor proporçao

automóvel

ltaboraí (6,9%) Rio de Janeiro Niterói

ltagua í

t-ia ri cá Petrópolis Nilópolis São Gonçalo Nova Iguaçu Magé

Duque de C<1xias Paracambí

São João de Meriti (2,5%)

A distribuição relativa anterior indi ca que entre os 11domicílios migrantes11 , o rádio é o bem mais con- centrado na periferia em relação ao Município n~cleo (Mag~, ltabo- raí, Paracambí e I taguaí, sendo, por outro lado, menor a proporção relativa deste bem nos "domicílios migrantesl• dos municípios cen- trais (Niterói e Rio de Janeiro), o que indicaria uma maior acessi bilidade relativa a outros bens nestes domicílios. Quanto ao bem comum, o rádio, a posição dos domicílios é muito similar nas duas subpopulações. Já em relação ao bem mais escasso, o automóvel, ai~

da que se encontre mais justaposições de ocorrências que disparid~

des nas ordenações dos domicílios, por condição migratória, pode- -se registrar algumas particularidades. Os municípios onde se ob- serva uma maio~ concentração deste bem são: Niterói, Rio de Janei- ro, Haricá e Jtaguaí, além de Petrópolis (para o caso dos 11domicí- lios migrantes11) e ltaboraí (11domicílios não migrantes11) . Municí- pios com características bem diferentes entre si, particularmente em termos de desenvolvimento. (Ver item 4.3).

4.2.2- Acessibilidade

A maioria dos domicílios são equipa-

c...O\fv\..,

qos com rádio. Sendo que o maior contingente de domicíl ios"Véste bem,-

~gistrado

no município núcleo- o Rio de Janeiro (88,2% dos 11domi cílios não migrantcs11 têm rádio)- identificando-se, por outro la do, uma menor concentração ainda que significante, em Jtaboraí (65,1% dos 11domicílios migrantesn têm rádio). A amplitude da varia ção destes valores d~ uma id~ia aproximada das d~sigualdades in- tra-regionais. Quanto ao rádio, a amplitude é de 23, 1%.

Já no caso de acessibilidade à gela- deira há uma menor homogeneidade de situações. t inferior a 50%

a proporção de domicílios que possuem esta utilidade, nos

' ...-~.;~ seguin-

tes municípios:

++ Petr6polis (48,7%)

S~o Jo~o de Meriti

São Joã0 de Me riti (49,1 %)

Petr6~olis

Duque de Caxi as Nova Iguaçu Maric5

Paracambí ltaaua í

t~agé

ltaborai (16,4%}

Duque de Caxi .Js

Nova Iguaçu Paracambí

1~3gé

ltaguaí

! ·ta bo r a i

Ma rf c~ ( 1 4, 1%)

Reg istra-se , portanto, uma consi

der~vel d ist~ncia entre as situ1ç~es extremas, sendo a amplitude total 32 ~ 3% entre os domicíli ~s mi~rantes e 35,0% entre os

cíli os n~o mi grantes. 0 1ue indica que em rc l eç~c a este as desi gualda:les esDnciais comportam-se de forma simil ar

to as duns subGopulaç~cs.

dom i bem q ua~.

Estari am em me lhor ~asiç~o quanto a este bem '.Y.· muniCI

.

~ !)

.

IO de Niter6i onde quase a tota li dade dos do

micí l ios são equi pados com geladeira (eo , 1 ~ ·-''domicílio mi g ra~

te ~ .t _:). '\. .~ : ' o m u n i c í p i o P. i o de J ~ n .::~ i r o ( 7 7 , 3% - li dom i c

r

l i os não mi-

g r a n t e s 11 ) , d e ~I r 1 ó p o l i s ( ~; 6 ,

r ,

% - : 1 dom i c í 1 i o s n ã o m i g r a n t e s 1' ) e

d~ São Gonçalo (6!1 ,3% ·- ' domicílios não migrantes;;).

Enfatiz~mos o feto de que naqueles quatro municípios concentra-se, tamb5m ~ ~ maior proporção de do micílios equipados com ge lade i ra no subconjunto populacional de d i f e r e n t e c o·n d i çã o ·rn i g. r-~ t ó r i 2 .

Passando-se a analisa r a acessib~li

dade ã televis~o, tem-se que, também neste caso, as situações são d r tsp~res entre muntc1 r p1os. Igual ao

terôi, Rio de Janeiro e São Gonç0lo,

item anterior, apenas em N~

mais da me tade dos domicf-

1ios têm televisão. E também neste caso a interveniência da condição migratória é mínima, sendo bastante próximos os valores para as duas subpo~ulaç~es.

A seguir tem-se os municípios onde é inferior a

sn%

a pro~orç~o de domicílios equipados com televi- sao:

++

Domicílios NiQrnnt_~::..:!.

