O objetivo deste estudo é a reavaliação ecológica estratégica da área de abrangência da Baía de Guanabara e região de entorno do COMPERJ (AAE COMPERJ), levando em consideração a nova configuração do COMPERJ e as políticas, planos e programas de desenvolvimento da região. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEA), motivada por questionamentos do Ministério Público decorrentes da nova configuração de implementação do COMPERJ e dos novos cenários de desenvolvimento regional. Ministério Público: Apoiar o MPE com informações atualizadas decorrentes dos novos cenários regionais de implantação do COMPERJ e de outros projetos na região e atender às solicitações da Assessoria Técnica nº.
A atualização da AAE caracteriza-se pela possibilidade de integração de questões socioecológicas e de sustentabilidade em novos cenários regionais à luz dos desenvolvimentos previstos na implementação do COMPERJ. Abaixo você encontra detalhes das unidades previstas para compor a estrutura interna do COMPERJ em sua nova configuração. Descarte terrestre e submarino de efluentes industriais – responsável pelo lançamento no oceano dos efluentes tratados do COMPERJ. A drenagem está implantada nos municípios de Itaboraí e Maricá, com extensão de cerca de 40 km terrestres e 4 km subaquáticos.
A ligação entre o COMPERJ e o terminal Campos Elíseos (TECAM) terá 49 km de extensão.
Responsabilidade e Organização Institucional
Especificação da Metodologia do Estudo
Segue abaixo um mapa das diretrizes e recomendações da AAE Petrobras, a análise inicial realizada pela equipe foi posteriormente complementada pelo levantamento realizado para a elaboração do Diagnóstico, pelas contribuições da SEA e do INEA bem como do representante no Comitê de Acompanhamento. Vale ressaltar que nesta atualização do estudo são utilizados os mesmos fatores críticos, condicionantes e ambientais da AAE Petrobras. A caracterização inicial da região de estudo baseou-se em dados secundários, centrando-se nos aspectos identificados pelos especialistas como os mais importantes para retratar a situação actual da região, tendo em vista o objectivo da AIA.
O trabalho de apresentação da proposta de AAE e coleta de dados foi realizado durante visitas de campo aos municípios da região de estudo. Esta proposta foi validada durante o processo de diálogo com as equipes que acompanharam a AAE. O Cenário Estratégico (CE) considera os efeitos da implementação efetiva do objeto da AAE e analisa a situação dos fatores críticos para a tomada de decisão, na mesma escala temporal do CR, conforme estrutura vista na Figura 1.14.
A versão preliminar do relatório de AIA será submetida à apreciação das estruturas de monitorização existentes – o Comité Técnico e o Comité de Acompanhamento.
Região de Estudo
AAE Petrobras - Mapeamento das Diretrizes e Recomendações
Por exemplo, a diretriz que propõe “Implementar um programa de restauração e expansão de florestas tropicais de várzea desprotegidas (florestas de várzea), para conectá-las com florestas em unidades de conservação”, foi devolvida pela Petrobras junto com o programa de regeneração, mas não houve resposta da outros envolvidos. A expansão do Porto das Caixas; o aproveitamento da água de lavagem dos filtros da ETA do Guandu; e mesmo a avaliação, posteriormente descartada, do uso da água na ETE Alegria são iniciativas construídas em conjunto pela SEA, INEA, Petrobras e CEDAE, possibilitando uma melhor gestão do consumo de água regionalmente. ICMBio, SEA, INEA, ONGs ambientais, universidades, institutos de pesquisa, conselhos e Gerências Gestoras de UC, com apoio de empreendedores.
SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Universidades e Institutos de Pesquisa, Conselhos e Gerências Gestoras de Unidades de Conservação, com apoio de. SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Universidades e Institutos de Pesquisa, ONGs ambientais. Estabelecer programa de apoio a pequenos proprietários rurais para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).
Implementar programa de apoio às UCs, especialmente aquelas que fazem parte do Mosaico Central da Mata Atlântica. Petrobras e empresas envolvidas no COMPERJ e unidades de 3ª geração, com apoio de governos e entidades supralocais (CONLESTE, Fórum COMPERJ). Linha de ação II.2 Ampliação e melhoria da infraestrutura e prestação de serviços básicos que garantam condições de vida adequadas à população II.2.1 Governos federal, estaduais e municipais.
Governo Estadual, Sistema Nacional de Emprego (SINE), Sistema S (SENAI, SENAC), Universidades Públicas e Privadas, Prefeituras Municipais, com apoio de Empresários. O Governo do Estado, principalmente a Secretaria de Meio Ambiente, e os Governos Municipais, com o apoio do setor produtivo, dos movimentos sociais e das instituições técnico-acadêmicas. Linha de ação IV.2 Articulação entre políticas públicas de diferentes esferas governamentais IV.2.1 ICMBio, SEA, INEA, ONGs ambientais.
Levantamento das Ações Ambientais do COMPERJ
Identificação e avaliação das ações ambientais implantadas
O licenciamento do COMPERJ resultou em uma complexa rede de 106 licenças ambientais exigidas por 43 empresas/consórcios, dadas as aprovações. O primeiro foi lançado em março de 2008 e as licenças para obras do COMPERJ ainda estão sendo emitidas. Apesar de abranger todo o conjunto, esta LP apenas serviu de âncora para licenças de obras intramuros15, desdobrando-se em outras 65 licenças subsequentes.
O mapa de licenças pode ser visto nas Figuras 1.17 e 1.18 e nas Figuras 1.19 e 1.23 uma visão geral do cronograma para emissão de licenças ambientais. A maioria das licenças do COMPERJ segue a LI da UPB (IN001540), que foi dividida em 8 LAS e 6 LI para implantação de diversas obras, que por sua vez foram divididas em 36 LO. Em 2013, foi emitida LP para novas unidades intramuros do COMPERJ (IN23530, AVB02080), com o objetivo de garantir a “viabilidade ambiental das unidades de processamento de gás natural (UPGN), unidades de óleos lubrificantes básicos (ULUB) e instalações auxiliares do Rio complexo da indústria petroquímica de Janeiro (COMPERJ)”.
