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2.3 Planejamento turístico

2.3.1 Sazonalidade

As épocas das temporadas ou as estações altas ou mais aprazíveis do ano, cada qual com suas características próprias, também se constituem em fatores importantes de influencias no volume e na qualidade da demanda turística.

As condições climáticas favoráveis e as épocas reservadas às férias escolares (quando as famílias, em geral, podem viajar completas) tanto quanto os feriados prolongados e os fins de semana concentram os grandes fluxos de demanda que, nas demais épocas e circunstâncias do ano, costumam diminuir de forma muito sensível.

A sazonalidade da demanda turística, que se caracteriza pela concentração de turistas em certas localidades e determinadas épocas do ano e por sua ausência quase total em outras provoca transtornos e efeitos econômicos negativos consideráveis nas localidades receptoras. (RUSCHMANN, 1997, p. 45)

As regiões tropicais quase não sofrem este problema: desconhecem inverno rigoroso e outras severas alterações climáticas, que dificultam ou mesmo chegam a impedir melhor aproveitamento do ar livre. Mas as regiões tropicais conhecem outros problemas com a realidade sazonal e alguma circunstancia que causam declínio de fluxo turístico. Por isso, nos trópicos e fora deles, devem ser criadas estratégias de mercado para garantir ocupação

lucrativa dos recursos turísticos, que sem demanda suficientemente compensadora, sofrem maiores prejuízos que trabalhando a preços mínimos necessários.

Como todos os demais empreendimentos que se dedicam à exploração ou comercialização de bens e serviços que não são de primeira necessidade, o turismo não possui demanda rígida permanente ou com periodicidade regular. Por isso, em todas as partes do mundo, o fenômeno apresenta seus picos de maior rentabilidade ou de rentabilidade ideal, á época das férias escolares ou de férias coletivas de classes trabalhadoras, que congregam número significativo de pessoas que habitam o mesmo centro urbano ou a mesma região.

A sazonalidade da demanda turística, que se caracteriza pela concentração de turistas em certas localidades em determinadas épocas do ano e por sua ausência quase total em outras, provoca transtornos e efeitos econômicos negativos consideráveis nas localidades receptoras.

Muitos hotéis chegam a fechar na chamada “baixa estação”, outros se mantêm com índices de ocupação extremamente baixos, o que compromete sua rentabilidade, contribuído também para o desemprego nessas épocas do ano.

2.3.2 Pacotes turísticos

A atividade turística enfoca predominantemente as viagens e os aspectos delas decorrentes. As pessoas são motivadas a viajar, principalmente em busca de lazer, descanso, sair da rotina, entre outros estímulos que as levam a procurar locais de interesse, chamados de atrativos turísticos. Este deslocamento e permanência fora de seu local de residência geram a necessidade de uma série de serviços e infra-estruturas.

As relações entre todos estes elementos, o espaço em que eles ocorrem e os efeitos positivos e negativos que eles provocam fazem parte da complexidade do fenômeno turístico.

Tem-se normalmente utilizados nos estudos de turismo, adaptado do Ministério do Turismo (BRASIL, 2005, p. 03) e de Boullión (2002, p. 39-41):

- Demanda turística - refere-se aos turistas que visitam uma região, país, zona, centro turístico ou atrativo. É quantificada e analisada conforme seu perfil, preferências, e, na sua relação com os centros receptores pode ser identificada como real, potencial, futura, histórica, entre outras classificações;

- Atrativo turístico - local, objeto, equipamento, pessoa, fenômeno, evento ou manifestação capaz de motivar o deslocamento de pessoas para conhecê-los;

- Serviços e equipamentos turísticos - conjunto de serviços, edificações e instalações indispensáveis ao desenvolvimento da atividade turística. Compreendem os serviços e os

equipamentos de hospedagem, alimentação, agenciamento, transporte, para eventos, de lazer etc;

- Infra-estrutura de apoio ao turismo - conjunto de obras, de estrutura física, equipamentos e serviços que proporciona boas condições de vida para a comunidade e dá base para o desenvolvimento da atividade turística. Ex.: transporte, energia elétrica, abastecimento de água, escolas etc;

- Oferta turística - conjunto de atrativos, serviços, equipamentos turísticos e infra-estrutura de apoio ao turismo;

- Destino turístico - local, cidade, região, ou país, para onde se movimentam os fluxos turísticos;

- Produto turístico - conjunto de atrativos, equipamentos e serviços turísticos acrescidos de facilidades, ofertado de forma organizada por um determinado preço.

