Economia Portuguesa
Convergência
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Inspiração para transpirar
https://mlebredefreitas.wordp ress.com/home/
Produção = Recursos X Produtividade
Porque é que alguns países crescem mais depressa do que outros?
• Investimento em Capital Físico e Capital Humano - Transpiração
• Utilização mais Eficiente dos recursos existentes - Inspiração
3
O Investimento Pode aumentar :
- A produtividade do trabalho
- A permeabilidade da Economia à inovação tecnológica Mas não pode ser visto como uma panaceia (USSR):
Quando o enquadramento institucional e o sistema de incentivos não são
favoráveis ao esforço e à inovação, muito do esforço de investimento resulta em desperdício (a transpiração responde à inspiração)
• Transpiração sem inspiração pode resultarem desilusão (Easterly, 1999, JDE)
• A transpiração responde à inspiração (Hall and Jones, 1999, QJE)
• Alguma inspiração requer prévia transpiração (North, 1990, Gradstein, 2005)
5
Política económica
• Alinhar os incentivos individuais pelo bem estar colectivo (Getting the prices right) funcionamento do sistema de preços, concorrência, correcção de falhas de mercado, tributação.
•Infra-estruturas físicas, instituições: estradas, estabilidade política e social, protecção dos direitos de propriedade, funcionamento da Justiça, burocracia, corrupção.
•Qualidade do sistema financeiro: influencia a poupança (s), o custo do capital (p), a eficiência na afectação dos recursos (A) e a deterioração económica do capital (d)
•Geografia (custos de transporte, fado)
• Sorte
Como é que a política económica se relaciona com os parâmetros?
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Causas profundas
Instituições: regras (formais ou informais que regulam as interacções económicas (North, 1990): Estado de Direito, Protecção dos Direitos de Propriedade, Limitação do Poder Discricionário, Direitos Políticos. Boas
instituições resultam em boas políticas, promovendo o esforço, a acumulação de capital, a inovação. (Rodrick, Acemoglu, Easterly)
Abertura ao exterior: Eficiência (A), preço do capital (p), corrupção ( e promove o desenvolvimento institucional (A).
Geografia (G. Sachs): custos de transporte afectam o preço do capital (p), doenças endémicas afectam a produtividade (A), a baixa esperança de vida limita o investimento em capital humano (Cohen and Soto, 2000), a situação periférica incentiva a prática de políticas restrictivas (Gallup et al, 1999)
O que determina a qualidade da política
económica?
7
Estado ou fado?
Rodrick e outros (NBER 2002, AER 2001): O papel da geografia é fraco. A abertura ao exterior tem um impacto positivo nas instituições. As instituições sobrepões-se a tudo enquanto explicativas do crescimento.
Acemoglu e outros (2001 AER, 2002 QJE): as instituições criadas pelos europeus foram determinantes na evolução dos países colonizados. Mas o tipo de colonização foi influenciado pelas características geográficas...
De qualquer forma, a persistência tem limites:
- Zonas ricas ficaram pobres (Incas)
- Zonas pobres ficaram ricas (EUA, Austrália)
- Não foi por causa da geografia que o Botswana deixou de crescer o que cresceu.
P6: Falta de inspiração não é fado
Evidência empírica
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Produtividade vs demografia
9
Decomposição do PIB per capita, logs e ppp (UE15=0.00)
Fonte: Cálculos próprios com base na AMECO
-1 -0.9 -0.8 -0.7 -0.6 -0.5 -0.4 -0.3
1960 1962 1964 1966 1968 1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004
Emprego/População total PIB por trabalhador
(A estrutura demográfica tornou- se ligeiramente mais favorável nos últimos anos, mas o efeito é pequeno)
Taxa de emprego:
- 66-73 -74-85 - 86- 92
(ciclos e choques na população) PIB/trabalhador
-Ímpeto de convergência decrescente -Não há interrupção em 74-85
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
População e PIB (UE15=0.00)
-4.5 -4.4 -4.3 -4.2 -4.1 -4 -3.9
EU=0.00
-3.71 -3.69 -3.67 -3.65 -3.63 -3.61 -3.59 -3.57 -3.55
Relative GDP (left-scale)
Relative population (right-scale)
Emigração 61-73 Repatriação 75-76 (Censo de 1991)
- Choques que acabam por ser absorvidos
- Mas não imediatamente
12
Convergência do PIB per capita
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Convergência (EU15=100)
-1 -0.9 -0.8 -0.7 -0.6 -0.5 -0.4 -0.3
1960 1963 1966 1969 1972 1975 1978 1981 1984 1987 1990 1993 1996 1999 2002 2005 2008 2011 2014 2017
EU15 =0.00
GNI per capita GDP per worker
GNI per working age population GDP per capita
https://mlebredefreitas.wordp ress.com/home/
Convergência (EU15=100)
-4.4 -4.2 -4 -3.8 -3.6 -3.4
1960 1963 1966 1969 1972 1975 1978 1981 1984 1987 1990 1993 1996 1999 2002 2005 2008 2011 2014 2017
EU15=0.00
Relative GNI
Relative population Relative employment Relative GDP
14
0.5 0.55 0.6 0.65 0.7 0.75 0.8 0.85 0.9
EU15 =0.00
Taxa de Actividade PT Taxa de Actividade EU15 Taxa de Emprego PT Taxa de Emprego EU15
PPP versus taxa de cambio de mercado
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How PPPs are calculated?
The first stage is at the product level, where relative
prices are calculated for individual goods and services.
For instance, if a liter of milk costs 2.3 euros in France and 2.00$ in the United States then the PPP for milk between France and the USA is 2.3/2.00, or 1.15.
This means that for every dollar spent on a liter of milk in the USA, 1.15 euros would have to be spent in France to obtain the same.
