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Testes psicológicos

No documento universidade do vale do itajaí – univali (páginas 42-46)

2. EMBASAMENTO TEÓRICO

4.4 Testes psicológicos

procedimentos empregados, entre outras (DANNA, 1999). Segundo a autora, a observação proporciona ao psicólogo um contato mais próximo do que acontece na realidade e possibilita melhor compreensão da natureza das ações.

Godoy e Noronha (2005) apontam as entrevistas individuais, dinâmicas de grupo e testes psicológicos como as técnicas mais empregadas no processo de avaliação psicológica.

Diante do exposto, pode-se constatar que há um predomínio sobre algumas técnicas padronizadas, enquanto outras parecem estar sendo deixadas de lado, ao contrário das não padronizadas que parece haver uma diversificação no uso delas.

Sendo assim, Hartmann (2007) analisou o processo de avaliação psicológica na seleção de pessoal em consultorias de Recursos Humanos, na qual identificou que não há conhecimento das técnicas psicológicas. Isso nos proporciona reflexão acerca da atuação de alguns profissionais que estão fazendo uso de técnicas que não se tem o devido conhecimento para poder realizar um trabalho de qualidade e que ofereça resultados fidedignos.

Freqüência

QUATI 17

IFP (Inventário Fatorial de Personalidade) 14

Palográfico 11

CPS ( Escalas de Personalidade Comrey) 03

PMK (Psicodiagnóstico Miocinético) 03

RAVEN (Matrizes Progressivas Coloridas) 02 Personalidade

PFISTER (Pirâmides Coloridas) 01

AC (Atenção Concentrada) 13

G-36 (não verbal de inteligência) 07

D2 (Atenção Concentrada) 07

R-1 (não verbal de inteligência) 05

BPR-5 (Bateria de Provas de Raciocínio) 05

AC-15 (Atenção Concentrada) 04

G-38 (não verbal de inteligência) 04

BFM (Bateria de Funções Mentais para Motorista) 03 BGFM (Bateria Geral das Funções Mentais) 02 Teste de Atenção Dividida e Sustentada 02

V-47 (verbal de inteligência) 01

Senso-Percepto- Cognitivo

WAIS (Escala de Inteligência para Adultos) 01 Orientação

Profissional EMEP (Escala de Maturidade para a Escolha

Profissional) 02

ISSL (Inventário de Sintomas de Stress para

Adultos de Lipp) 03

EFN (Escala Fatorial de Ajustamento

Emocional/Neuroticismo) 01

Saúde

QSG (Questionário de Saúde Geral Goldberg) 01 Habilidades Sociais IHS (Inventário de Habilidades Sociais) 01

PAEX 01

FDC Janela de Johari 01

MBTI 01

ADT 01

Atenção da Bateria Cepa 01

Testes de Inteligência Emocional 01

Bateria TSP 01

Outros

PPA 01

Quadro 4 – Testes Psicológicos

Entre os testes de personalidade, o QUATI apresentou maior freqüência (17), seguido do IFP (14) e Palográfico (11). Os demais testes obtiveram freqüência abaixo de três (03). Hartmann (2007) aponta o Palográfico como o mais utilizado e o IFP, CPS, QUATI e o PMK estão entre os testes utilizados na seleção de pessoal. De acordo com pesquisa de Padilha, Noronha e Fagan (2007), entre os testes mais utilizados pelos psicólogos estão o IFP, PFISTER, CPS E QUATI. Na pesquisa de Pereira, Primi e Cobêro (2003) sobre a validade dos testes utilizados em seleção de pessoal, o Palográfico e o QUATI aparecem entre os testes de personalidade mais utilizados pelos recrutadores.

O PMK, Palográfico, QUATI, IFP e CPS estão entre as técnicas de exame psicológico ensinadas nos cursos de graduação, segundo pesquisa realizada por Alves, Alchieri e Marques (2002). Diante disso, pode-se perceber que os testes que apresentam maior freqüência na pesquisa estão entre os testes ensinados nos cursos de graduação.

