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A POESIA DE ANTONIO BRASILEIRO - UEFS

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Academic year: 2023

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Dissertação (Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural) – Programa de Pós-Graduação em Literatura e Diversidade Cultural, Departamento de Letras e Artes, Universidade Estadual de Feira de Santana, 2008. O enredo, no caso de “O Cavaleiro”, é um jogo — o de analogia e diferença — com um livro que é um dos monumentos da literatura universal, Dom Quixote de la Mancha.

Abordagem viva

Pouco antes - este antes vazio, neutro, como lugar onde se praticava incessantemente a experiência do ponto de partida da abordagem - começou a dar forma à escrita de como e quando os brasileiros se tornam poetas, um "ponto de sentido" se sobrepôs a ele, que , embora ainda não estivesse visível, já estava na tela. Segundo a confissão de Gide - "Não tenho outra personalidade senão aquela que convém a este trabalho" ("Je n'ai plus d'autre personalité que celle qui convient à cette œuvre" - Blanchot justapõe a experiência de "aniquilação de si mesmo" (l' anéantissement de soi-même) que é produzida na obra, expressa por Clemens Brentano em relação ao seu romance Godwi.12.

Tentativa, tentação, o sino e o clarim

A impossibilidade, o fracasso de tentar ser músico quando o brasileiro era poeta e pintor desde o final da adolescência, tentativa, como vimos, ele lembrou com a expressiva frase "e bem isso" e imediatamente repetida com força em "Sim, bem, eu tentei' significa 'muito' do que ele colocou, mas não o suficiente e o que foi suficiente poderia ir mais longe, ser o esgotamento da busca pela música e o consumo da própria vida, apostar em um" dançar no escuro", distinguindo em tudo e para sempre a experiência pictórica de Auguste Renoir: "Gostaria que um vermelho tocasse como o som de um sino. Preservamos, na experiência de Renoir, o que é mais do que um compromisso de esgotar os recursos da arte: fazer o vermelho soar como o som de um sino; a impossibilidade de conseguir este efeito estético na primeira tentativa; saturado com vermelho, aplicando outras cores, a.

Manobra

O Outro do leitor

Ora, a experiência fenomenológica do acontecimento apresenta-se então como uma 'experiência possível', e não como um experimento real, pois o Um, a Razão, os universais, em suma, o sujeito, o objeto não se relacionam com um plano de imanência, onde apenas múltiplos concretos são operativos. Por exemplo, a afirmação “Está chovendo” não poderia ser mais precisa, clara ou explícita; É a condensação final de 'There's Rain'.

O girassol e o navio

O "Qu me semble" de Mallarmé: o ser e o tempo do poema, a imagem e o encantamento, ocorrem, em sua aparência, como um todo unificado e não, considerado analiticamente, intersticial. Ele então explica melhor, mostrando que não se trata tanto de ressonâncias, “mas de decalagem: como uma cor sobreposta a um desenho”.

Caixas dentro da caixa

Na antologia Poemas Reunidos41, o título de cada um dos sete livros, com o ano de início da composição e o ano do final da composição, separados por barra e entre parênteses, aparece no topo da sequência de Texto:% s. Referente”, de Ray Bradbury, em que tudo é criado a partir da imagem de uma palavra, ou seja, a partir de sua redação. 47.

O poliedro da leitura

O verso que articula o discurso poético em “Sandfinger Hat” é o primeiro, “O dia em que nasci”; em “Licornes no quintal”, o terceiro, “olha, hoje fiz 39 anos”. É na sua realidade enigmática e autónoma de sensações que penetram nas palavras, para não dar “sentido” às afirmações “O dia em que nasci” e “olha, hoje fiz trinta e nove”, que “Vinghoop van sand” e “Licornes no quintal” traçam um devir, não para que possam identificar, imitar, assimilar, mas sim, à luz do que diz Deleuze, para.