PPP exchange rates are then obtained aggregating these product-level PPPs across goods and services.
The ratio between exchange rates and PPPs captures
differences in costs of living.
Comparative Price Level table (ep*)
In the graph, each bar shows the number of euros needed to buy the same representative basket of consumer
goods in different countries (Portugal=100 euros).
For instance, you would need 138 euros to buy the same basket of goods and services in the UK that you can buy with 100 euros in Portugal.
http://stats.oecd.org/Index.aspx?DataSetCode=CPL
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 18
Implications for cross-country
comparisons of living standards
• In 2009, the GNI per capita in the US was
$47,240.
• When converting incomes using the exchange rate, the GNI per capita in China was only $3,590.
• But when comparing dollar incomes with the dollar prices of baskets of consumer goods, Chinese GNI was $6,770 in terms of U.S. consumer goods
• So China’s living standards seen to be almost twice as high.
• The reason: in dollar terms, most goods cost a lot less in China than in the United States. The dollar price level in China was lower than in the United States.
* * * *
Real exchange GNI using Re
market exchange rates
lative Rate Actual
difference purchpower
e p q
ey q
y pq q
*
* *
GNI using Re PPP exchange rates
lative Actual
difference purchpower
p y q p
q y
Lições do Tigre Celta
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 20
Resíduo de Solow
1
t t t t
Y A K N
t t
t
y A K
N
ˆ ˆ
ˆ t
y A k
Produto, Emprego e Stock de Capital
(taxas de variação média anual)
Fonte: OCDE e B. Portugal, Séries filtradas
Produto ou produtividade?
1964-73 1974-83 1984-93 1994-98 Irlanda
PIB 4.6 3.7 4.7 7.2
Emprego 0.1 0.3 0.8 3.6
Stock de capital 1.4 3.3 2.7 3.1
Memo: Produtividade do trabalho 4.5 3.4 3.9 3.4
Espanha
PIB 6.2 2.5 2.7 2.5
Emprego 0.7 -0.6 0.6 1.1
Stock de capital 12.6 5.6 4.1 3.8
Memo: Produtividade do trabalho 5.5 3.2 2.2 1.4
Portugal
PIB 5.7 3.6 3.7 2.9
Emprego 0.9 0.6 0.9 0.7
Stock de capital 12.8 6.3 4.6 4.0
Memo: Produtividade do trabalho 4.7 3.0 2.7 2.1
C:\MLF\CISEP 2001\Lições do Tigre Celta
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 22
75,0%
80,0%
85,0%
90,0%
95,0%
100,0%
1960 1963
1966 1969
1972 1975
1978 1981
1984 1987
1990 1993
1996
Portugal
Irlanda Espanha
Taxa de Emprego
(Emprego/Pop.Activa )
Tributação e Eficiência
Produtividade Total
Contabilidade do Crescimento I
(Quotas do trabalho de 51% para a Irlanda e Portugal e 48% para a Espanha. Séries
originais filtradas pelo HP)
1964-73 1974-83 1984-93 1994-98 Irlanda
Taxa de Actividade -0.7 0.1 0.4 2.2
Taxa de Emprego 0.0 -1.1 0.3 0.6
Produtividade do Trabalho 4.5 3.4 3.9 3.4
Da qual:
Contributo de K/L 0.6 1.5 1.0 -0.3
Resíduo de Solow 3.8 2.0 2.9 3.7
Efeito Rendimento de Factores -0.2 -0.8 -0.6 -0.7
Rendimento per capita 3.6 1.6 3.9 5.6
Espanha
Taxa de Actividade -0.2 -0.3 0.9 0.7
Taxa de Emprego -0.2 -1.2 -0.6 0.2
Produtividade do trabalho 5.5 3.2 2.2 1.4
Da qual:
Contributo de K/L 6.2 3.2 1.8 1.4
Resíduo de Solow -0.7 -0.1 0.4 0.0
Produto per capita 5.1 1.6 2.5 2.4
Portugal
Taxa de Actividade 1.3 -0.2 0.7 0.9
Taxa de Emprego -0.2 -0.3 0.1 -0.3
Produtividade do trabalho 4.7 3.0 2.7 2.1
Da qual:
Contributo de K/L 5.8 2.8 1.8 1.6
Resíduo de Solow -1.1 0.2 0.9 0.5
Produto per capita 5.8 2.4 3.5 2.8
C:\MLF\CISEP 2001\Lições do Tigre Celta
Exogenous growth accounting
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 24
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 26
Growth of capital and output in a cross-section of countries (1980-2000)
Exogenous growth accounting
JP PT
GRE LUX
IRL
NDL
SP
AUT FIN
GER US
SWE AUS
DNK BEL FR
CAN NOR UK
NZ ITA
- 0.005 0.010 0.015 0.020 0.025 0.030 0.035 0.040
0.0000 0.0050 0.0100 0.0150 0.0200 0.0250 0.0300 0.0350 0.0400
Growth in the Capital-Labour ratio, 1980-2000
Growth in GDP per employed, 1980-2000
AK model
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 28
Endogenous growth accounting
HD (AK) Equation Quantity
vs Quality
K in levels?
1974-83 1984-93 1994-98 Ireland
Efficiency 0,44 0,47 0,59
Investment ratio 20,5 18,3 17,6
Depreciation rate 5,2 3,8 3,3
GDP growth 3,7 4,7 7,2
Portugal
Efficiency 0,42 0,36 0,35
Investment ratio 24,6 23,5 26,2
Depreciation rate 6,8 4,9 6,2
GDP growth 3,6 3,7 2,9
Spain
Efficiency 0,63 0,53 0,48
Investment ratio 22,7 22,6 24,2
Fonte: valores
calculados com base em séries da OCDE e B. Portugal
p
A s
Y
Y 1
FBCF por Sector Institucional
(média de 1986-95, % do PIB)
Fonte: OCDE e B. Portugal
Irlanda Espanha Portugal
Sector Público 2,3 3,9 3,6
Sector Privado 14,4 18,1 23,5
Total 16,7 22,0 27,1
Quantidade ou Qualidade?
