Brasil tiene el mayor complejo de construcciones por coo- perativas habitacionales del mundo, el Proyecto Aguas Claras, en el Distrito Federal (DF). Al inicio de los años 90, el gobierno del DF usó el cooperativismo como un aliado dentro de la meta de suplir la demanda de viviendas para la clase media y, al mismo tiempo, ocupar un área deshabitada que estaba en la ruta del entonces pro- yecto del tren subterráneo de Brasilia. La comunidad de la región fue estimulada a organizarse en cooperativas, recibiendo facilidades para el pago de los terrenos.
El incentivo dio resultado. En 99, 8 cooperativas, for- madas principalmente por funcionarios de organismos públicos fe- derales, tuvieron acceso a los lotes, a 5 kilómetros del plan piloto.
El área total de 60.000 hectáreas recibió planeamiento urbanístico
previendo la infraestructura necesaria para una ciudad de 60.000 habitantes, hoy en buena parte concretada.
La Cooperativa Habitacional de los Empleados de Embrapa (Cooperbrapa) fue una de las que nació junto con Aguas Claras.
Hasta el momento, Cooperbrapa ya entregó ocho emprendimientos, pero planea finalizar 0, beneficiando a .800 familias.
Por esto, Aguas Claras no para de crecer y hoy las incorpo- radoras privadas ya entraron al proyecto. La ahora ciudad satélite, cortada por la línea del subterráneo de Brasilia, abriga cerca de 5.000 familias en 40 edificios y tiene otros 0 edificios en pla- neamiento o en construcción. El total de inversiones en las obras ya concluidas y en construcción se calcula en R$ mil millones y el número de puestos de trabajo generados se sitúa en 5.000.
Quem vive o cooperativismo na prática conhece bem o po- tencial de desenvolvimento e as necessidades do setor. Por isso, o Brasil vem pautando suas políticas públicas pelas demandas dos cooperados. Esta história começa no primeiro sábado do mês de julho de 003, Dia Internacional do Cooperativismo. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) aproveitou a data para entregar ao presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, uma lista de reivindicações que visavam fomentar o segmento. Os pedidos inclu- íam desde crédito até atualizações legais, caso da reforma na Lei do Cooperativismo (Lei nº 5.764/7) e da regulamentação apropriada às cooperativas de trabalho.
Para avaliar os pleitos e formular propostas, foi criado um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), envolvendo 3 ministérios mais o Banco Central e o Banco Nacional de Desenvolvimento Eco- nômico e Social (BNDES). Coordenado pela Subchefia de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência da República, o GTI busca estruturar um conjunto de
ações para o desenvolvimento do cooperativismo.
A arrancada para concretizar essas propostas ficou a cargo de um segundo GTI, constituído em 004, sob a coorde- nação do DENACOOP.
De todo esse trabalho, muitos resultados já surgiram. Entre eles estão a abertura de financiamento para cooperativas; os proje- tos de apoio às exportações e à capacitação para a gestão; o fomen- to ao cooperativismo da agricultura familiar e à economia solidária;
a regulamentação em lei da participação de servidores públicos em cargos de gerência de cooperativas; e o envio ao Congresso de Projeto-de-Lei para regulamentar as cooperativas de trabalho.
Outros ganham evidência, como a estruturação do progra- ma de estímulo ao cooperativismo no Norte e no Nordeste do Brasil e a atualização da legislação do setor, em fase final de discussão no Congresso. A expectativa é de que muitos ainda serão constituídos, pois a união de esforços para desenvolver o cooperativismo parece ter fertilizado o terreno.
Fortalecimento F o r t a l e c i m e n t o
Com a criação de um grupo de trabalho, ministérios e instituições
bancárias unem forças e interesses para apoiar o cooperativismo
Those who live the cooperative ideal in practice are fully aware of the sector’s needs and potential for growth. So Brazil has been directing public policies according to the needs of coopera- tives. This story began on the first Saturday of July 003, Interna- tional Cooperative Day. The Organization of Brazilian Cooperatives (OCB) used the date to deliver a list of claims for fomenting the sector to the President of the Republic, Luís Inácio Lula Da Silva.
The requests include issues from credit to legal updating, such as reforms to the Cooperative Act (Act 5.764/7) and suitable regula- tion of labor cooperatives.
An Inter-ministerial Working Party (GTI) involving 3 minis- ters, the Central Bank and the National Economic and Social Develop- ment Bank (BNDES) was created to assess the requests and formulate proposals. Coordinated by the Cabinet Subcommittee for Govern- mental Policy Analysis and Monitoring of the Republic Presidency Civil House, GTI seeks to structure a group of actions for developing the cooperative movement.
The task of materializing the proposals was passed to a second GTI, formed in 004, coordinated by the DENACOOP.
From all this work, many results have derived. This includes opening up financing for cooperatives; projects for supporting ex- ports and training for management; fomenting cooperative family farming and solidary saving; legal regulation of civil servants in cooperative management posts; sending a Bill to Congress for regu- lation of labor cooperatives.
