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1. ANÁLISE DE CONTEXTO - Lima

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Academic year: 2023

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O objetivo deste estudo é a reavaliação ecológica estratégica da área de abrangência da Baía de Guanabara e região de entorno do COMPERJ (AAE COMPERJ), levando em consideração a nova configuração do COMPERJ e as políticas, planos e programas de desenvolvimento da região. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEA), motivada por questionamentos do Ministério Público decorrentes da nova configuração de implementação do COMPERJ e dos novos cenários de desenvolvimento regional. Ministério Público: Apoiar o MPE com informações atualizadas decorrentes dos novos cenários regionais de implantação do COMPERJ e de outros projetos na região e atender às solicitações da Assessoria Técnica nº.

A atualização da AAE caracteriza-se pela possibilidade de integração de questões socioecológicas e de sustentabilidade em novos cenários regionais à luz dos desenvolvimentos previstos na implementação do COMPERJ. Abaixo você encontra detalhes das unidades previstas para compor a estrutura interna do COMPERJ em sua nova configuração. Descarte terrestre e submarino de efluentes industriais – responsável pelo lançamento no oceano dos efluentes tratados do COMPERJ. A drenagem está implantada nos municípios de Itaboraí e Maricá, com extensão de cerca de 40 km terrestres e 4 km subaquáticos.

A ligação entre o COMPERJ e o terminal Campos Elíseos (TECAM) terá 49 km de extensão.

Figura 1.1.  Implantação do COMPERJ
Figura 1.1. Implantação do COMPERJ

Responsabilidade e Organização Institucional

Especificação da Metodologia do Estudo

Segue abaixo um mapa das diretrizes e recomendações da AAE Petrobras, a análise inicial realizada pela equipe foi posteriormente complementada pelo levantamento realizado para a elaboração do Diagnóstico, pelas contribuições da SEA e do INEA bem como do representante no Comitê de Acompanhamento. Vale ressaltar que nesta atualização do estudo são utilizados os mesmos fatores críticos, condicionantes e ambientais da AAE Petrobras. A caracterização inicial da região de estudo baseou-se em dados secundários, centrando-se nos aspectos identificados pelos especialistas como os mais importantes para retratar a situação actual da região, tendo em vista o objectivo da AIA.

O trabalho de apresentação da proposta de AAE e coleta de dados foi realizado durante visitas de campo aos municípios da região de estudo. Esta proposta foi validada durante o processo de diálogo com as equipes que acompanharam a AAE. O Cenário Estratégico (CE) considera os efeitos da implementação efetiva do objeto da AAE e analisa a situação dos fatores críticos para a tomada de decisão, na mesma escala temporal do CR, conforme estrutura vista na Figura 1.14.

A versão preliminar do relatório de AIA será submetida à apreciação das estruturas de monitorização existentes – o Comité Técnico e o Comité de Acompanhamento.

Figura 1.11.   As Etapas de Acompanhamento e Atualização da AAE  Fonte: Félix (2016)
Figura 1.11. As Etapas de Acompanhamento e Atualização da AAE Fonte: Félix (2016)

Região de Estudo

AAE Petrobras - Mapeamento das Diretrizes e Recomendações

Por exemplo, a diretriz que propõe “Implementar um programa de restauração e expansão de florestas tropicais de várzea desprotegidas (florestas de várzea), para conectá-las com florestas em unidades de conservação”, foi devolvida pela Petrobras junto com o programa de regeneração, mas não houve resposta da outros envolvidos. A expansão do Porto das Caixas; o aproveitamento da água de lavagem dos filtros da ETA do Guandu; e mesmo a avaliação, posteriormente descartada, do uso da água na ETE Alegria são iniciativas construídas em conjunto pela SEA, INEA, Petrobras e CEDAE, possibilitando uma melhor gestão do consumo de água regionalmente. ICMBio, SEA, INEA, ONGs ambientais, universidades, institutos de pesquisa, conselhos e Gerências Gestoras de UC, com apoio de empreendedores.

SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Universidades e Institutos de Pesquisa, Conselhos e Gerências Gestoras de Unidades de Conservação, com apoio de. SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Universidades e Institutos de Pesquisa, ONGs ambientais. Estabelecer programa de apoio a pequenos proprietários rurais para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).

