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Tipos de Precauções

No documento Ciência da Saúde no Mundo Contemporâneo (páginas 90-96)

MANAUS-AM

Quando 3. Tipos de Precauções

Precaução Profissional Paciente

Padrão - -

Contato Avental descartável + Luvas -

Aerossóis N°95 Máscara Cirúrgica

Gotículas Máscara Cirúrgica Máscara Cirúrgica

Reversa

Luva de Procedimento + Avental Descartável+

Máscara Cirúrgica

Máscara Cirúrgica

Fonte: Adaptado de Protocolo de Transporte Intra e Extra-Hospitalar. Unidade de cuidados intensivos e semi-intensivos. Manaus: EBSERH- Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, 2018.

Em casos de pacientes em isolamento de contato, por bactérias multirresistentes, é necessário que o encarregado da empresa de higienização seja comunicado, ainda na etapa de preparo, para que seja garantida a limpeza e desinfeção do elevador pós-transporte.

Os kits de intubação traqueal, de medicamentos de emergência e de materiais de suporte deverão ser acondicionados na maleta de transporte e checados diariamente. A maleta deverá os kits com os itens do quadro abaixo.

Fonte: Adaptado de Protocolo de Transporte Intra e Extra-Hospitalar. Unidade de cuidados intensivos e semi- intensivos. Manaus: EBSERH- Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, 2018.

A maleta contendo o kit de intubação traqueal, medicamentos e materiais de suporte deverão estar em local de fácil acesso e identificada como KIT DE TRANSPORTE, os demais equipamentos e acessórios deverão ser selecionados de acordo com o diagnóstico e estado

Quadro 4. Materiais e Medicamentos para compor a Mala de Transporte.

Quantidade Materiais e Medicamentos

01 de cada Luvas Estéreis N° 7,0; 7,5 e 8,0

08 Pares Luvas de Procedimento

03 de cada Máscara, óculos e touca

01 de casa Tubo Orotraqueal N° 6,57,0; 7,5; 8,0; 8,5 01 unidade Laringoscópio e pilhas extras 01 de cada Lâminas de Laringoscópio N° 2, 3 e 4 01 de cada Cânulas de Guedel N° 3 e 4

01 de cada Xylocaína gel e Spray

05 de cada Seringas de 5, 10 e 20 ml

03 pacotes Gaze Estéril

01 unidade Fio Guia

02 unidades Sonda de Aspiração N° 12

02 de cada Jelco N° 18 e 20

02 de cada Multivia ou Torneirinha

02 de cada Equipo Macrogotas

02 de cada Agulhas

01 unidade Bolsa coletora

01 unidade SNG N°20

01 unidade Esparadrapo

01 unidade Bisturi

05 unidades Adrenalina

10 unidades Água Destilada

03 unidades Amiodarona

02 unidades Atropina

01 unidade Diazepam

01 unidade Dipirona

01 unidade Dobutamina

01 unidade Etomidato

02 unidades Fentanil

01 unidade Flumazenil

01 unidade Furosemida

05 unidades Glicose a 50%

02 unidades Midazolam

01 unidade Morfina

01 unidade Naloxano

04 unidades Noradrenalina

01 unidade Plasil

02 unidades Soro Glicosado 5%

02 unidades Soro Ringer Lactato

02 unidades Soro Fisiológico 0,9%

01 unidade Succinil-colina

clínico do paciente. No transporte de alto risco, são recomendados, no mínimo, monitor multiparamétrico para avaliação de sinais vitais ou oxímetro de pulso, bomba de infusão contínua, com bateria suficiente, cilindro de oxigênio cheio e ventilador de transporte, se necessário.

3.3.2 Etapa de Transferência

Corresponde ao momento da transferência do paciente a outra unidade de internação.

Antes da transferência (pré-transporte) registrar os sinais vitais do paciente e repetir a aferição no pós-transporte (destino). Já no local de destino entregar o prontuário e equipamentos, se houver, ao profissional que está recebendo o paciente e solicitar assinatura de ciência, sendo uma via de cada setor.

Nos casos de transferência de pacientes ao CTI, o acompanhante poderá acompanhar a transferência no elevador de serviços e quando chegar até o destino entregar a equipe de enfermagem os materiais de higiene pertencentes ao paciente (sabonete neutro, fralda, óleo de girassol, lenço umedecido etc) e aguardar por informações sobre normas e rotinas do setor.

O transporte do paciente, se não for em caráter de urgência/emergência, deverá ser evitado durante às trocas de plantões (30 minutos antes ou após) e no horário de visitas. Se necessário transportar no horário de visita, comunicar à família. O transporte do paciente ao Centro Cirúrgico deverá ser realizado, conforme rotina operacional padrão específica.

O paciente deverá sempre ser transportado em algum meio de transporte, o qual deverá ser adequado e seguro às condições clínicas, físicas e idade do paciente, podendo ser maca ou cadeira de rodas, crianças não deverão ser transportadas no colo do responsável, nem do profissional de saúde.

3.2.2.1 Grupos de risco

Pacientes em:

• Uso de drogas vasoativas;

• Em ventilação mecânica invasiva e com PEEP ≥ 10;

• Com risco de broncoaspiração;

• Com instabilidade hemodinâmica grave;

• Com múltiplos dispositivos invasivos;

• Pacientes agressivos/agitados/psiquiátricos;

• Pacientes neurológicos e cardiopatas.

