• Nenhum resultado encontrado

SIZÍGIA – INVERNO (#SI)

No documento universidade do vale do itajaí – univali (páginas 68-75)

5.7 CENÁRIOS

5.7.3 SIZÍGIA – INVERNO (#SI)

CORRELAÇÃO COM AS CARTAS SAO ÁREAS MAIS AFETADAS

Assim como no cenário #SV, as áreas mais afetadas correspondem aos municípios de Piçarras, Penha e Balneário Camboriú. Porém, a concentração que o óleo atingiu os municípios ao norte foi menor em relação ao primeiro cenário. Ao final dos 7 dias simulados sem considerar os processos de intemperismo, as cidades de Penha e Piçarras foram atingidas com uma concentração de 5,1 x 10-7 Kg/m³. Outro local com maior concentração é a porção sul do município de Balneário Camboriú, sendo que o Rio Camboriú apresenta ISL igual a 10 devido as áreas de manguezal e estruturas artificiais da marina de Camboriú (Tabela 7). Como pôde ser visto nas Figuras 25 e 26, os locais mais sensíveis ao óleo correspondem ao: o Rio Piçarras, molhes na desembocadura deste e as estruturas artificiais na praia da Armação (Penha) com índices de sensibilidade 10, 8, e 8 respectivamente.

ÁREAS MENOS AFETADAS

Dentre os locais atingidos em menores concentrações pelo óleo, as localidades que apresentam altos ISL são: manguezal do Gravatá, localizado ao norte da Praia de Navegantes devido ao tipo de sedimento e vegetação característica de manguezal e o Rio Itajaí-Açú, com estruturas artificiais referentes às atividades portuários e áreas de manguezais (Tabelas 8 e 9).

Para análise do RMSE e RMAE, o resultado foi o mesmo, obtendo como valor de erro 0,2729 e 0,2662, respectivamente. De acordo com WALSTRA et al (2001), a representação do modelo está entre 0,2 e 0,4, portanto, é classificada como bom.

Figura 27: Comparação entre os dados de nível d’água gerado pelo modelo com os dados de maré astronômica previsto pelo Delft-Dashboard no cenário #SI.

PERFIS VERTICAIS DE SALINIDADE

Para análise do perfil vertical de salinidade, foram avaliadas as estações controle:

Montante, Estuário, Fundeio, BF4 e BF5 (Figura 28), ambas às 06h00min do dia 21 de Julho de 2012.

O comportamento da salinidade mostrou-se muito semelhante aos cenários anteriores.

Nos pontos de observação localizados no estuário do Rio Itajaí-Açú (Figura 28 – A e B), é possível perceber a presença de sal nas camadas inferiores, já nas superficiais, a presença de água doce, diluindo a água salgada. Já nos pontos de observação localizados na plataforma (BF4, BF5 e Fundeio), assim como nos cenários anteriores, houve uma diferença de salinidade muito pequena nas camadas superficiais, porém, esta se dá pela maior influência da vazão neste cenário, deixando a água na superfície mais doce em relação ao cenário #SV nas mesmas estações controle.

Figura 28: Comparação entre os perfis verticais de salinidade nos pontos de observação no cenário #QI. (A) Montante, (B) Estuário, (C) Fundeio, (D) BF4 e (E) BF5.

VENTO

De acordo com a Figura 29, pode-se observar uma variação na intensidade e direção dos ventos utilizados neste cenário. Houve, assim como nos outros, uma predominância dos ventos oriundos de Sudoeste, porém, nota-se uma diminuição da velocidade ao se comparar com os cenários de verão. O valor de intensidade média para este período foi de 3,65 m/s.

Apesar de este cenário ser o que apresentou menores intensidades, a média não foi a mais baixa devido a maior frequência de vento de intensidades médias (entre 3 e 7 m/s).

Figura 29: Frequência de ocorrência dos ventos no Cenário #SI.

ESPALHAMENTO DA MANCHA

O início da simulação da dispersão do óleo ocorreu a 00h00min do dia 19 de Julho de 2012. De maneira geral, a mancha possuiu uma tendência em acompanhar os movimentos da maré, e, juntamente com o efeito do vento, o núcleo da mancha deslocou-se para direção norte e parte deste permaneceu afastado da costa mais a leste.

