COVID-19
3. RESULTADO E DISCUSSÃO
Foram localizados 80 artigos, e foi realizada leitura exploratória, sendo que destes 25 artigos foram excluídos por caracterizarem fuga ao tema e foram incluídos 55 artigos no trabalho.
Para o presente resultado da pesquisa foram usados 5 artigos conforme descritos no quadro abaixo:
Quadro 1. Principais resultados.
Ano Autor Título Objetivo Principais Resultados
2020
NETO, Henrique de
Souza Medeiros et
al
Fatores
contribuintes para estresse na
urgência e
emergência em
tempos de
pandemia do COVID-19: o enfermeiro em foco
Apresentar os principais efeitos psicológicos do
COVID-19 nos
profissionais de enfermagem,
evidenciando os principais fatores de ocasionar o estresse psicológico.
Os enfermeiros da unidade de terapia intensiva (UTI) têm grande impacto nos diversos estressores em seu ambiente de trabalho. Devido à longa jornada de trabalho, acabam ficando muito cansados e, portanto, nervosos, estando mais sujeitos ao estresse ocupacional
2020 LIMA, Míria Alves et al.
Estresse, Burnout e hardiness entre profissionais de enfermagem atuantes em cuidados intensivos e emergenciais
identificar a presença de estresse, Burnout ou de hardiness em profissionais de enfermagem atuantes em cuidado intensivo e/ou emergencial
A saúde dos profissionais de enfermagem é uma preocupação contemporânea, pois as situações que eles encontram podem causar desgaste emocional, como
sofrimento e morte do paciente, condições de vida inadequadas, relações difíceis com a equipe e percepções de desvalorização profissional.
2020
COSTA, Dalva Aparecida
Marques
Os desafios do profissional de enfermagem mediante a Covid- 19
Analisar os desafios do profissional de enfermagem
mediante a Covid-19
O profissional de enfermagem vive a ambivalência do certo ou errado na sua assistência com o surgimento da Covid-19, em que momentos conflituosos de decidir quem deverá viver ou morrer diante dos inúmeros casos de internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o número insuficiente de leitos
2020
PRIGOL, Adrieli Carla;
SANTOS, Edilson
Lima
Saúde mental dos profissionais de enfermagem
diante da
pandemia COVID-
analisar a literatura
referente ao
sofrimento emocional e psíquico dos profissionais de enfermagem durante a pandemia
Os profissionais de saúde, são necessárias intervenções que levem em consideração a saúde mental das diferentes populações afetadas pela pandemia, identificação precoce de grupos ou grupos suicidas de alto risco e implementação de psicoterapia para aqueles que precisam reduzir seus suicídios
2020
SCHULTZ, Carmen Cristiane et
al
Resiliência da
equipe de
enfermagem no âmbito hospitalar com ênfase na pandemia COVID- 1
Analisar na literatura evidências científicas sobre resiliência de profissionais de enfermagem, no âmbito hospitalar, como subsídio para execução de ações e, intervenções
educativas e
promotoras da saúde para prevenção do seu adoecimento, inclusive para melhor enfrentamento da pandemia COVID-19.
A pandemia COVID-19 colocou uma enorme pressão e pressão sobre os cuidadores em todo o mundo. Nesse caso, o enfermeiro precisa tomar decisões rápidas e se adequar aos padrões éticos, o que ajuda a realizar o trabalho da equipe sob extrema pressão
De acordo com Portugal et al. (2020) o importante é quanto ao preparo dos profissionais para atender pacientes com diagnóstico de COVID-19, pois muitas pessoas acreditam que não estão preparados para novas doenças e incapacidades devido aos métodos de tratamento incertos e ao alto risco de morte, depende do próprio paciente dados.
Ribeiro et al. (2020) dizem que devido aos novos e desconhecidos problemas que o mundo enfrenta, esses profissionais passaram a encontrar desvantagens no ambiente de trabalho e na vida familiar, e as condições psicológicas desses profissionais foram gravemente afetadas.
De acordo com Neto et al. (2020) explica que os enfermeiros da unidade de terapia intensiva (UTI) têm grande impacto nos diversos estressores em seu ambiente de trabalho.
Belarmino et al. (2020) devido à longa jornada de trabalho, acabam ficando muito cansados e, portanto, nervosos, estando mais sujeitos ao estresse ocupacional, que pode levar à Síndrome de Burnout (SB) e diversos transtornos mentais.
Segundo Lima et al. (2020) e Souza et al. (2020) a saúde dos profissionais de enfermagem é uma preocupação contemporânea, pois as situações que eles encontram podem causar desgaste emocional, como sofrimento e morte do paciente, condições de vida inadequadas, relações difíceis com a equipe e percepções de desvalorização profissional.