Roubo, espaço, “transformação do padeiro”

Arte, filosofia, ciência: entre estes campos existem relações de ressonância mútua e relações de troca, nenhuma das quais tem o primado da reflexão.

O poema diferente

E eu não rio" e "E eu não rio", a primeira é uma frase que qualquer um diz e a segunda aquela que lemos em "Fada". Agora, quando experimentamos o devir mapa de "Fada", em vez de de continuarmos a traçar o seu princípio de legibilidade, que orienta a diagramação do livro, mudamos a relação do nosso olhar com os três blocos de texto do poema que em quatro páginas. Múltiplo, enfim, que muda de natureza, se metamorfoseia, “Fada” implica elementos presentes e elementos virtuais, vistos.

Cartografia dos signos

Todas essas características, mapeadas há ‘dez mil dias’ (cerca de 27 anos) pelo olhar do narrador-personagem – que não se menciona nominalmente, nem a cidade ou seu interlocutor é por ele mencionado – não constituem uma essência , mas sobretudo uma propriedade da Fada que se torna inesgotável e portanto barroca em todo o seu entendimento e magnitude: dobra-se à medida que se dobra. Se o real não constitui o real, é porque ele mesmo deve ser realizado.15 Só ser uma Fada como aquela menina significa ser um mundo entre uma infinidade de mundos possíveis e, como tal, uma virtualidade que se atualiza. em sua alma ou mônada; . Neste aspecto Bergson está muito próximo de Leibniz, e nisso se encontra continuamente a fórmula: o presente cheio de futuro e carregado de passado.

Rica pobreza das palavras

Não é por outra razão que a linguagem literária na modernidade é pura linguagem, porque fala apenas de si mesma, não expressa nenhuma realidade pré-existente. A vogal /a/ de menina, átona, é acentuada e a boca se abre mais: o véu gustativo (palato mole) sobe, impedindo a passagem do ar pelas narinas; a língua permanece em uma posição relativamente plana, muito próxima da posição em que se encontra. Mas como a pronúncia das palavras na fala nada mais é do que a combinação de sons, o /a/ de menina torna-se intenso, funde-se com a fricativa surda /s/ do solo, e esta por sua vez se reduplica, articulando-se com o /o/ aberto. e então momentaneamente, para encerrar essa cadeia sonora tão tensa com outro encerramento, o da vogal /e/ de eu: môssassóssôêu.

O devir-Fada. Ritornelo, destino. Fada e Ulisses. A linha de feitiçaria

O ritornello facilita a escrita de música porque não há necessidade de reescrever a parte que deseja repetir. Isso significa que um grande escritor sempre se sente estrangeiro na língua em que se expressa, mesmo que seja sua língua nativa. Uma sensação que se curva à medida que salta do olho óptico para a mão e se desdobra da mão para o olho.

As palavras e as cores. Duração e metamorfose

A figura pode ser pintada em cinza óptico; seu efeito, porém, não expressaria a força da heterogeneidade do azul cobalto, do ocre e do branco titânio sobrepostos (linha do peito), em que havia precisão milimétrica na mistura, que produzia um brilho estranho e descarado. O que acontece entre o momento em que Brasileiro olha a pintura na parede e o poema que intitulou "Quadro na rua". Quando ele escreve o poema "Quadro na rua", digamos assim, o momento em que Brasileiro o concebe, o cria, não é simultâneo ao momento em que ele olha para aquela pintura, a imagem fotográfica de A rendeira; uma imagem que não é mais visualizada naquele momento, pois não havia mais motivo para visualizá-la; Na verdade, não importa em que ambiente ele escreve o poema.