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Irlanda Espanha Portugal
Construção 9,3 14,4 13,0
Equipamento de Transporte 2,9 2,1 4,1
Maquinaria 4,4 4,9 7,6
Outros 0,2 0,0 2,4
Total 16,7 21,4 27,1
FBCF por Natureza
(média de 1986-95, % do PIB
Fonte: OCDE e B. Portugal
Quantidade ou Qualidade?
Causas profundas
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Irlanda Espanha Portugal
Estradas (densidade) 15 22 19
Caminhos-de-ferro (densidade) 16 22 20
Custo das chamadas internacionais (US $) 9 10 19
Custo da electricidade na indústria (US $) 22 31 40
Infra-estruturas físicas
(posição relativa em 46 países)
Fonte: The World Competitiveness Yearbook
Condicionantes Infra-Estruturais
Qualidade das Instituições
(posição relativa em 46 países)
Fonte: The World Competitiveness Yearbook
Condicionantes
Irlanda Espanha Portugal
Sistema político 16 6 18
Transparência do Governo 18 19 21
Sistema legal 12 16 17
Confiânça na Justiça 13 31 28
Burocracia 11 21 39
Práticas impróprias (ex, corrupção) 10 21 23
Regulamentação prudencial 19 22 16
Aplicação da lei da concorrência 11 14 32
Flexibilidade das leis laborais 14 36 29
Protecção da propriedade intelectual 10 20 33
C:\MLF\CISEP 2001\Lições do Tigre Celta
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 35
Irlanda Espanha Portugal
Iliteracia 7 28 39
Disponibilidade de trabalhadores especializados 6 11 35
Disponibilidade de engenheiros qualificados 9 6 28
Disponibilidade de gestores competentes 4 17 40
Motivação dos trabalhadores 17 36 43
Iniciativa empresarial 19 33 43
Experiência internacional dos gestores 6 34 41
Qualidade do sistema educativo 2 17 38
Inscrições no ensino secundário 7 4 33
Inscrições no ensino superior 23 13 31
Qualidade dos Recursos Humanos (posição relativa em 46 países)
Fonte: The World Competitiveness Yearbook
Condicionantes
37
Exportações em volume (% do PIB)
Fonte: OCDE
1964-73 1974-83 1984-93 1994-98
Tx variação média anualIrlanda 26.2 35.2 57.7 86.3 9.8
Espanha 10.0 14.5 20.6 32.2 8.8
Portugal 25.0 19.4 31.1 40.6 7.7
Quantidade ou Qualidade?
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
Investimento Directo Estrangeiro
Fonte: IFS
1975-84 1985-94 1995-98 Média
% do PIB:
Irlanda 1,5 1,3 3,5 1,7 Portugal 0,5 2,0 1,5 1,3 Espanha 0,8 2,0 1,3 1,4 Milhões de dolares:
Irlanda 220 578 2.516 752 Portugal 120 1.337 1.592 872 Espanha 1.272 8.270 7.401 5.209
Quantidade ou Qualidade?
39
Incentivos ao Investimento Estrangeiro
(posição relativa em 46 países)
Fonte: The World Competitiveness Yearbook
Irlanda Espanha Portugal
Incentivos ao investimento estrangeiro 1 10 6
Memo: Imagem do país no exterior 9 27 31
Quantidade ou Qualidade?
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
Tributação e Eficiência
Dívida
Pública Bruta
(% do PIB)
0 % 2 0 % 4 0 % 6 0 % 8 0 % 1 0 0 % 1 2 0 % 1 4 0 %
1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000
Irla nd a P o rtug a l E s p a nha
41
Impostos Totais e
Contribuições para a
Segurança Social
(% do PIB)
15%
20%
25%
30%
35%
40%
1960 1963 1966 1969 1972 1975 1978 1981 1984 1987 1990 1993 1996 1999
Irlanda Portugal Espanha
Fonte: OCDE
Tributação e Eficiência
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 43
Custo do trabalho por
unidade produzida
(var %) Tributação e Eficiência
1981-85 1986-90 1991-95 1996-97 Irlanda
Produtividade do Trabalho 4.0 3.6 3.5 4.3
Encargo real por trabalhador 2.0 1.7 3.1 3.0
Do qual:
Impostos e contribuições sociais 2.8 -0.7 -1.1 -2.3
Salário real líquido -1.0 2.4 3.8 6.3
Efeito dos preços relativos 0.2 0.1 0.4 -0.8 Custo real do trabalho por unidade produzi -2.0 -1.8 -0.4 -1.3 Espanha
Produtividade do Trabalho 3.2 1.5 2.4 0.8
Encargo real por trabalhador 1.1 2.0 1.7 1.1
Do qual:
Impostos e contribuições sociais 0.1 -0.1 0.7 0.4
Salário real líquido 0.5 2.8 0.8 0.3
Efeito dos preços relativos 0.5 -0.7 0.2 0.3 Custo real do trabalho por unidade produzi -2.0 0.5 -0.6 0.3 Portugal
Produtividade do Trabalho -0.2 3.0 3.1 2.2
Encargo real por trabalhador -1.7 2.3 2.9 2.2
Do qual:
Impostos e contribuições sociais 2.0 -0.4 0.0 0.2
Salário real líquido -4.3 3.9 3.2 2.2
45
Impostos Directos e Desemprego
Irlanda
Fonte: OCDE
R2 = 0,6706
16%
17%
18%
19%
20%
21%
22%
50000 100000 150000 200000 250000
Desemprego (m ilhares) Imp.directos e contrib. para a s.social (% do PIB)
Tributação e Eficiência
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
Custo de Trabalho por Unidade Produzida (indústria)
Moeda comum (1995=100)
Fonte: OCDE 60
80 100 120 140 160 180 200
198 1
198 3
198 5
1987 1989
1991 1993
1995 1997 Irlanda Espanha Portugal
Tributação e Eficiência
Medição do Stock de capital físico
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 47
Cálculo do stock de capital
O stock de capital agregado é obtido pela soma das estimativas das diferentes categorias.