No entendimento de Costa (2020) e Caetano et al. (2020) o profissional de enfermagem vive a ambivalência do certo ou errado na sua assistência com o surgimento da Covid-19, em que momentos conflituosos de decidir quem deverá viver ou morrer diante dos inúmeros casos de internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o número insuficiente de leitos. Soares et al. (2020) ambivalência ética que os anos de academia não
ensinaram como enfrentar. Como se anos de academia e conquista do conhecimento científico produzissem novas ignorâncias em razão de novas redimensões do saber.
No dizer de Souza et al. (2020) e Brito et al. (2020) além dos riscos associados à falta de equipamentos de proteção individual, existem outros agravantes, que são comorbidades que afetam a equipe de enfermagem, algumas delas inseridas no grupo de risco COVID-19.
Dessa forma, Helioterio et al (2020) explana que os profissionais de enfermagem sofrem de comorbidades como doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Transtornos mentais e comportamentais; Doenças do sistema nervoso; Doenças cardiovasculares; Doenças do sistema respiratório; Doenças do sistema muscular e do tecido conjuntivo; Doenças cardiovasculares; Doenças do sistema respiratório.
Para Da Silva (2020) e Ventura-Silva et al. (2020) os mostra que o estresse é dividido em três fases primordiais: o alarme, alterando a frequência cardíaca, pressão arterial, dilatação das pupilas, e a ansiedade. Araújo et al. (2020) a resistência onde ocorre a liberação de corticosteroides no sangue provocando mudanças de humor, irritabilidade e insônia. Por fim, a exaustão, que retorna parcialmente à reação do alarme, com sobrecarga fisiológica e esgotamento.
Na visão de Prigol e Santos (2020) e Melo et al. (2020) para os profissionais de saúde, são necessárias intervenções que levem em consideração a saúde mental das diferentes populações afetadas pela pandemia, identificação precoce de grupos ou grupos suicidas de alto risco e implementação de psicoterapia para aqueles que precisam reduzir seus suicídios risco. “Existe o risco de uma doença mental grave no futuro” (SOUZA et al., 2020).
No dizer de Schultz et al. (2020) e Ribeiro et al., (2020b) a pandemia COVID-19 colocou uma enorme pressão e pressão sobre os cuidadores em todo o mundo. Alencar et al. (2020) nesse caso, o enfermeiro precisa tomar decisões rápidas e se adequar aos padrões éticos, o que ajuda a realizar o trabalho da equipe sob extrema pressão.
Para Toescher et al. (2020) e Borloti et al. (2020) a tomada de decisões vai desde a alocação de recursos escassos, equilibrando as necessidades de saúde física e mental dos pacientes com as necessidades dos pacientes, até o ajuste de seus desejos e responsabilidades, que se estendem aos familiares, amigos e à comunidade. Esses são alguns dos fatores que podem prejudicar a saúde mental e física dos profissionais de saúde durante a resposta ao COVID-19.
desinformação e raiva do governo e do sistema de saúde são as principais fontes de estresse emocional.
Nesse contexto Corrêa et al. (2020) e Cunha et al. (2020) a interrupção da vida humana é uma situação dolorosa caracterizada por várias questões que muitas vezes não têm resposta. Neste caso, ciência e religião se unem e desempenham um papel de apoio no enfrentamento da morte.
Outro aspecto a ser abordado conforme Bitencourt et al. (2020) e Silva et al. (2020) considerando a pressão psicológica desses profissionais, incluindo a preocupação em serem afetados pela poluição, o papel do enfermeiro no cuidado da equipe médica é um ponto positivo. Branco et al. (2020) o treinamento é uma ação que impacta positivamente nessa questão, fazendo com que eles se sintam mais seguros e confiantes de que todos os dispositivos de autoproteção necessários serão fornecidos, incluindo o uso de máscaras de gás N95 para proteção da pele. Lopes et al. (2020) uma estratégia importante adotada pelos gerentes de hospitais é ouvir ativamente as necessidades da equipe médica e se esforçar para recebê-los e responder às suas necessidades em tempo hábil.
Diante da crescente demanda por profissionais que atuam em UTI, ações voltadas à educação permanente em saúde são essenciais para melhorar a qualidade da assistência aos pacientes com o novo coronavírus. Além disso, o estabelecimento de canais de diálogo entre as equipes multiprofissionais no ambiente de terapia intensiva também é fundamental no ambiente vivenciado.
Dessa forma Souza et al., (2020) a partir de maio, o processo médico dos pacientes com COVID-19 será ampliado, o que exige atenção dos serviços de terapia intensiva hospitalar. o uso correto da proteção Revisão e padronização de vestimentas e equipamentos de proteção individual (EPI). A gravidade clínica do paciente exige que a equipe de enfermagem tenha altas demandas no trabalho (NUNES, 2020).