Em relação ao instrumento de avaliação os colegiados de coordenação de curso, em geral, apresentaram sugestões no que se refere às questões 1 e 2, que tratam, respectivamente, da pontualidade do professor para o início e término das aulas e do comparecimento do professor aos encontros previstos. Para exemplificar, a coordenação do curso de Administração, manifesta-se no sentido de que este tema precisa ser analisado,
de forma institucional, e não só na busca de uma maior consciência do docente para o cumprimento de horários, mas alguns procedimentos institucionais, precisa haver uma revisão, pois em depoimentos na reunião são inúmeras as vezes que a própria estrutura institucional já está aculturada para encerramentos precoces de aula (Of.
Coord. ADM nº 13, de 30/04/2008).
Este debate reflete a preocupação demonstrada pela maioria dos colegiados de coordenação de curso no sentido de que este tema precisa ser trabalhado de forma institucional, envolvendo direção, professores, estudantes, empresas de ônibus, na perspectiva de um debate coletivo e responsabilização das partes para minimizar ou sanar este problema.
No que tange aos debates realizados pelos colegiados de coordenação de curso destacam-se as sugestões de contextualizar as questões e conceitos constantes na pesquisa.
Deste modo, as ponderações e sugestões a seguir retratam o entendimento da maioria dos coordenadores de que,
.... algumas questões poderiam ser acompanhadas de um “balão de ajuda” com explicações e/ou esclarecimentos que permitam uma melhor compreensão do aluno pela integralidade da questão. Por exemplo, a questão 4 “O professor criou situações para os estudantes se manifestarem em sala de aula” pode ter diferentes interpretações. Entende também que algumas questões são avaliadas (enquanto resultado) em função das especificidades das áreas/cursos. (Of. EGM nº 12/2008, 10 de outubro de 2008).
No conjunto, sugere-se ampliar as questões de auto-avaliação em relação ao aluno e incluir questões que avaliem a biblioteca e a infra-estrutura da instituição. Sobre o período de avaliação, grande parte dos cursos manifestou-se no sentido de que a mesma poderia ser realizada antes do final do semestre, ou seja, no momento em que estão na Universidade ou pensar outros períodos.
Em relação aos conceitos da pesquisa houve várias manifestações. Dentre elas, a sugestão do colegiado do DEAg retrata as sugestões dos demais colegiados.
Possibilitar aos estudantes um melhor entendimento e diferenciação dos conceitos utilizados na avaliação (Excelente, Muito Bom, Bom, Razoável e Ruim). Seria pertinente, ainda, na análise da avaliação, rever o agrupamento dos conceitos Bom + razoável, julgando-se mais pertinente a junção dos conceitos Razoável + Ruim. Já no instrumento de avaliação sugere-se agrupar os conceitos Bom e Muito Bom, em um único conceito (ou Bom ou Muito Bom). (Of AGR n° 07/2008, de 03/07/2008).
No que se refere às questões sobre os recursos didático-pedagógicos utilizados pelo professor, a pontualidade do professor, as sugestões se dão no sentido de criar mecanismos que possibilitem ao estudantes a compreensão destes termos no contexto em que está sendo proposta a avaliação.
Cabe destacar que todos os colegiados manifestam-se no sentido de contribuir com este programa. Portanto, todas estas sugestões têm a intenção de melhorar o processo institucional com vistas ao aperfeiçoamento dos aspectos tanto pedagógicos quanto administrativos da Universidade.
3 CONTEXTUALIZANDO A QUESTÃO
Para contextualizar esta reflexão recorre-se a uma passagem de Sobrinho (1997, p.
36) quando define “a avaliação como um processo complexo, nem tanto pelas dificuldades instrumentais ou pelos tecnocratismos, nem tanto pela obtenção de respostas claras e pretensamente definitivas, mas, sobretudo pelo valor das questões levantadas no debate público, ou seja, pelo impacto das perguntas que o processo deve suscitar, discutir e avaliar”.
Desta passagem de Sobrinho podemos entender que as perguntas dão os elementos para avaliar as questões em diferentes perspectivas na busca de alternativas que no momento consideram-se as mais adequadas. Por isto, a importância de constantemente estar revendo os processos e buscando alternativas para a melhoria e o aperfeiçoamento institucional levando em consideração o contexto em seus diferentes aspectos.