Para cada uma das categorias j (construção, material de transporte, outro equipamento), postula-se a seguinte dinâmica
t t
t K FBCF
K 1 1
j j
jt X T
T
j= vida útil esperada do equipamento
X
j= ponderador de obsolescência económica.
Este ponderador foi fixado em 0.91 para construção
e em 1.65 para o restante equipamento. Assume-se
uma vida útil de 48 anos para a construção. Para o
equipamento e material de transporte, postulou-se
Determinação do Stock de Capital
1 g FBCF 0
FBCF t t
Crescimento do investimento anterior: média 1910-1920
Para cada categoria, o stock inicial de capital é estimado assumindo taxas de crescimento de FBCF jt (g j ) constantes até ao momento inicial, isto é:
,1 ,0
j j
j j
K FBCF
g
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 49
FBCF, PIB e Stock de Capital
Construção Material de Transporte
Outro equipamento
Construção Material de Transporte
(1) (1a) (1b) (1c) (2) (3) (4) (5) (2a) (2b)
1911-1920 3.3 82.3 5.3 12.4 1.21 0.37 - 3.7 75.3 2.3
1921-1930 7.3 76.0 7.8 16.2 1.08 3.54 - 4.4 82.6 3.4
1931-1940 10.6 74.2 8.8 16.9 0.79 2.12 - 6.3 109.1 6.7
1941-1950 17.0 80.1 8.6 11.3 0.54 2.68 - 6.5 163.5 9.8
1951-1960 22.3 76.8 7.0 16.2 0.40 3.95 0.74 5.0 211.2 14.5
1961-1970 23.9 68.4 8.7 22.8 0.37 5.94 0.95 2.9 227.8 12.1
1971-1980 25.4 63.8 13.4 22.9 0.35 4.15 0.81 4.6 235.5 19.4
1981-1990 23.6 59.9 12.3 27.8 0.31 3.59 0.82 3.7 261.0 20.9
1991-2000 26.1 52.4 14.4 33.2 0.30 3.17 1.63 4.6 257.5 23.5
Taxa de investimento
Produtividade média do
capital
Memo: stoks em percentag Erosão
económica do capital Taxa de
crescimento do PIB
Da qual (em percentagem): Taxa de
crescimento do Emprego
Medição do Stock de capital humano
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 54
Medição do Stock de capital humano
O número médio de anos de escolaridade da população não estudantil com mais de 15 e menos de 64 anos.
Método de Mincer : O nível de capital humano por trabalhador, h=H/L, é calculado de acordo com
onde (E) mede a eficiência de uma unidade de trabalho com E anos de educação.
Assume-se que (0)=0
As derivadas parciais '(E) correspondem às seguintes taxas de retorno do investimento em educação (idênticas para todos os países): 13.4% para os
primeiros quatro anos de escolaridade, 10.1% para os segundos 4 anos e 6.8%
) ( E
e
h
Capital Humano por trabalhador
56
1960 1970 1980 1990 2000
Bélgica 0.81 0.82 0.82 0.84 0.89
Dinamarca 0.93 0.92 0.92 0.93 0.97
Alemanha 0.96 0.99 1.03 1.04 1.02
Grécia 0.70 0.70 0.73 0.77 0.83
Espanha 0.69 0.69 0.71 0.75 0.81
França 0.76 0.80 0.82 0.86 0.88
Irlanda 0.80 0.80 0.80 0.81 0.85
Itália 0.69 0.71 0.75 0.79 0.86
Países Baixos 0.88 0.88 0.88 0.88 0.92
Austria 0.88 0.87 0.88 0.89 0.92
Portugal 0.51 0.54 0.59 0.59 0.68
Finlândia 0.77 0.80 0.83 0.88 0.94
Suécia 0.90 0.92 0.94 0.96 0.94
Reino Unido 0.93 0.94 0.96 0.98 1.03 Estados Unidos 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00
Japão 0.95 0.94 0.93 0.95 1.00
Canadá 0.93 0.94 0.96 0.98 1.03
Noruega 0.93 0.94 0.96 0.98 0.99
Australia 0.98 0.98 1.00 1.01 1.03
Nova Zelândia 0.92 0.91 0.90 0.90 0.96
Turquia 0.45 0.47 0.51 0.55 0.61
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
GRE SP IRL
PRT FIN
TUR
0.40 0.50 0.60 0.70 0.80 0.90 1.00
1960 1970 1980 1990 2000
Capital Humano por trabalhador (EUA=1.00)
Método (Hall and Jones, 1999): O nível de capital humano por trabalhador, h=H/L, é calculado de acordo com h e
(E), onde a função (E) mede a eficiência de uma unidade de trabalho com E anos de educação. Assume-se que (0)=0 e que
as derivadas parciais '(E) correspondem às seguintes taxas de retorno do investimento em educação (idênticas para
Capital Humano por Trabalhador (EUA=1.00)
59
Sobre a perda de ímpeto no processo de convergência
Miguel Lebre de Freitas
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
De acordo com o modelo de crescimento neo-clássico, mudanças no patamar de equilíbrio como as que ocorreram no Japão, Espanha e em Portugal podem ocorrer devido a:
(i) Alterações nas propensões a investir, que se traduzem em maior ou menor acumulação de capital físico e humano (contributo dos factores) – “Transpiração”
(ii) Alterações na “tecnologia” (incluindo idiossincrasias ao nível da cultura, políticas
económicas ou instituições, cujo impacto na produção não é directamente medido pelo grau de utilização dos factores) – “Inspiração”
Naturalmente, essas dimensões não são independentes, antes se reforçam mutuamente (North, 1990):
- “A transpiração responde à Inspiração” (Hall and Jones, 1999).