Entre os testes que avaliam sensação, percepção e cognição, o AC obteve maior freqüência (13). O G-36 e o D2 obtiveram freqüência sete (07). A maioria dos testes obtiveram freqüência abaixo de sete (07), como podemos identificar no quadro 4.

Hartmann (2007) aponta o AC como o mais utilizado no processo de seleção de pessoal e o BPR-5 encontra-se entre os testes utilizados. Em estudo realizado por Pereira, Primi e Cobêro (2003), o AC, AC15, D2, G36, G38 estão entre os testes psicológicos mais utilizados pelos recrutadores na seleção de pessoal. Godoy e Noronha (2005) visaram analisar as técnicas e os testes psicológicos mais utilizados nos processos seletivos, sendo que entre os instrumentos psicológicos mais utilizados nas seleções estavam o AC e o G36.

Os testes G-36, D2, R-1, BPR-5, G-38 e WAIS estão entre as técnicas de exame psicológico ensinadas nos cursos de graduação apontados por Alves, Alchieri e Marques (2002), significando que os testes senso-percepto-cognitivo que apresentaram maiores freqüências são ensinados nos cursos de graduação. No entanto, o AC-15 não se encontra entre os testes psicológicos ensinados no curso de graduação, mas entre os testes mais utilizados pelos psicólogos, segundo a pesquisa de Pereira, Primi e Cobêro (2003) e Padilha, Noronha e Fagan (2007).

Em relação à Orientação Profissional, o EMEP foi apontado por dois (02) psicólogos. A partir disso, pode-se perceber que apesar de quatro (04) profissionais atuarem em Orientação Profissional, apenas dois (02) utilizam teste específico para esse fim, no caso o EMEP. No entanto, pesquisas apontam que o IFP e QUATI também são utilizados para orientação profissional. Noronha, Freitas e Ottati (2003) apontam o QUATI como um dos testes utilizados em orientação profissional e Mansão e Yoshida (2006) citam o uso do IFP para a avaliação da personalidade e sintomas psicopatológicos no processo de orientação profissional.

Na subcategoria saúde, EFN (Escala Fatorial de Ajustamento Emocional/Neuroticismo) e QSG (Questionário de Saúde Geral Goldberg) obtiveram freqüência um (01). Assim como o IHS (Inventário de Habilidades Sociais) também apresentou freqüência um (01). Diante de tais resultados pode-se identificar que os psicólogos organizacionais vêm limitando o uso de tais instrumentos em sua atuação.

Na subcategoria outros estão distribuídos os instrumentos utilizados por onze (11) psicólogos. É importante salientar que estes instrumentos utilizados no exercício profissional destes participantes, não estavam aprovados pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI) durante o processo de coleta de dados. Tal resultado

entra em concordância com pesquisa realizada por Padilha, Noronha e Fagan (2007), quando relataram que dezessete (17) psicólogos fazem uso de instrumentos que não estavam em condições de uso durante o período de coleta de dados. Além disso, os psicólogos utilizam outros instrumentos que não são de uso exclusivo de psicólogos, como o PAEX, FDC, entre outros.

De acordo com a Resolução 002/2003,

Será considerado teste psicológico em condições de uso, seja ele comercializado ou disponibilizado por outros meios, aquele que, após receber Parecer da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, for aprovado pelo CFP; Será considerada falta ética, conforme disposto na alínea c do Art. 1º e na alínea m do Art. 2º do Código de Ética Profissional do Psicólogo, a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo CFP, salvo os casos de pesquisa (Art.10-16).

Diante desses resultados, é importante refletir acerca da informação que esses profissionais possuem a respeito do processo de avaliação dos testes psicológicos, já que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) emite regularmente uma listagem com pareceres favoráveis tanto para o uso como para a comercialização dos testes psicológicos (PADILHA, NORONHA, FAGAN, 2007).

No documento universidade do vale do itajaí – univali (páginas 42-46)

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