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COSME ROSAURO DE PAULA SOARES

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Academic year: 2023

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A TUTELA CONSTITUCIONAL DO MEIO AMBIENTE

O meio ambiente como direito fundamental

Do ponto de vista clássico, os direitos fundamentais consistem em instrumentos de proteção do indivíduo contra as ações do Estado. Devido à proteção proporcionada pelo Estado ao homem, o meio ambiente é falado como um direito fundamental, conforme consta no 1º princípio da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, as pessoas estão no centro das preocupações relacionadas ao desenvolvimento sustentável. 225 da Constituição da República de 1988 é a base desta proteção e estabelece o poder público como a entidade responsável por garantir a eficácia desta proteção.

Toda pessoa tem direito ao meio ambiente ecológico equilibrado, bem de uso comum das pessoas e essencial à saudável qualidade de vida, impondo ao Poder Público e à comunidade o dever de protegê-lo e preservá-lo para as gerações presentes e futuras. Portanto, todos têm direito a usufruir de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, de modo que esse uso seja para o bem comum de todos e desse Poder. O público, bem como toda a comunidade, tem o dever de protegê-lo e preservá-lo e este direito e dever estão presentes hoje e amanhã.

O direito ao ambiente está consagrado na Constituição da República de 1988, mas a sua investigação está em curso. Um ambiente ecologicamente equilibrado é, portanto, um direito de todos, pelo que a responsabilidade pela sua preservação e defesa deve também ser partilhada com a sociedade.

O princípio do desenvolvimento sustentável

Todo cidadão tem o dever de conservar os recursos naturais por meio dos instrumentos que lhe são disponibilizados pela Constituição Federal e pela legislação infraconstitucional.14. O princípio do desenvolvimento sustentável procura conciliar a protecção ambiental com o desenvolvimento socioeconómico para melhorar a qualidade de vida humana. Desta forma, o princípio do desenvolvimento sustentável tem como conteúdo a manutenção das bases vitais para a produção e reprodução do homem e de suas atividades, o que também garante uma relação satisfatória entre as pessoas e seu meio ambiente, para que as gerações futuras também tenham a oportunidade desfrutar dos mesmos recursos que temos disponíveis hoje.16.

Desta forma, temos o desenvolvimento sustentável como meio de manter as bases essenciais para a produção e reprodução no meio ambiente. Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, elencaram vários princípios relativos ao desenvolvimento sustentável, dois dos quais se destacam aqui. O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de uma forma que permita satisfazer de forma equitativa o desenvolvimento e as necessidades ambientais das gerações presentes e futuras.

O desenvolvimento sustentável consiste na utilização dos recursos naturais com respeito pelos outros e pelo ambiente. A conquista do desenvolvimento sustentável reside no planeamento e principalmente no reconhecimento de que os recursos naturais são limitados.

A classificação do meio ambiente

O ambiente natural é composto por recursos naturais, ar, água, solo e tudo o que é fundamental para a sobrevivência humana. O ambiente natural inclui o ar atmosférico, as águas superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar, o solo, o subsolo, elementos da biosfera e da flora (art. 3º, V, da Lei nº. A maioria dos estudiosos caracteriza o ambiente artificial em relação ao conceito de cidade, que significa ser um aglomerado de pessoas, edifícios e estruturas.

O ambiente artificial também inclui áreas de terreno, referindo-se simplesmente a espaços habitáveis, à medida que os espaços naturais cedem ou são integrados em edifícios urbanos artificiais. O ambiente cultural é o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico, científico e turístico e é composto tanto por valores materiais, como lugares, objetos e documentos importantes para a cultura, quanto por valores imateriais, como línguas, danças, cultos religiosos e alfândega. de modo geral, vejamos o artigo 216 da Constituição da República de 1988. Quanto ao ambiente de trabalho, este é o ambiente em que o trabalhador está exposto.

O ambiente de trabalho é o local onde as pessoas exercem suas atividades laborais relacionadas à sua saúde, remuneradas ou não, cujo equilíbrio se baseia na saúde do ambiente e na ausência de agentes que coloquem em risco a saúde física e mental dos trabalhadores, independentemente da condição que ocupem (homens ou mulheres, maiores ou menores de idade, trabalhadores celetistas, servidores públicos, autônomos, etc.).24.

CIDADES SUSTENTÁVEIS

As funções sociais da cidade

Ser cidadão e morador da cidade é ter consciência dos seus direitos, exigi-los e exercer os seus deveres com responsabilidade. A Constituição da República de 1988 estipulou no artigo 5º, incisos XXII e XXIII, que o direito à propriedade é garantido em todo o território nacional, mas também estipulou que cada bem cumprirá a sua função social. O princípio da função social seria a acção das autoridades públicas destinada a satisfazer as necessidades de todos os cidadãos em termos de qualidade de vida, justiça social e desenvolvimento de actividades económicas.

De modo geral, a função social da cidade é cumprida quando ela proporciona aos seus moradores uma vida de qualidade, cumprindo direitos básicos, nos termos daquele art. Ou seja, a função social da cidade está intimamente relacionada com a questão dos direitos e garantias humanas, que garantirão, quando cumpridas, o bem-estar e a qualidade da vida humana. Portanto, o Município é responsável pela formulação da política urbana e pela implementação através do Plano Diretor das funções sociais da cidade e desta forma o direito à moradia é viabilizado e garantido a todos que ali residem. equipamentos, transporte público, higiene básica, saúde, educação, cultura e tempo livre, todos estes são direitos internos de quem mora na cidade. 38.

