O direito à greve dos servidores e os conflitos nas greves docentes nos anos de 1988 e 2015 no estado do Paraná. O DIREITO À GREVE DO SERVIÇO DE GREVE E OS CONFLITOS NA LUTA DOS PROFESSORES NOS ANOS DE 1988 E 2015 NO ESTADO DO PARANÁ.
INTRODUÇÃO
Neste trabalho analisaremos a greve dos professores no estado do Paraná nos anos de 1988 e 2015, onde o governador do estado agiu de forma arbitrária com esta categoria profissional. Os movimentos grevistas de 1988 e 2015 concentraram-se em Curitiba, capital do estado do Paraná, e são lembrados na história do Paraná como o massacre de professores que lutaram por melhores condições salariais e previdenciárias.
EVOLUÇÕES LEGISLATIVAS DO DIREITO DO TRABALHO E DA GREVE NO
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)
Portanto, não seria diferente no Brasil, uma vez que o Brasil participou ativamente da fundação da OIT e ainda participa da Conferência Internacional do Trabalho (OIT, 2017). Essas normas que tratam do direito do trabalho são, portanto, formas pelas quais a OIT pode atuar em um país e sempre almejar a justiça social e a igualdade (CLARA, 2016).
O DIREITO DO TRABALHO COMO UMA GARANTIA FUNDAMENTAL
Esta fase é caracterizada por muitas mudanças na classe trabalhadora e uma das maiores mudanças ocorreu no que diz respeito à busca dos trabalhadores pelos seus direitos, o que contribuiu diretamente para a última fase do direito trabalhista no mundo (GONÇALVES, 2017). No Brasil também existem três fases marcantes que resultaram no Direito do Trabalho como o conhecemos e são elas: a Independência do Brasil, a fase entre 1888 e 1930 e por fim a Revolução de 1930 até hoje (JUNIOR, 2015).
DIREITO A GREVE
- CONCEITO JURÍDICO DE GREVE
- EVOLUÇÃO DO DIREITO DE GREVE NO BRASIL
- CLASSIFICAÇÃO DAS GREVES
Ali os trabalhadores tentaram melhorar as condições de trabalho por meio de reivindicações, que foram “copiadas”. O significado jurídico da palavra “STRIKE” é “mecanismo de autoproteção de interesses, exercido diretamente a partir dos próprios motivos, aceitos pelo ordenamento jurídico”, inclusive dos servidores públicos; é também uma forma de administrar a correção dos próprios atos, revogando o irregular ou inadequado e anulando o ilegal, o que mostra os interesses; é exercer o direito de expressar os próprios desejos e também ser protegido pelas normas legais (RATAYCZYK, 2015). Para realizar a greve os trabalhadores envolvidos devem estar cientes de que existem leis e normas constitucionais que devem ser respeitadas, é verdade que a Lei.
Graças ao reconhecimento da greve como direito fundamental, os trabalhadores receberam apoio e somaram-se ao ato mais “civilizado”, mas vale ressaltar que apenas por participar da greve o trabalhador não comete nenhum crime grave. Assim, embora o Decreto-Lei reconhecesse o direito de reunião em greve, também tinha muitas exceções que, no final, impediam os trabalhadores de efetivamente agirem em busca dos seus direitos. Em primeiro lugar, é interessante notar que para fazer greve os trabalhadores devem, antes de desistir do trabalho colectivo, considerar uma negociação, porque sem isso a lei não pode apoiar este acto.
DIREITO DE GREVE DO SERVIDOR PÚBLICO
EXCESSO DE AUTORIDADE OU SOBERANIA DO GOVERNO, LOGO, QUAL A
Todos esses desenvolvimentos na história, bem como a definição de greve, são importantes para a compreensão do direito à greve no Brasil. É interessante notar que na perspectiva de Baboin (2013), quando as leis que incluem o direito à greve foram adotadas abertamente, como podemos ver no texto do Decreto-Lei n. movimentos. Os ataques aos actos de greve são sempre realizados com o objectivo de cercear ou mesmo abolir o direito à greve, para facilitar a contenção dos trabalhadores, uma vez que são poucos os que apoiam a abolição do direito à greve.
