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Sugestão de trabalho com os alunos

e “curto”. Nas variantes que tem como protagonistas o macaco e o preá, ou o macaco e a cutia, ou o macaco e a paca, os opostos referem-se ao rabo desses animais: o rabo comprido do macaco contrasta com a ausência de rabo nos roedores (preá, cutia e paca). Nas variantes que tem como protagonistas a onça e a paca (que poderia também ser substituída pela cutia ou pelo preá) a oposição é baseada no tamanho do focinho dos animais: enquanto a paca tem focinho alongado, o focinho da onça é achatado, curto. Principal diferença: esperteza, inteligência... Selecione algumas versões e estabeleça comparações junto com a classe, destacando esse jogo de oposições.

2 - Realizar uma pesquisa com os alunos da u.e. com o intuito de investigar:

- a História da dança de rua no Brasil;

- existem alunos da u.e. que praticam a dança de rua?

- quais movimentos e passos são próprios desta expressão corporal?Quais são oriundos de outras danças/ginásticas?

3 - Proporcionar um momento no qual os alunos, e alguns convidados, possam apresentar seu conhecimento da dança para os outros colegas da u.e.

Dança de rua e novas expressões da cultura urbana paulistana:

OS JAPAS

“Diferentemente de outras comunidades, a japonesa não é ligada apenas à tradições que existiam no início do século XX, época em que os imigrantes começaram a chegar ao país. Graças aos decasséguis, brasileiros de origem nipônica que trabalham no Japão por alguns anos para juntar dinheiro, em pouco tempo o que é moda em Tóquio vira moda por aqui. Os 16 grupos de street dance que se formaram na colônia nos últimos dez anos dão uma boa amostra disso. Surgida nos EUA, a dança virou mania entre os descolados japoneses, que fizeram fama com seus movimentos rápidos e precisos. Logo começaram a surgir dançarinos paulistanos, que procuram aliar a ginga brasileira ao perfeccionismo de seus antepassados nas competições internacionais”.

In.: Revista Veja São Paulo de 14 de julho de 2004, em edição dedicada à presença da cultura japonesa em São Paulo.

Com certeza você sabe que, durante séculos, pessoas negras foram trazidas à força da África para trabalharem como escravas no Brasil. Aqui, homens e mulheres enfrentaram uma dura rotina, repleta de maus-tratos. Mas, no pouco tempo livre que tinham, eles se reuniam em volta de fogueiras para cantar e dançar.

Ali, faziam seus versos e, muitas vezes, entre um batuque e outro, combinavam fugas e lamentavam o cativeiro. Um hábito que fez nascer uma dança – o jongo – e outras duas expressões culturais cheias de ritmo e rimas – o calango e a folia- de-reis. A matéria a seguir traz informações coletadas em um documentário feito

pela Universidade Federal Fluminense: “Jongos, calangos e folias - música negra e memória”.

DANÇA, CANTO, FESTEJOS

O jongo mistura canto, dança e percussão em forma de poesia. A dança acontece em volta de uma fogueira. Em círculo, dançarinos evoluem, enquanto o restante da roda faz coro e responde ao refrão. Na roda, há quem toque o caxambu – tambor volumoso que marca o ritmo dos jongueiros.

É nas festas de jongo que acontecem os calangos, que têm como características a dança em pares e a música acompanhada por uma sanfona.

Em geral, são os membros mais jovens da comunidade que o dançam.

Durante o calango, uma pessoa pode desafiar a outra com seus versos, que precisam ter resposta imediata, “no susto:” Já as folias-de-reis são feitas por famílias devotas dos três reis magos: Melchior, Gaspar e Baltazar que, segundo a Bíblia, visitaram Jesus após o seu nascimento.

Os grupos familiares – que têm especial apego a Baltazar, o único negro entre os reis magos – festejam animados, alguns vestidos de palhaços,

acompanhados por músicos, e percorrem várias localidades em épocas próximas ao Natal.

Produzido por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jongos, calangos e folias – música negra, memória e poesia foi feito a partir de visitas a comunidades formadas por descendentes de africanos no Rio de Janeiro, onde ainda estão vivas as manifestações culturais que dão nome ao filme e que têm sua origem na luta dos escravos pela liberdade. Lá, filhos, netos e outros parentes de africanos escravizados no passado foram entrevistados e contaram um pouco sobre a história de sua família e também sobre o jongo, o calango e a folia-de-reis.

“Para fazer o DVD, percorremos três grandes regiões: o litoral Sul e Norte do Estado do Rio de Janeiro; o Vale do Paraíba, principal região cafeeira do século XIX, onde foram pesquisados grupos de jongueiros e de calangueiros;

e a Baixada Fluminense, onde pesquisamos principalmente grupos de folias- de-reis nos municípios de Mesquita e Duque de Caxias”, conta Hebe Mattos, professora do Departamento de História da UFF e uma das coordenadoras do projeto.

Além de um acervo com mais de 180 horas de depoimentos dados pelas pessoas das comunidades visitadas, a equipe trouxe ainda muitas experiências e histórias interessantes dos locais pelos quais passou.

Na vila de Pedro Carlos, no Quilombo de São José da Serra, em Valença, por exemplo, um grande baile se formou de improviso, enquanto era registrado o som da sanfona do seu Manoel do Calango, um especialista em tocar o ritmo.

Agora que a cultura africana faz parte dos currículos escolares de todo Brasil, assistir a “Jongos, Calangos e Folias – música negra, memória e poesia”

pode ser um bom programa para fazer em sala de aula ou mesmo em casa.

Então, que tal dar essa dica ao seu professor ou aproveitá-la com os seus amigos? Em breve, o filme estará disponível na internet. Além disso, você pode saber como adquiri-lo pelo correio na página virtual do projeto Jongos, calangos e folias. Se você ficou interessado, então assista abaixo a um trecho do filme “Jongos, calangos e folias – música negra, memória e poesia:”

Cathia Abreu

Instituto Ciência Hoje/RJ

(Música Vídeo Brasil Festas populares Calango Antropologia Escravos Jongo Escravidão Folclore)

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