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Sequências de DNA conhecidas

No documento Ensino de Ciências (páginas 93-98)

Albumina humana (Minghetti et. al., 2011)

AGCTTTTCTC TTCTGTCAAC CCCACACGCC TTTGGCACAA Insulina humana (Lucassen et.al., 2011)

CTGCCAGCAC TGCCTGTCTG AGGAGCCTGA GATTCGGGCC Hemoglobina humana (Kutlar et. al.2011)

GGCATGAAAG TCAGGGCAGA GCCATCTATT GCTTACATTT Mioglobina humana (Nagao et. al., 2011)

AATGGCACCT GCCCTAAAAT AGCTTCCCAT GTGAGGGCTA

Procedimento experimental

A aula é iniciada com a discussão do texto Transgênicos - os dois lados da moeda” (AMORIM, 2003), sendo os alunos instigados a comentarem aspectos positivos e negativos das técnicas utilizadas pela engenharia genética.

Após breve contextualização, os alunos devem ser divididos em grupos de trabalho (cerca de 3 por grupo) e cada grupo de trabalho deve receber um kit contendo os materiais e moldes listados acima. Os moldes devem ser recor- tados, o ribossomo e a fi ta de RNAm devem ser montados. Com o intuito de diminuir o tempo gasto com a atividade, sugerimos que os alunos sejam organizados e instruídos a trazer os moldes já cortados em aula que antecede a atividade prática. Cada grupo de trabalho deve receber uma parte da sequência de DNA de proteínas humanas conhecidas (albumina, insulina, hemoglobina ou mioglobina) contendo 36 bases nitrogenadas (12 trincas) e em seguida deve simular (Figura 1b) a síntese proteica de acordo com a sequência a seguir. O tempo para realização desta prática é de, aproximadamente, uma aula com duração de uma hora cada.

• Escrever na fi ta de RNAm os códons correspondentes à uma das fi tas do DNA;

• Em cada molécula de RNAt escrever o anticódon correspondente a cada códon;

• Com auxílio da tabela de aminoácidos, escrever o que corresponde a cada códon, em cada molde;

• Passar a fi ta de RNAm expondo apenas uma trinca de RNAm para que o RNAt conduza o aminoácido corres- pondente;

• Organizar os aminoácidos de acordo com a ordem dos códons do RNAm, estabelecendo a sequência de ami- noácidos equivalente. O polipeptídeo formado terá 12 aminoácidos;

• Reconhecer a proteína descrita comparando com sequência disponível no Anexo 2.

Análise da prática experimental

A prática realizada possibilita o entendimento: das diferenças entre os tipos de RNAs; do processo da tradução e da transcrição; do código genético degenerativo e universal. Além disso, a síntese proteica deixa de ser vista como processo isolado e passa a ser relacionada aos genes, fenótipos e DNA. Previamente a esta atividade o aluno deve conhecer as estruturas e diferenças entre DNA e RNA.

Considerações fi nais

Ao fi nal da simulação da síntese proteica cada grupo de trabalho terá uma sequência e será possível discutir o que diferencia os milhares tipos de proteínas, já que cada uma delas só pode conter 20 tipos diferentes de aminoácidos.

Também será possível entender como apenas quatro tipos de bases nitrogenadas na molécula de DNA codifi cam 20 aminoácidos diferentes.

Questionário

• A síntese proteica pode acontecer sem a participação dos ribossomos?

• Qual a relação entre a síntese proteica e o diabetes mellitus/

• A insulina humana pode ser produzida em seres procariotos?

Referências

AMORIM, C. Transgênicos: os dois lados da moeda. Revista Galileu. n. 148. Novembro de 2003.

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do laboratório à sala de aula: os recentes avanços da genética. revista genética na escola. nº 05.01. Editora SBG. P 57-61.PUR- VES, W. K. et al., Vida: a Ciência da Biologia: Célula e Hereditariedade - vol. 1. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.

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PARA SABER MAIS

Revista Ciência Hoje. Peptídeos não ribossomais. Nº 279. Volume 47. Editora SBPC. p. 36-41.

LIMA, B. D. de. A produção de insulina humana por engenharia genética. Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento - nº 23 - novembro/dezembro 2001. p.28-31.

Anexo 01

MOLDE: RNAm

MOLDE: RIBOSSOMO

MOLDE: RNAt

MOLDE: AMINOÁCIDO

TABELA DE CÓDONS E AMINOÁCIDOS

1ª posição 2ª posição 3ª posição

term. 5ª

U C A G

term. 3ª

U

Pro Pro Leu Leu

Ser Ser Ser Ser

Tyr Tyr STOP STOP

Cys Cys STOP

Trp

U C A G

C

Leu Leu Leu Leu

Pro Pro Pro Pro

His His Gln Gln

Arg Arg Arg Arg

U C A G

A

Ile Ile Ile Met

Thr Thr Thr Thr

Asn Asn Lys Lys

Ser Ser Arg Arg

U C A G

G

Val Val Val Val

Ala Ala Ala Ala

Asp Asp Glu Glu

Gly Gly Gly Gly

U C A G

Sequências de aminoácidos

Albumina humana

Ser – Lys – Arg – Glu – Asp – Ser – Trp – Gly – Val - Arg – Lys – Pro – Stop

Insulina humana

Asp – Gly – Arg – Asp – Gly – Gln – Thr – Pro – Arg –Thr – Leu – Ser – Pro

Hemoglobina humana

Pro – Tyr – Phe – Gln – Ser – Arg – Leu – Gly - Arg – Stop- Arg – Met - Stop

Mioglobina humana

Leu – Pro – Trp – Thr – Gly – Phe – Tyr – Arg – Arg – Val – His – Ser – Arg

8 Criando possibilidades facilitadoras para a aprendizagem da biologia celular e molecular de alunos com deficiência visual

Maria José Caliman Terci1, Manuella Villar Amado2

Introdução

No espaço da escola, a inclusão social tem o seu lugar garantido por lei e exige esforço e disposição para compreen- der ordenamentos epistêmicos nas áreas de saber já constituídas. O direito à educação de pessoas com defi ciência é uma atitude latente em nossa sociedade. Manifestando-se através de medidas isoladas, de indivíduos ou grupos, a conquista e o reconhecimento de alguns direitos dos portadores de defi ciências podem ser identifi cados como elementos integrantes de políticas sociais, a partir de meados do século XX (MAZZOTTA, 2001).

O conhecimento do aluno cego é construído principalmente através da audição e do tato, assim, para que o aluno realmente compreenda o mundo ao seu redor, devemos apresentar-lhe objetos que possam ser tocados e manipula- dos. Por meio da percepção tátil de objetos, o aluno pode conhecer as suas propriedades. Como a experiência visu- al tende a unifi car o conhecimento em sua totalidade, um aluno defi ciente visual não consegue obter essa unifi cação a não ser que os professores lhe apresentem experiências concretas reais e tente unifi cá-las por meio de explicações e de sequências. (CAMARGO et. al., 2003).

No trabalho desenvolvido com alunos DVs (defi cientes visuais) desde 2009 na EEEFM Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto muitos desafi os surgiram, principalmente de levar o conhecimento a eles da mesma forma que a dos videntes. Segundo Orlando et al (2009), o ensino de tópicos de Biologia Celular e Molecular constitui um dos conteúdos do Ensino Médio de Biologia que mais requer a elaboração de material didático de apoio ao conteúdo presente nos livros texto, já que emprega conceitos bastante abstratos e trabalha com aspectos microscópicos.

No documento Ensino de Ciências (páginas 93-98)