Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (IBICT/MCTI) em parceria com a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ). Essa historicidade do Jubileu da Ciência da Informação na América Latina e no Caribe é demonstrada ao lado da palavra a partir das etapas de cada proposta de texto, cada nome manifestado em uma citação, cada referência utilizada. O capítulo também demonstra o cenário original das pesquisas em filosofia e epistemologia da Ciência da Informação do IBICT desde a década de 1970.
A multiplicidade de horizontes de pesquisa em "Comunicação, Organização e Gestão da Informação e do Conhecimento" atinge o debate sobre a arte compreendida pela metodologia da cartografia das controvérsias na opinião de Marcelo Fornazin e Tatiana Mendonça de Sousa e Silva. Abrindo a segunda parte do trabalho, refletindo a convexidade jubilar da Ciência da Informação na América Latina e no Caribe, ou através da configuração atual da “Linha de Pesquisa 2 – Configurações socioculturais, políticas e econômicas da informação” da atualidade. PPGCI IBICT UFRJ, encontramos a obra de Arthur Coelho Bezerra, nos levando a uma Teoria Crítica da Informação” com foco em grupos vulneráveis. González de Gómez rastreia "canteiros de obras inacabados". do mundo moderno e seus problemas à luz da filosofia da informação no plano ético.
A obra “Ciência da Informação: Sociedade, Crítica e Inovação” apresenta uma breve síntese dessa historicidade – uma espécie de meta-homenagem. Produzida por professores do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) em parceria com a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esta atual e múltipla obra nos convida a refletir à medida que o leitor se familiariza com as trajetórias de pesquisa dos autores que integram esta coleção.
COMUNICAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO
CONHECIMENTO
Uma nova ordem econômica que reivindica a experiência humana como matéria-prima gratuita para práticas comerciais ocultas de extra-
Com esse movimento, ele buscou superar o que chamou de “pressupostos limitantes” da biblioteconomia e da literatura da ciência da informação sobre a política de informação, limite este resultante da visão restritiva que a considerava apenas como uma política de governo e, portanto, sua “ foco epistemológico estreito". Levando em conta o contexto mais recente do capitalismo de vigilância proposto por Zuboff, posto em prática pela massificação das TICs digitais, o poder da informação como mercadoria se consolida ainda mais. As formas de reconhecimento, consumo e (re)produção das quais se traduzem cada vez mais pelo papel da informação e pelos diferentes espaços que ocupa no nosso quotidiano.
Em que sua correspondente cadeia de produção de informação (BRAMAN, 2006) encontra nos recursos imagéticos não textuais sua característica mais transversal. Essa nova condição de visibilidade da informação põe em xeque a questão do acesso, que antes poderia ser definido proporcionalmente às competências culturais dos seres humanos (mulheres, homens e outros espectros de gênero) que não deixaram de ser produtores e usuários de informação, embora estejam relacionados entre si. com ele da forma que o atual regime de informação lhes permitia. Ela sempre esteve no centro do processo de mediação entre as pessoas e suas diferentes formas de registrar informações.
Compilado a partir da junção de uma cultura visual pré-existente (MIRZOEFF, 1999) baseada na algoritmização exponencial da vida (REGATTIERI; ANTOUN, 2018). No entanto, são apenas um instantâneo - ou "instantâneo" - de uma massa de dados e variáveis sobre as questões que podem ser produzidas. Ciberespaço, internet e habitus: uma reflexão bourdieusiana sobre a era digital. orgs) Pierre Bourdieu e a produção social de cultura, conhecimento e informação.
Algoritmizando a Vida e Organizando a Informação: Reflexões sobre a Tecnicidade do Algoritmo por Gilbert Simondon. Da luta antirracista à moradia, dos direitos indígenas à universalização da educação, as construções sociais de nossa carta representativa inserem no dilema da organização do conhecimento no Brasil a secular necessidade urgente de uma meta-representação, via linguagem, com uma visão de justiça social. Ou seja, fala, 1 Doutor em Ciência da Informação – PPGCI IBICT UFRJ; investigador titular (IBICT); professor adjunto (UNIRIO); Bolsista de produtividade CNPq 2; Bolsista Jovem Cientista da Faperj Estadual.
O estudo combina as orientações de três projetos em andamento relacionados à pesquisa filosófica em ciência da informação e teorias críticas da organização do conhecimento (ou um conjunto de práticas sobre o papel da linguagem e das metalinguagens na construção social da realidade por meio de tópicos de informação). Com sua dissertação, a pesquisadora busca compreender as representações sociais das culturas africana e afrodescendente na biblioteconomia e na educação informacional no Brasil. O estudo dos loci epistêmicos advém de uma análise profunda e abrangente da moderna institucionalização da organização do conhecimento no país.