Implementar programa de apoio às UCs, especialmente aquelas que fazem parte do Mosaico Central da Mata Atlântica. Petrobras e empresas envolvidas no COMPERJ e unidades de 3ª geração, com apoio de governos e entidades supralocais (CONLESTE, Fórum COMPERJ). Linha de ação II.2 Ampliação e melhoria da infraestrutura e prestação de serviços básicos que garantam condições de vida adequadas à população II.2.1 Governos federal, estaduais e municipais.

Governo Estadual, Sistema Nacional de Emprego (SINE), Sistema S (SENAI, SENAC), Universidades Públicas e Privadas, Prefeituras Municipais, com apoio de Empresários. O Governo do Estado, principalmente a Secretaria de Meio Ambiente, e os Governos Municipais, com o apoio do setor produtivo, dos movimentos sociais e das instituições técnico-acadêmicas. Linha de ação IV.2 Articulação entre políticas públicas de diferentes esferas governamentais IV.2.1 ICMBio, SEA, INEA, ONGs ambientais.

Levantamento das Ações Ambientais do COMPERJ

Identificação e avaliação das ações ambientais implantadas

O licenciamento do COMPERJ resultou em uma complexa rede de 106 licenças ambientais exigidas por 43 empresas/consórcios, dadas as aprovações. O primeiro foi lançado em março de 2008 e as licenças para obras do COMPERJ ainda estão sendo emitidas. Apesar de abranger todo o conjunto, esta LP apenas serviu de âncora para licenças de obras intramuros15, desdobrando-se em outras 65 licenças subsequentes.

O mapa de licenças pode ser visto nas Figuras 1.17 e 1.18 e nas Figuras 1.19 e 1.23 uma visão geral do cronograma para emissão de licenças ambientais. A maioria das licenças do COMPERJ segue a LI da UPB (IN001540), que foi dividida em 8 LAS e 6 LI para implantação de diversas obras, que por sua vez foram divididas em 36 LO. Em 2013, foi emitida LP para novas unidades intramuros do COMPERJ (IN23530, AVB02080), com o objetivo de garantir a “viabilidade ambiental das unidades de processamento de gás natural (UPGN), unidades de óleos lubrificantes básicos (ULUB) e instalações auxiliares do Rio complexo da indústria petroquímica de Janeiro (COMPERJ)”.

Esta LP foi necessária devido a alterações significativas no projeto original, que tornaram as licenças anteriores incompatíveis com a nova configuração, sendo também necessária a apresentação de um novo EIA. Nesse período, o controle das licenças do Sistema de Dutos pertencia ao COMPERJ (Gestão Executiva de Programas de Investimentos), que posteriormente foi transferido para a Administração de Gás e Energia. Além dos acessos, foram emitidas licenças para a linha de transmissão de desvio 345 kV do COMPERJ, sistema de adutoras, saídas terrestres e submarinas, abastecimento de água e consolidação das ruínas do Mosteiro de São Boaventura e da torre da Igreja Matriz de Santo Antônio, ambos próximos ao site do COMPERJ.

Apenas para esclarecer, não cabe a esta AAE emitir qualquer juízo sobre as licenças ambientais relevantes e, em particular, sobre a adequação ou não das condições oferecidas. A maior parte das condições para a emissão das licenças referem-se à molhagem das vias de circulação, para minimizar a emissão de poeiras por ressuspensão e/ou resistência ao vento. O monitoramento das condicionantes é prerrogativa do INEA e os resultados costumam ser expressos nos pareceres das licenças subsequentes.

O objetivo do PGA é “dotar o COMPERJ de mecanismos que garantam a gestão integrada e o controle do cumprimento das condicionantes e Planos Básicos Ambientais de todas as licenças” (..) (Petrobras, 2014). As condições de LI do gasoduto não constam no PGA do COMPERJ por questões administrativas, pois o monitoramento é realizado pela Gerência de Gás e Energia. Todas as licenças solicitadas, objeto, tipo, número, processo do INEA, data de emissão e condições foram listadas (em planilha do Microsoft Excel).

As restantes condições (1.925) não se enquadraram nesta classificação, por não serem relevantes para esta análise específica.

