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1 – Família - Univali

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Academic year: 2023

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Este trabalho de pesquisa jurídica trata das inovações decorrentes do Código Civil de 2002, em relação à Lei das Sucessões do cônjuge e do companheiro, e enfoca a (in)constitucionalidade do art. A presente monografia tem como objetivo estudar a diferença de tratamento dispensada aos cônjuges e companheiros, à luz das inovações advindas do Código Civil de 2002 no que diz respeito ao Direito Sucessório.

FORMAÇÃO DA ENTIDADE FAMILIAR

Da família romana

Sobre a família regulada religiosamente, Orlando Gomes escreve que o direito canónico teve influência na estruturação jurídica do grupo familiar. Nesse sentido, César Fiuza escreve que segundo o Cânon 1.013 do Código de Direito Canônico da Igreja Católica Apostólica Romana, são tradicionalmente as finalidades do casamento: “a) a procriação e a educação dos descendentes;

Da família atual

Ainda segundo esta Constituição, estão previstas três formas de organização do núcleo familiar: pelo casamento civil ou religioso com efeitos civis; através de um relacionamento estável; e por qualquer um dos pais e seus descendentes. Família é, portanto, entidade familiar constituída por marido e mulher, casados ​​ou vivendo em união estável, ou constituída por apenas um dos genitores com seus descendentes.

O RECONHECIMENTO DA FAMÍLIA NO ORDENAMENTO JURÍDICO

A família à luz do CC/2002

Com o advento do Código Civil de 2002, as mudanças foram significativas em relação ao direito de família. Além do acréscimo da codificação de toda uma parte ignorada pelo Código Civil de 1916, como a regulamentação da dissolução do casamento por meio do divórcio, a possibilidade de reprodução por meio de fecundação artificial e a disciplina da união estável como família constitucional reconhecida entidade. Também eliminou partes arcaicas do sistema civil, como: a diferença de tratamento jurídico entre cônjuges e filhos, oriundos ou não da relação conjugal, e, de especial importância para este estudo, a eliminação do regime de bens totais. 80. Porém, segundo os autores citados, embora o Código Civil de 2002 tenha trazido inovação, a sociedade e a comunidade jurídica ficaram decepcionadas, pois o projeto de 1975 não acompanhou a transformação da sociedade nos últimos vinte e sete anos, deixando a desejar em alguns aspectos, como o direito de herança.

Esta é a principal inovação do novo Código Civil: o instituto material da plena igualdade dos cônjuges ou companheiros extraconjugais nas relações pessoais e patrimoniais, pois equalizou os seus direitos e deveres e também a sua realização na comunidade conjugal ou extraconjugal. Na verdade, à luz do Código Civil de 2002, a família é constituída por “consangüinidade e afeto”, ou seja, pais e filhos; e formou família.

AS FORMAS DE FAMÍLIA NA CRFB/88

A família a partir do casamento

Para Orlando Gomes, o casamento é “[..] o vínculo entre um homem e uma mulher para constituir família [...]”90. Silvio Rodrigues acredita que o casamento é “a instituição básica e dominante, normalmente e na maioria dos casos, a partir da qual se forma a família”. Portanto, é justo dizer que o casamento é considerado a forma mais comum de constituir família.

A família a partir do concubinato e da união estável

Desde a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que estabeleceu a plena igualdade entre homens e mulheres, o casamento deixou de ser o único meio de formação familiar, como reconheceu o Código Civil de 2002 em seu art. 1723, a união duradoura entre marido e mulher como entidade familiar, baseada no comando expresso da referida Constituição. 3 - Para efeitos de protecção do Estado, a união permanente entre um homem e uma mulher é reconhecida como entidade familiar e a lei deve facilitar o seu regresso ao casamento.

1723 - A união duradoura entre homem e mulher é reconhecida como entidade familiar, configurada na convivência pública, contínua e estável e criada com o objetivo de constituir família. Assim, segundo Euclides de Oliveira, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e o Código Civil de 2002 trouxeram uma definição ampla da família, como base da sociedade, por meio da qual se formou esse novo tipo de união familiar, portanto fortalecimento. como mais uma forma de formação da família brasileira, independentemente da existência de barreira conjugal entre seus participantes, previamente comprovada pela ausência de divórcio na legislação brasileira.96.