Roteiro da forma pertinente ao estudo de caso compreende vários atrativos dispostos num determinado espaço, interligados por vias de acesso, normalmente sinalizadas de forma a prestar orientações ao visitante.

Dentro da nomenclatura freqüentemente utilizada pelas agências de viagens, roteiro é a designação dada à programação de uma viagem, responsável por ordenar e descrever os locais a serem visitados e as atividades previstas dentro de um pacote turístico.

Para o Ministério do Turismo, o roteiro turístico é considerado um “itinerário caracterizado por um ou mais elementos que lhe conferem identidade”, sendo “definido e estruturado para fins de planejamento, gestão, promoção e comercialização turística”

(BRASIL, 2005. p. 03).

Esta definição de roteiro turístico deve ser compreendida dentro do contexto do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, o qual apresenta a “roteirização turístico” como uma diretriz operacional que visa à criação de novos produtos turísticos com qualidade e, a ampliação, a diversificação e qualificação dos já existentes, contribuindo para o objetivo do programa de regionalizar a oferta turística (BRASIL, 2005).

A regionalização é entendida como “a organização de um espaço geográfico em regiões para fins de planejamento, gestão, promoção e comercialização integrada e compartilhada da atividade turística” (BRASIL, 2004, p. 11). A região turística é definida como um “espaço geográfico que apresenta características e potencialidades similares e complementares, capazes de serem articuladas e que definem um território”. Ela pode ser constituída por municípios, distritos e áreas de um ou mais estados ou países, não estando vinculada aos limites geopolíticos preestabelecidos no país. Deve ser entendida

diferentemente das macrorregiões brasileiras (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste) (BRASIL, 2005, p. 03).

O programa prevê a integração entre as diversas esferas do poder público e da sociedade civil, pois exige um esforço no sentido de construir coletivamente um novo modelo de gestão de política pública descentralizada, coordenada e integrada.

A diretriz ‘Roteirização Turística’, é dirigida ao poder público, à iniciativa privada e à comunidade, oferecendo orientações para a constituição de roteiros turísticos. Tais orientações subsidiam a integração de atrativos, equipamentos, serviços turísticos e infra- estrutura de apoio ao turismo (BRASIL, 2005, p. 01).

O programa enfatiza a finalidade mercadológica do processo de roteirização a ser efetivado por meio da inserção de produtos diferenciados nos mercados nacional e internacional, destacando a importância de um Plano de Marketing. A roteirização é considerada como “o processo que estrutura a oferta de uma região, em um produto rentável e comercialmente viável” (BRASIL, 2005, p. 05).

Associando este conceito com a idéia de região turística, prevê-se que um roteiro turístico deverá ser planejado para que se torne um produto turístico, o qual pode estar inserido dento de uma região turística entre outros produtos que façam parte dela.

O roteiro é um facilitador no momento de organizar a oferta turística e divulgá-la ao público e às agências que vão comercializá-la. É uma forma de priorizar e direcionar investimentos em infra-estrutura e serviços em um determinado espaço, por parte dos promotores da atividade turística de um município, estado ou região, auxiliando como instrumento de planejamento turístico.

Portanto a finalidade principal de um roteiro é a organização da oferta turística que promove, envolvendo os atrativos como foco principal.

Os pacotes turísticos permitem que se obtenham viagens econômicas através da redução de custos obtidas pela padronização. Juntem-se a isso as facilidades de pagamento e poderemos entender porque os pacotes turísticos nacionais e internacionais tem se tornado a principal opção para as viagens de lazer (BRASIL, 2005, p.08).

Os mecanismos de decisão de compra de uma viagem para um destino turístico são complexos e desenvolvem-se segundo fases que dependem de vários fatores, os mais importantes são: qualidade da oferta; sistema de divulgação; campanha de promoção;

distribuição do material promocional; comercialização do produto turístico oferecido pelo local; comportamento das pessoas; idade das pessoas; capacidade financeira dos viajantes;

nível cultural; motivações; objetivo da viagem; imagens concebidas sobre os destinos;

temperatura – verão, inverno, sol calor; hospitalidade (população receptiva, simpatia);

conforto; segurança; beleza da paisagem; simpatia dos profissionais do turismo local (acolhimento); boa gastronomia – restaurantes qualificados; animação; preço trafega seguro e organizado (BRASIL, 2005, p.17).

