Chefe da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Professor adjunto do Departamento de Biologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O ensino de iniciação científi ca no curso de graduação em medicina
RESUMO
ABSTRACT
Artigo original
O objetivo deste estudo foi, portanto, avaliar a aquisição de conhecimentos de método científico (denominado Iniciação Científica I na grade curricular da Faculdade de Medicina e Cirurgia da UNIRIO) entre alunos do Curso de Pós-Graduação em Medicina, com - nível de conhecimento correspondente ao estágio alunos (aquisição não formal) com alunos do segundo e sétimo períodos (que estudaram uma disciplina específica usando métodos diferentes). A literatura mundial sobre educação médica que aborda especificamente o tema da iniciação científica em medicina é escassa.
Prevalência de asma nos funcionários do Hospital Nossa Senhora da Conceição – Tubarão – SC
A prevalência de asma tem aumentado em todo o mundo, estando o Brasil em oitavo lugar com prevalência de 20% segundo o Estudo Internacional para Asma e Alergias na Infância (ISAAC). Foi encontrada prevalência de asma de 8,1%, valor inferior à média brasileira estimada pelo ISAAC, que era de 20%, mas dentro da faixa mundial de 1,6 a 36,8%1. Um estudo realizado em um hospital de Pernambuco utilizou o questionário ERCHS e avaliou a prevalência de asma em pessoas de 18 a 44 anos.
Foi descrita a prevalência de asma em cada um dos setores e na amostra como um todo. Estudo utilizando o ISAAC de adultos estudantes de medicina e veterinária, utilizando ponto de corte diferente para distingui-los como asmáticos, encontrou prevalência de asma de 16,5%.12. A prevalência de asma ocupacional varia de 5 a 10% em adultos e o ambiente hospitalar pode atuar como fator de risco para sintomas de asma.14.
Prevalência de asma em funcionários de hospitais universitários avaliada pelo Questionário de Saúde Respiratória da UE.
Curso de tuberculose - aula 6
Tratamento da tuberculose
Em estudo de coorte que avaliou o desfecho do tratamento da tuberculose no período, observou-se baixo percentual de desfechos favoráveis: 61% entre os pacientes com bacilo pneumônico e 59% entre todos os pacientes. Os fundamentos da quimioterapia da tuberculose – poliquimioterapia e longa duração do tratamento – baseiam-se nas características do bacilo (bacilo de Koch – BK), na farmacologia, nos estudos experimentais e nos ensaios terapêuticos. Vimos também que a duração prolongada do tratamento visa atingir os bacilos dormentes nas lesões caseosas que são os principais responsáveis pelas recidivas da tuberculose.
O aparecimento de poucos bacilos no exame direto do escarro, apenas no 5º ou 6º mês, não significa necessariamente insucesso. Nas décadas de 1950 e 1960, quando o tratamento da tuberculose era em grande parte hospitalar, a monitorização cuidadosa do tratamento assegurava taxas mais elevadas de regimes adequados, regularidade da medicação e adesão, e a percentagem de resistência adquirida era menor. O regime quimioterápico para tuberculose recomendado para infectados pelo HIV, ou mesmo portadores de AIDS, é o regime 1.
É importante lembrar disso ao iniciar o tratamento para tuberculose ou ao fazer uma cirurgia para alguém com tuberculose.
Novos métodos no diagnóstico da tuberculose pleural
Atualização
Polymerase chain reaction of pleural biopsy is a rapid and sensitive method for the diagnosis of tuberculous pleural effusion. Evaluation of the polymerase chain reaction for detection of Mycobacterium tuberculosis in pleural fluid. Evaluation of the polymerase chain reaction, adenosine deaminase and interferon-g in pleural fluid for the differential diagnosis of pleural tuberculosis.
Adenosine deaminase activity in the diagnosis of lymphocytic pleural effusions of tuberculosis, neoplastic and lymphomatous. Adenosine deaminase (ADA) isoenzyme analysis in pleural effusions: diagnostic role and relevance to the origin of elevated ADA in tuberculous pleurisy. Differential diagnosis of tuberculous pleurisy by measurement of cytokine concentrations in pleural effusion.
Pleural fluid interferon gamma and tumor necrosis factor alpha in tuberculous and rheumatoid pleurisy.
Entendendo os mecanismos relacionados a obesidade e asma
A asma e a obesidade são condições que representam problemas de saúde pública, sendo a obesidade um fator de risco para asma.1 A asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiperresponsividade das vias aéreas e limitação variável e reversível do fluxo aéreo. espontaneamente ou com tratamento. 2 Defina obesidade. como um acúmulo excessivo de tecido adiposo, que resulta de uma ingestão calórica excessiva e crônica de substratos presentes nos alimentos e bebidas, como proteínas, carboidratos, lipídios e álcool, em relação ao gasto energético, que é regulado pelo metabolismo basal, termogênico. efeito e atividade física. McLachlan e colegas correlacionaram o percentual de gordura corporal (adiposidade) com o diagnóstico de asma, obstrução ao fluxo aéreo e inflamação das vias aéreas, e confirmaram que o aumento da gordura estava associado ao diagnóstico de asma e obstrução ao fluxo aéreo. em mulheres.36 Entretanto, os autores não encontraram associação entre adiposidade e inflamação das vias aéreas. TNF-α (fator de necrose tumoral alfa), IL (interleucina), TGF-β1 (fator de crescimento transformador β1), MCP-1 (proteína quimiotática de monócitos 1), MIP1α (proteína inflamatória de macrófagos 1α), FRC (capacidade restante funcional).