Esta LP foi necessária devido a alterações significativas no projeto original, que tornaram as licenças anteriores incompatíveis com a nova configuração, sendo também necessária a apresentação de um novo EIA. Nesse período, o controle das licenças do Sistema de Dutos pertencia ao COMPERJ (Gestão Executiva de Programas de Investimentos), que posteriormente foi transferido para a Administração de Gás e Energia. Além dos acessos, foram emitidas licenças para a linha de transmissão de desvio 345 kV do COMPERJ, sistema de adutoras, saídas terrestres e submarinas, abastecimento de água e consolidação das ruínas do Mosteiro de São Boaventura e da torre da Igreja Matriz de Santo Antônio, ambos próximos ao site do COMPERJ.
Apenas para esclarecer, não cabe a esta AAE emitir qualquer juízo sobre as licenças ambientais relevantes e, em particular, sobre a adequação ou não das condições oferecidas. A maior parte das condições para a emissão das licenças referem-se à molhagem das vias de circulação, para minimizar a emissão de poeiras por ressuspensão e/ou resistência ao vento. O monitoramento das condicionantes é prerrogativa do INEA e os resultados costumam ser expressos nos pareceres das licenças subsequentes.
O objetivo do PGA é “dotar o COMPERJ de mecanismos que garantam a gestão integrada e o controle do cumprimento das condicionantes e Planos Básicos Ambientais de todas as licenças” (..) (Petrobras, 2014). As condições de LI do gasoduto não constam no PGA do COMPERJ por questões administrativas, pois o monitoramento é realizado pela Gerência de Gás e Energia. Todas as licenças solicitadas, objeto, tipo, número, processo do INEA, data de emissão e condições foram listadas (em planilha do Microsoft Excel).
As restantes condições (1.925) não se enquadraram nesta classificação, por não serem relevantes para esta análise específica.
Levantamento dos Planos, Programas e Projetos (PPP) na Região do CONLESTE
Os investimentos, devido à compensação ambiental para a construção do COMPERJ, fazem parte do Plano Guanabara Limpa, do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ampliação do SAA nos bairros Boa Esperança e Parque Andreia 12 544,66 Elaboração de projeto básico de engenharia para ampliação do. Drenagem Estadual de São Gonçalo - Bacia Hidrográfica do Rio Imboaçu (não inclui o valor da oferta habitacional conjunta).
Atuação por meio da expansão da Rede no estado do Rio de Janeiro, do aprimoramento e investimento em Unidades Educacionais e suas respectivas modalidades de ensino, da formação de cidadãos por meio da Educação Profissional e Tecnológica, do Ensino Superior, da formulação de políticas promocionais e da articulação de ações executivas nessas áreas. Este programa visa consolidar a atividade turística do estado do Rio de Janeiro com base no potencial de seus recursos naturais e culturais, além de melhorar a qualidade de vida da população que vive nos centros turísticos, no litoral e na serra e nos afectadas, contribuindo para a criação de novas oportunidades de emprego e rendimento. Transferência de renda do governo federal que vive com renda abaixo da linha de pobreza estabelecida para o estado do Rio de Janeiro.
0180 - Articulação Institucional Promover a articulação de parcerias para implementação de políticas de geração de emprego, trabalho e renda e qualificação profissional. Aprimorar a gestão articulada das políticas públicas da região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, estruturada em três componentes: 1- Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Governança Metropolitana, Transporte Público. Promover a melhoria das condições sociais e econômicas de produtores, pescadores, distribuidores, consumidores de pescados e do setor industrial do estado do Rio de Janeiro por meio de pesquisa, assistência técnica e promoção de cadeias produtivas.
Garantir o acesso à moradia digna às famílias de baixa renda e contribuir para a redução do déficit habitacional no estado do Rio de Janeiro. Habitação no Rio de Janeiro Melhorias Habitacionais Melhorar as condições de moradia e integração urbana das populações de baixa renda. Dotar o Estado do RJ de uma infraestrutura de transporte que proporcione acesso aos principais ativos logísticos do território fluminense.
Dotar a região metropolitana do Rio de Janeiro de transporte coletivo rápido e de qualidade, reduzir o tempo de viagem dos usuários e reativar os ramais ferroviários no interior do país. Promover a modernização dos instrumentos de gestão utilizados pela Secretaria de Estado do Ambiente e suas filiais com o objectivo de maior eficiência, eficácia e sucesso na implementação dos projectos implementados. Municípios Propostas Recursos naturais Recursos hídricos Biodiversidade Alterações climáticas Habitação Saneamento Mobilidade e transportes Segurança Educação Educação ambiental Cultura Saúde Principais grupos Padrões de consumo Desporto e lazer Trabalho, rendimento e inclusão social Agricultura e pesca Indústria e comércio Turismo Geração de resíduos Ciência e tecnologia Recursos Mobilização financeira e comunicação Gestão integral do meio ambiente.
Municípios Propostas Recursos naturais Recursos hídricos Biodiversidade Mudanças climáticas Habitação Saneamento Mobilidade e segurança nos transportes Educação Educação ambiental Cultura Saúde Principais grupos Padrões de consumo Esporte e lazer Geração de trabalho, renda Inclusão social Agricultura e PE Indústria e comércio Turismo Produção de resíduos Ciência e tecnologia Recursos financeiros Mobilização e Comunicação Gestão Ambiental Total.
Levantamento do Arcabouço Legal