É nesta perspectiva que se entende e se analisa as contribuições feitas pelos diferentes colegiados de curso de departamento de Programa de Avaliação Semestral dos Componentes Curriculares e dos Docentes dos Cursos de Graduação da Uníjuí, em forma de questionamentos e sugestões. Todos que se manifestaram em nenhum momento preocuparam-se em dar respostas, mas em questionar e sugerir o que no momento avaliaram como pertinente.
Enquanto grupo da CPA, que motiva e sistematiza a auto-avaliação percebe-se que os diferentes processos avaliativos são importantes e necessários e que, tanto a autonomia de cada departamento para realizar o seu trabalho avaliativo, quanto a institucionalização de políticas comuns aos departamentos, são importantes e necessárias. O que interessa é a construção coletiva dos processos e a constante revisão dos mesmos para aperfeiçoamento.
O que chama a atenção neste processo avaliativo é o compromisso e a responsabilidade dos docentes, colegiados e departamento com os aspectos pedagógicos, uma vez que a conjuntura tanto externa, quanto interna leva a preocupações com os aspectos financeiros em busca de uma estabilidade institucional. É possível perceber o empenho de cada um em não deixar o financeiro se sobrepor ao pedagógico, mas também o esforço de cada um em manter a qualidade das suas atividades, também na perspectiva de auxiliar os aspectos econômicos.
PARA CONTINUIDADE DO PROCESSO DE AUTO-AVALIAÇÃO NA UNIJUÍ
A avaliação interna ou auto-avaliação tem como principais objetivos produzir conhecimentos; pôr em questão os sentidos do conjunto de atividades e finalidades cumpridas pela instituição; identificar as causas dos seus problemas e deficiências; aumentar a consciência pedagógica e a capacidade profissional do corpo docente e técnico- administrativo; fortalecer as relações de cooperação entre os diversos atores institucionais;
tornar mais efetiva a vinculação da instituição com a comunidade; julgar acerca da relevância científica e social de suas atividades e produtos, além de prestar contas à sociedade (Sinaes - Roteiro de Auto-Avaliação Institucional 2004 – MEC/Inep/Conaes).
Nesse sentido, a CPA-Unijuí apresenta nesta escrita os processos de auto-avaliação ocorridos a partir da entrega do Relatório Final em julho de 2006 e os resultados possíveis no contexto do processo de avaliação institucional, prática historicamente realizada na Fidene/Unijuí desde 1994, inserida na dinâmica da avaliação do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Comunitárias Gaúchas -Paiung.
No conjunto de ações desenvolvidas pela CPA, no decorrer de 2007 e 2008, visitou-se os departamentos para conversar com a mesa diretora de cada unidade objetivando reforçar a importância para a universidade da realização continuada da auto-avaliaçao institucional, bem como solicitar o apoio dos gestores na divulgação da concepção e procedimentos do Sinaes no intuito de que todos possam ter conhecimento e estarem efetivamente envolvidos no atendimento dessa demanda de parte do MEC/Inep. Nestes debates as temáticas atinentes à formação continuada e egressos aparecem como relevantes enquanto política institucional, uma vez que permitem a qualificação dos processos didático-pedagógicos de uma universidade comunitária que tem em seus pressupostos a formação de um profissional com características humanistas.
Embasados na concepção de avaliação permanente, inseriu-se no portal do funcionário um link para que cada departamento/curso possa fazer a sua memória no que diz respeito a potencialidades, fragilidades e encaminhamentos. Este procedimento auxilia a CPA, o departamento e a própria instituição para assumir um discurso comum e a transparência institucional.
Foi realizada uma pesquisa de imagem da CPA junto aos docentes e técnicos- administrativos da instituição on line, com o objetivo de verificar a imagem e conhecimento sobre a comissão pelos diferentes segmentos da universidade, e com isso fortalecer o processo de auto-avaliação institucional na Unijuí. Para os estudantes foi realizada a pesquisa presencial em sala de aula, com a intenção de fazer o contato direto com os discentes e motivá-los a se envolverem na dinâmica da auto-avaliação do conjunto da universidade.
Através dessa Pesquisa de Imagem, com base nas questões fechadas, foi possível constatar que a CPA, apesar de existir desde 2004 e realizar diferentes ações durante esse período, ainda não é totalmente conhecida pela comunidade acadêmica. Isso reflete um desconhecimento também do Sistema Nacional de Avaliação – SINAES, em seus diferentes aspectos. Com isso, então, constata-se a necessidade, de cada vez mais, a CPA desenvolver estratégias que incentivem essa comunidade a se envolver nos processos de avaliação,
fazendo deste momento uma oportunidade de reflexão do “fazer acadêmico” dentro da instituição.