A família monoparental

Sílvio de Salvo Venosa ensina que: .. a própria Constituição reconhece que pode haver família, entidade familiar, fora do casamento e fora da união estável, constituída por apenas um dos pais e seus descendentes, os chamados monoparentais família [..]98 . Sobre esta forma de organização da entidade familiar, Caio Mário da Silva Pereira afirma que: .. a Carta de 1988 reconheceu a proteção do Estado [...] às famílias monoparentais constituídas por um dos progenitores com os filhos. Cada um dos cônjuges em caso de separação ou divórcio, mães solteiras, viúvas e até celibatários com seus filhos, é reconhecido como base para a convivência em família e comunidade, identificado como um direito constitucional fundamental.99.

Roberto Senise Lisboa acrescenta que existe relação monoparental nos seguintes casos: .. a) entre ambos os progenitores e os filhos, em caso de falecimento, desaparecimento ou ausência do outro progenitor.

AS NOMENCLATURAS CONVIVENTES, COMPANHEIROS E

Neste contexto, percebe-se que na doutrina a união estável ou o concubinato pode ser puro ou impuro. Rodrigo da Cunha Pereira110 compartilha desse entendimento, escrevendo que o concubinato é “um gênero que compreende dois tipos: o concubinato adúltero, que é chamado de concubinato simples, e o concubinato não adúltero, que pode ser chamado de união estável”. Sobre a divisão de bens, Patrícia Fontanela Rosa observa que a súmula 380 consolidou a divisão de bens em concubinato utilizando tal nomenclatura, “se ficar comprovada a existência de parceria de facto entre as concubinas, a sua dissolução judicial dá-se através da divisão da herança adquirida com poderes comuns."

A partir de então, os tribunais passaram a aceitar a possibilidade de divisão dos bens adquiridos em mutirão ou direito de partilha, desde que ficasse plenamente comprovado durante a instrução processual que o companheiro realmente contribuiu com o companheiro para o patrimônio do casal.111 . Ainda sobre esse assunto, o Supremo Tribunal Federal, após a Súmula 380, publicou a Súmula 382, ​​que afirmava: “A vida em comum sob o mesmo teto, mais uxorio, não é indispensável à caracterização de concubina”. Ou seja, esta coabitação foi considerada indispensável para caracterizar a relação fixa, tornou-se um requisito indispensável para efeitos da sua identificação.115.

ASPECTOS HISTÓRICOS

Este capítulo apresenta as mudanças ocorridas no Direito Sucessório no Brasil, sua conceituação, a definição de herança, sucessão legal e sucessão testamentária. A herança não foi concedida a todos os aganados, mas sim àquele que estava mais próximo no momento da morte. O primeiro deles (sui heredes) era composto por aqueles que estavam sob o poder do pater e que se tornaram sui iuris após sua morte, incluindo os filhos, homens ou mulheres, a esposa sujeita ao poder conjugal (porque ela ocupou o lugar do filha) e netos, desde que o pai tenha falecido anteriormente, em clara determinação do direito de representação [..] A segunda classe de herdeiros (agnatus proximus) é constituída pela família agnada mais próxima do falecido.

Silvio de Salvo Venosa escreve que no direito romano a liberdade de testar era absoluta, abrangendo todos os bens e quem quisesse. No direito romano, [...] a sucessão causada mortis ou era adiada inteiramente por força de vontade, ou inteiramente por ordem de citação judicial.

ASPECTOS CONCEITUAIS

Direito civil: direito sucessório. página 40. 9º, IV), que extingue a existência da pessoa física (ou artigos 6º e 7º do CC). Para José Francisco Cahali, o herdeiro legal é “o sucessor eleito por lei, segundo a ordem das vocações hereditárias” (CC, artigo 1.829) ou “segundo regra especial, como acontece no caso de herança entre sócios, resultante de união estável (CC, Art. Curso Avançado de Direito Civil: Sucessões, p. 56. Art. 1.829); e segundo regra especial, como acontece na herança entre dois sócios, oriunda de comunhão estável (CC, art.

RECURSO: A Câmara excluiu a sucessão do irmão, por considerar que não poderia ser aplicada a norma do Código Civil Brasileiro (art. 1.790, III), que estabelecia tratamento diferenciado entre companheiro e cônjuge. Se a inclusão do cônjuge na lista de herdeiros necessários foi uma medida positiva implementada pelo Código Civil de 2002, o mesmo não se pode dizer em relação ao companheiro deste documento legal, que apenas por herança recebe os bens adquiridos a título oneroso durante o casamento estável, competindo entre si, inclusive com segurança (art. 1.790, III).227. Sendo um dos objetivos do direito das sucessões a perpetuidade da fortuna familiar do falecido, a interpretação literal do caput do art não deverá prosperar. NOK 1.790, que retira da herança do sócio os bens individuais deixados pelo autor da herança.