Figura 1.17.  Fluxograma das Licenças do COMPERJ   Fonte: Elaboração própria
Figura 1.17. Fluxograma das Licenças do COMPERJ Fonte: Elaboração própria

Levantamento dos Planos, Programas e Projetos (PPP) na Região do CONLESTE

Os investimentos, devido à compensação ambiental para a construção do COMPERJ, fazem parte do Plano Guanabara Limpa, do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ampliação do SAA nos bairros Boa Esperança e Parque Andreia 12 544,66 Elaboração de projeto básico de engenharia para ampliação do. Drenagem Estadual de São Gonçalo - Bacia Hidrográfica do Rio Imboaçu (não inclui o valor da oferta habitacional conjunta).

Atuação por meio da expansão da Rede no estado do Rio de Janeiro, do aprimoramento e investimento em Unidades Educacionais e suas respectivas modalidades de ensino, da formação de cidadãos por meio da Educação Profissional e Tecnológica, do Ensino Superior, da formulação de políticas promocionais e da articulação de ações executivas nessas áreas. Este programa visa consolidar a atividade turística do estado do Rio de Janeiro com base no potencial de seus recursos naturais e culturais, além de melhorar a qualidade de vida da população que vive nos centros turísticos, no litoral e na serra e nos afectadas, contribuindo para a criação de novas oportunidades de emprego e rendimento. Transferência de renda do governo federal que vive com renda abaixo da linha de pobreza estabelecida para o estado do Rio de Janeiro.

0180 - Articulação Institucional Promover a articulação de parcerias para implementação de políticas de geração de emprego, trabalho e renda e qualificação profissional. Aprimorar a gestão articulada das políticas públicas da região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, estruturada em três componentes: 1- Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Governança Metropolitana, Transporte Público. Promover a melhoria das condições sociais e econômicas de produtores, pescadores, distribuidores, consumidores de pescados e do setor industrial do estado do Rio de Janeiro por meio de pesquisa, assistência técnica e promoção de cadeias produtivas.

Garantir o acesso à moradia digna às famílias de baixa renda e contribuir para a redução do déficit habitacional no estado do Rio de Janeiro. Habitação no Rio de Janeiro Melhorias Habitacionais Melhorar as condições de moradia e integração urbana das populações de baixa renda. Dotar o Estado do RJ de uma infraestrutura de transporte que proporcione acesso aos principais ativos logísticos do território fluminense.

Dotar a região metropolitana do Rio de Janeiro de transporte coletivo rápido e de qualidade, reduzir o tempo de viagem dos usuários e reativar os ramais ferroviários no interior do país. Promover a modernização dos instrumentos de gestão utilizados pela Secretaria de Estado do Ambiente e suas filiais com o objectivo de maior eficiência, eficácia e sucesso na implementação dos projectos implementados. Municípios Propostas Recursos naturais Recursos hídricos Biodiversidade Alterações climáticas Habitação Saneamento Mobilidade e transportes Segurança Educação Educação ambiental Cultura Saúde Principais grupos Padrões de consumo Desporto e lazer Trabalho, rendimento e inclusão social Agricultura e pesca Indústria e comércio Turismo Geração de resíduos Ciência e tecnologia Recursos Mobilização financeira e comunicação Gestão integral do meio ambiente.

Municípios Propostas Recursos naturais Recursos hídricos Biodiversidade Mudanças climáticas Habitação Saneamento Mobilidade e segurança nos transportes Educação Educação ambiental Cultura Saúde Principais grupos Padrões de consumo Esporte e lazer Geração de trabalho, renda Inclusão social Agricultura e PE Indústria e comércio Turismo Produção de resíduos Ciência e tecnologia Recursos financeiros Mobilização e Comunicação Gestão Ambiental Total.

Figura 1.30.  Área de implantação do Terminal Ponta Negra (220 ha), praia do Jaconé, Maricá  Fonte: Arcadis Logos/DTA (2013)
Figura 1.30. Área de implantação do Terminal Ponta Negra (220 ha), praia do Jaconé, Maricá Fonte: Arcadis Logos/DTA (2013)

Levantamento do Arcabouço Legal

Imagem

Figura 1.1.  Implantação do COMPERJ
Figura 1.4. Esquema de Funcionamento da UPGN  Fonte: Mineral/Petrobras – EIA (2012)
Figura 1.5. Configuração do cais e área de manobra de embarcações – Píer  Fonte: Petrobras/ E&P (2010)
Figura 1.6. Mapa de localização da estrada principal de acesso do COMPERJ  Fonte: Petrobras (2010)
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Referências

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