Pode-se afirmar, também, que a pesquisa de imagem da CPA realizada junto aos colaboradores (docentes e técnico-administrativos e de apoio) revela que nem todos têm conhecimento da função da CPA, entretanto, é indicado que reconhecem a importância da realização das avaliações que a Instituição vem fazendo. Dão a entender, e mostram esperança, que o envolvimento em pesquisas e avaliações melhora o autoconhecimento e qualifica os processos institucionais. Constata-se que estão motivados para a auto-avaliação na medida em que se apresenta um conjunto significativo de críticas, proposições e sugestões para qualificar o processo nos níveis da CPA, da auto-avaliação e da Instituição/Universidade.
Esta pesquisa noutra dimensão é considerada importante para conhecer um pouco mais a respeito dos alunos da Unijuí. Apesar de poucos saberem dos objetivos e funções da CPA no espaço acadêmico, eles colaboraram fazendo seus comentários, sugestões e críticas.
Estas manifestações demonstram que vários alunos estão de fato empenhados para que a Instituição cresça de modo positivo e contribuem para que isto aconteça. Esta pesquisa também apontou para uma reflexão de auto-avaliação das ações que a CPA precisará desempenhar daqui para frente junto aos alunos.
Considerando a proposta do Sinaes de que as instituições sejam avaliadas pelo todo institucional é que a auto-avaliação (interna e externa), avaliação dos cursos e o Enade são processos que requerem a integração na instituição universitária. Nas discussões do grupo da CPA tem-se presente que o coordenador de cada curso é o elo para a integração destas três dimensões do Sinaes, pois é o coordenador de curso que participa de todos os momentos do processo do Sinaes e é nessa dimensão que a CPA empenha-se em trabalhar em conjunto com esses docentes que atuam na coordenação de cada um dos cursos da Universidade. Os encontros por departamento, reunindo os coordenadores de cursos de Graduação, Pós- Graduação e de Extensão objetivam discutir a relação da CPA com os cursos e a instituição, bem como a articulação entre os diferentes momentos da avaliação proposta pelo Sinaes.
No que diz respeito à formação continuada dos colaboradores, existem, na Unijuí, programas de formação continuada que atendem aos técnicos, e dentre eles, destaca-se o Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Universitária. No entanto, no que diz respeito aos docentes não há no período de atuação da atual Reitoria – 2005-2010 (pelo menos até o momento) um programa que atenda a dimensão pedagógica de atuação docente.
Esta é imprescindível, pois são os docentes que têm, em sua atividade, aquilo que é o específico em uma instituição de ensino. Muitas experiências já foram realizadas ao longo do tempo e cada uma teve a sua eficácia no momento em que aconteceu.
Atualmente deve-se reconhecer a necessidade da urgência de um programa que atenda a formação continuada dos docentes. Este, na expectativa dos professores da Unijuí deve atender a dimensão pedagógica do fazer docente; dos conteúdos; das estratégias de ensino do conteúdo específico do campo de conhecimento em que atua cada docente.
Existem necessidades, também, no que diz respeito a uma formação continuada diante das dimensões do fazer universitário, ensino, pesquisa e extensão, estabelecendo a articulação entre elas e potencializando a produção acadêmica.
De outro lado, verifica-se, também, que é importante a questão da gestão, pois nesse aspecto, alguns docentes ao assumirem cargos se reconhecem incapazes de dar conta das demandas. Diante disso, para todos se sobrepõe o entendimento de que não são treinamentos
ou capacitações que resolverão essas lacunas. Entende-se que o importante é o dialogo, o debate, a existência de fóruns em que se possa articular o que já se conhece, as experiências que cada um possui, com a dimensão das políticas públicas, e do “ estado da arte” da educação escolar no Brasil e no mundo.
A respeito dessa questão, de parte da Vice-Reitoria de Graduação, está sendo estruturado um programa de formação continuada de docentes com vistas a ser implementado a partir do primeiro semestre de 2009.
Outro Programa de avaliação acontecendo na universidade, busca conhecer o ponto de vista dos estudantes acerca da qualidade das ações didático-pedagógicas e acadêmicas.
Este acontece por meio do Portal do Aluno junto ao SIE (Sistema de Informações para o Ensino), em sintonia com as Diretrizes Institucionais de Ensino da Unijuí, que prevêem, dentre as suas orientações, a excelência acadêmica; a construção reflexiva do conhecimento;
a avaliação como processo de qualificação da atuação universitária; e a interação dos programas de ensino com o mundo do trabalho e com a pesquisa.