Algumas pessoas acham que organizar uma viagem é complicado, não se sentem seguras em fazê-lo, acham que dá muito trabalho. Nesse caso, uma das opções existentes para viajar é a aquisição de um pacote turístico, que normalmente inclui, por um preço fixo, passagens, hospedagem e traslados, sendo que em alguns casos inclui também alguns passeios. Porém, Rodrigues (2000, p.54) diz que antes de optar por um pacote, você deve lembrar que “hospedagem em apartamento duplo” anunciado pelas agências não significa que o preço inclua hospedagem para duas pessoas, mas sim que esse é o preço individual num quarto para dois.

De acordo com Rodrigues (2000, p.55):

Para saber se o pacote vale a pena, o ponto de vista financeiro, compare o preço dos itens que ele inclui com a estimativa de preço da viagem por conta própria, fazendo o calculo por pessoa. Se você for viajar por conta própria, considere, por exemplo, que um quarto de hotel para dois é quase o mesmo preço de um quarto para um.

Independentemente da questão do preço, que terá de ser analisada caso a caso, as vantagens de um pacote são praticidade (já está tudo organizado, reservado etc., sem você precisar se mexer) e segurança para quem não está acostumado a viajar para o exterior.

A principal desvantagem é a falta de liberdade: comprando um pacote, se você não estiver contente com o hotel, não é possível mudar para outro, nem alterar as datas de partida e retorno. Rodrigues (2000, p.78), ainda diz que “não existem pacotes prontos para todos os lugares do mundo, mas nada impede que você solicite ao seu agente de viagens que reserve todos os vôos e hotéis do jeito que você quiser; isso nada mais é do que um pacote á la carte!”.

2.4 Marketing turístico

O turismo é um produto intangível que depende muito do marketing para que possa aproximar produtores de consumidores, ainda mais se considerando que o consumidor está distante do produtor.

Marketing, segundo Kotler (2000, p.30) é o:

Processo social por meio do quais pessoas e grupos de pessoas obtém aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros.

O objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. É conhecer e compreender o cliente muito bem, de modo que o produto ou serviço se ajuste a esse cliente e a venda aconteça por si própria.

Os conceitos de necessidades e de desejos no turismo acabam se confundindo. O conceito de necessidade é daquilo que é fundamental para a sobrevivência do consumidor, enquanto o desejo está mais ligado a fatores psicológicos. No caso do turismo, pode-se falar em necessidade, quando estamos tratando obviamente de viagens por obrigação (para negócios, para tratamento de saúde, para estudar, etc.), mas também quando estamos tratando de viagens de lazer.

Já Trigueiro (1999, p.11) estabelece marketing como:

Conjunto de atividades que uma organização planeja, implanta e controla orientada para atender ás necessidades de indivíduos ou grupos de indivíduos ou de outras organizações, oferecendo-lhe produtos ou serviços.

A finalidade é, portanto, atingir os objetivos organizacionais por meio da satisfação dos clientes.

No momento em que um produto turístico é promovido como fundamental para o status de uma pessoa estaria sendo criada uma necessidade. Na verdade o marketing desperta desejo.

O marketing turístico possui algumas especificidades. A promoção de vendas no turismo é complexa, considerando-se que o produto turístico não pode ser transportado até o consumidor. É o consumidor que tem que ser atraído para o produto turístico.

Para isso são necessários vários elementos que permitam convencer um consumidor a escolher uma destinação turística. Primeiramente o produto turístico deve contar com material promocional que possibilite vender ao comprador a imagem deste produto, este material tem duas funções básicas: motivar e informar.

O turista, na maior parte das vezes, primeiro escolhe o local para viajar para depois escolher o hotel aonde se hospedar. Assim, não adianta o hotel promover seu produto se o comprador não esta motivado para a localidade turística. Da mesma forma, uma localidade turística não pode promover exclusivamente seu potencial de atrativos turísticos sem promover os serviços turísticos disponíveis nessa destinação.

Para atender á segunda função do material promocional é preciso levar em conta que o turista, na maior parte das vezes, procura uma destinação completamente desconhecida por ele, significando a necessidade de uma infinidade de informações.

