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Aos alunos e servidores da EJA/PROEJA

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Academic year: 2023

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A pesquisa tem como objetivo discutir o desafio de “saber ensinar” com qualidade no contexto do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), no cenário do Programa Técnico Integrado. Curso de Eletrotécnica do Instituto Federal Fluminense de Educação, Ciência e Tecnologia (IF Fluminense), no campus Campos Centro. PROEJA – Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade Educação de Jovens e Adultos.

O CONTEXTO DO PROEJA NA REDE FEDERAL DE

A Rede Federal e os Institutos Federais

As origens da Rede Federal de Ensino Profissional remontam a 1909, pelo Decreto nº 7.566 do presidente Nilo Peçanha. O governo federal é responsável pela implementação oficial dessa modalidade educacional dentro da rede federal de educação profissional e tecnológica, buscando atender a uma demanda social e histórica de sujeitos excluídos do processo educacional.

Tabela 1 – Linha de Tempo dos Institutos Federais Dat
Tabela 1 – Linha de Tempo dos Institutos Federais Dat

O PROEJA no Instituto Federal Fluminense campus Campos Centro

O artigo aponta que embora a reforma da educação profissional no Brasil tenha sido realizada no contexto das políticas neoliberais e, portanto, constantemente ligada às necessidades impostas pelo capital privado internacional, ela trouxe mudanças profundas no conceito de educação profissional e tecnológica. no brasil. O mundo do trabalho está em constante e fundamental mudança, o que prevê a superação de qualificações limitadas às exigências dos empregos demarcados, o que determina o surgimento de um novo modelo de educação profissional, focado nas competências por área.

O PROCESSO DE BUSCA DA QUALIDADE DE ENSINO NO

Reflexões em torno do conceito de qualidade

Nesse sentido, os jovens e adultos no Brasil têm direito à educação de qualidade, assim como todos os cidadãos à escolarização. Em relação a esta questão, Pablo Gentili (2000) analisa uma variável importante nos debates sobre “qualidade” na educação de jovens e adultos.

As discussões sobre qualidade no projeto OBEDUC

Para esta pesquisa foram utilizados encontros semanais cadastrados com o objetivo de contextualizar os encontros semanais do projeto, bem como esclarecer sua dinâmica e confirmar alguns momentos dessa jornada que são considerados importantes para a noção de qualidade de ensino que o grupo quer construir. Segundo o documento Ação Educativa da Unicef ​​(2004), é a própria comunidade escolar que pode definir os indicadores de qualidade. Isto levanta a questão de quais atributos são influentes na constituição de uma escola democrática de qualidade.

Em termos de experiência docente, verifica-se que um maior período de docência é positivo para a qualidade do ensino, mas deve estar vinculado a políticas de formação continuada e avaliação dos profissionais da educação e ao reconhecimento profissional, ou seja, oferecer condições de qualidade . Os caminhos percorridos para a construção de indicadores de qualidade de ensino são mais que necessários para a implementação de políticas e uma gestão bem-sucedida na formação integral do aluno. Para a maioria desses pesquisadores, a experiência profissional, a formação, a atualização, a especialização e a formação continuada são fatores que contribuem para que o trabalho docente tenha um bom nível de qualidade.

Nas reuniões da OBEDUC, que decorreram a partir de Janeiro de 2014, realçámos a liderança colectiva como promotora da qualidade. A ideia deste congresso foi o culminar do processo de pensar coletivamente caminhos para uma educação de qualidade para a EJA e o PROEJA (Relatório de.

A COMPETÊNCIA DO SABER ENSINAR NO CENÁRIO DO

Os saberes essenciais ao saber ensinar do bom professor do PROEJA

  • Conhecer o perfil do aluno
  • Dominar Diretrizes Curriculares
  • Mediar as vivências dos alunos com os conteúdos do currículo
  • Saber motivar e dinamizar a sala de aula
  • Realizar feedback de forma contínua
  • Planejar e organizar as aulas
  • Investir nas relações interpessoais
  • Utilizar estratégias facilitadoras da aprendizagem
  • Avaliar o processo de ensino e aprendizagem

Ao dizer que os sujeitos aprendem por meio das trocas que criam com as pessoas do seu grupo, Vygotsky (1984) atribui a importância do conhecimento cultural. Aceitar que os alunos da EJA/PROEJA – sejam jovens, adultos ou idosos – possuem uma história rica, que na prática cotidiana corresponde a saberes entrelaçados na vida ou, como comentam os sociólogos, forjados no senso comum. O discurso favorece os professores, muito mais do que os alunos que dão sentido ao seu ofício.