Este programa é importante para conhecer o ponto de vista do estudante da Unijuí e desafiar a instituição a constituir novas práticas pedagógicas. Considera-se essa possibilidade de revisão, para dar conta da complexidade de saberes que os alunos trazem em sua bagagem cultural e a que esperam/necessitam levar quando da conclusão da sua graduação.
A universidade neste ano deu continuidade a vários convênios com instituições nacionais e internacionais para intercâmbio de estudantes. Destacam-se os países Espanha, Portugal e Argentina. Vários estudantes da Unijuí estão participando destes intercâmbios, bem como a Unijuí está recebendo estudantes. Esses convênios oportunizam intercâmbios entre os docentes, que participam de atividades nas universidades estrangeiras. Entende-se que essa política institucional de estreitar relações com instituições internacionais por um lado possibilita aos estudantes uma formação para além dos muros da universidade e, por outro, possibilita às instituições a troca de experiências e o conhecimento de outras culturas e universidades.
Merece destaque o empenho dos cursos e departamentos na oferta das semanas acadêmicas, ciclo de debates ou Seminários em âmbito nacional, estadual e internacional nas diferentes áreas do conhecimento. Cabe ressaltar, que embora a universidade esteja enfrentando problemas financeiros, os departamentos encontram alternativas adequadas para promover eventos que possam discutir as questões atinentes a cada área do saber.
Neste ano, o MEC instituiu uma série de mudanças no Sinaes pela criação de indicadores de qualidade. Dentre eles, destacam-se o Conceito Preliminar de Curso – CPC e o Índice Geral de Curso – IGC. Segundo autoridades do ministério, a opção pela estrutura do CPC se deu em função da sua consistência estatística. O peso do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - Enade na composição do Conceito justifica-se pelo fato de que esse era o único instrumento cujos dados disponíveis expressavam certa confiabilidade. Essas modificações na lei têm oportunizado a realização de discussões entre estudantes e coordenações de curso, que estão envolvidos mais diretamente na atenção aos alunos. Se de um lado esses encontros acontecem para ter mais clareza da legislação, se revelam uma ótima oportunidade de fazer a avaliação e auto-avaliação dos cursos, das estruturas didático- pedagógicas dos mesmos, dos currículos e da relação docente-conteúdo-aluno no contexto dos processos de ensino-aprendizagem.
Considerando esse novo parâmetro de avaliação, a Unijuí, em 2007, obteve um bom desempenho no Enade 2007. Os nove cursos da Unijuí, que integraram a relação dos avaliados, obtiveram conceitos quatro e três, sendo três os cursos que receberam conceito “4”
e quatro cursos receberam conceito “3”. Dois cursos, por não terem ingressantes ou concluintes, não receberam conceito (SC).
Dentre os cursos avaliados no Enade em 2007 e que são oferecidos pela Unijuí estão:
Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição e Serviço Social. Estes cursos foram avaliados compreendendo os Campi Ijuí e Santa Rosa. Na avaliação da Reitoria, os resultados do Enade foram positivos, uma vez que cursos com conceito igual ou superior a 3 são aqueles que atendem plenamente os critérios de qualidade para seu funcionamento.
Em relação ao IGC a Unijuí também obteve um bom desempenho, destacando-se entre as Instituições do Rio Grande do Sul. Embora, este índice seja apenas uma orientação aos avaliadores externos, entende-se que o bom resultado obtido pela Unijuí reflete o seu compromisso com a qualidade da educação e com sociedade na qual está inserida.
A CPA, ao fazer a reflexão sobre o CPC, retomou os constantes contatos e debates com o MEC/Inep para discussão e implementação do Sinaes, os quais enfatizavam que o referido Sistema era uma “Política de Estado” e como tal deveria ser considerado como Lei, que é. No momento em que, por Portaria, altera-se a Lei, está se confrontando a “política de Estado com a política de governo”? Nessa nova configuração a estrutura do Sinaes se descaracteriza com alteração no ciclo avaliativo. Assim, em que medida o Sinaes ainda é referência? Está dado o papel do Enade? Qual o papel das CPAs no atual contexto?
Ao analisar estas questões no conjunto institucional percebe-se que de parte dos cursos envolvidos no Enade existem percepções contraditórias. De um lado os conceitos recebidos dão tranqüilidade no momento. No entanto, permanece o receio com o comprometimento dos estudantes na aceitação da realização do exame e das constatações que os mesmos têm a respeito da instituição. Isso demonstra a necessidade da existência de um programa que abarque o todo da avaliação na instituição, considerando os acadêmicos, os coordenadores de curso e os docentes, de forma permanente e continuada.
