615-A do Código de Processo Civil e a edição da Súmula 375 do Superior Tribunal de Justiça”, foi submetido em 26 de novembro de 2010 à banca examinadora composta pelos seguintes professores: MSc. O objetivo desta monografia é analisar os requisitos necessários para a configuração da fraude de execução, conforme art. 615-A do Código de Processo Civil e a edição da Súmula 375 do Superior Tribunal de Justiça.
PROCESSO
- Objetivos do Processo
- Espécies
- Processo de execução
Portanto, o processo preliminar é desenvolvido para fornecer o que é necessário através de um processo de reconhecimento ou execução. Supondo a existência do direito solicitado, o processo de execução limita-se à concretização do direito material.
ESPÉCIES DE PROCESSO DE EXECUÇÃO
- Obrigação
- Obrigação de dar coisa certa
- Obrigação de dar coisa incerta
- Obrigação de fazer
- Obrigação de não fazer
O procedimento da ação executiva para dar o direito está definido no Código de Processo Civil, artigo. O devedor da obrigação de entrega de determinado bem, constante do título executivo extrajudicial, será chamado a cumprir a obrigação no prazo de 10 (dez) dias ou, em defesa judicial (art. 737, II), a apresentar embargo. Quanto à suspensão do processo de execução mediante interposição de embargos, Sérgio Cruz Arenhart e Luiz Guilherme Marinoni, entendem que após a entrada em vigor da Lei, tal efeito só se dará se atendidos os requisitos do art.
A execução por quantia determinada tem por objetivo a expropriação dos bens do devedor, para satisfazer o direito do credor (art. 591). Desse modo, observa-se que esse tipo de execução se caracteriza pela obrigação de se basear em coisas determinadas por gênero e quantidade, e Araken de Assis121 explica: “de forma alguma podem ser confundidas com algo indeterminado e duvidoso. Este tipo de execução visa que o Executado desfaça o ato (art. 642 do Código de Processo Civil) do qual deve se abster ou,.
- A EFETIVIDADE DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
- PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
- Princípio da realidade
- Princípio da satisfatividade/resultado
- Princípio da utilidade da execução
- Princípio da menor onerosidade para o devedor
- Princípio da especificidade da execução
- Princípio do ônus da execução
- Princípio da autonomia
- Princípio do título
- Princípio da disponibilidade
- RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL
- Responsabilidade patrimonial e responsabilidade civil
- Responsabilidade e débito
- BENS IMPENHORÁVEIS
- A DISPONIBILIDADE DE BENS PELO DEVEDOR E SUA LIMITAÇÃO
- A RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL ALÉM DO PATRIMÔNIO DO
Toda execução é real, ou seja, toda atividade executória está voltada para o patrimônio do devedor e não afeta a pessoa do devedor, regra que pode ser encontrada no art. A execução visa satisfazer o direito do credor, na medida em que expropria os bens do devedor de forma suficiente para extinguir a obrigação.153. Ora, a responsabilidade é “a cessão dos bens do devedor para garantir a satisfação imperativa desse direito, e que no lado ativo corresponde ao direito de alcançar essa satisfação à custa desses bens, ou seja, o direito de cair”. os bens do devedor ”177.
Desta forma, estabelece-se que “sendo os bens do devedor uma garantia comum dos direitos dos seus credores, todos os valores que compõem o seu património respondem pelas obrigações por ele assumidas”179. Em 326 a.C. n. não. a Lex Poetelia alterou a forma de execução e a partir disso os bens do devedor passaram a ser a garantia mais importante do credor, o que deu origem à responsabilidade patrimonial.180. Ou seja, são objecto da execução os bens “que se encontrem no património do devedor no momento da execução do acto executivo, independentemente do momento em que foram adquiridos”185.
Na verdade, o princípio da responsabilidade patrimonial enfatiza que os bens do devedor estão sujeitos a isenção para a obtenção de uma quantia em dinheiro. Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart explicam que bens relativamente inexpugnáveis estarão sujeitos à execução quando não houver outros bens penhorados do devedor para liquidar a dívida.200.