Aprofundando-se na organização do conhecimento por meio de uma teoria crítica americana, Menezes (2020) observa a relação entre a informação e a prática humana de classificar seres, saberes e registros. A Retórica da Validação de Informações de Imagens Científicas: Um Estudo da Arte de Fazer Ciência a partir de Imagens.
CONFIGURAÇÕES SOCIOCULTURAIS, POLÍTICAS E ECONÔMICAS DA
INFORMAÇÃO
Pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação - PPGCI IBICT UFRJ. A conclusão das primeiras orientações de mestrado, uma sobre profissões escolares em 2016 (DOYLE, 2017) e outra sobre filosofia hacker (DIAZ, 2017), coincide com o ano em que crio o grupo de pesquisa Critical Studies in Information, Technology and Social Organização. (Writings/IBICT), que incidiu sobre as linhas de investigação "literacia informacional e literacia informacional crítica" e "regimes informacionais e o novo regime informacional". Monique Figueira (2018) em For Urban Information Science: Gaps in Knowledge and Policy Intervention with the Homeless (2018) já no título de sua dissertação toca no ponto fundamental para a discussão proposta neste texto: as lacunas de conhecimento causadas pela falta de estudos nessa população.
O censo nacional brasileiro, principal método de coleta de dados oficiais sobre a população do país, é realizado desde 1872, mas apenas nos domicílios, o que resultou na falta de informações sobre a população móvel. Foi somente após a adoção da Política Nacional de Situação de Rua, em 2009, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela realização do censo, realizou o primeiro teste-piloto com o apoio de moderadores do próprio segmento. , em 20134. O desconhecimento sobre a população em situação de rua favorece o distanciamento e a marginalização, seja no sentido epistemológico, seja no sentido mais material, como política assistencial.
Segundo Figueira, as ações governamentais voltadas para a população em situação de rua “tendem a cumprir as exigências higiênicas ou moralistas das classes dominantes e, em última análise, apenas procuram esconder o pauperismo de bairros valorizados” (FIGUEIRA, 2018, p. 113). O regime de informação brasileiro apresenta lacunas técnicas e epistemológicas em relação à população em situação de rua: invisível para a produção informacional do poder público, para a ciência da informação e para a sociedade civil como um todo. Essa visibilidade seletiva que a população em situação de rua tem junto ao aparato repressivo do Estado também está presente em relação à população refugiada, como mostra a tese de doutorado de Bruno Macedo Nathan- 5 O Código Penal Brasileiro, no âmbito da Lei das Contravenções Penais de 1942, criminaliza um.
Dentre os sistemas de informação assistencial, destacam-se o banco de dados mantido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) sobre a situação dos refugiados no mundo e, em nível local, o Refugee Assistance Program. A Arquidiocesana do Rio de Janeiro (CARJ), entidade não estatal filiada à Arquidiocese da Igreja Católica, analisada empiricamente na obra de Nathansohn. O vínculo estabelecido pela burocracia estatal entre essa mobilidade e a possível ameaça que ela acarretaria aponta para os princípios classificatórios que orientarão as políticas nacionais de informação e, consequentemente, o regime global das políticas de informação como um processo de governança interligado e estruturado em múltiplos níveis. caminho. Entre as conclusões do autor está a de que a informação (tanto aquela gerada sobre o imigrante quanto aquela gerada pelo próprio imigrante) é fundamental para a gestão da migração e para a efetividade de políticas e programas de atendimento voltados para pessoas em situação de refúgio.
A falta de informação sobre a situação do refugiado e sobre o sistema, por outro lado, “leva ao desconhecimento das condições pelas quais os solicitantes passam ao longo do processo” (NATHANSOHN, 2018, p. 219). Portanto, a produção de informações sobre refugiados apenas para fins de vigilância e controle padece das mesmas “lacunas de conhecimento” que Figueira identifica sobre a população em situação de rua. Isso, claro, não se limita às pessoas em situação de moradia ou em situação de rua, mas também se refere à população negra, pobre e suburbana, bem como a outros componentes da categoria denominada “classes perigosas”, expressão utilizada. para se referir, na primeira metade do século XIX, aos trabalhadores não inseridos nas novas relações de produção do sistema capitalista (DURIGUETO, 2017).