Others are blossoming, such as structuring the program for stimulating cooperatives in the North and Northeast regions of Bra- zil, and updating sector legislation, which are in their final phase in Congress. Many projects are still expected to sprout, since uniting forces to develop cooperatives seems to be fertilizing the ground.
E n c o u r a g e m e n t
Creation of a working party allows ministers and banking institutions to join forces to
support the cooperative movement
Quien vive el cooperativismo en la práctica conoce bien el potencial de desarrollo y las necesidades del sector. Por eso, Brasil viene dando las pautas a sus políticas públicas por las demandas de los cooperados. Esta historia empieza el primer sábado del mes de julio de 003, Día Internacional del Cooperativismo. La Organización de las Cooperativas Brasileñas (OCB) aprovechó la fecha para entregarle al presidente de la República, Luís Inácio Lula da Silva, una lista de reivindicaciones que buscaban fomentar el sector. Los pedidos incluían desde crédito hasta actualizaciones legales, caso de la reforma en la Ley del Cooperativismo (Ley nº 5.764/7) y de la reglamentación apropiada a las cooperativas de trabajo.
Para evaluar los pleitos y formular propuestas, fue creado un Grupo de Trabajo Interministerial (GTI), involucrando a 3 ministerios más el Banco Central y el Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES). Coordinado por la Subjefatura de Análisis y Acompaña- miento de Políticas Gubernamentales de la Casa Civil de la Presidencia de la República, el GTI busca estructurar un conjunto de acciones para el desarrollo del cooperativismo.
El arranque para concretar estas propuestas quedó a cargo de
un segundo GTI, constituido en 004, bajo la coordinación del Depar- tamento de Cooperativismo y Asociativismo (DENACOOP).
De todo este trabajo, muchos resultados ya surgieron. Entre ellos están la abertura de financiación para cooperativas; los proyectos de apoyo a las exportaciones y a la capacitación para la gestión; el fomento al cooperativismo de la agricultura familiar y a la economía solidaria; la reglamentación en ley de la participación de servidores públicos en cargos de gerencia de cooperativas; y el envío al Congreso del Proyecto de Ley para reglamentar las cooperativas de trabajo.
Otros ganan destaque, como la estructuración del programa de estímulo al cooperativismo en el Norte y en el Nordeste de Brasil y la actualización de la legislación del sector, en fase final de discusión en el Congreso. La expectativa es que muchos proyectos todavía serán cons- tituidos, pues la unión de esfuerzos para desarrollar el cooperativismo parece haber fertilizado el terreno.
F o r t a l e c i m i e n t o
Con la creación de un grupo de trabajo, ministerios e instituciones bancarias unen las
manos para apoyar el cooperativismo
Linhas de crédito com juros abaixo do mercado e menos burocracia significam o fortalecimento das cooperativas. A conclu- são foi do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) formado com a missão de discutir meios de desenvolvimento para o cooperativis- mo brasileiro. A partir da constatação, o Plano Brasil Cooperativo incluiu o financiamento como uma ação para impulsionar o setor.
Aos poucos, as medidas são concretizadas. Em 006, o governo fe- deral, com o apoio de agentes financeiros, aprovou três programas de crédito, que somaram a oferta de R$ ,8 bilhão ao segmento.
O Programa de Capitalização das Cooperativas de Crédito (Procapcred) visa oferecer empréstimos às cooperativas de crédito urbanas e rurais e foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional, com regulamentação por parte do Banco Central. O objetivo é fa- cilitar a aquisição de cotas-partes pelos cooperados, aumentando assim o patrimônio das cooperativas. O Banco Nacional de De- senvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza R$ ,6 bilhão a agentes financeiros, que farão com que esses recursos cheguem às cooperativas de todo o País. A expectativa é que o
Procapcred consiga elevar em até 50% o patrimônio de referência das cooperativas de crédito. Dessa forma, a participação do setor no Sistema Financeiro Nacional pode aumentar de ,%, em 006, para mais de 3%.
A linha de crédito Giro Cooperativo Agropecuário teve a liberação aprovada em abril. Por essa linha, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) disponibiliza R$ 50 milhões, montante a ser operacionalizado pelo Banco do Brasil. O recurso chegará em boa hora para custear a aquisição de insumos, despesas administrati- vas, de pessoal, beneficiamento e industrialização de produtos.
Com o Giro Agropecuário, o DENACOOP pretende benefi- ciar 80% das .500 cooperativas agropecuárias singulares do País.
As cooperativas singulares do ramo podem solicitar até R$ 5 mi- lhões, e as centrais, até R$ 5 milhões. As vantagens são as taxas menores, de até 8% ao ano, mais a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Faz parte da missão do DENACOOP buscar linhas de crédi- to e discutir com os agentes financeiros e com as entidades ações que possam angariar recursos a juros mais baixos.