Albumina humana (Minghetti et. al., 2011)
AGCTTTTCTC TTCTGTCAAC CCCACACGCC TTTGGCACAA Insulina humana (Lucassen et.al., 2011)
CTGCCAGCAC TGCCTGTCTG AGGAGCCTGA GATTCGGGCC Hemoglobina humana (Kutlar et. al.2011)
GGCATGAAAG TCAGGGCAGA GCCATCTATT GCTTACATTT Mioglobina humana (Nagao et. al., 2011)
AATGGCACCT GCCCTAAAAT AGCTTCCCAT GTGAGGGCTA
Procedimento experimental
A aula é iniciada com a discussão do texto “Transgênicos - os dois lados da moeda” (AMORIM, 2003), sendo os alunos instigados a comentarem aspectos positivos e negativos das técnicas utilizadas pela engenharia genética.
Após breve contextualização, os alunos devem ser divididos em grupos de trabalho (cerca de 3 por grupo) e cada grupo de trabalho deve receber um kit contendo os materiais e moldes listados acima. Os moldes devem ser recor- tados, o ribossomo e a fi ta de RNAm devem ser montados. Com o intuito de diminuir o tempo gasto com a atividade, sugerimos que os alunos sejam organizados e instruídos a trazer os moldes já cortados em aula que antecede a atividade prática. Cada grupo de trabalho deve receber uma parte da sequência de DNA de proteínas humanas conhecidas (albumina, insulina, hemoglobina ou mioglobina) contendo 36 bases nitrogenadas (12 trincas) e em seguida deve simular (Figura 1b) a síntese proteica de acordo com a sequência a seguir. O tempo para realização desta prática é de, aproximadamente, uma aula com duração de uma hora cada.
• Escrever na fi ta de RNAm os códons correspondentes à uma das fi tas do DNA;
• Em cada molécula de RNAt escrever o anticódon correspondente a cada códon;
• Com auxílio da tabela de aminoácidos, escrever o que corresponde a cada códon, em cada molde;
• Passar a fi ta de RNAm expondo apenas uma trinca de RNAm para que o RNAt conduza o aminoácido corres- pondente;
• Organizar os aminoácidos de acordo com a ordem dos códons do RNAm, estabelecendo a sequência de ami- noácidos equivalente. O polipeptídeo formado terá 12 aminoácidos;
• Reconhecer a proteína descrita comparando com sequência disponível no Anexo 2.
Análise da prática experimental
A prática realizada possibilita o entendimento: das diferenças entre os tipos de RNAs; do processo da tradução e da transcrição; do código genético degenerativo e universal. Além disso, a síntese proteica deixa de ser vista como processo isolado e passa a ser relacionada aos genes, fenótipos e DNA. Previamente a esta atividade o aluno deve conhecer as estruturas e diferenças entre DNA e RNA.
Considerações fi nais
Ao fi nal da simulação da síntese proteica cada grupo de trabalho terá uma sequência e será possível discutir o que diferencia os milhares tipos de proteínas, já que cada uma delas só pode conter 20 tipos diferentes de aminoácidos.
Também será possível entender como apenas quatro tipos de bases nitrogenadas na molécula de DNA codifi cam 20 aminoácidos diferentes.
Questionário
• A síntese proteica pode acontecer sem a participação dos ribossomos?
• Qual a relação entre a síntese proteica e o diabetes mellitus/
• A insulina humana pode ser produzida em seres procariotos?
Referências
AMORIM, C. Transgênicos: os dois lados da moeda. Revista Galileu. n. 148. Novembro de 2003.
BUSATO, O. Proteinúria. Disponível em: <http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?350>. Acesso em: 29 jun. de 2011.
CABRAL, R.. Mioglobina. DE ROBERTIS, E. M. F. et.al. Bases da Biologia Celular e Molecular. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koo- gan, 2001. 418 p. em http://www.dq.fct.unl.pt/cadeiras/qpn1/ molweb/2004/mioglobina/mioglob%20nova/fun%C3%A7%C3%A3o.
htm. Acesso em 18 jun de 2011
FAILLACE, R. R.. Anemia. Disponível em:<http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?24>. Acesso em: 18 jun. 2011.
GUYTON, A.C.; HALL, J. E.. Tratado de Fisiologia Médica. 9. ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1997.
tHOLSBACH, D. R. et al. Ocorrência de hemoglobina S no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. J. Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro, v. 44, n. 4, Aug. 2008.
JÚNIOR, E. de A. Estudo do envolvimento das hélices N- e C-terminais na estabilidade e na via de enovelamento de mioglo- bina. Campinas. UNICAMP. 2004. Instituto de Biologia (Tese de doutorado). Campinas, 2004.
KUTLAR, F. et al. Homo sapiens hemoglobin (HBB) gene, promoter region, exons 1, 2 and partial cds. Disponível em: <http://
www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccore/109893890?from=1&to=646&report=gbwithparts>. Acesso em: 18 jun de 2011.
