O Curso de Fisioterapia da URCAMP, em relação ao processo de avaliação, é guiado pelo regimento da IES com base em autores que conceituam avaliação, tendo entre eles, Haydt (1997), Depresbiteris (1989), Zabala (1998) e Boas (2017).
Os autores consideram que a avaliação deve ser um processo essencialmente educativo e não coercitivo; deve ser um processo que sugere ao professor e ao estudante uma reflexão sobre as condições, necessidade, possibilidades e limitações para a reformulação e a reorganização imediata do processo ensino-aprendizagem.
A avaliação é parte integrante do processo de ensino-aprendizagem e, como tal, não pode ser considerada isoladamente. Assim, ela é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensinagem. Através da avaliação, os resultados obtidos do trabalho em conjunto do professor e do estudante devem ser comparados com os objetivos propostos, para haver uma reflexão em relação à qualidade da ação educativa.
A avaliação deve estar alinhada com os objetivos da disciplina e ter abrangência suficiente para abordar os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais construídos pelo aluno. Recomenda-se que ela seja, além de somativa, formativa, e que desse processo resultem parâmetros orientadores, em retroalimentação, das correções e reconduções necessárias à construção das competências desenvolvidas pelo aluno ao longo do curso.
No curso de Fisioterapia, o professor, ao trabalhar o processo de avaliação, deve considerar alguns aspectos:
- a avaliação não é um segmento isolado de processo de aprendizagem;
- devem-se conhecer os estudantes com a finalidade de orientá-los e ajudá-los no processo de construção de seus conhecimentos;
- entender que cada estudante apresenta seu ritmo de aprendizagem;
- buscar um aprendizado significativo.
Nesta perspectiva, o professor tem que ter em mente a clareza do seu papel no processo educativo, sendo um facilitador de situações que ajudem o estudante a construir os seus conhecimentos utilizando a avaliação como mecanismos para
conhecer o processo de desenvolvimento dos estudantes na tomada de decisões de sua prática.
O professor pode se utilizar de algumas metodologias, como:
- tarefas avaliativas planejadas intencionalmente, cujos resultados obtidos deverão ser interpretados pelo professor e estudante na busca de soluções para aprimoramento de ação educativa, de forma a superar paradigmas tradicionais;
- auto-avaliação do estudante, já que o mesmo é sujeito da própria educação;
- utilização de observações, registros, prontuários, trabalhos coletivos ou individuais, fatos e acontecimentos que surgem nas mais diversas circunstâncias e que envolvem o dia-a-dia da sala de aula ou das práticas acadêmicas, tanto presencialmente como à distância;
- os instrumentos de avaliação utilizados nas disciplinas apresentem variedades, isto é, são distintos entre si, de forma a alcançar diferentes operações de pensamento envolvidas na construção das competências previstas na disciplina;
No que diz respeito à forma de cálculo da nota para fins de aprovação por média ou após exame, os diversos instrumentos e técnicas abordadas no processo de avaliação do curso formam um conjunto de elementos que se completam para compor uma nota de acordo com o regimento da Instituição. Busca-se, com isso, a natural conciliação que deve e pode existir entre a expressão de resultados de aproveitamento do estudante.
Para isso, o curso sugere que o professor se instrumentalize e identifique como ocorrerá esse processo avaliativo nos planos de ensino. Desta forma, o desempenho acadêmico no curso de Fisioterapia é feito por disciplina, incidindo sobre a frequência e o desempenho do aluno. A frequência às aulas (presencial e/ou à distância) e demais atividades acadêmicas é obrigatória, vedado o abono de faltas, salvo os casos previstos em lei.
Segundo a Resolução da Câmara de Ensino/CONSUN/URCAMP, nº 007/06, a frequência mínima em cada componente curricular é de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária total; a avaliação do aproveitamento se observa através de diferentes procedimentos de verificação do desempenho do aluno, atendendo à natureza do componente curricular e aos objetivos estabelecidos nos planos de estudos.
O aproveitamento é expresso em notas, em uma escala de 0 (zero) a 10 (dez), sendo considerado aprovado o aluno que obtiver média final ou superior a 7,0 (sete) nas avaliações parciais, ou 6,0 (seis) entre a média das avaliações parciais e a reavaliação.
O processo de avaliação no curso não se limita apenas às disciplinas, existem outras práticas que necessitam de avaliação por parte dos estudantes, como ações de pesquisa, extensão e os estágios.
Assim, o corpo docente oportuniza uma continuidade no processo avaliativo no sentido de promover um maior conhecimento aos estudantes e, consequentemente, mais subsídios importantes para uma avaliação dinâmica e contextualizada.
A avaliação significa ação provocativa na travessia do avançar dos conhecimentos do senso comum para o conhecimento científico. Nesta perspectiva, o educando é instigado a refletir sobre as noções estudadas e as situações vividas, a formular e reformular seus próprios conceitos, encaminhando-se gradativamente ao saber científico e as novas descobertas.
Em relação aos estágios, o curso possui alguns critérios para avaliar os mesmos além dos já abordados acima:
- assiduidade e pontualidade em todas as atividades acadêmicas propostas pelo Curso;
-c apacidade de pensamento crítico, envolvimento nos problemas da sociedade e soluções para os mesmos;
- capacidade de comunicação e interação com outros profissionais de saúde e público em geral;
- liderança no trabalho em equipe;
- capacidade de organização e responsabilidade técnica nos serviços preventivos e curativos no seu amplo aspecto;
- participação em ações de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da saúde, respeitando e valorizando o ser humano.
Nessa dinâmica, o significado do processo ganha forma pela curiosidade e investigação permanentes do estudante e do professor sobre o objeto do conhecimento, ambos refletindo sobre os fundamentos teóricos de uma área do saber e
buscando o aprofundamento científico e, sobretudo, respeitando o saber e a provisoriedade das descobertas de cada um.
6.15.1 Reavaliação de aprendizagem e estudos de recuperação
A concepção de avaliação enquanto formativa implica na dinâmica do processo de apropriação de conhecimentos como ultrapassagem, movimento e superação. Nesta perspectiva, o processo reavaliativo do curso é contínuo e integrado, abrangendo aspectos qualitativos e quantitativos que permitem o acompanhamento da formação do aluno.
A reavaliação e estudos recuperatórios são direito do aluno e dever do professor durante todo o semestre/ano em que ocorre a disciplina e, se necessário, após seu término. Nesta perspectiva o professor cria estratégias proporcionando um feedback ao estudante de acordo com o mais pertinente método didático adequados à disciplina e, assim, fornece subsídios reavaliativos direcionando o esforço empreendido pelo estudante no processo de aprendizagem de forma a levar o aluno ao seu melhor desempenho.