Fica claro nestas palavras que se o direito à greve for abolido, o governo assumiria uma posição ditatorial e assim enfrentaria possíveis distúrbios coletivos de trabalho, o que neste caso seria ilegal e causaria mais problemas. A primeira direção está ligada ao direito à “eficácia limitada”, como o nome já diz, só acontecerá se houver limitação nas leis que envolvem servidores públicos, uma vez que “a norma constitucional não é autoaplicável, como veio o STF entender (MI-20/DF, relator Todo esse conteúdo histórico deixa claro que essas ações grevistas no Brasil não são totalmente respeitadas porque para muitos servidores e empregadores o direito à greve é mais uma forma de criar grande confusão social, muito desconforto e em algumas situações perda financeira.
RESPONSABILIDADES DO ESTADO PERANTE AS GREVES
Assim, o STF, que se posicionou a favor dos servidores públicos e não omitiu a legislação para esta classe no sentido de equiparar os direitos dos servidores públicos aos privados, determinou que a greve era um direito de ambos, uma vez que o o serviço público faz isso. não tinha uma regulamentação a seu favor. E está tudo em consonância com os direitos humanos, uma vez que a concretização dos direitos deve ser considerada sem sequer haver uma positivação, um processo deve ocorrer naturalmente. A eficácia e a aplicabilidade das normas que contêm os direitos fundamentais dependem muito da sua afirmação, pois se trata de uma matéria que é função do direito positivo.
Via de regra, as normas que estabelecem direitos democráticos e individuais básicos têm eficácia limitada e aplicabilidade imediata, e tal dispositivo legal está vinculado a normas de direitos sociais, enquanto aquelas que definem os direitos econômicos e sociais tendem a ser as mesmas nas Constituições atuais. , mas alguns, especialmente aqueles que mencionam uma lei integrativa, são de eficácia limitada, princípios programáticos e aplicabilidade indireta (TASCA, 2017). O Estado Liberal seria um Estado que se relaciona com os direitos e liberdades que são arquitetados “como um direito de proteção”, ou seja, o Estado. Seguindo esta linha de raciocínio, o Estado-providência nunca teria oportunidade de se estabelecer, pois as pessoas são individualistas e procuram satisfazer desejos capitalistas e materialistas, sem qualquer consideração pelo colectivo.
A GREVE DE 30 DE AGOSTO DE 1988
Os anos anteriores a 1988 foram particularmente marcados por 4 greves, cujos protagonistas foram os professores do estado do Paraná, que mais tarde geraram tantas reivindicações e levaram ao dia 30 de agosto de 1988, dia que ficará conhecido como um marco na luta de verdadeiros professores. A greve, que culminou em retaliação “violenta” no dia 30, teve início em 5 de agosto de 1988, durante o governo de Álvaro Dias (gestão que incluiu e ocorreu na cidade de Curitiba, capital do Paraná. professores reunidos no A Assembleia Legislativa acompanhava os deputados estaduais do Paraná à sessão e acabava lá permanecendo porque não conseguia resolver os conflitos e ser atendido (FANES, 2015).
Segundo a professora Isolda, o governo liderado por Álvaro Dias e deputados conhecedores de todo o movimento tentaram minar esta procura do direito, pelo que todas as sessões relevantes que teriam sido realizadas na assembleia foram canceladas porque, segundo o governo, o professores interromperam essas reuniões. Nesse dia, 30 mil pessoas (segundo a APP - o sindicato) reuniram-se para uma coisa, pais, alunos, professores, pessoas que estão dispostas a lutar pela classe docente e pelos direitos de que já falamos, mas sem a atitude de complacência, saíram às ruas marchando em direção ao Palácio Iguaçu, sede do governo do estado do Paraná. Dessa forma, a greve enfraqueceu e os professores decidiram voltar ao trabalho no dia 20 de setembro em reunião na cidade de Maringá (FANES, 2015).