FRAUDE CONTRA CREDORES E FRAUDE À EXECUÇÃO
A lei está [...] tentando melhorar e se tornar mais sofisticada para detectar e suprimir fraudes. [..] O campo da supressão da fraude é, na realidade, a batalha entre a verdade e a mentira, o bem e o mal, o mal, o justo e o injusto. Talvez a diferença mais importante entre as duas instituições seja a necessidade de comprovação da fraude consilium, dispensada na fraude de execução, porque o bem vendido ou onerado por si só demonstra a intenção do devedor.223 Embora a prova factual da intenção de cometer fraude no território do devedor não é necessária, faz parte do devedor, não se pode negar sua existência na fraude de execução, pois, como explica Bayeux Filho224, “o animus malus é inerente ao conceito de fraude. Na execução fraudulenta não há necessidade de investigar esse estado de espírito porque ele é presumido, presumido, mas nunca irrelevante.
É necessário que o elemento de culpa não entre na questão da coação, nem por parte do adquirente o elemento de má-fé. Quem consegue transcrever a venda após a decretação da falência está fraudando a execução, ainda que o cedente não tenha tido culpa pelo atraso na transcrição e ainda que o comprador tenha sido de boa-fé. É ainda possível considerar a fraude executiva como uma questão de direito público e a fraude contra credores como uma questão de direito privado.
FRAUDE CONTRA CREDORES
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA FRAUDE À EXECUÇÃO
Com a retirada da responsabilidade pessoal, portanto, pode-se dizer que começou a prática da fraude de execução, pois "era quase natural admitir que a astúcia dos homens os levaria a cometer atos fraudulentos, destinados a ferir-se para enriquecer dos direitos dos seus credores"241, e consequentemente a necessidade de buscar meios que evitem danos ao credor, e segundo José Sebastião de Oliveira242 pode-se apontar o primeiro dispositivo legal nesse sentido contido no Edictio de Adriano, que Baseava-se em dois princípios: interdictum fraudatoruim e restitutio in integrum, que seria a revogação de atos contaminados com intenção de fraude e o restabelecimento do status quo ante. Posteriormente, com a normatização jurídica de Justiniano, surgiu a chamada actio pauliana, a união do interdictum fraudatoruim e da restitutio in integrum, que para o seu sucesso exige a intenção de fraudar e a redução intencional do patrimônio do devedor, requisitos que ainda hoje existem é presente. na caracterização de fraude contra credores, lembrando sempre que a distinção entre fraude contra a execução e fraude contra credores decorre da legislação brasileira. Note-se, portanto, que no direito romano o instituto da fraude ligada ao processo de execução partiu da segunda fase, pois era aí que se procurava o património do devedor como meio de saldar a dívida, de modo que o procedimento para a determinação da dívida a existência de fraude ocorria em duas etapas no processo romano: primeiro, o credor, com autorização do pretor, era responsável por todos os bens do devedor, até e inclusive.
No ordenamento jurídico brasileiro, a gênese da instituição remonta às portarias filipinas, que no Livro 3, sob o Título LXXXVI, previam a alienação de bens desde que houvesse ação judicial, e também a alienação de bens gratuitamente da execução. .244. Em 1850, com o Regulamento 737, houve uma evolução jurídica da instituição, pois parecia mais claramente definida, de modo que os Códigos Estaduais de Processo Civil, já que com a Constituição de 1891, o poder de legislar nesta área foi atribuído ao Estados foi dado. processualmente, e posteriormente, com a Constituição de 1934 e 1937, que previa que a União tinha competência para legislar sobre procedimentos, o Código de Processo Civil de 1939 utilizou tais dispositivos com poucas alterações245, este último incluindo o Livro VIII nos termos da lei trazida Título Eu, arte. 593 do Código de Processo Civil, que tem redação semelhante ao artigo acima citado e é enquadrado criminalmente como crime de ação privada, no art.
