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CONSIDERAÇÕES FINAIS

No início da presente dissertação foi lançada a seguinte questão - “Como uma reabilitação urbana pode revitalizar um espaço público?”.

Para respondermos a esta questão, considerou-se fundamental, num primeiro momento do trabalho de projeto, analisar certos conteúdos bibliográficos, que foram considerados como fulcrais para o seu desenvolvimento. Desta forma, analisamos os conceitos de cidade e espaço público, para melhor entender a sua origem e evolução, o mobiliário urbano, realçando as suas definições e noções gerais, bem como a escolha dos materiais a aplicar, o conceito de reabilitação urbana e por fim, as práticas de participação da população nos projetos. A aplicação destes conceitos consolidou conhecimentos, visando sintetizar e reiterar os paradigmas essenciais do modo como se analisa e intervém no espaço público.

O levantamento bibliográfico e a sua devida análise permitiu traçar uma ligação entre os conceitos e compreender as correlações que existem entre eles. Atendendo ao facto do espaço público se encontrar integrado na cidade, apresentado-se como estrutura principal da mesma, o mobiliário urbano, por sua vez, no espaço público, e daí em diante.

Foi possível ainda concluir que a cidade está em constante mutação, enaltecendo o facto da sua função social ser a mais impactada. Posto isto, e atendendo ao facto da notada importância desta função no bom funcionamento das cidades, têm-se elaborado inúmeros esforços para a preservar e repor. O espaço público revelou-se um grande dinamizador, impulsionador e estabelecedor, não só sócio-cultural, como também econômico, o que vem corroborar ainda mais a importância e preponderância que tem na cidade. Um dos fatores que contribui para tal efeito é o Mobiliário Urbano que ao equipar o espaço tem como objetivo atender às necessidades da população e oferecer uma resposta às mesmas acompanhando sempre o crescimento e desenvolvimento da cidade.

Analisando o conceito de Reabilitação Urbana, foi possível clarificar que a sua interpretação parte da lógica da valorização do património, embora tendo sempre em conta a modernização do espaço de modo a ir ao encontro das imposições sociais e buscando um melhoramento na qualidade do espaço, da cidade e da vida dos seus habitantes.

Posteriormente, evidenciamos as noções de Métodos Participativos, bem como algumas estratégias que procuram incluir utilizadores nos projetos, através das práticas participativas, de modo a que estes possam opinar relativamente a questões que os afetam, proporcionando a possibilidade de intervir nessas mesmas questões. No meio disto, vimos que estas metodologias podem representar um forte meio de comunicação entre a comunidade, que poderá permitir chegar a várias conclusões ou deduções, criando desta forma, novas e melhores soluções de Design.

Através da elaboração de dois estudos de caso foi possível analisar a forma como são implementados os conceitos até agora revistos na intervenção dos espaços em questão. Estes estudos abordam casos que serviram de inspiração na medida em que partilhavam concepções idênticas às idealizações que motivaram este trabalho de projeto servindo de referência para o desenvolvimento para esta proposta.

Através da análise da história da cidade de Beja e da sua geografia, que compreende todos os fatores culturais e sócio-económicos, bem como da utilização de ações participativas e uma extensa pesquisa, foi possível tirar conclusões que nos permitiram delinear a melhor estratégia a seguir e os métodos a implementar no projeto de reabilitação do Jardim Interior do Quarteirão das Portas de Mértola com o objetivo de proceder à sua renovação atendendo às necessidades que se verificaram dadas as problemáticas evidenciadas através da análise SWOT e das práticas participativas feitas junto da população.

Respondendo à pergunta, conclui-se que através de uma reabilitação urbana calculada e meticulosa, o projeto irá conceder ao Jardim Interior do Quarteirão das Portas de Mértola uma segunda “vida”, na medida em que este, nos dias de hoje, se verifica ser um espaço “morto”, abandonado e pouco frequentado, mesmo estando inserido numa das zonas mais movimentadas e importantes da cidade, onde se localiza uma abundância de serviços e actividades económicas. Com a devida intervenção, este espaço irá ganhar relevância e atrativos na zona, tornando-se assim um jardim agradável e enquadrado com aquilo que as Portas de Mértola representam para a cidade, oferecendo uma complementaridade de conforto que tanta falta se faz sentir no local.

BIBLIOGRAFIA

VIII

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