A GREVE DE 29 DE ABRIL DE 2015
Desistência ou rejeição dos projetos de lei PLC 06/2015 e 60/2015 (nomenclatura dada pelas duas mensagens enviadas na semana passada pelo governador à Assembleia Legislativa do Paraná); 2. Todas as conquistas e batalhas estiveram “em jogo” nesta nova greve que contou com o apoio e aprovação de mais de 7.000 professores, mas que acabou por conduzir a mais um ato violento do Governo/Estado (BOTELHO et al., 2015) . Muitas entrevistas mostram que tais informações são inválidas e que o início de toda a carnificina se deveu à polícia.
Mesmo com a derrota, a greve continuou e os professores passaram a exigir aumento salarial, ou melhor, exigiram pelo menos uma correção inflacionária de 8,17%. O governo do estado ofereceu um reajuste parcelado: a inflação medida entre maio e dezembro de 2014 daria um aumento de 3,45%, que seria dividido em três parcelas nos meses de setembro (1,15%), outubro (1,15%) e novembro (1,15%). %). Diante de todas as negociações, da rejeição dos professores, no final de tudo, o governo teve poder sobre a turma dos professores e eles voltaram, sem sucesso, à rotina da sala de aula.
COMENTÁRIOS A RESPEITO DAS GREVES E O “MASSACRE”
Os cargos de Secretário de Estado da Educação, Comandante da Polícia Militar e Secretário de Segurança ficaram sem seus agentes, pois Fernando Xavier, César Kogut e Fernando Francischini renunciaram aos seus cargos diante de tamanha barbárie (FANES, 2015). Uma acção cheia de crueldade que provavelmente pode ser interpretada como os últimos estertores de uma forma de conduzir política que não serve o Estado democrático do século XXI. Este discurso de violência e destruição de um adversário político, tal como utilizado por este grupo, acaba por justificar todo o tipo de crueldade.
Estes movimentos contra o povo reviveram os tempos da ditadura, em que os trabalhadores não podiam lutar pelos seus direitos, que tinham que servir e ser submissos ao Estado, mas o que o Governo não esperava era o apoio dos professores que de várias instituições importantes têm foram recebidos nacionalmente. , tais como: Ordem dos Advogados do Brasil, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte e muitos outros (SILVA e BERNARTT, 2014). Esta afirmação apenas vem confirmar com as declarações anteriores que tudo o que aconteceu, relativamente à brutalidade nas greves, foi algo que estava previsto. No entanto, o direito de manifestação é amparado pela lei e enquanto as razões para a procura desses direitos forem legítimas, esta procura continuará, para que tudo o que foi alcançado até agora não seja perdido.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como o objetivo principal desta monografia é avaliar as leis que amparam os servidores em relação aos movimentos grevistas, foi necessário abranger todo o histórico legislativo dos direitos trabalhistas e conexos no início da mesma. No segundo capítulo, foi examinado o desenvolvimento do direito à greve e seus aspectos importantes para a compreensão das greves de 1988 e 2015 no estado do Paraná, realizadas por servidores em busca de direitos justos. Foi levado em consideração todo o cenário mundial, especialmente o atual brasileiro, que foi necessário para compreender as grandes lutas para consolidar o direito dos servidores de se unirem coletivamente e exigirem melhorias.
Ao final do capítulo, percebe-se como todos os resultados relacionados ao direito à greve são muito novos no Brasil, fruto de muitos anos de luta da classe trabalhadora e mesmo com todo o desenvolvimento através da Constituição Federal de Em 1988, a classe trabalhadora dos funcionários públicos não acompanhou esse desenvolvimento como a classe dos trabalhadores privados. O terceiro capítulo fez uma descrição mais profunda da greve dos servidores e das exceções que envolvem essa classe, resultando em repressão e desrespeito por parte do Estado, por ser vista como uma confusão social e causa de grande desconforto. E por fim, no seu último capítulo, esta monografia compara a brutalidade dos acontecimentos que deveriam ser o resultado de qualquer teoria de um Estado democrático, mas que até mostra que o Estado usou todo o seu poder para manter a autoridade e infligir um massacre aos servidores públicos em O Paraná diluiu. com sangue e excesso de autoridade.