Petrópolis (46,4%) São João de Meriti :luque de Caxias Nova Iguaçu

l1a r i cá Paracambí

ltacu3Í

~·1agé

ltaboruÍ (1!),4%)

Domicflios Não Migrantes São João de Meriti (49,1%) PetrÓ?olis

Duque de Caxias Nova Iguaçu Paracnmbí Magé

ltaguat

..

ltaboraí

t~aricá (11,6%)

A amplitude total entre os valores anteriores é 30,1% ~.,Dra o ct1so d0s'1domicílios migrantes''e 37,5%

I d • _.1• - d" 1

para ocas:) e:cs11 om1c1 1os nao m•arantes•~ o que tn 1ca razoave dispersão de situaç~as intermunici oa is, quando se toma como base a situaç~o analisada quanto~ ge ladeira.

Passando a analisar o bem de menor acessibilidade rel at iva, n autom6vel, verifica-se que o mun1c1-

. ..

pio cujos domicílios tem maior ['i"Uê)0rção de automóvel é Niterói, com aoenas 30% dos domicílios (migrantes) nesta categoria, segu~

-se-lhe o municfpio do Ri.:) de J.c1nciro, (23,7%- domicílios dos não migrantes) e Petrõ~olis (23,4%- domicílios mlgrantes).(Vef'j tabe 1 a ~·., ·~m anexo) .Nos demais munlc:fpfos não chega a: 10% a proporção

dos domicflios que têm automnvel, o que revela a sua acentuada escassez. A amplitude entre os va lores encontrados i de 25~8%

para os migrantes e 14,7% ~ara 0s n~o migrantes, revelando uma maior homogeneisação de situaç0es intermunicí;::d os que,em relaç~o

aos demais bens~indica ,tamb~m , um~ escassez generalfzada.

4.2.3 - Diferenciais entre mi grantes e nao .migrantes quanto a

acessibilidade a bens ~nm~sticos

Os difer8nciais entre ')s domicí1i.os segundo a condição migratória dos chefes de família, são mensur_!!

dos atravis do Índice de diferenciais migratórios (lOM) (l3)

G s d .~ do s d a Ta b.e l a X 1

r ,

i n d i c a m : q u e

os çi J f~ r~

n

ç i a i s e n t r e · m i g r a n

te

s e r:l ã q m i, g r a n t e s -~ · q u á n to . ; ~ a c 1;1 s s!

b i. 1 l da d ~ . ~ 9 s . b e n ~ : c! o

m

~ s t c o s e r1 _,i.\" á 1 i s e , s-ã o b à

s

t a n t

e - ·

d i v e r s 1 f 1 -

cados, ;qcer por tipo de bem, quer por lugar de resfdincia.

Este Índice de diferenciais ( I.·DH) nõo tem um pa râmetro predeterminado que permita uma interr reta çao padronizada de seus valores. Hccorre-se, pois, ao artifício

de com~a rar a rlistribuiç~o int8rnamente, no campo de an~lise en ._

tre municípios 2 entre utilidades.

Os diferenciais 1u~nto a acessibil!

dada ::~ ri)dio com0arativamcnte i'! OS dema is, bem insignifican- te$. r~ o t e - s e , ·~ n t r e t a n t o • D !) a r t i r d o s d a d o s d a T .3 b e 1 ·3 X I I que

{ 1 3) V ,. " J ·

e r 1·1 7' c no 1 c e Metod~) 1 éq i co

.. - 1 •

se restrrngrsscmos a an~ rse ao ntVr C 1 g 1 00a 1 1 -a "' ~e~rao .- f-ie t ror) o 1 i tana - tcr- se- i2 um diferencial de - 12,0, nu se]~ . uma superio ridade relntiv~ rlos n~o mi0rantes no que toca a ~osse desta uti

.\idade. d • .. . rl

OS muntCI[JIOS~ ·-·C ~~~-' indica diferen- ciais bem menores na m~rorra GOJ S munrct~ ~s. .. ' Com exceçao da

- J ? br

srtuaçao encontraua em~ a racam .t (- 10,0, ou mJior proporção de

- ... ' - ~ ...1 n . - M 1"

nao mtgrantes com ra· .. l i ' J J , mutto Droxtm3 a -~a ,\cgtao etrc;_-,o rta- na, nos demais municf~ios o comum~ um ~ iferencial de aproximada mente - 3 , 0 ~). J -a em re aç1 -ao ~ a acesst "b'l". 1 t0aGe ! age a 1 d erra, . o qu~

dro ~ men~s sim~les.

Enquanto em Maric~ a proporçao de

11 dom i c

r

1 i .J s m l ~H .::~ n t e s 11 q u e t em CJ e 1 a de i r a é b a s t a n t e s u p e r i o r :1

qut;les"não miSJrant(~sn(ID~1 + 135), em Maq~ o sentido do diferen- cial se inverte, fçvorecend) os não mi J rant•~s (lOM- 41,0). Nos demais municf~i os , quanto a acessibilidade a geladeira, ora os

1

' dom l c f 1 i os m i g r a n te s 1,1 o r a os " não m i g r a n te s 11 , a p a r e cem melhor representados mas o grau deste~ diferenciais i relativamente me nor do que os antes explicitados.