Após 16 horas de simulação da dispersão do Diesel Marítimo, ou seja, dia 19 de Fevereiro de 2012 as 16h00min, ocorreu o primeiro contato do óleo com a costa ao norte de Navegantes, mais especificamente no promontório que separa as praias de São Miguel e Vermelha, assim como toda extensão da costa que compreende a praia Brava e a Praia do Côco (Figura 30). Pode-se perceber uma tendência do óleo em entrar na enseada da Praia de Balneário Camboriú, uma vez que as áreas periféricas da mancha localizam-se próximos a enseada.

Ao correlacionar o deslocamento da mancha com os dados de vento (Figura 29), a dispersão do óleo ao final dos 7 dias (Figura 31) pode ser explicada pela influência dos ventos de SSW (25% dos ventos totais). A alta variação da direção e intensidade dos ventos resultou em uma dispersão irregular da mancha, uma vez que esta bastante dispersa no domínio.

A mancha, ao final do tempo simulado, havia dominado a área de estudo, atingindo, mesmo que em baixas concentrações, toda a área do domínio da modelagem. As localidades onde ocorreu a maior concentração de óleo correspondem aos municípios de Penha, Piçarras, Itajaí (Praia Brava) e Balneário Camboriú, sendo que no último, a praia de Balneário Camboriú, Laranjeiras, Taquaras, Taquarinhas e do Pinho foram as mais atingidas.

Pode ser observada, no centro do domínio, uma massa de óleo significativamente grande. Tal fato é justificado pela influência dos ventos dos quadrantes 3 e 4, que apesar de uma baixa frequência, possuíam velocidades de até 9 m/s.

Figura 30: Identificação das primeiras áreas costeiras atingidas pelo espalhamento do óleo após 16 horas do inicio da simulação sem decaimento no cenário #SI.

(Kg/m³)

Figura 31: Evolução da trajetória da mancha e localização das áreas atingidas pelo derrame hipotético de óleo após 7 dias de simulação no cenário #SI sem considerar os processos de intemperismos.

(Kg/m³)

CORRELAÇÃO COM AS CARTAS SAO ÁREAS MAIS AFETADAS

Assim como nos cenários anteriores, o espalhamento da mancha de óleo afetou principalmente as cidades de Piçarras, Penha e Balneário Camboriú. Novamente observa-se uma concentração de óleo maior para os municípios ao norte do domínio, com concentração de 8,2 x 10 -7 Kg/m³. Entre as áreas mais atingidas, as que possuíam alto ISL de acordo com as tabelas apresentadas no cenário #SI, foram: o Rio Piçarras, cujo canal não foi incluído nas simulações, porém, a localização da sua desembocadura situa-se numa das áreas mais afetadas neste cenário. As estruturas artificiais da praia da Armação, os molhes na barra norte e sul de Balneário Camboriú e ao Rio Camboriú, que assim como o Rio Piçarras, não foi incluído na modelagem, porém localiza-se numa área com alto risco de contaminação.

Neste cenário em especifico, houve a contaminação também das Praias Brava (Itajaí) do Côco (Balneário Camboriú), assim como toda enseada deste município. Como pôde ser visto na Tabela 9 e Tabela 7, ambas possuem ISL igual a 4, por ser consideradas praias arenosas de sedimentos médio a fino, o que dificulta a remoção do óleo entre os poros dos grãos (ARAUJO, 2005).

ÁREAS MENOS AFETADAS

Dentre os locais menos atingidos pelo óleo neste cenário, temos localidades que apresentam altos ISL, assim como nos cenários anteriores: manguezal do Gravatá, localizado ao norte da Praia de Navegantes devido ao tipo de sedimento e vegetação característica de manguezal e o Rio Itajaí-Açú, com estruturas artificiais referentes às atividades portuários e áreas de manguezais. Os índices de sensibilidade ao óleo determinado por Araujo (2005) foi 10 para ambos locais (Tabela 8 e Tabela 9).

No documento universidade do vale do itajaí – univali (páginas 68-75)

Documentos relacionados