- “Transpiração sem inspiração pode resultar em desilusão” (Easterly, 1999)
- “Alguma inspiração só é viável depois de um mínimo de transpiração” (Gradstein, 2004).
Quer num caso quer no outro, o modelo prevê uma aceleração temporária do ritmo de
crescimento do PIB por trabalhador, seguido de abrandamento progressivo e retorno a um patamar de evolução paralela.Por outras palavras, do ponto de vista do PIB por
trabalhador, os choques (i) e (ii) são observacionalmente equivalentes.
Neste artigo implementa-se um exercício de contabilidade de níveis, nos moldes propostos
por Cohen and Sotto (2002), como forma de aprender sobre as causas da mudança de
patamar.
62 Portugal Espanha Grécia Irlanda Finlandia
(1) Contr. Capital Físico por Trabalhador 0,9% 0,4% 0,4% 0,2% 0,3%
(2) Contr. Capital Humano por Trabalhador 0,5% 0,4% 0,4% 0,2% 0,4%
(3) Produtividade Total -0,1% -0,7% -1,7% 1,5% 0,6%
(4) PIB por trabalhador 1,3% 0,2% -0,9% 1,9% 1,2%
Quadro 2: Contabilidade de crescimento tradicional
(Taxas de crescimento diferenciais em 1980-2000, US=0.00)
Fonte: O mesmo que a Figura 2. Notas: (4)=(1)+(2)+(3). A decomposição consiste em especificar a função de produção em termos de produto por trabalhador,
Y L A
K L
13h23e
tomar taxas de crescimento nos dois membros da equação:
YˆLˆ
1 3
Kˆ Lˆ
2 3hˆAˆ. Cada
variável está expressa sob a forma de desvio de crescimento em relação ao respectivo valor nos EUA (média anual).
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
Portugal Espanha Grécia Irlanda Finlandia
(1) Contr. Capital Físico por Trabalhador 0,9% 0,4% 0,4% 0,2% 0,3%
(2) Contr. Capital Humano por Trabalhador 0,5% 0,4% 0,4% 0,2% 0,4%
(3) Produtividade Total -0,1% -0,7% -1,7% 1,5% 0,6%
(4) PIB por trabalhador 1,3% 0,2% -0,9% 1,9% 1,2%
Traditional growth accounting
(differential growth rates, 1980-2000, US=0.00)
• A “contabilidade de crescimento” tradicional detecta para o período 1980-2000 um maior
“contributo” da acumulação de factores do que da produtividade total.
•Tal não significa que na origem do processo estivesse um aumento da propensão a investir em capital físico.
•Também um aumento inicial da produtividade total (sem alteração nas propensões a investir) dá origem a um processo de ajustamento ao longo do qual o capital físico e o capital humano
1/33
2
K / L
Ah L
Y
Contabilidade de crescimento
IRL
FIN
PRT TUR
JP
GRE
AUT
NDL
SP
CAN
NZ ITA UK SWE
NOR USA
DNKAUS
GER FRABEL
-0.1 - 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9
-0.1 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9
Rácio Capital Físico-Capital Humano (Var %, 1980-2000)
PIB por unidade de capital humano (var %, 1980-2000)
A bissectriz dos quadrantes ímpares corresponde aos pontos em que a taxa de crescimento do PIB por unidade de capital humano
é igual à taxa de progresso técnico neutral à Harrod
AK H 1 Y
H Y ˆ ˆ
1 1 A ˆ
Acima (abaixo) da bissetriz, a taxa de progresso técnico
é superior
(inferior) à taxa de crescimento do PIB por unidade de capital humano.
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 64
Contabilidade de níveis
AK H 1 Y
Y K
H A H
y Ak
H hN
/ 1/3
Y N Ah K H
1 1
Y K A 1 H
Contabilidade de níveis
PIB por Trabalhador
Contrib. Capital Físico por
Capital Humano
Capital Humano por Trabalhador
Produtividade Total
Memo:
Capital Físico por Trabalhador
(1) (2) (3) (4)
Portugal
1980 0.41 0.85 0.59 0.82 0.37
2000 0.53 0.98 0.68 0.79 0.64
Irlanda
1980 0.67 1.01 0.80 0.82 0.83
2000 0.97 1.03 0.85 1.10 0.94
Finlandia
1980 0.68 1.00 0.83 0.82 0.84
2000 0.87 1.02 0.94 0.92 0.98
Espanha
1980 0.71 1.00 0.71 1.00 0.71
2000 0.73 1.04 0.81 0.87 0.91
Grécia
1980 0.77 1.10 0.73 0.96 0.97
2000 0.64 1.13 0.83 0.68 1.20
/ 1/3
Y N Ah K H
(1)=(2)*(3)*(4).