Segundo Kotler (2000, p.77) Um material informativo de turismo deve conter informações tais como:

- Atrativos naturais; atrativos culturais; calendário de eventos; hotéis; restaurante; locadora de veículos; estruturas de entretenimento; localização de bancos; serviços médicos; locais de comercio de artesanato e produtos típicos.

O material promocional tem que ser distribuído antes da decisão de compras do turista, ele tem que ser diferenciado quando se destina ao público consumidor e quando se destina ao público profissional.

Outro elemento do composto promocional é a propaganda. O turismo depende muito dos investimentos em propaganda que pode ser feita através de vários veículos: jornais, revistas, rádio, televisão, cinema, outdoors, Internet, painéis eletrônicos, etc. A propaganda deve ser direcionada para o público alvo do produto a ser promovido.

Grande parte da propaganda boca-a-boca de uma empresa e seus produtos/serviços está sob seu próprio controle. Uma organização pode tomar atitudes que façam com que essa propaganda trabalhe a seu favor. Esse esforço pode ter um potencial enorme, pois a propaganda de boca é diferente das outras formas de comunicação. No entanto, ela pode ferir a imagem de uma empresa já que as mensagens da propaganda de boca ficam na mente das pessoas.

Conforme Ignarra (1998, p.91) “de todos os meios de propaganda que o turismo pode se utilizar o mais eficiente é o da propaganda boca a boca”.

Uma forma de propaganda, também bem eficiente no turismo, é o merchandising,significa a promoção de vendas nos pontos de venda.

O marketing turístico é notório que seus maiores esforços estão nos turista e na possibilidade de aumento nas receitas e imagem do estabelecimento com a sua presença. Com as constantes mudanças no Mercado, cabe a organização fazem um estudo dos aspectos que podem modificar ou prejudicar o setor e de como elevar o número dos turistas.

Segundo Cobra e Rangel (apud SERSON, 2000), o sucesso, em qualquer ramo de negócios, depende do grau de relacionamento de uma empresa com seus clientes. Quando um funcionário demonstra boa vontade para com o hóspede, orientando-o a respeito à relação com este, aumentando o grau de confiança e proporcionando um reforço na fidelidade que levará o cliente a utilizar os serviços dessa empresa sempre que necessitar.

Com o grau de confiabilidade reforçado a organização acaba por ganhar um poderoso agente de propagada, pois esse consumidor irá recomendá-lo a seus conhecidos e amigos para que conheçam determinado lugar em suas viagens.

A política de vendas no setor de turismo é um elemento fundamental e ao mesmo tempo complexo. Como, via de regra, o consumidor de turismo esta muito distante do produtor, a distribuição dos produtos é mais complexa.

A política de vendas é composta pela equipe de vendedores, pelos canais de distribuição e pelos pontos de venda.

Uma empresa turística, ou mesmo uma destinação turística, depende de um trabalho de visita ao cliente para a oferta de seus produtos. Este trabalho se torna mais complexo na medida em que o vendedor não pode apresentar uma amostra grátis do produto para o potencial comprador.

Outro elemento do composto promocional é o trabalho de relações publicas, pode compreender uma infinidade de ações. Entre elas pode-se citar a organização de fam trips, que é uma forma reduzida de familiarization trip, ou seja, viagem de familiarização.

Deve-se fazer algumas divulgações em forma de propaganda eficiente para atrair os turistas, neste caso elaboração dos seguintes produtos: folder do pacote turístico para melhor apreciação dos turistas em toda a região, anúncios: jornal, rádio e no site do próprio hotel. As distribuições e anúncios serão elaborados no período de melhor tempo e satisfazer a todos.

3 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL

3.1 Laguna 1

Fundada em 1676, Laguna serviu como posto avançado da Coroa Portuguesa, utilizada como ponto estratégico de apoio para o desbravamento da região sul, como local de resistência nos conflitos existentes entre Portugal e Espanha pela posse do território não explorado. Seu fundador, Domingos de Brito Peixoto, lançou as bases de um povoamento que seria no futuro cenário de importantes acontecimentos da história brasileira.