Essa afirmação vai longe ao expressar o descaso com os alunos da EJA/PROEJA que os sistemas de ensino têm. Então, se esse aluno é um trabalhador, é fundamental que o professor lhe dê espaço na sala de aula para falar sobre essa experiência e discutir se esse trabalho é precário, se o torna autorrealizável, se as relações sociais e profissionais que derivam dele isto. das funções que desempenha contribuem para o seu desenvolvimento. Portanto, para que esse sujeito que quer EJA/PROEJA não desanime, é fundamental que os professores contextualizem, pesquisem, troquem, ouçam o aluno, articulem a teoria com a prática.

É uma opção de retomada de conteúdos de forma facilitadora, ajudando os alunos a superar dificuldades que permaneceram quando tiveram contato pela primeira vez com novos conteúdos. Quando se trata de alunos matriculados no PROEJA, como analisa Moura (2006), é urgente que os professores tenham sensibilidade para perceber que muitos desses alunos ficaram alguns anos fora das aulas e, portanto, não recebem atendimento contínuo e informações regulares obtidas. Educação.

BOM PROFESSOR: COMO INVESTIGÁ-LO?

Antes de mais nada: os sentidos de ser professor

Desta forma, o ato de ensinar não pode ser reduzido a uma perspectiva mecanicista e descontextualizada, como se manteve durante séculos quando o conhecimento escolar era domínio da Igreja Católica. O modo de viver e agir do professor afeta o ambiente escolar, que também é afetado pela escola numa relação recíproca. A escola é uma instituição social e o significado do papel do professor não depende apenas dele, mas do valor que a sociedade atribui à escola num determinado momento.

A sociedade moderna, historicamente, por um lado, construiu o mito do professor-sacerdote, cuja tarefa é quase uma missão religiosa, e, por outro lado, a redução do professor como um profissional liberal, um trabalhador assalariado que vende o produto de seu trabalho para ele. Ele não pode ser colaborador de uma educação que destaca e exclui aqueles que não se enquadram nos padrões estabelecidos pela escola. Na última década, fizemos alguns progressos na luta por uma educação mais igualitária, com maior acesso e reconhecimento de que a educação inclusiva é essencial para fortalecer a dignidade e exercer os direitos humanos.

A busca por novas alternativas, conhecimentos e interpretações que apoiem a implementação de mudanças metodológicas e organizacionais pode beneficiar todos os alunos que buscam uma educação escolar de qualidade. A busca foi estendida ao portal <>, onde foi encontrada uma dissertação de mestrado.

A Metodologia Análise de Conteúdo

A seleção de documentos, ou seja, o corpus, que segundo Bardin (2016, p é a totalidade dos documentos que são levados em conta para serem submetidos a procedimentos analíticos), sua constituição significa escolha, seleção e regras, entre elas: a regra de o esgotamento, que consiste em não deixar nenhum elemento de fora, é a não seletividade; a regra da representação, que se refere à construção da amostra, desde que o material lhe seja dado; a regra da homogeneidade, que diz que o os documentos devem ser homogêneos, obedecendo a critérios de seleção precisos, técnicas idênticas e indivíduos semelhantes Moraes (1999, p. 4) concebe a metodologia de análise de conteúdo como composta por cinco etapas: “1 - Preparação das informações; 4.

Essas etapas representaram um passo a passo da análise de conteúdo desta pesquisa para facilitar a compreensão de todo o processo. Elas foram elaboradas e convertidas em informação, seguida de unitarização, etapa que consiste na releitura cuidadosa de todas as respostas para determinar sua “unidade de análise”, também chamada de “unidade de registro” ou “unidade de significado”. A categorização é um processo estruturalista que se divide em duas etapas: inventário, que consiste em isolar elementos; e classificação, que divide elementos e dá organização às mensagens.

Assim, depois de alardear a sua “teoria”, pode-se mostrar-lhe que uma leitura adequada dos dados mostra que a Inglaterra não é menos positiva na sua avaliação do que as outras nações europeias. Com base no demonstrado, a análise de conteúdo de Bardin (1999) e as diretrizes de fusão de categorias de Babbie (2005) formam a arquitetura metodológica utilizada nesta pesquisa.

Tabela 2 – Reprodução da Tabela 14-2 - sobre atitude com relação às Nações Unidas: Como a ONU está resolvendo os problemas que ela tem que enfrentar?
Tabela 2 – Reprodução da Tabela 14-2 - sobre atitude com relação às Nações Unidas: Como a ONU está resolvendo os problemas que ela tem que enfrentar?

A seleção dos considerados “bons professores”

O programa conta com um coordenador que também é professor de uma das disciplinas técnicas do curso técnico Engenharia Elétrica. Para a coleta de dados sobre o 'bom professor' foi utilizado um questionário com duas questões abertas: 'Quem você considera um 'bom professor' do PROEJA?, vinte professores foram selecionados pelos alunos e oito professores pelos dirigentes do segundo semestre de 2015, sendo três comuns a ambos, perfazendo um total de vinte docentes, sendo cinco docentes citados e caracterizados.