Destaca-se, também, que 70% da avaliação da Instituição é feita a partir do olhar do aluno, pelo Enade. O Sinaes propõe isso ou vai mudar? Estes questionamentos integraram o documento de posicionamento do Paiung/Comung enviado à Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – Conaes, com o objetivo de marcar a posição de um grupo que ajudou a criar e implementar o Sinaes, que é o Paiung.
Em 2007, a Unijuí comemorou 50 anos de ensino superior na região. Vários eventos foram realizados, dentre eles destaca-se a Campanha Institucional - Para uma Vida de Conquistas, Unijuí -, com o objetivo de mostrar além da história dos colaboradores que constroem a Universidade a vida de conquistas que a instituição oferece tanto para alunos, quanto para colaboradores.
No sentido de endomarketing deve-se reconhecer o esforço em buscar a integração entre os vários colaboradores, incluindo os seus familiares. Essa é uma questão significativa dado o caráter da Unijuí, que é uma instituição comunitária integrada a Fidene, pela qual é mantida. Tanto a fundação quanto a universidade são regidas pelos princípios democráticos, em que os dirigentes são escolhidos entre os seus pares. Isso fortalece as relações que existem no contexto da comunidade acadêmica.
Nessa direção destacam-se os eventos que as Coordenadorias de Recursos Humanos e de Marketing desenvolveram neste período com vistas a melhoria do clima institucional. Os eventos de maior visibilidade foram: Dia do amigo, em que cada setor desenvolveu a sua programação de integração; a programação da Semana Farroupilha, com atividades de integração, almoços festivos foram realizados nos diversos campi e o evento Quero ser grande, desenvolvido com objetivo de comemorar o mês da criança e dia do profissional em educação.
Desde o ano de 2005, a Unijuí está passando por um processo de mudanças com vistas a garantir a sustentabilidade financeira da instituição. São mudanças necessárias para adequações políticas e estruturais a uma instituição comunitária que está localizada em uma região que vem empobrecendo a cada ano.
Por outro lado, se intensifica a concorrência com instituições novas que formam profissionais em carreiras que exigem um curso superior; são as faculdades, os Institutos, os Centros que proliferam na região. As previsões de crescimento demonstram que não existem possibilidades de ampliação do número de alunos para uma continuada expansão horizontal.
Nos dias de hoje, algumas reflexões têm sido feitas no sentido de que esse modelo de universidade comunitária está se deparando com dificuldades econômicas, pois em decorrência da necessidade de sustentabilidade, a exemplo dos outros modelos, as comunitárias gaúchas estão buscando alternativas para sua viabilidade financeira com consciência de que muitas vezes corre-se o risco de o administrativo afetar o acadêmico e o pedagógico.
Este é o desafio que as comunitárias e, no caso, a Unijuí, estão enfrentando, ou seja, como sair da crise sem perder a identidade, uma identidade calcada em princípios de participação, diálogo e, essencialmente, voltada para o desenvolvimento regional. Cabe destacar, nesta reflexão, que a região, o Estado e o próprio país estão passando por momentos de reestruturações na educação superior e em outros setores e neste contexto encontram-se as instituições de educação superior, com destaque para as comunitárias.
Considerando este contexto, a Unijuí, a cada ano, vem realizando uma série de adequações e normatizações tanto no seu aspecto acadêmico, quanto administrativo. Nesta perspectiva destaca-se a reestruturação das condições de trabalho, alterações nos planos de carreira dos docentes, com atenção à previdência (que contempla o professor sênior e técnico-administrativo e de apoio), os quais redimensionam e otimizam os recursos humanos da universidade, bem como possibilitam a ascensão na carreira pela avaliação de desempenho. Adequações na estrutura administrativa e o estabelecimento de políticas institucionais na área do ensino de graduação e de pós-graduação, de extensão e de pesquisa são estabelecidas para a viabilidade institucional.
A efetivação destas medidas suscita discussões e questionamentos no meio acadêmico, no entanto, todos compreendem a necessidade de buscar a sustentabilidade da instituição com vistas a manter a universidade e preservar os postos de trabalho a cada um que integra a universidade. Essa tem sido uma discussão significativa, no contexto das medidas que estão sendo adotadas.
Isto tudo está gerando expectativas e intensificando os debates, oportunizando a reflexão do fazer acadêmico no interior dos departamentos e dos setores. Neste debate, a