US=100
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 66
K/Y em 1960
PIB por Trabalhador
Contrib. Capital Físico por
Capital Humano
Capital Humano por Trabalhador
Produtividade Total
Memo: Capital Físico por Trabalhador
(1) (2) (3) (4)
K/Y=3.5
1980 0.41 0.87 0.59 0.80 0.39
2000 0.53 0.99 0.68 0.78 0.66
K/Y=3
1980 0.41 0.85 0.59 0.82 0.37
2000 0.53 0.98 0.68 0.79 0.64
K/Y=2.75
1980 0.41 0.84 0.59 0.83 0.35
2000 0.53 0.98 0.68 0.80 0.63
K/Y=2.5
1980 0.41 0.83 0.59 0.84 0.34
2000 0.53 0.97 0.68 0.80 0.62
K/Y=2
1980 0.41 0.81 0.59 0.86 0.32
2000 0.53 0.96 0.68 0.81 0.60
Quadro A1: Contabilidade de níveis, Portugal, assumindo valores alternativo para o stock de capital inicial (EUA = 1.00)
Método: A decomposição segue Cohen and Soto (2002): Assume-se uma função produção do tipo Y AK13
hL 23, em que Y é o produto, K o stock de capital, h o capital humano por trabalhador e A a produtividade total dos factores e procede-se à re-especificação seguinte: Y L Ah
K /H
1/3. Todas as variáveis estão expressas em percentagem do nível verificado nos EUA.68 PRT 70
PRT 60
PRT 80
PRT 90 SPFIN ITA FRA
IRL
NZ BEL
PRT 00 SWE
ND UK CAN AUT DNK
NOR GER GRE JPN
AUS
TUR
US
-1.00 -0.80 -0.60 -0.40 -0.20 0.00 0.20 0.40
-1.20 -1.00 -0.80 -0.60 -0.40 -0.20 0.00 0.20 0.40
Hiato de Transpiração (1/3) ln (K/L)+(2/3) ln h
Hiato de Inspiração (ln A)
2 3
3
1 hL
AK Y
O eixo vertical mede a diferença entre a estimativa da produtividade total para cada país e o respectivo valor nos EUA; o eixo horizontal mede a diferença das estimativas do contributo dos factores em cada país, face ao
respectivo valor nos EUA. A recta positivamente inclinada descreve os pontos em que o “hiato de inspiração” é igual ao “hiato de transpiração”. A recta negativamente inclinada é a curva de nível correspondente ao PIB por trabalhador verificado nos EUA.
Levels (development) accounting: US=0.00
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Dotações relativas (US=0.00)
Construção com base na decomposição de Cohen and Sotto (2002). Logaritmos, desvios relativamente aos EUA. O eixo vertical mede o Capital-Humano por trabalhador (h). O eixo horizontal mede o contributo da dotação relativa de
-PRT70 -PRT60
PRT 80 PRT 90
SP
ITA FIN
IRL FRA
NLD BEL
PRT 00 SWENZ UK
AUT DNK
CAN NOR GER JPN
GRE AUS
TUR
US
-0.78 -0.62 -0.47 -0.31 -0.16 0.00 0.16
-0.40 -0.30 -0.20 -0.10 0.00 0.10 0.20 0.30
Contributo do rácio Capital-Físico/Capital-Humano (1/3)(ln K-lnH)
Capital-Humano por trabalhador (logH-logL)
Re-especificação (Cohen and Sotto, 2002):
K / H 1 / 3
Ah L
Y
70
Factores de Crescimento (causas próximas)
Porque é que alguns países crescem mais depressa do que outros?
• Investimento em Capital Físico e Capital Humano - Transpiração
• Utilização mais Eficiente dos recursos existentes - Inspiração
Portugal, Factores de Crescimento 1960-2000 – Níveis (US=1.00)
Limitações:
1. Estatísticas (qualidade do capital físico e humano)
2. Relações de causalidade:
- Transpiração sem inspiração pode resultarem desilusão (Easterly, 1999, JDE)
- A transpiração responde à inspiração (Hall and Jones, 1999, QJE)
- Alguma inspiração requer prévia transpiração (North, 1990, Gradstein, 2005)
Causas profundas: instituições, geografia, abertura ao comércio
Human Capital per Worker
Physical Capital per worker
Total Factor Productivity
0.000 0.100 0.200 0.300 0.400 0.500 0.600 0.700 0.800 0.900 1.000
1960 1970 1980 1990 2000
US=1.00
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
N Y y /
*
k 1 k K / N
y = Ak (n+ )k
s 1 y s 0 y
*
k 0
*
y 1
*
y 0
(Y/K) 0
(Y/K) 1
0
1
Transpiração
72
Modelo neo-clássico
Fonte: Angus Maddison
N Y y /
*
k 1 k K / N
(n+ )k
sy sy
*
k 0
*
y 1
*
y 0
(Y/K) 0
k
A
y
1 k A y
0Figure 6.3.3. An improvement in technology raises the steady state level of per capita income but does not change the output capital ratio
Inspiração
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Modelo neo-clássico
time
time
time
r k
y
Y/K
Figure 6.3.4. The time paths of per capita
output, the capital –labour ratio, the output
capital-ratio and the interest rate, following a
an improvement in technology
74
Em suma, os dados são consistentes com a ideia de que o crescimento da Economia Portuguesa nos anos recentes reflecte essencialmente uma dinâmica de
transição para um patamar de equilíbrio, que se traduziu numa rápida acumulação de capital físico e humano, por oposição à ideia de convergência tecnológica.
Essa dinâmica de transição, no entanto, não terá sido motivada por um aumento da propensão a investir, mas essencialmente o resultado de um processo de
ajustamento motivado por um aumento de produtividade total que ocorreu nas décadas de 60 e 70.
Tendo em conta a evolução da qualidade da política económica e das instituições após a adesão à CEE, a evidência de ausência de impluso na produtividade total não pode deixar de constituir motivo de reflexão.
Conclusão
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/
Na literatura sobre Economia Portuguesa, é comum reacionar-se a aceleração do crescimento económico na segunda metade do século passado com o processo de abertura ao exterior.