3.2.2.2 Fatores predisponentes ao erro ou ao evento adverso

• Uso de equipamentos sem manutenção preventiva ou corretiva;

• Equipe não qualificada: falta de conhecimento, erros de julgamento, dificuldade de trabalhar em equipe, problemas de reconhecimento, pressa, desatenção, falta de seguimento de protocolo, preparo inadequado dos materiais, dos equipamentos e do paciente e demora no atendimento às intercorrências ocorridas;

• Falta de planejamento multidisciplinar;

• Comunicação ineficiente multidisciplinar e Interclínicas;

• Infraestrutura, mau uso do elevador;

• Ausência de protocolos e rotinas operacionais padrão atualizadas e baseadas em evidências científicas.

3.2.2.3 Complicações Comuns

O planejamento das ações e cuidados visará prever todas as intercorrências que possam acontecer durante o transporte com intuito de evitá-las, tais como:

a) Alterações dos níveis pressóricos; parada cardiorrespiratória; arritmias;

acidente vascular cerebral; insuficiência respiratória; broncoaspiração, vômitos; alteração do nível de consciência; agitação; crise convulsiva; dor;

hipotermia; aumento da pressão intracraniana; hipo/hiperglicemia e broncoespasmo;

b) Extubação; obstrução de vias aéreas por secreções; pneumotórax; tração de cateteres; perda do acesso venoso; interrupção da infusão de drogas vasoativas; término do medicamento e falhas técnicas dos equipamentos.

3.3.3 Etapa de Estabilização Pós-Transporte

• Transferir o paciente da maca ou cadeira de rodas para o leito com cuidado, atentando para cateteres, drenos e sondas se houver;

• Acomodar o paciente, deixando confortável;

• Realizar controle das infusões de drogas/soluções se houver;

• Avaliar dor e medicar conforme prescrição médica;

• Realizar anotações de enfermagem da fase de estabilização pós-transporte.

4. CONCLUSÃO

O transporte intra-hospitalar é sem sombra de dúvidas uma das principais causas de instabilidade hemodinâmica em pacientes críticos. Estudos corroboram sobre as mais variadas alterações fisiopatológicas que podem colocar em risco a sobrevida do doente.

A importância em garantir um transporte seguro vai além de prevenir a ocorrência de incidentes e eventos adversos, mas sobretudo de minimizar a ocorrência de óbitos por causas evitáveis.

É imprescindível que a equipe multidisciplinar realize todo o planejamento do transporte do paciente até a unidade de destino através da verificação do funcionamento dos equipamentos, garantia dos dispositivos invasivos em uso, manutenção de drogas vasoativas, monitorização cardíaca, vigilância dos sinais vitais, prevenção de quedas, prevenção de extubação acidental, disposição de materiais e equipamentos de emergência e, sobretudo garantir comunicação efetiva e cooperação técnica da equipe.

A aplicabilidade do protocolo de transporte intra-hospitalar através do checklist de transporte seguro no cotidiano do HUGV tem demandado por parte dos profissionais de saúde conhecimento sobre as etapas do planejamento, execução e estabilização do paciente após o deslocamento, bem como tem incentivado o emprego de práticas seguras que minimizam a ocorrência de incidentes e eventos adversos.

5. REFERÊNCIAS

ALMEIDA, A. C. G et al. Transporte intra-hospitalar de pacientes adultos em estado crítico:

complicações relacionadas à equipe, equipamentos e fatores fisiopatológicos. Acta Paulista de Enferagem, v. 25, n. 3, p. 471-6, 2012.

BRASIL. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada- RDC N° 7. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências, 2010.

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. COFEN. Resolução 588/2018. Dispõe sobre a participação da equipe de enfermagem no processo de transporte de pacientes em ambiente interno aos serviços de saúde, 2018.

DUARTE, S. C. M. et al. Eventos adversos e segurança na assistência de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 68, n. 1, p. 144-154, 2015.

EBSERH. Protocolo de Transporte Intra e Extra-hospitalar. Unidade de cuidados intensivos e semi-intensivos. Manaus: EBSERH- Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, 2018.

JÚNIOR, G. A. P. et al. Transporte intra-hospitalar do paciente crítico. Medicina (Ribeirão Preto), v. 40, n. 4, p. 500-508, 2007.

MORAIS, S.A.; ALMEIDA, L.F. Por uma rotina no transporte intra-hospitalar: elementos fundamentais para a segurança do paciente crítico. Revista HUPE, v. 12, n. 3, p. 138-146, 2013.

MENEGUIN, S.; ALEGRE, P. H. C.; LUPPI, C. H. B. Caracterização do transporte de pacientes críticos na modalidade intra-hospitalar. Acta Paulista de Enfermagem, v. 27, n.

2, p. 115-119, 2014.

VEIGA, V. C. et al. Eventos adversos durante transporte intra-hospitalar de pacientes críticos em hospital de grande porte. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 31, n. 1, p. 15-20, 2019.

ZUCHELO, L. T. S.; CHIAVONE, P. A. Transporte intra-hospitalar de pacientes sob ventilação invasiva: repercussões cardiorrespiratórias e eventos adversos. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 35, n. 4, 2009.

COMO O TIPO DE PARTO PODE INFLUENCIAR NA SAÚDE DO

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