5. da Constituição da República Federativa do Brasil e resolvendo a jurisprudência sobre a (in)constitucionalidade do art. 1790 e mostram a visão dos juristas críticos sobre a distinção entre cônjuge e companheiro no direito sucessório, contida no Capítulo 3 deste estudo.

HERANÇA: CONCEITOS E FORMAS

SUCESSÃO LEGÍTIMA

Se o testamento for ineficaz, tiver caducado ou tiver sido declarado nulo, aplicam-se as regras da Sucessão Legal. Portanto, a Sucessão Legal está relacionada a uma ordem de preferência entre as pessoas da família do falecido, que são os herdeiros necessários convocados, e dentre eles, os descendentes, os descendentes e o cônjuge ou companheiro (CC, art. 1.829). A Sucessão Legal é, portanto, aquela que se processa por lei, na data do falecimento do falecido, ou seja, naquele momento quem está legitimado para suceder.

E com a morte natural ou presumida do falecido (KP, art. 9º, I) ou a sentença que declare a ausência ou morte presumida da pessoa singular (KP, art.. Além disso, segundo Orlando Gomes, os pressupostos da herança legítima podem ser nomeada em duas categorias: “a morte do falecido (mencionada acima) e a vocação hereditária dos herdeiros”.

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

Contudo, vale a pena sublinhar o que escreve José Sebastião Roque: “ainda que a sucessão testamentária seja classificada como mista, estando em vigor o último testamento e testamento do falecido e os direitos legítimos dos herdeiros necessários, o testador poderá dispor metade da herança. seu patrimônio (CC, art.). Em suma, o direito sucessório é um ramo autónomo do direito que tem por objecto a regulação e a afectação do património de uma pessoa após a sua morte, ou seja, regula a relação jurídica que se estabelece com o herdeiro em consequência da morte do titular da herança. Segundo Orlando Gomes, o herdeiro legal é aquele designado por lei como herdeiro nos casos de sucessão legítima, a quem é transferida a totalidade ou parte da herança.165.

Nas palavras de Orlando Gomes “a classificação do herdeiro legítimo decorre da organização da família”. Após tratar do direito sucessório, o capítulo seguinte tratará do tema deste estudo, que é a natureza (in)constitucional do art.

DO DIREITO SUCESSÓRIO DO CÔNJUGE E DO COMPANHEIRO

Para Giselda Maria Fernandes Novaes Hironaka, no caso de concorrência do cônjuge com descendentes, a legislação estabeleceu uma presunção quanto ao regime matrimonial de bens. O cônjuge sobrevivo não será chamado a herdar se for casado com o falecido ao abrigo do regime universal de comunhão de bens ou do regime obrigatório de divisão de bens. 1.829, inciso I, estabelece que “o cônjuge sobrevivo não concorrerá com os descendentes se estes forem casados ​​com o falecido em regime de comunhão universal de bens ou em regime de divisão compulsória”.

Ou seja, como entende Eduardo de Oliveira Leite, a legislação acima referida “abre a possibilidade de o cônjuge sobrevivo concorrer com o descendente quando o autor da herança tiver deixado bens particulares, em regime de comunhão parcial de bens”. ” 184. Neste concurso, deixa de existir distinção entre o regime de bens ao abrigo do qual o cônjuge se casou, como acontece no concurso entre cônjuge sobrevivo e descendentes.

DA (IN) CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 1.790

Síntese das posições doutrinárias sobre a (in)constitucionalidade

É necessário que o Código Civil de 2002 seja reformado no que diz respeito à sucessão de companheiros, para que o mandato constitucional contido no art. É necessária uma nova redação do Código Civil de 2002, com o objetivo de garantir clara igualdade de situações” (RICARDO FIÚZA). Existe a possibilidade de violação do Princípio Constitucional da Igualdade através da diferenciação prevista no Código Civil de 2002 em relação aos direitos sucessórios do cônjuge e companheiro?” foi respondido.

O capítulo 2 tratou do tema “herança” e mostrou seu desenvolvimento, propriedade, herança e herdeiros no direito brasileiro e os tipos baseados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e no Código Civil de 2002. Este capítulo reuniu-se com outro objetivo específico, quando descreveu os pontos que constituíram inovações no Código Civil de 2002 no que diz respeito aos direitos sucessórios dos cônjuges e companheiros em relação à legislação vigente à época no que diz respeito aos princípios e normas constitucionais.

Referências

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