A IL-6 é outra citocina elevada na obesidade e com expressão aumentada nas vias aéreas de indivíduos com asma,40 sugerindo seu papel no processo inflamatório no binômio asma e obesidade. Redução das concentrações de citocinas inflamatórias e melhora das funções endoteliais em mulheres obesas após perda de peso ao longo de um ano. O tratamento com anticorpo antifator de necrose tumoral alfa reduz a inflamação pulmonar e a hiper-responsividade à metacolina em um modelo murino de asma induzida por poeira doméstica.
Expression of the potent inflammatory cytokines, GM-CSF, IL6 and IL8, in bronchial epithelial cells from asthmatic patients.
Doença relacionada ao asbesto
Relato de Caso
São apresentados os resultados da leitura radiológica dos pacientes, espirometria e tomografia computadorizada de tórax (TCAR) de alguns pacientes. Na primeira consulta, apresentava tosse seca há oito anos, que piorou nos últimos quatro anos e progrediu para tosse produtiva diária associada a dor torácica dependente de ventilação. Na primeira consulta relatou início dos sintomas há três anos, com tosse produtiva.
Na primeira consulta referiu início dos sintomas há três anos, com tosse produtiva, principalmente à noite. Nos últimos dois anos, apresentou dor torácica à inspiração e, no último ano, sibilância e episódio de hemoptise. Na primeira consulta, referiu crises de sibilos e dispneia com 18 anos (oito crises no último ano), dor torácica com 17 anos e tosse produtiva com 12 anos.
Na primeira consulta referia dor torácica há 19 anos e tosse produtiva há dez anos, que se tornou constante nos últimos três meses, com aumento da expectoração.
Dois casos de cisto broncogênico do mediastino em lactentes sintomáticos
Paciente do sexo masculino, 1 ano, natural de Santiago, com história de bronquiolite há 3 meses, momento em que foi submetido a telerradiografia de tórax, que não evidenciou imagens sugestivas de massa mediastinal. Posteriormente, aos sete meses, foi realizada TC de tórax, que evidenciou imagem cística bem delimitada, arredondada, homogeneamente densa, medindo aproximadamente 2,5 cm de maior diâmetro, sem septos e/ou calcificações em seu interior, localizada na região posterior. mediastino, região subcarinal. Os cistos broncogênicos mimetizam a estrutura da traquéia ou brônquios, revestidos internamente por epitélio respiratório (cílios colunares pseudoestratificados), contendo glândulas brônquicas, músculo liso e ilhas de cartilagem, externamente, que são incomuns para comunicação com a árvore traqueobrônquica.3, 4,6 O o conteúdo dessas estruturas é variável e pode ser preenchido com líquido seroso, material mucóide, pus ou sangue.5,6 A macro e a microscopia das lesões aqui relatadas são consistentes com o que foi descrito na literatura.3, 4, 6.
Vários autores enfatizam a importância destes sintomas e mostram que este é um diagnóstico diferencial a lembrar em pacientes com refluxo gastroesofágico que não melhoram com o tratamento clínico.9,10 Alguns autores mencionam a recorrência dos sintomas de tosse obstrutiva como forma comum de apresentação. 11,12 Outros autores apontam para o diagnóstico diferencial da tosse crônica em lactentes, que indica a realização de telerradiografia de tórax, broncoscopia, teste do suor e até outros exames de imagem como tomografia computadorizada de tórax, seriografia esofagogástrica e ultrassonografia torácica. 5,13,14 Sintomas mais co-. Radiologicamente, os cistos broncogênicos apresentam-se como massas mediastinais de paredes bem definidas, esféricas, homogêneas ou podem conter nível de líquido aéreo, variando em tamanho de dois a dez centímetros.1,4 Em nosso primeiro caso, o diagnóstico inicial foi excelente. suspeitou-se de massa mediastinal, através de imagem arredondada que apareceu em radiografia de tórax realizada aos três meses de idade, posteriormente confirmada por tomografia computadorizada de tórax. Nesse momento, suspeitou-se da presença de cisto broncogênico e foi realizada tomografia computadorizada de tórax, que confirmou o diagnóstico.
O tratamento cirúrgico é indicado principalmente para todos os cistos broncogênicos sintomáticos.3,15 No entanto, a cirurgia pode ser uma opção mesmo em casos assintomáticos, pois aproximadamente 85% dessas lesões podem tornar-se sintomáticas ao longo do tempo.3,6 Em nossos dois pacientes, foi realizada toracotomia com ressecção completa da lesão cística, ambos obtendo sucesso terapêutico completo.
Informações para autores e colaboradores da revista Pulmão RJ
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