O plano diretor e o Direito de locomoção

Dentre os artigos da Lei 12.587/12 sobre Política Nacional de Mobilidade Urbana, o que se destaca para este estudo é o artigo 23, que estabelece a restrição ao trânsito de veículos automotores. As medidas de restrição à circulação de veículos automotores são geralmente utilizadas nas áreas centrais das grandes cidades. O programa de redução do tráfego de veículos visa, portanto, reduzir o acúmulo de automóveis nas grandes cidades e mesmo nos pequenos centros de forma a garantir qualidade de vida à comunidade e preservar o meio ambiente.

3.2 – A experiência do Município de São Paulo com o Programa de Restrição ao Trânsito de Veículos Automotores. Com uma frota de mais de 23,6 milhões de veículos, São Paulo foi a primeira cidade a implementar o sistema de rodízio de veículos. O que poucos sabem é que o sistema de rodízio de veículos foi implementado com o objetivo de melhorar as condições ambientais, a fim de reduzir a quantidade de emissões de gases de efeito estufa.

A circulação foi instituída pela Lei Municipal 12.490, de 3 de outubro de 1997, que autoriza o poder executivo a pilotar um programa de restrição ao tráfego de veículos automotores no município de São Paulo.60. 1º O órgão executivo fica autorizado a testar o programa de restrição ao tráfego de veículos automotores no município de São Paulo na forma da regulamentação.

MOBILIDADE URBANA E O SISTEMA DE RODIZÍO DE

Mobilidade urbana e a Lei Federal nº 12 .587/12

De forma bastante simplificada, a mobilidade urbana pode ser entendida como a facilidade de circulação de pessoas e mercadorias dentro da área urbana. II - mobilidade urbana: estado em que circulam pessoas e cargas na cidade; A Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana, aprovada em 2012, é um conjunto de medidas que promete melhorar o trânsito nas grandes cidades brasileiras.

A lei passou 17 anos em tramitação no Congresso Nacional e visa ampliar o transporte público e não motorizado como forma de melhorar a mobilidade urbana. Uma solução fiável para este crescimento ilimitado e mais razoável seria investir em transportes públicos integrados, de qualidade e não poluentes como o primeiro passo para uma mobilidade urbana sustentável em todos os sentidos. A Lei 12.587/12 sobre a Política Nacional de Mobilidade Urbana veio com o objetivo de melhorar ou pelo menos reduzir o impacto da evolução do transporte individual.

Os sujeitos da federação poderão utilizar, entre outros instrumentos de gestão do sistema de transportes e da mobilidade urbana: I - restrição e controle do acesso e do tráfego, permanente ou temporário, de veículos automotores em locais e períodos pré-determinados. Compete aos municípios: I - planejar, implementar e avaliar a política de mobilidade urbana e promover a regulação dos serviços de transporte urbano; II - prestar, direta, indiretamente ou por meio de gestão conexa, transporte público urbano e serviços coletivos de natureza essencial; III - formar pessoas e desenvolver instituições relacionadas à política de mobilidade urbana do município;

A experiência do Município de São Paulo com o Programa de

Como isto não funcionou, como a população por sua vez já não se preocupava com os quilómetros de congestionamento, houve então o reconhecimento da necessidade de intervenção através de medidas que garantissem a melhor utilização possível da capacidade rodoviária, conduzindo ao programa de restrição de veículos. veículos motorizados, ou também conhecida, rotação de veículos. São Paulo possui a maior frota de automóveis do país, em segundo lugar vem a capital mineira Belo Horizonte e por último o Paraná que ocupa a terceira posição. Disponível em http://www.leismuncipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei- ordinaria lei-ordinaria-n autorização-o-executivo-a-implantar-programa-de-restricao-ao- transporte-de-veículos-motorizados-no-município-de-são-paulo-e-de-outros-fornecidos html.

São Paulo é a primeira e até agora a única cidade a introduzir um sistema de rodízio de carros no Brasil. Para a implantação no Brasil, foram feitas algumas alterações nos modelos buscados, explica Fábio Feldmam, que foi secretário de Transportes de São Paulo em 1997. -de-transporte- explica-como-o-rodizio-pode-ser-mais-eficaz.html.

Era fundamental que o município quisesse melhorar o seu trânsito e por isso tivesse que investir, por exemplo, na construção do metrô e na utilização de veículos elétricos. Assim foi criado o programa de restrição de veículos automotores, que num primeiro impacto tinha como objetivo controlar a emissão de gases produzidos pelos veículos, a fim de retirar de circulação os veículos impróprios. Mais tarde, porém, esse programa passou a controlar o número de carros em circulação. o que reduzirá longas filas de congestionamento. Regulamentando a frota de veículos, haverá ganhos em todas as áreas, o meio ambiente ganha, a saúde da população ganha, os congestionamentos são reduzidos, a qualidade de vida das pessoas é melhorada.

Disponível em http://www.leismuncipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei-ordinaria lei-ordinaria-nauthoriza-o-executive-a-implar-programa-de-restricao-ao- transit -veículos-motorizados-no-município-de-são-paulo-e-outras-providências html.

Referências

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