De acordo com essa interpretação, o abandono do modelo de substituição de importações e das práticas restritivas do condicionamento industrial, induziu aumentos de eficiência e mudança nas mentalidades, promovendo uma
alteração fundamental do ambiente económico e a convergência. Os resultados deste trabalho são consistentes com esse interpretação.
Mas pela mesma ordem de ideias, o mesmo se deveria ter passado após a adesão à CEE. comunitários. Em geral, a implementação do Acquis
Communautaire e o contacto com as políticas e as instituições europeias tiveram um impacto indesmentível na cultura económica e na qualidade das decisões.
À luz da teoria, esperar-se-ia que tais melhorias resultassem numa maior
permeabilidade da economia aos benefícios da inovação tecnológica mundial.
Aparentemente, tal não foi o caso.
Portuguese economic growth re-examined:
An Anti-Fado Manifesto
Miguel Lebre de Freitas Universidade de Aveiro
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 76
There are many countries, not essentially different either in the degree of security which they afford to property, or in the moral and religious instruction received by the
people, which yet, with nearly equal natural capabilities, make a very different progress in wealth.
THOMAS MALTHUS (1766-1834)
There is no general tendency for poor countries to grow faster than rich countries
De Long (1988): even if (unconditional) convergence looks like holding in particular samples, results are in general fragile to small sample modifications.
Is Portugal fated to converge?
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 79
GDP per capita and GDP per worker, 1980-2000 (constant PPS, growth rates) Condicionantes
NOR
AUT SP
UK US JP
AUS IT
GER DNK BEL NED
CAN FR
FIN PT
IRL
LUX
SWE NZ
GRE CHE
- 0,005 0,010 0,015 0,020 0,025 0,030 0,035 0,040 0,045 0,050
- 0,005 0,010 0,015 0,020 0,025 0,030 0,035 0,040
Growth in GDP per employed, 1980-2000
Growth in per capita GDP, 1980-2000
A common textbook interpretation is that industrialised nations, because they have similar (technology, labour skills, investment rates, population growth rates)
... are expected to enjoy convergence.
Growth rates versus initial levels, GDP per working age population, 1960-1980
IRL
LUX
CH PT
GRE
SP
US
NZ JAP
UK y = -0.0286x + 0.1019
R2 = 0.8319
0.00%
1.00%
2.00%
3.00%
4.00%
5.00%
6.00%
7.00%
1.3 1.5 1.7 1.9 2.1 2.3 2.5 2.7 2.9 3.1 3.3
PIB/A em 1960 (logs)
Crescim. PIB/A, 1960-1980
II. Convergence among OECD nations
(Dowrick and Nguyen, 1989, Mankiw et al., 1992, Barro and Sala-i- Martin, 1992, Carre and Klomp, 1997).
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 81
NZ CH US SP
GRE
PT JAP
IRL LUX
y = -0.0084x + 0.0452 R2 = 0.0394 0.000
0.005 0.010 0.015 0.020 0.025 0.030 0.035 0.040 0.045
2.4 2.6 2.8 3 3.2 3.4 3.6
PIB/A em 1980 (logs)
Cresc, PIB/A, 1980-2000
How similar?
Growth rates versus initial levels, GDP per working age population, 1960-1980
De Long (1988): even if convergence looks like holding in particular samples,
1980-2000: Idiosyncrasies showing up?
84
Interpretation
Forces pushing for convergence dominated the data:
Transition dynamics, following WW2 (MRW, 1992)
Technological diffusion that was made possible by the establishment of the New Economic Order (NIEO)
Idiosyncrasies were hidden
1980-2000
Economies already close to each other
Idiosyncrasies show up
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I. Productivity in Portugal been converging to the EU average II. Economies are not fated to converge
III. What role for the policy?
IV.
Agenda
Policy oriented exercise Agnostic model
Barro (1991) type regressions, testing the significance of policy induced variables, potentially related to growth
Investment rates and labour participation are excluded from the analysis, so as to capture the overall effect of the policy
No need to control for attributes that are equally hated by
OECD countries. Less problems with multicolinearity. Still, we experiment different samples and combinations of explanatory variables, so as to evaluate the uncertainty concerning the
estimates.
Anti-Fado Manifesto
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Temática da conferência
Orientação para a política
Países da OCDE (guerras civis, religião, liberdades fundamentais não distinguem)
Menos variáveis, menos problemas na estimação
Capital humano:
SKILL - Disponibilidade de trabalhadores especializados (medida qualitativa)
Flexibilidade da economia:
EMPROT - Índice de Protecção ao Emprego
Finanças públicas:
IV. Ilustrar o papel da política
económica
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 88
Variables Used
GDPWAP80: Log of GDPWAP in 1980 (EC).
SKILL: Availability of technically skilled labour (WCY, 1991).
EMPROT: Overall strictness against dismissals, late 1980s (OECD, 1999).
INST: Institutional quality index, 1980s (Sachs and Warner’s, 1997): average of (1) rule of law (2) bureaucratic quality (3) corruption (4) expropriation risk (5) government repudiation of contracts.
GOVX: Ratio of total government expenditures to GDP, period average (EC).
GINV: Government investment divided by GDP, period average (EC)
INFL: CPI inflation rate, period average (EC).
NZD: Fraction of years along the period 1980-1990 in which the country is rated as an open economy according to the criteria defined in Sachs and Warner (1995).