Tendo alcançado projeção na Guerra dos Farrapos, onde abraçou o ideal republicano, foi em Laguna que se instituiu pela segunda vez, em território brasileiro, uma república, chamada de República Catarinense ou Juliana. Embora de curta duração, pois logo as forças imperiais retomaram o território, a República Juliana permanece no decorrer dos anos, como exemplo da cultura, do ideal e da coragem do povo lagunense, na defesa dos seus ideais de justiça e igualdade. Mas Laguna também participou da guerra do Paraguai, destacando-se mais uma vez a coragem e a bravura de seus filhos. Hoje suas ruas estreitas, seu casario, bem como sua história, estão protegidos, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional. Laguna conservará para sempre um passado altaneiro que sempre abrirá suas portas para um futuro brilhante.

Localizada na extremidade Sul de uma península, ao redor dos morros, em área já quase totalmente ocupada. Sua tendência natural de crescimento faz-se em direção ao norte, área de expansão urbana natural. Em Laguna, temperatura e chuva são diretamente proporcionais.

As médias temperaturas correspondem a baixos índices pluviométricos. Seu clima sofre nítida influência marítima e está condicionado ao relevo local, possuindo um clima subtropical marítimo único, com verões e invernos relativamente amenos. No verão a temperatura máxima chega a 32o C e a mínima a 16,5o C, entretanto no inverno a mínima registrada é de 5,2oC e a precipitação pluviométrica anual se eleva a 1.200 mm. A umidade relativa do ar é de 80% em média. Os ventos predominantes são pela ordem: nordeste, sul e leste.

Dos sambaquis à Anita: A história de Laguna começou há seis mil anos com os primeiros registros de comunidades pré-históricas, os sambaquis, chamado pescador- coletores, formações elevadas compostas de conchas, ossos, restos de fogueiras e artefatos, alguns com 35 metros de altura.

1 Informações coletadas no site da Prefeitura Municipal de Laguna, no dia 13 de Maio de 2008.

O povo dos sambaquis, de acordo com estudos, teve contato com os xoklengs e carijós vindos do oeste, e absorveu a cultura de outras tribos. Os índios se adaptaram a região devido à proximidade com a lagoa, uma fonte de alimentos.

De acordo com levantamento do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) o município conta com 43 sítios arqueológicos, de artefatos do povo sambaqui e dos guaranis.

Laguna nasceu em terras de disputa colonial. Durante os séculos XVII e XVIII, as disputas de terras entre as metrópoles portuguesa e espanhola resultaram no Tratado de Tordesilhas (1494). Desse conflito entre metrópoles, uma extensa colônia passava a se formar.

De 1500 a 1700, mas de 100 mil portugueses se deslocaram para o Brasil - Colônia.

Portugal temia invasões espanholas no Sul do Brasil, principalmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, áreas estratégicas para se chegar ao Rio da Prata.

O litoral permitia o abastecimento de água e alimentos às embarcações. Na disputa, a necessidade de alargar as fronteiras da colônia Brasil. Contudo, somente no século XIX, foram dados os primeiros passos para uma ocupação mais efetiva do território, com políticas de povoamento para o Sul.

Segundo o historiador Antônio Carlos Marega, Laguna foi colonizada em duas etapas:

a primeira, no século XVIII, meados de 1740, desbravou a região costeira da Lagoa Santo Antônio dos Anjos, região que vai do Bananal até a Madre, passando por Ribeirão Pequeno.

Esses primeiros colonizadores, conhecidos como Portugueses dos Açores, procuraram habitar o local em busca da pesca e do solo produtivo.

Já na segunda etapa da colonização, na primeira metade do século XIX, com o crescimento do porto, os chamados Portugueses do Continente, trouxeram o desenvolvimento econômico para a cidade. "Foram eles que injetaram dinheiro no local, formando a cadeia genealógica (famílias tradicionais) e a cultura lagunense", acrescenta o historiador.

Laguna é considerada o berço da cultura catarinense. A cidade foi fundada em 29 de julho de 1676.

FIGURA 2 - MAPA DE LAGUNA

Fonte: Litoral de Santa Catarina, 2008.

Segue abaixo algumas fotos, mostrando a cidade de Laguna:

Localizada a 120 km ao sul de Florianópolis, Laguna possui uma população de 70 mil habitantes, na sua grande maioria de origem açoriana. Na temporada, essa população triplica com a vinda de turistas de todo o Brasil e exterior. Por sua história, seus casarões antigos e monumentos, foram tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional.

FIGURA 3 - LAGUNA/SC

Fonte: Prefeitura Municipal de Laguna, 2008

No documento Elzi Crippa da Silva.pdf - Univali (páginas 56-60)