Coda

Fingering" e "lacing" no primeiro verso, um decasylabel, como os demais do poema, onde a rima é primeiro interna, e depois com o terceiro verso — renda/perfumado. Aqui a importância da oclusiva linguodental /d/, que é dublado, importante, repetido três vezes em "Dedilhando" e duas vezes em "rendilhado", estabelecendo um paralelismo de fonemas idênticos e outro, lhã/lhá, semelhantes, foneticamente, sintaticamente e poeticamente, onde a rima é heterofônica ou aproximado. Diante", que se articula com a vogal reduzida /i/ e o /a/ nasal formando um ditongo ascendente, resultando na sílaba métrica dian; na segunda estrofe, o verso único abre surdo com /t/ articulado a a vogal tônica fechada /ô/ em "Toda".

A vontade de Deus

A natureza das coisas, a sua coexistência, a cadeia que as liga e através da qual comunicam, não é diferente. O postulado em que se baseia é o da especificidade das artes, o que exclui a ideia de paralelo ou comparação. Segundo Baudelaire, diferentemente da comparação clássica, em que as diferenças são reduzidas a um padrão comum, a correspondência mantém a singularidade irredutível dos temas comparativos, na medida em que trata apenas de efeitos.

Afinidades e abismo. O devir-música

Foi ao ver a "musicalidade implícita" dos meus versos ajustada à "música adequada" que percebi que não havia música real num poema e que dizer que um verso canta é falar em imagens.81. Assim explico que sinto a mesma suficiência da música com letra em duas ou três execuções musicais de um mesmo texto, conforme for o caso. Um exemplo perfeito a fazer é a aliança entre a obra de um compositor, Nino Rota, e a de um encenador, Federico Fellini.

Duas mulheres

O devir só pode funcionar para dois, pois "o que nos tornamos entra no devir tanto quanto o que se torna: é isso que torna o bloco, essencialmente móvel, nunca em equilíbrio".96 No centro da parede oposta há um buraco, em diante do qual aparece a uma certa distância um objeto brilhante ou bem iluminado com imagem invertida, que é corrigida com um espelho. Na profundidade desse efeito, completamente velado e revelado, Vermeer descobre o único quebra-cabeça que, segundo Merleau-Ponty, é celebrado pela pintura: o quebra-cabeça da visibilidade.100 Em "Pictures on the Wall", condensado em 24 palavras, o o sentimento vivido é a dissimetria olho-orelha: embora a imagem da “renda de Vermeer” esteja “à minha frente”, ela foge ao cliché que vê a imagem e se torna música, tal como o Fado escapa na sua solidão, para o que é só” A fada, sozinha".

Força e sensação. “Polifonia pictórica”. A linguagem mais viva

Acontece que às vezes, pelo contrário, “o poder insensível de uma arte parece antes fazer parte da arte. Na pintura de Cézanne vê-se o invisível: o poder de dobramento das montanhas, o poder de germinação de uma maçã, o poder térmico de uma paisagem, etc. 'Quadro na parede' e o verso de abertura 'Diante de mim [..]', que ligando todo o primeiro bloco, com a ajuda da preposição e do pronome oblíquo, já trazem a disjunção, e não a conexão, das duas correntes de sensações – ainda que a tela de Vermeer pareça ter esperado uma eternidade pela obra de linguagem composta pela Brasileiro, ou da qual já faz parte.

Jogo de armar

Mas a ironia perturbadora, porque o delírio, que se baseia na segurança, na imobilidade e na impossibilidade total, é o facto de Dom Quixote. Qual a relação entre o que é dito (título do livro) e o que é visto (imagem plástica). Por que então dividir a coisa entre o que é visto e o que é dito (escrito).

O prefixo re, que indica “retorno”, aqui é a curva do movimento do que é dito, escrito e lido poeticamente. Não é aquele que apela a algo único, insubstituível e diferente, sem identidade.

Monumento

Loucura e poesia

Post tenebras spero lucen

Colagem

Inseto monstruoso. Verdade e loucura

Bicicleta cubista. Identidade. Luta. Silêncio ou música. A flecha de Nietzsche 168

Referências

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Discute, também, a ambiguidade dos padrões sociais que comunicam ao adolescente e ao jovem tanto a mensagem de que é autônomo para decidir sobre certas necessidades, ao mesmo tempo