Para tel evis~o,o comportamento do quadro de acessibili dade e bastante similar ao detalhado para g~

1 a de i r a.

,., C'

Em otto _os treze mun1ct ~1os que

- R .- ,... 1" (l 4 ) . l d"f i .

com;"1oem é:l egrao ,'tctropo stant'l os mats a tos .1 8renc ats en

t r e dom i c í 1 i os 9 r e 1 a t i vos ~ n c e s s i b l 1 i ~L:: de ê u t i 1 i d <:1 c h:! s dom.~ s t i

--- ---· ---

.. ~--

(14) As tahul~ç~cs especiais, fonte deste trabalho, sao anterio- res i lei que criou a Regi~o Metropolitana do Rio de Janei- ro que inclui o Munlcfpio de Mangaratfba. Por este motivo a annlise não engloba o citado Municfpio.

cas, dizem respeito ao bem mais escasso- o autom6vet. Em seis unidades da Regiio M~tropolitana h~ uma maior prororçio de domi cflios migrantes com autom6vel,

ficar uma situação típica, por te bem.

nao se Dodencb, oort.3nto, identi condiç5o migratória quanto a es

Em MaJé, igu.al proporçao de domicí lias de miQrantes e nao migrantes, t~m autom6ve1 (aproximadamen- te

5%

dos domicílios em cada uma das categorias migrat6rias), e~

quanto excede em

47 %

o contingente de domicílios

de

não migr~n

tes que oossuem televis~o, fato sem uma explicação aparente.

?ara uma melhor visualização do

q u a d r o de rj i f e r e n c i a i s , c o n v e r t e u ·~ s e o s da d o s d a Ta b e 1 a X I I p a r a

uma escala nominal-ordinal, escalonando, portanto, os municípios, em termos de 1iferenciais, ?Or con~iç~o mi grat6ria dos domicí-

lios (chefes de fnmília), s~~:undo a utili dade:

i. suoeriori dade ~rooorci anal dos domicíli os cujos chefes de

fa~Ília s~o mi ~ rantes,

1unnto a:(lS)

.eutomóve 1 Maricá (120) N i te r6 i

Petrópolis Rio de Janeiro

ltaguaí

Paracam::,i (25)

te1evtsão Maricá (141)

lta!Joraí Niterói

ltaguaí

Petrópolis(4)

geladeira r·1 a r i c á ( 1 3 5 ) Niter6i

Petrópol.is e ltaguaí

(15) Os valores entre parintese~ sao fndices de diferériciais migra ,t6rios (lOM). Quando o valor é pos.itivo o diferencial i fav;

rável aos 11domicílios migrantes". ·-

I f. su')erior_i __ S~?d~_.r>r<?_()orcional dos domicfl i os cujos chefes de f a m

r

1 i a . s;; ()- n

n

~...!!!i_g r ante 5 ' q u a n to a :

automóvel

ltaboraí (-51))

Ni1Õpolis

Duque de Caxias Nova Iguaçu

Sio J.de Meritn-a>

televisão

:1gé (··-'.)7)

ParacambÍ

Duque de Caxi :~s

S~o Joio de Meriti Rio de Janeiro e Nova lç~U3Çll

Nilórolis

São Gonçalo (··3)

~eladei r<!

ltaboraí Nov,J Iguaçu rHlÕpolis

Duque de Caxias , São J. de Meriti e R i o ch~ J a n e i r o São Gonçalo (-6)

iii. igual situaçio entre as duas subpopulaç~es, ~uanto a:

automóvel

Sic G~nçalo c Mag~

O quadro anterior indica que em Ma ricá, Petrórolis, Niterói e ltaguaí, se definirmos nível de vida

do~iciliar ror acesso ~queles bens domésticos . . 11censi.':'"' ;.' ,; tãrios", ··.;·-.'~-:':;·-~-~ ... ·~-~· •. -• ..• : .. :·· ..0<> ....... 'o

mi~rantes, ... estariam em melhor situaçio qu~ os não migrantes.

~ ...

os não migrantes estariam em uma situação mais favor~vel em lópolis, Du1ue de Caxias, Nova Iguaçu, Magi e São João de t i . Nos demais municípios a situaçio varia de acordo com a

lidade considerada.

4.2.4- Acessibilirlade a Bens e Distribuiç~o Espactal

Já Ni t'\e r i uti

A an~lise anterior particulariza a relaç~o oor bam e ror municf~ i o. Nesta oarte recorre-se a me didas de relaç~o que conjuguem as duas dimens3cs, acessibilidade a bens e lugar de residência, para melhor se descrever as desi- gualdades intra-regi~nais dos níveis de vida domiciliar.

No documento SUPERINTENDtNCIA DE ESTUDOS (páginas 31-68)

Documentos relacionados