Dos 25 considerados bons professores, treze são de disciplinas propedêuticas (disciplinas de humanidades, ciências sociais, ciências exatas e naturais) e doze disciplinas da área técnica. A Tabela 5 mostra que, para os alunos, os “bons professores” concentram-se nas disciplinas propedêuticas, quase o dobro das disciplinas técnicas. Esta distribuição, basicamente justa em termos de formas de ensino e áreas de conhecimento, revela que as escolhas do “bom professor” para os alunos não se baseiam nestes critérios.

Esse equilíbrio também pode ser observado se compararmos os dois professores mais citados das disciplinas ditas propedêuticas: Português e Física. Foi feito um contato telefônico inicial com esses quatro professores – aqui denominados BP1, BP2, BP3 e BP4 – para agendamento de entrevista pessoal.

Tabela 4 – Relação dos bons professores pelos alunos e servidores em ordem numérica crescente de escolhas
Tabela 4 – Relação dos bons professores pelos alunos e servidores em ordem numérica crescente de escolhas

Os procedimentos, a pré-análise e a criação de categorias

  • Primeiro nível de análise: ordenação das respostas por professor
  • Segundo nível de análise: primeira classificação semântica dos motivos
  • Terceiro nível de análise: categorização dos conteúdos dos motivos

A Tabela 7-22 apresenta as respostas dos alunos e funcionários às perguntas: "quem você considera um bom professor?" é porque?". 6 "bom professor", tem postura, bom diálogo e explica bem 7 Explica bem, é paciente, gosta do que faz. Pensar em ser um "bom professor" não é descobrir quem são os melhores por parte dos alunos, mas como eles reconhecem o que é um “bom professor”.

Ser paciente também pode significar qualidades persistentes e calmas de um “bom professor”, necessárias aos alunos do PROEJA, que têm uma trajetória escolar caracterizada por interrupções, e a retomada dos estudos exige por si só um esforço maior. O “bom professor” ajuda e explica a matéria quantas vezes forem necessárias para o aluno entender, e repete até que o aluno aprenda. Na Tabela 34, temos um total de 169 razões, explicadas por alunos e responsáveis, para a escolha do “bom professor”, o que corresponde a 100% das respostas do inquérito.

A presença dos motivos que levaram a essas competências do ‘bom professor’ mostra que os alunos do PROEJA, que já vivenciaram outras situações escolares, valorizam a forma como o professor demonstra atenção e cuidado, interage entre si, conversa e se interessa pelo seu aprendizado processo. o trata com humanidade e respeito. Na síntese da categorização “bom professor”, podemos perceber um equilíbrio nas razões explícitas relacionadas à disciplina e ao ensino.

Tabela 7 – Relação de respostas que designam “bom professor” o de Português A           Prof BP 1 – disciplina: Português A – total: 10 respostas
Tabela 7 – Relação de respostas que designam “bom professor” o de Português A Prof BP 1 – disciplina: Português A – total: 10 respostas

DOS ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE A REVISÃO

A pesquisa de campo e sua relação com as competências indispensáveis ao bom

O professor não consegue entrar em contato com a internet e os alunos ficam conversando entre si sobre outros assuntos e trabalhos. Entre as competências verificadas, está o ambiente criado com os alunos conversando, de forma descontraída, enquanto aguardam o início da aula. Os alunos saem para o recreio (Fragmentos do Relatório de Campo, observação da aula de hoje.

Ela se envolve com os alunos a ponto de reconhecer as dificuldades que eles enfrentam, buscando colaborar. Às 20h os alunos saem para almoçar e a atividade será retomada após seu retorno (Trechos do relatório de campo, observação do horário. Incluiu uma análise das competências do “bom professor” do PROJEC, no colocação do IF Fluminense no campus Centro de Campos dos Goytacazes, e envolveu um esforço coletivo dos participantes da OBEDUC, bem como a disponibilidade de colegas professores para participarem da pesquisa, juntamente com alunos e funcionários.

O foco desta pesquisa foi evidenciar o que os alunos do PROEJA esperam de seus professores, algo que vai além da competência técnica e inclui habilidades pessoais, para criar um ambiente propício ao aprendizado em sala de aula e acolher o aluno, com suas dúvidas, seus conhecimentos. e o desejo de aprender mais. Por outro lado, a pesquisa também evidenciou as dificuldades enfrentadas pelos professores no seu trabalho pedagógico com os alunos do PROEJA.

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Tabela 1 – Linha de Tempo dos Institutos Federais Dat
Tabela 2 – Reprodução da Tabela 14-2 - sobre atitude com relação às Nações Unidas: Como a ONU está resolvendo os problemas que ela tem que enfrentar?
Tabela 3 – Reprodução da Tabela 14-3 sobre atitude com relação às Nações Unidas: “Como a ONU está resolvendo os problemas que ela tem que enfrentar?
Tabela 4 – Relação dos bons professores pelos alunos e servidores em ordem numérica crescente de escolhas
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Referências

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