LUCASSEN, A. M. et al. Homo sapiens tyrosine hydroxylase (TH) gene, 3’ end; insulin (INS) gene, complete cds; insulin-like growth factor 2 (IGF2) gene, 5’ end. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccore/307071?from=1&to=1482&report=gbw ithparts>. Acesso em: 18 jun 2011.
MINGHETTI, P. P. et al. Human serum albumin (alb) gene, complete cds. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccore/1 78343?from=1737&to=18688&report=gbwithparts>. Acesso em: 18 jun. 2011.
NAGAO, S. et al. Homo sapiens myoglobin (mb), transcript variant 3, mrna. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccor e/44955887?from=1&to=1153&report=gbwithpartsnunes, f. de m. f. n..
do laboratório à sala de aula: os recentes avanços da genética. revista genética na escola. nº 05.01. Editora SBG. P 57-61.PUR- VES, W. K. et al., Vida: a Ciência da Biologia: Célula e Hereditariedade - vol. 1. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.
VILLASBÔAS, P. de P. A importância da regulamentação da biossegurança como um instrumento de gestão ambiental.
Florianópolis. UFSC. 1998. Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção e Sistemas (Dissertação de mestrado). Flo- rianópolis, 1998.
VILELA, L. Insulina Artifi cial. Disponível em: <http://www.redetec.org.br/inventabrasil/biobras.htm>. Acesso em: 18 jun. 2011.
ZATZ, M.. Projeto genoma humano e ética. São Paulo em perspectiva. nº 14 (3). P 47-52.
PARA SABER MAIS
Revista Ciência Hoje. Peptídeos não ribossomais. Nº 279. Volume 47. Editora SBPC. p. 36-41.
LIMA, B. D. de. A produção de insulina humana por engenharia genética. Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento - nº 23 - novembro/dezembro 2001. p.28-31.
Anexo 01
MOLDE: RNAm
MOLDE: RIBOSSOMO
MOLDE: RNAt
MOLDE: AMINOÁCIDO
TABELA DE CÓDONS E AMINOÁCIDOS
1ª posição 2ª posição 3ª posição
term. 5ª
U C A G
term. 3ªU
Pro Pro Leu Leu
Ser Ser Ser Ser
Tyr Tyr STOP STOP
Cys Cys STOP
Trp
U C A G
C
Leu Leu Leu Leu
Pro Pro Pro Pro
His His Gln Gln
Arg Arg Arg Arg
U C A G
A
Ile Ile Ile Met
Thr Thr Thr Thr
Asn Asn Lys Lys
Ser Ser Arg Arg
U C A G
G
Val Val Val Val
Ala Ala Ala Ala
Asp Asp Glu Glu
Gly Gly Gly Gly
U C A G
Sequências de aminoácidos
Albumina humana
Ser – Lys – Arg – Glu – Asp – Ser – Trp – Gly – Val - Arg – Lys – Pro – Stop
Insulina humana
Asp – Gly – Arg – Asp – Gly – Gln – Thr – Pro – Arg –Thr – Leu – Ser – Pro
Hemoglobina humana
Pro – Tyr – Phe – Gln – Ser – Arg – Leu – Gly - Arg – Stop- Arg – Met - Stop
Mioglobina humana
Leu – Pro – Trp – Thr – Gly – Phe – Tyr – Arg – Arg – Val – His – Ser – Arg
8 Criando possibilidades facilitadoras para a aprendizagem da biologia celular e molecular de alunos com deficiência visual
Maria José Caliman Terci1, Manuella Villar Amado2
Introdução
No espaço da escola, a inclusão social tem o seu lugar garantido por lei e exige esforço e disposição para compreen- der ordenamentos epistêmicos nas áreas de saber já constituídas. O direito à educação de pessoas com defi ciência é uma atitude latente em nossa sociedade. Manifestando-se através de medidas isoladas, de indivíduos ou grupos, a conquista e o reconhecimento de alguns direitos dos portadores de defi ciências podem ser identifi cados como elementos integrantes de políticas sociais, a partir de meados do século XX (MAZZOTTA, 2001).
O conhecimento do aluno cego é construído principalmente através da audição e do tato, assim, para que o aluno realmente compreenda o mundo ao seu redor, devemos apresentar-lhe objetos que possam ser tocados e manipula- dos. Por meio da percepção tátil de objetos, o aluno pode conhecer as suas propriedades. Como a experiência visu- al tende a unifi car o conhecimento em sua totalidade, um aluno defi ciente visual não consegue obter essa unifi cação a não ser que os professores lhe apresentem experiências concretas reais e tente unifi cá-las por meio de explicações e de sequências. (CAMARGO et. al., 2003).
No trabalho desenvolvido com alunos DVs (defi cientes visuais) desde 2009 na EEEFM Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto muitos desafi os surgiram, principalmente de levar o conhecimento a eles da mesma forma que a dos videntes. Segundo Orlando et al (2009), o ensino de tópicos de Biologia Celular e Molecular constitui um dos conteúdos do Ensino Médio de Biologia que mais requer a elaboração de material didático de apoio ao conteúdo presente nos livros texto, já que emprega conceitos bastante abstratos e trabalha com aspectos microscópicos.