CONCEITUAÇÃO DO INSTITUTO
REQUISITOS PARA A CONFIGURAÇÃO DA FRAUDE À EXECUÇÃO
- Alienação ou oneração
- Demanda pendente
- Estado de insolvência
Segundo o entendimento da doutrina, este é o elemento essencial para configurar a fraude com execução, não há necessidade de que um processo de execução esteja em andamento, o processo de conhecimento que existia no momento do ato fraudulento já dá origem ao configuração pelo instituto, porém, deverá ser caso o devedor seja citado, conforme art. Porém, há estudiosos, como Misael Montenegro Filho, que entendem que só pode haver caso de fraude coercitiva quando se inicia a execução propriamente dita, pois é a partir deste ponto que se observará a relutância do devedor em cumprir voluntariamente a obrigação .261 Portanto, pode-se afirmar que o referido artigo deve ser aplicado apenas ao processo de execução e não ao processo de conhecimento, para não prejudicar a disponibilidade do patrimônio do devedor. Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart ressaltam que embora o referido artigo tenha clara aplicação à execução extrajudicial, não há obstáculo à sua aplicação a títulos jurídicos, revelando que a aplicação do artigo é mais importante no caso de execução de decisões . que não foi proferida na área civil.262.
Marcus Vinícius Rios Gonçalves264 afirma que “o objetivo deste endosso é divulgar a existência da execução para que eventuais compradores dos bens do devedor não possam beneficiar-se da exigência de boa-fé”. O estado de insolvência caracteriza-se quando as obrigações do devedor em termos contabilísticos são superiores ao seu património, ou seja, quando a dívida tem um valor superior ao património do devedor. Para ser caracterizada como insolvência é necessária a comprovação, ou seja, de que a venda deve causar prejuízo ao credor, de forma que este não poderá receber o seu crédito, por não haver bens suficientes do devedor.
A SÚMULA 375 DO STJ
A nova exigência de registro do gravame, embora não produza efeitos que prejudiquem a regra do prior in tempore prior in jure, surgiu com o intuito de conferir-lhe efeitos erga omnes para fins de indicação de fraude executória. 34. Nem o CTN nem o ZKP determinam a indisponibilidade dos recursos liberados por coação judicial em relação à execução. Quem não obtiver do credor hipotecário não está sujeito à fraude re ipsa, salvo pelo conhecimento erga omnes causado pelo registo do penhor.
No entanto, a exigência moderna de registo altera a concepção tradicional de fraude em aplicações; portanto, apenas a alienação após registro caracteriza a figura investigada. Portanto, não se pode mais afirmar que quem compra do penhorado o faz em fraude de execução. Assim, a referida Súmula consolidou o entendimento sobre a caracterização de fraude de execução, de modo que agora se entende que é necessário que haja registro de apreensão ou má-fé por parte do adquirente.
A FRAUDE À EXECUÇÃO E A VALIDADE DO ATO JURÍDICO
Na análise da atuação praticada na fraude executiva há, portanto, que ter em conta dois fatores, do ponto de vista do credor e do devedor. É evidente que o facto praticado na fraude coerciva, enquanto modalidade integrada na patologia da acção judicial, não é nulo, pois gera todos os efeitos entre o réu cedente e o terceiro cessionário ou beneficiário. A venda do bem ainda é considerada um negócio jurídico válido mesmo em caso de fraude, pois se o bem tiver valor superior à dívida, o saldo remanescente fica com o terceiro comprador.281.
Porém, após a criação do art. 615-A do Código de Processo Civil, que trouxe a possibilidade de comunicação da existência de processo executivo contra o devedor às autoridades competentes, a fim de proteger o patrimônio deste e garantir o êxito da execução, e a emissão da súmula 375 do STF, que menciona ser necessário registro de penhora ou comprovação de má-fé do terceiro comprador, para que possa haver fraude na execução, há certa aproximação entre a instituição da fraude aos credores e fraude na execução, viz. na medida em que o consilium fraudis também se tornou um elemento deste último. Dessa forma, estabelece-se que nem todas as hipóteses foram confirmadas, pois no presente trabalho são encontradas semelhanças e diferenças entre os institutos da fraude contra credores e da fraude na execução, o que confirma a primeira hipótese. Quanto à segunda hipótese, pode-se observar sua refutação, na medida em que a súmula 375 do Supremo Tribunal Federal, do ponto de vista doutrinário e prático, alterou a configuração da fraude na execução, pois ocasionou a necessidade de seu reconhecimento no cartório da penhora do bem alienado ou da má-fé do terceiro adquirente.