Discriminating growth performances
Regression variables explaining growth of GDP PWAP between 1980 and 2000
I II III IV V VI VII VIII IX X XI
C 0.05 0.03 0.08 0.07 0.11 0.05 0.09 0.09 0.09 0.10 0.12
1.6 1.0 2.7 3.9 4.0 2.1 3.8 4.0 4.1 4.2 3.8
GDPWAP80 -0.008 -0.030 -0.042 -0.042 -0.037 -0.011 -0.039 -0.038 -0.041 -0.041 -0.035
-0.9 -2.6 -5.6 -5.8 -5.0 -1.3 -4.2 -4.3 -4.8 -4.8 -4.1
SKILL 0.00033 0.00033 0.00034 0.00032 0.00034 0.00035 0.00032 0.00033 0.00031
1.6 2.7 3.0 2.4 2.7 2.9 2.6 2.7 2.3
EMPROT -0.0029 -0.0029 -0.0026 -0.0029 -0.0025 -0.0036 -0.0030 -0.0026
-2.7 -2.8 -2.4 -1.8 -2.1 -2.8 -2.6 -2.1
INST 0.0044 0.0035 0.0039 0.0039 0.0040 0.0038 0.0039
2.0 1.7 3.3 3.0 3.2 3.0 3.0
GOVX -0.00012 -0.00017
-0.7 -1.2
GINV 0.0008 0.0015
0.4 1.1
INFL -0.0002 -0.0011 -0.0011
-0.3 -2.5 -2.3
NZD 0.02 0.02 0.02 0.02
1.6 2.8 3.2 2.1
R-squared 0.039 0.421 0.772 0.771 0.723 0.099 0.752 0.748 0.741 0.716 0.656
Adjusted R-squared -0.009 0.285 0.675 0.695 0.630 0.043 0.617 0.643 0.633 0.629 0.550 S.E. of regression 0.00832 0.00701 0.00387 0.00375 0.00413 0.00637 0.00403 0.00389 0.00394 0.00396 0.00437
Included observations 22 22 21 21 21 18 18 18 18 18 18
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 90
Fonte: AMECO y = 0.0003x R2 = 0.4114
- 0.0050 0.0100 0.0150 0.0200 0.0250 0.0300 0.0350
40.00 45.00 50.00 55.00 60.00 65.00 70.00 75.00 80.00 85.00
Availability of skilled workers (in the 80s)
Partial Association
Average growth
rate of GDPWAP
along 1980-2000
Fonte: AMECO y = -0.0029x
R2 = 0.4842
-0.0200 -0.0150 -0.0100 -0.0050
- 0.0050 0.0100
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5
Employment protection (in the 80s)
Partial Association
Source: calculations based on Equation IV
Average growth rate of GDPWAP along 1980-2000
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 92
Fonte: AMECO y = 0.0039x R2 = 0.6293
0.0150 0.0200 0.0250 0.0300 0.0350 0.0400 0.0450 0.0500
5 6 7 8 9 10
Institutions (in the 80s)
Partial Association
Average growth
rate of GDPWAP
along 1980-2000
Fonte: AMECO y = -0.0425x
R2 = 0.8705
-0.16 -0.15 -0.14 -0.13 -0.12 -0.11 -0.10
2.400 2.600 2.800 3.000 3.200 3.400 3.600
Level of GDP per worker in 1980
After expurgating the role of other variables...
Convergence shows up!
Partial Association
Source: calculations based on Equation IV
https://mlebredefreitas.wordpress.com/home/ 94
Fonte: AMECO
C:\MLF\semins\antifado manifesto
IT UK
NOR
CHE US IRL
PRT
SP
GRE
NZ
-0.02 -0.01 -0.01 0.00 0.01 0.01 0.02 0.02 0.03
2.500 2.600 2.700 2.800 2.900 3.000 3.100 3.200 3.300 3.400 3.500
GDP per working age person in 1980 (logs) Change in GDP per working age person, 1960-1980 (deviations from the benchmark)
Actual growth rates versus “catch-up”
effect:
- - unconditional
model (risky exercise) __ Conditional model
(deviations from Holland)
The thick line gives the differential growth that would be observed in a country having attributes similar to that of the median economy (Holland), conditional on
Conditional convergence
96
-0.020 -0.015 -0.010 -0.005 0.000 0.005 0.010 0.015 0.020 0.025
LUX BEL DNK GER GRC SP FR IRL IT NDL AUT PRT FIN SWE GBR US JP CAN CH NOR AUS NZL
C:\MLF\semins\manifesto antifado
1960-1980 1980-2000
Per capita GDP: Growth rates adjusted for the “catch-up effect”
Miracles and Disasters
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Portugal Spain Greece Ireland New Zealand
United States Equation IV
Actual growth rate 2.34 2.08 0.72 3.96 0.92 2.26
Predicted 2.39 1.79 1.06 3.51 0.92 1.50
Of which:
Catch up effect 2.27 1.57 1.23 1.40 0.53 -1.03
SKILL -0.17 -0.29 -0.24 0.67 -0.21 0.09
EMPROT -0.49 -0.23 0.17 0.43 0.40 0.84
INST -0.82 -0.86 -1.70 -0.59 -0.06 0.00
NZD 0.00 0.00 0.00 0.00 -1.33 0.00
Benchmark growth rate 1.60 1.60 1.60 1.60 1.60 1.60
Residual -0.05 0.30 -0.33 0.45 - 0.76
) ˆ (
) ˆ (
ˆ
ˆ
ig
NEDx
i,0x
NED,0z
iz
NEDg
Predicted growth rates are break down by the effects of the explanatory variables, redefined in terms of
deviations from a benchmark economy.
Sources of differential growth
Predicted growth rates are break down by the effects of the explanatory variables, redefined in terms of deviations from Portugal.
Sources of differential growth
Ireland Spain Greece
Differential growth (PT=benchmark) 1,62 -0,26 -1,62
Predicted 1,12 -0,61 -1,34
Of which:
"Catch up Effect" -0,88 -0,70 -1,05
Skill 0,83 -0,13 -0,08
EMPROT 0,93 0,26 0,67
INST 0,24 -0,04 -0,88
Residual 0,50 0,35 -0,28
Deviations from Portugal.
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